Dicas para quem está construindo e reformando

março 14, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Arquitetura 

Construir ou reformar um imóvel nem sempre é uma das tarefa fácil. Mais do que projetar o resultado arquitetônico esperado, existem uma série de questões legais para as quais os proprietários precisam estar atentos para evitar que suas residências ou empreendimentos comerciais venham a ter problemas junto aos órgãos públicos responsáveis pela regularização imobiliária. Sobre este tema, a engenheira Sanrlei Polini, diretora da Soluções Consultoria, aponta cinco dicas essenciais que abrangem os cuidados necessários, em termos de documentação, que devem ser tomados por quem está realizando uma reforma.

Confira as dicas:

Projeto adequado: “É imprescindível a contratação de um engenheiro ou arquiteto especializado em reformas, pois este profissional terá condições de elaborar o projeto de reforma de acordo com as leis e normas técnicas estabelecidas pelos órgãos públicos locais, evitando assim problemas legais no futuro”.

Processo de aprovação: “Depois de finalizado o projeto para a reforma ou construção, é preciso encaminhá-lo para aprovação junto à prefeitura municipal. Para que o processo ocorra de maneira assertiva e sem grandes dores de cabeça para o proprietário, é importante a consultoria de uma empresa especializada, que já conhece os trâmites legais e burocráticos e pode garantir maior sucesso à ação”.

Mão-de-obra: “As pessoas que trabalharão no dia-a-dia da obra também precisam ser especializadas e de confiança. Além disso, é importante que sejam permanentemente acompanhadas por um engenheiro ou arquiteto que gerenciem o trabalho e garantam que tudo sairá conforme acordado”.

Documentação: “Após a conclusão da obra é preciso solicitar junto à prefeitura o “Habite-se”, documento que comprova legalmente que o imóvel foi construído de acordo com o aprovado. Além disso, também é preciso levar o projeto do imóvel e o “Habite-se” para averbação (declaração) no registro de imóveis”.

Laudos especiais: “No caso dos imóveis comerciais, é importante não esquecer que também é preciso obter com os órgãos públicos outros laudos e aprovações que são obrigatórios para o funcionamento dos estabelecimentos, tais como: vigilância sanitária, bombeiros e órgãos ambientais”.

Fonte: Zap Imóveis

Reforma no apartamento sem incomodar os vizinhos

setembro 12, 2011 by lmenezes · 1.328 Comments
Filed under: Arquitetura 

Aumentar a sala, quebrar as paredes do banheiro, trocar os azulejos da cozinha e o carpete dos quartos. Além de exigir investimento, a reforma de um apartamento dá muito trabalho. É um verdadeiro teste de paciência e diplomacia não só para quem mora no imóvel, mas também para os vizinhos, que terão que conviver por semanas ou meses com ruídos de martelo, marreta e furadeira.

Por mais simples que seja, toda reforma sempre provoca algum tipo de barulho ou sujeira. Antes de começar as obras é preciso saber que, sem planejamento, a tarefa pode se tornar um pesadelo que vai acabar dragando todo dinheiro e ainda deixar dívidas.  “O primeiro passo é comunicar previamente ao síndico quando se pretende efetuar uma reforma no apartamento. Tal atitude favorece a administração do condomínio, permitindo a definição dos horários de limpeza, a preparação das áreas comuns que poderão ser afetadas pela reforma e até mesmo planejar, em conjunto com outra unidade que também esteja em reforma, a remoção do entulho da obra, gerando economia para ambos”, afirma a advogada da Lex Magister, Renata Cassiano Capuzzo, especialista em Direito Imobiliário.

De acordo com Renata, o barulho de obras pode causar irritação e, se forem feitos fora de hora, provocarão estremecimentos na relação entre vizinhos. “Sem dúvida, o barulho é um dos problemas que mais geram atritos no condomínio. Não só as reformas em áreas comuns ou privativas, mas também as mudanças, os transportes de materiais de construção, uso da piscina, academia ou da quadra de esporte e outras atividades têm limitação de horário”, explica. “Para evitar conflitos, todos os condôminos devem conhecer e obedecer ao que está estabelecido no Regulamento Interno, com as proibições e os horários definidos para as atividades que produzem barulho”.

A advogada aconselha ainda que, antes de iniciar a reforma do apartamento, é necessário contratar um arquiteto ou engenheiro para projetar a obra. “O objetivo é não prejudicar, em hipótese alguma, a estrutura do edifício. Além disso, é necessário ter em mãos os dados completos da pessoa ou empresa contratada. É muito importante contratar profissionais especializados, com a formação adequada, para criarem um projeto da forma mais segura e otimizada possível. A planta do imóvel deve ser analisada para verificar onde há vigas, colunas, dutos de eletricidade e tubulações de água, evitando que eles sejam danificados”.

Ao planejar mudanças estruturais em um imóvel, muitas regras devem ser seguidas. Renata lembra dos riscos e custos quando não se contrata mão-de-obra não especializada. “A pessoa corre o risco de perder tempo, dinheiro e material”, ressalta a advogada, recordando ainda que o padrão estético da fachada dos prédios não pode ser alterado, nem pintado de outra cor. “O ideal é conversar com a administração do condomínio para saber o que pode ou não ser feito. O bom senso e o diálogo ajudam muito em qualquer situação”, conclui Renata.

Fonte: R7

Truques para ampliar os ambientes gastando pouco

agosto 24, 2011 by lmenezes · 1.301 Comments
Filed under: Arquitetura 

 

Em casas e apartamentos pequenos, todo e qualquer centímetro faz a diferença. Para dar a sensação de amplitude sem gastar muito, utilizar as cores certas nas paredes ou ainda dispor de soluções simples de organização dos espaços são truques fáceis de aplicar e que geram ótimos resultados.

A cozinha, por exemplo, é o lugar onde todo mundo gosta de se encontrar. A turma é grande e o ambiente é pequeno? Uma dica é unir a cozinha e a sala, assim todos terão a impressão de um lugar maior. Para separar onde termina um cômodo e começa o outro, use cores diferentes. “Tirar a parede da cozinha, integrando-a com a sala, ajuda a ampliar o espaço”, diz Erica Taguti, consultora de pinturas decorativas da Glasurit.

Não existe cor certa ou errada: tudo vai depender do estilo e gosto pessoal dos moradores. Para ampliar os cômodos, porém, o melhor é usar cores mais claras. “Podem ser combinadas cores diferenciadas ou a seleção de opções com contraste mais suave”, sugere Erica. As cores frias também passam uma sensação de espaço maior. Entre as sugeridas pela especialista estão o verde piscina, o verde lima, o gelo, o azul céu e o roxo. “Elas são indicadas porque ‘afastam’ visualmente as paredes”, explica Erica.

No entanto, para aqueles que quiserem optar por cores mais escuras, também existe solução. Dependendo do ambiente, tons de concreto e até mesmo o preto, ao contrário do que se pensa, ajudam a deixar o ambiente maior. ”Nesse caso, é preciso boa iluminação. Procure utilizar a cor mais escura em paredes pequenas, para não pesar muito”, completa a consultora.

Os truques não param por aí. Usar listras horizontais também ajuda a “alargar” a parede. Se ela for mais fina, no entanto, listras verticais podem ser usadas para dar a impressão de um pé direito mais alto. Para fazer listras, basta usar fita crepe e muita criatividade. Já para os tetos o ideal é usar uma cor mais clara. O branco é uma ótima opção, pois reflete melhor a luz.

Fonte: R7/ Imovelweb

Imóvel não deve ficar mais caro com novas regras de acústica

agosto 13, 2011 by lmenezes · 753 Comments
Filed under: Arquitetura, Engenharia 

Fernanda de Moraes Bonadia

Em março de 2012 vão começar a valer as novas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas) para edifícios habitacionais. Entre elas estão as regras que vão melhorar a acústica dos imóveis.

“As novas regras da ABNT não vão, necessariamente, elevar os preços  dos imóveis”, afirma o vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Carlos Borges. Ele explica que isso vai depender da empresa que realizar a construção, da tecnologia utilizada, do sistema construtivo e de como ele será usado. Sem falar da região onde o edifício ficará, pois uma rua com muito barulho e trânsito exige maior isolamento acústico.

Para ele, a norma possui muitos pontos positivos, pois regula o mercado e “deixa as regras do jogo claras”. “Ela traduz de forma técnica as necessidades dos usuários de imóveis”, salienta Borges. Afinal, o barulho  enfrentado por alguns consumidores pode ser uma questão de arquitetura e engenharia, e essa regra visa sanar parte desse problema.

Pontos positivos para os usuários
Ao olhar para o edifício do ponto de vista do usuário, destaca Borges, essa regra estabelece o ruído máximo exigido para cada setor do imóvel, como as paredes e os pisos. E o que interessa mesmo é o resultado final, ou seja, independente do material usado na construção, é necessário cumprir o isolamento acústico.

Além disso, a nova norma define os diferentes tipos de ruídos a serem driblados, como o de impacto (salto de mulheres, por exemplo), o aéreo, o provocado por equipamentos, além do som ambiente, que varia de acordo com a localização do edifício.

O vice-presidente de Tecnologia e Qualidade avalia que essas regras serão boas para os usuários, pois facilitam a medição objetiva. Haverá um método para que um especialista consiga medir in loco se o imóvel atende às normas. “Ela é mais clara e mais objetiva”, reitera Borges.

Psiu!
Em relação ao barulho em edifícios, a especialista em Direito Imobiliário, Rita de Cássia Serra Negra, lembra que “o condomínio é uma comunhão de pessoas e interesses”. Por isso é preciso levar em conta que o direito de um morador vai até o limite do direito do outro.

A advogada do escritório Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida, Esteves Advogados, Daniella de Almeida e Silva, explica que a questão é tratada pela Lei do Psiu, que estabelece que, entre 22h e 7h, as pessoas não façam barulho acima de 45 decibéis. Já no outro intervalo, não são permitidos ruídos acima de 55dB. Para se ter uma ideia, uma conversa tranquila pode alcançar 55dB, enquanto que o som de um secador chega a 90dB.

Além dessa regra municipal, cada edifício é regido pela Convenção de Condomínio, que usa a Lei do Psiu como base e costuma ampliar as restrições em relação ao barulho, como no caso de proibir cachorros no interior dos imóveis ou aumentar o silêncio até as 10h, por exemplo.

Mas, o que fazer caso uma pessoa exagere no barulho? Rita de Cássia explica que é comum os moradores tentarem uma conciliação com o condomínio ou até com a administradora. Nesses casos a pessoa que provoca os ruídos recebe notificações ou pode até ser multada, caso isso esteja previsto na Convenção do Condomínio.

Quando essas ações não são suficientes, é possível fazer uma denúncia pelo número 156 ou em qualquer subprefeitura de São Paulo.

Atenção às regras
Vale lembrar que a Convenção é instituída no momento em que o condomínio é criado no Registro de Imóveis. Por isso, quem estabelece as primeira regras é a Construtora.

Entretanto, os condôminos podem alterar as normas através de assembleias, desde que seja atingido um quórum específico. Nessas reuniões são discutidas, por exemplo, alterações de cláusulas muito brandas, muito rígidas, alteração de um valor da multa etc.

Porém, a Convenção, de acordo com Rita, é a regra máxima do condomínio. Por isso, sempre que a pessoa for comprar um imóvel, é importante lâ-la atentamente para verificar as restrições. “A pessoa vai ter que se adaptar as regras”, reitera a especialista.

Fonte: InfoMoney

Refúgios dentro de casa

agosto 2, 2011 by lmenezes · 1.034 Comments
Filed under: Arquitetura 

 

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio

Seja por razões financeiras, sensação de insegurança ou comodidade, há quem dispense as baladas e dê preferência a curtir seu cantinho, só ou muito bem acompanhado. Com várias opções disponíveis no mercado de produtos, sejam móveis, sejam eletroeletrônicos, atualmente é possível ter ótimos momentos em casa. Uma das profissionais que acreditam nessa possibilidade é a arquiteta Janaína Pacheco. Segundo ela, para isso, o espaço no lar deve estar preparado para oferecer ao morador o que ele julga mais apropriado para o seu bem-estar. “O tempo hoje é o mais precioso dos bens e as pessoas querem desfrutar dele com qualidade. E a arquitetura de interiores busca a materialização disso”, explica.
 
Para começar a transformar, é necessário levar em conta alguns critérios, de acordo com os hábitos e desejos dos moradores, como observa a arquiteta Fernanda Curi, da Curi Arquitetura. “A função que o morador pretende dar ao espaço, o tamanho do ambiente, a sensação que vai causar e quanto quer gastar com esse projeto também devem ser considerados”, acrescenta.
 
Além de conhecer o desejo do morador e seus hábitos, a arquiteta Fernanda Frascoli ressalta a importância de, a partir daí, avaliar a área destinada ao projeto. “É preciso, ainda, considerar sua integração com as demais áreas da casa e sua adequabilidade ao uso proposto”, observa.
 
Para quem gostou da ideia e quer, ele mesmo, fazer a mudança, uma das soluções mais modernas e baratas é a pintura. A versatilidade de opções agrada a todos os gostos e possibilita dar asas à criatividade, personalizando os ambientes da casa. “Hoje existem no mercado várias possibilidades nesse sentido: efeitos decorativos imitando tecidos e materiais como o aço inox, a madeira e as pedras naturais”, exemplifica Janaína.
 
Outra opção apontada por Fernanda Frascoli é reaproveitar o mobiliário com pequenas intervenções que o façam parecer novo. “A personalização está em alta. Um novo tecido para um sofá antigo, uma pintura mais ousada para uma cristaleira de família, enfim, tudo isso bem escolhido pode dar um charme especial e exclusivo à casa.” Além disso, ela diz que se pode investir em bons adornos, por um preço bem acessível. “Mas é preciso garimpar um pouco”, completa.
 
A arquiteta Fernanda Curi aponta que uma forte tendência atualmente é criar varandas (espaços) gourmets. “Para quem não quer gastar muito com equipamentos, pode ter o apoio da cozinha”, lembra. A grande disponibilidade de eletroeletrônicos no mercado também ajuda a criar ambientes aconchegantes e práticos. Uma das sugestões da arquiteta para compor o espaço gourmet são adegas climatizadas. “Além delas, mobiliários descontraídos, cores neutras e iluminação indireta”, acrescenta.
 
INVESTIMENTO
 
Espaço para refeições ao ar livre, ambiente para meditação, local para o café da tarde e cantinho para leitura são só alguns dos ambientes que podem ser especialmente criados para se divertir ou relaxar em casa. Para isso, alternativas simples e, muitas vezes, baratas não faltam. Poe exemplo, som ambiente e artigos que trazem conforto e um requinte especial, como velas e aromatizadores. Com tantas opções, é preciso cuidado para não exagerar na dose.
 
Para que isso não ocorra, Fernanda Curi sugere usar cores neutras nos elementos principais – piso, parede, cortina, móveis – e cores fortes e estampas nos detalhes. “Como em almofadas, adornos, uma poltrona ou uma mesa lateral e bancos. Assim fica mais difícil de errar”, diz.
 
Janaína Pacheco (foto) também aposta no emprego de cores neutras no mobiliário, ousando-se em algumas peças. “Outra dica é não encher os ambientes de móveis. Assim, os espaços tendem a ficar mais amplos e isso melhora a leitura do conceito decorativo da casa”, observa a arquiteta.
 
Acertar na escolha dos elementos de composição dos ambientes surte grandes efeitos. Para criar uma atmosfera relaxante, não precisa muito. Veja como alternativas simples aumentam o bem-estar de quem mora sozinho ou acompanhado.
 
Fonte: Júnia Letícia/Jornal Estado de Minas

Arquitetos de interiores bolam novas e originais maneiras de instalar TVs em um ambiente

julho 8, 2011 by lmenezes · 1.224 Comments
Filed under: Arquitetura 
 

Cada vez mais sofisticadas tecnologicamente, as TVs ocupam as mentes, corações e, claro, a decoração das casas do grande público. E inspiram arquitetos de interiores e designers a bolar novas e originais formas de instalar os equipamentos.

A designer de interiores Roberta Devisate conseguiu fazer com que uma TV fosse útil para dois ambientes: através de um painel com sistema giratório, o aparelho fica acoplado na marcenaria do cômodo, mas, em situações eventuais, tem sua posição invertida para outro espaço da casa. No lugar do utensílio, entra rapidamente a imagem de um quadro. O giro pode ser acionado através de uma ferragem embutida no móvel.

O truque é simples, mas eficiente para casos em que não haja necessidade de instalar dois equipamentos em locais tão próximos. A ideia foi criada de uma maneira que a aparelhagem de som também possa ser integrada à TV.

“Como a cobertura já contava com uma sala de cinema no segundo andar, a cliente queria algo mais simples, que pudesse ter a versatilidade para os dois cômodos sem precisar investir em mais aparelhagens de home-theater. Desta forma, foi feito um recorte na alvenaria, coberto por um painel em madeira com sistema giratório embutido em aço, onde a TV foi fixada”, explica Roberta.

Para integrar melhor a TV de plasma aos seus projetos, a arquiteta Leila Dionizios normalmente cria um painel de madeira, com um nicho onde o aparelho é inserido. A tela deve ficar no mesmo nível que o acabamento de marcenaria. Segundo a arquiteta, o ideal é que o painel seja na cor preta, o que garante mais nitidez às imagens quando a TV está ligada, além de escondê-la melhor, quando desligada.

No projeto de um quarto, num apartamento no Jardim Botânico, as arquitetas Carmen Zaccaro e Marise Kessel tiveram a ideia de colocar a TV suspensa no alto. Como esconder os cabos? A ideia foi passar os fios por um tubo oco que desce do teto. Uma prolongação da marcenaria foi elaborada para que a parte de trás do aparelho não ficasse aparente.

“Ainda é possível girar a televisão para qualquer direção. O cliente adorou’, garante Carmen.

Gerente da loja Definitive, Diego Dourado diz que a TV moderna, até pelo seu design mais fino, pode se adaptar bem a qualquer cômodo da casa. Basta usar a criatividade. No caso do estabelecimento, uma das ideias mais procuradas é a do aparelho dentro de um espelho.

“A única mudança de um ambiente para outro é em relação ao suporte. Dependendo do local onde o morador for colocar o equipamento, a base muda e um custo extra está envolvido”, explica Diego.

Por Felipe Sil 
Fonte: Revista Zap

Prêmio O Melhor da Arquitetura 2011 tem inscrições prorrogadas até dia 4 de julho

junho 30, 2011 by lmenezes · 984 Comments
Filed under: Arquitetura 

A quarta edição do prêmio O Melhor da Arquitetura, promovido pela revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO, passa a contemplar projetos de caráter industrial, em Edifícios Institucionais, e de reformas de casas e apartamentos, na categoria Residencial

As inscrições para o Prêmio O Melhor da Arquitetura 2011, promovido pela revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO, da Editora Abril, foram prorrogadas para até dia 4 de julho. A premiação tem como objetivo destacar a criatividade dos profissionais, os projetos inovadores, as soluções sustentáveis, os aspectos técnicos e estéticos, além de revelar as tendências em arquitetura e urbanismo que promovem a qualidade de vida nos espaços públicos, ambientes de trabalho, espaços comerciais e residenciais.

“O prêmio vem se consolidando a cada ano, graças ao reconhecimento por arquitetos renomados e também ao empenho em atrair jovens talentos do mercado”, destaca Lívia Pedreira, publisher do Núcleo Casa e Construção da Editora Abril. Em 2010, foram 347 projetos inscritos, 64 finalistas (que foram selecionados pela redação e submetidos a um júri de nove profissionais e formadores de opinião) e 22 premiados. A definição dos vencedores leva em conta também a votação dos leitores e internautas: o ano passado foram 26 mil votos pela Internet.

Segundo Livia, a expectativa este ano é ampliar ainda mais a participação dos arquitetos de todo o país e mostrar a diversidade de soluções e a riqueza da produção arquitetônica nacional. “Por essa razão, nesta edição iremos contemplar projetos de caráter industrial em Edifícios Institucionais e, a pedidos, abrimos possibilidades para reformas de casas e apartamentos na categoria Residencial”, destaca.

Devido à relevância do evento, neste ano, foi criado um portal – www.melhordaarquitetura.com.br – dedicado especialmente ao prêmio. Por meio desse canal, o internauta tem acesso ao regulamento e ao sistema de inscrições. Além disso, o site reúne depoimentos de finalistas, vencedores, galerias de fotos e vídeos das três edições anteriores.

Para valorizar e apresentar a um público amplo os destaques da premiação, está programada uma exposição dos projetos finalistas no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, entre os dias 7 e 20 de novembro. “Acreditamos que com esta mostra reafirmamos nosso compromisso em ampliar o espaço de discussão sobre a arquitetura no Brasil”, pontua Livia.

Inscrições gratuitas até 4 de julho
O prazo para a entrega dos trabalhos vai até o dia 4 de julho de 2011. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas via Internet (www.melhordaarquitetura.com.br) por meio do preenchimento do ,formulário, da ficha técnica e entrega do material para seleção prévia (1ª fase), conforme as regras expostas no regulamento. Os critérios básicos de avaliação da Comissão Julgadora são: inovação, solução plástica, implantação e integração com o entorno, sustentabilidade ambiental, acessibilidade, conforto termoacústico e materiais. Haverá também a votação via Internet na segunda fase da premiação.

Os vencedores (um por categoria) receberão o troféu O MELHOR DA ARQUITETURA 2011, além da publicação dos projetos na revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO e participarão da exposição no Museu da Casa Brasileira, juntamente com os demais finalistas. Os projetos arquitetônicos inscritos devem se enquadrar nas 10 categorias da premiação e terem obras realizadas e concluídas no território nacional no período de 1º de janeiro de 2008 a 31 de maio de 2011.

As categorias do O Melhor da Arquitetura 2011 são: Intervenção Urbana; Retrofit; Edifícios Institucionais nas áreas de Educação, Cultura, Saúde, Lazer e Indústria; Edifícios Comerciais ou de Escritórios (limitados a até 4 pavimentos ou 500 m²; e acima de 4 pavimentos ou 500 m²); Escritórios (instalações e interiores); Hotelaria (hotéis e resorts); Bares, Restaurantes e Casas Noturnas; Lojas e Showrooms; Condomínios Residenciais unifamiliares horizontais ou verticais (limitados a até 5 pavimentos ou 3 000 m²; e acima de 5 pavimentos ou 3 000 m²); Residencial (Reforma – Casa ou Apartamento, Cidade, Praia e Campo).

Cronograma:
Inscrições: até 4 de julho (www.melhordaarquitetura.com.br)
Divulgação oficial de 3 finalistas por categoria: de 28 de julho a 1 de agosto
Entrega do material completo na 2ª fase: 1 a 22 de agosto
Votação pelo site: 9 de agosto a 22 de setembro
Votação pela Comissão Julgadora: 8 a 19 de setembro
Cerimônia de entrega dos prêmios: 31 de outubro
Exposição dos projetos vencedores no Museu da Casa Brasileira: 7 a 20 de novembro

Casa construída com contêineres fica aberta para visitação até 19 de junho

maio 30, 2011 by lmenezes · 1.400 Comments
Filed under: Arquitetura 

Arquiteto Danilo Corbas tinha como foco para o projeto de sua própria residência o uso de materiais reciclados, construção limpa e conforto termoacústico

Mauricio Lima

Até o dia 19 de junho, o arquiteto Danilo Corbas deixa abertas as portas de sua nova residência para visitação: a Casa Container. Inaugurada no início de maio, após sete meses de construção, a casa com 196 m² de área útil foi construída com quatro contêineres marítimos inutilizados, adaptados para abrigar três quartos, sala de estar, sala de jantar e cozinha gourmet integradas, escritório, três banheiros, área de serviço, garagem e varandas.

 

 

 

Para a área da escada foi utilizado steel-frame

 

Os quatro contêineres formam a estrutura da casa, sendo dois dispostos no pavimento inferior e outros dois dispostos perpendicularmente sobre os primeiros, formando o pavimento superior. Segundo o arquiteto, seu objetivo era reciclar materiais e evitar a utilização de areia, tijolo, cimento, água e ferro para a estrutura, tornando o canteiro de obras mais limpo.

 

O projeto previa uma terraplanagem suave do terreno, utilizando sistema de compensação entre corte (50 cm) e aterro (até 80 cm), para deixar um único platô quase em sua cota original. Os serviços de terraplanagem e limpeza do terreno foram executados em um dia.

 

Para a fundação da casa, foram utilizadas sapatas isoladas nas extremidades dos contêineres e sob as colunas de reforço, colocadas para aguentar os contêineres superiores. De acordo com Corbas, pelo peso da construção, de 18 t (4,5 t por contêiner), não foi necessária a colocação de ferragens nas sapatas, trabalhando basicamente o esforço de compressão.

 

O isolamento termoacústico do contêiner formado por chapas de aço foi um dos quesitos que exigiu maior atenção do projetista. A lã PET e o drywall foram empregados para o isolamento das paredes, enquanto no teto foram utilizadas telhas térmicas com uma camada de poliuretano, juntamente com lã mineral basáltica.

 

O principal objetivo da casa era ser sustentável. Para isso, o arquiteto introduziu itens como sistema de reuso de água pluvial, ventilação cruzada nos ambientes, telhado verde, telhas brancas, iluminação em LED, sistema de aquecimento solar e uso de salamandra para aquecimento. A iluminação natural também faz parte do projeto: o vão formado entre os dois contêineres inferiores foi fechado com vidro, além de janelas basculantes, instaladas por toda a casa.

 

“Nós, arquitetos e engenheiros, temos a responsabilidade de transformar os atuais conceitos da construção civil, das técnicas construtivas e da arquitetura para que não estejamos tão a mercê dos interesses exclusivamente econômicos. Temos que priorizar a qualidade, transformar o mercado para que ofereça uma arquitetura perene, livre de modismos. Isso é sustentabilidade”, disse Corbas.

 

 

A visita pode ser agendada gratuitamente pelo site do projeto.


Detalhes da casa durante a obra

 


Interior foi revestido com drywall e lã PET

 


Detalhe da casa antes da pintura

 


Fachada da casa

via PINIweb.com.br

São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou “verde”

maio 30, 2011 by lmenezes · 636 Comments
Filed under: Arquitetura 

Dois Projetos de Lei, cada um sobre um tipo de cobertura, tramitam simultaneamente na Câmara Municipal com o objetivo de melhorar o conforto ambiental dos imóveis

Mauricio Lima

A Câmara Municipal de São Paulo discute atualmente dois Projetos de Lei referentes às coberturas dos imóveis da cidade. Um deles, o PL 615/09, de autoria do vereador Antônio Goulart (PMDB), prevê que todos os imóveis da cidade sejam pintados na cor branca, enquanto o outro, o PL 115/09, proposto pela vereadora Sandra Tadeu (DEM), prevê que novos condomínios edificados com mais de três unidades contem com “telhado verde”. Os dois PLs já foram aprovados em primeira fase pela Câmara, mas ainda não há estimativa para as votações em definitivo.

 

 

Projeto de Lei que exige obrigatoriedade, principalmente pela cobertura branca em toda a cidade, gera polêmica no setor

O objetivo dos projetos é o mesmo: diminuir as ilhas de calor na capital paulista. O telhado branco contribui para essa redução, pois tem como uma das características a capacidade de refletir os raios solares, enquanto telhados escuros absorvem esses raios, aumentando as ilhas de calor. Já a camada de terra dos “telhados verdes”, por sua vez, promove o aumento da inércia térmica da cobertura,  de modo que sua temperatura não mude tão rapidamente.

 

Apesar dos dois sistemas apresentarem características para melhorar o conforto térmico do ambiente, o setor apresenta opiniões diferentes sobre o tipo de cobertura mais adequada. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) divulgou recentemente uma nota  afirmando que “a utilização da cor branca ou clara de forma generalizada pode trazer problemas funcionais para o ambiente construído, pois a excessiva reflexão de luz pode causar ofuscamento e desconforto visual para ocupantes de edifícios vizinhos”.

 

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) também divulgou notícia convergente  à  posição do CBCS em seu site : “Além de desnecessária, a especificação de qualquer cor ignora necessidades estéticas, culturais e de funcionalidade, podendo descaracterizar conjuntos históricos”.

 

Já o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), por meio da campanha “One Degree Less”, defende que se os raios forem refletidos, além da diminuição do número de ilhas de calor, há também a redução da utilização de ar-condicionado, diminuindo a emissão de gás carbônico. O conselho cita inclusive um estudo realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, que mostrou que coberturas escuras absorvem 80% do calor e as claras refletem até 90% da luz solar.

 

Segundo a pesquisadora Maria Akutsu, responsável pelo Laboratório de Higrotermia e Iluminação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) o problema está na obrigatoriedade do uso de um dos sistemas, se um dos projetos for aprovado, já que a aplicação de quaisquer soluções dependem de vários fatores, que podem não ser necessariamente adequados para todos os casos. O arquiteto Lourenço Gimenes, do escritório FGMF, compartilha da mesma opinião: “A aplicação desses dois tipos de telhados deve ser estudada caso a caso. Se você tiver uma cobertura que é ocupada pela caixa do elevador, pela caixa d’água e por painéis solares, você vai pintar o quê de branco? Ou vai colocar um pequeno espaço com vegetação?”.

Gimenes ainda defende que a cobertura não é o único fator a provocar um impacto térmico no edifício. “As fachadas norte, leste e oeste recebem calor praticamente o dia todo, mas é dada pouca atenção para elas, que têm um impacto muito maior no conforto térmico”, diz o arquiteto.

Entre as uasn opções de cobertura, a pesquisadora do IPT ainda defende o telhado verde que, segundo ela, traz vantagens como a melhoria da qualidade do ar e a maior retenção de água da chuva. Caso o PL favorável às coberturas brancas seja aprovado, ela observa alguns fatores que merecem atenção: ”deve-se primeiro haver cuidado com a qualidade da tinta, para que não crie fungos. Além disso, uma telha cerâmica, ao ser pintada, por exemplo, pode perder algumas de características, como a porosidade”, finaliza.

via PINIweb.com.br

Vidros

maio 4, 2011 by lmenezes · 1.634 Comments
Filed under: Arquitetura 

4.000 A.C.- Os Fenícios descobriram o vidro nas fogueiras dos acampamentos.

Sec. III A.C.- O vidro é considerado jóia e cobiçado pelos poderosos.

100 a.C.- Os romanos desenvolveram a técnica do sopro, dentro de moldes, na fabricação do vidro, o que possibilitou sua produção em série.

Sec. XIII – Apogeu em Murano, Veneza.

Sec. XVIII – Luis XIV, Franca, monta a empresa Saint-Gobain que prospera a industria do vidro.

1930 – A revolução industrial mecaniza os processos de fabricação do vidro.

1950 – Pilkington, Inglaterra, representou uma revolução tecnológica na história quanto à planimetria e transparência, as qualidades fundamentais do vidro plano.

 

Composição

Você sabia?

1) Com 1kg de caco pode-se fazer 1kg de vidro novo

2) O mesmo vidro pode ser reaproveitado quantas vezes precisar

3) Um vidro jogado na natureza leva 4 mil anos para desaparecer

4) O Brasil alcançou um índice de 45% no reaproveitamento de embalagens em relação à produção total no país que é de 1.280 toneladas/ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro).

Vidros Planos:

Vidro float

O vidro float é um vidro plano transparente, incolor ou colorido, com espessura uniforme e massa homogênea. Pode ser: laminado, temperado, curvo, serigrafado, jateado e usado em duplo envidraçamento. Utilizado na indústria automobilística, eletrodomésticos, construção civil, móveis e decoração.

Vidro impresso

Translúcido, incolor ou colorido,  recebe a impressão de um padrão (desenho) quando está saindo do forno. É usado na construção civil, eletrodomésticos, móveis, decoração e utensílios domésticos.

 

 

Vidros de segurança:

1.Vidro temperado

O vidro temperado é um vidro float que recebe um tratamento térmico (é aquecido e resfriado rapidamente), que o torna mais rígido e mais resistente à quebra. Em caso de quebra produz pontas e bordas menos cortantes, fragmentando-se em pequenos pedaços arredondados.

2.Vidro laminado

O vidro laminado é composto por duas chapas de vidro intercaladas por uma película plástica de grande resistência (PVB – Polivinil Butiral). O vidro laminado é o produto adequado para diversas aplicações, como coberturas, fachadas, sacadas, guarda-corpos, portas, janelas, divisórias, vitrines, pisos e outros, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos na película de PVB, evitando ferimentos e mantendo a área fechada até que a substituição do vidro seja realizada. Além disso, o vidro laminado possui outros benefícios, como a redução da entrada de ruídos externos (quando comparado aos vidros comuns) e a proteção contra os raios UV (Ultravioleta), pois o PVB barra 99,6% dos raios solares UV (Ultravioleta), protegendo as pessoas dos danos causados por esse tipo de raio, evitando o desbotamento e envelhecimento dos móveis, cortinas, tapetes e outros objetos.

3. Vidro aramado

O vidro aramado é composto por vidro laminado fundido com uma malha metálica que impedem que, ao quebrar, os cacos se soltem. Usado em coberturas, quarda-corpo de escada, este vidro retarda a chama, em caso de incêndio, por uma hora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vidro Acidado:

São vidros tratados com ácido e com aparência esbranquiçada. Oferece diversas opções estéticas para arquitetos e decoradores, pois combinam a leveza do vidro com a sutileza da translucidez, dando um toque de nobreza ao design de móveis e à decoração dos mais diversos ambientes. Tem  textura acetinada, suave e uniforme que facilita a limpeza e evita as indesejáveis marcas de impressão digital.

 

 

 

Vidro jateado

Acabamento feito com jato de areia que deixa o vidro fosco. A adesivagem tem efeito bem semelhante.

 

Vidro refletivo

Os vidros refletivos são também, popularmente, conhecidos como espelhados. Aplicados em janelas e fachadas na sua forma comum ou laminada, bloqueiam a entrada de calor no ambiente interno, reduzindo também a incidência de luz . Além disso, vistos pelo lado de fora, impedem a visão para o lado de dentro durante o dia, preservando a privacidade interna e, de quebra, valorizam a fachada por seu aspecto moderno, combinando espelhação e cores diversas. Existem muitos tipos de refletivos, cada um com suas características e performances diferentes.

Vidro duplo

O vidro termoacústico é também denominado vidro insulado, vidro duplo ou sanduíche de vidros. Na verdade, trata-se de um sistema de duplo envidraçamento, com o benefício da camada interna de ar. O sistema é aproveita ao máximo a luz natural, com bloqueio do calor proveniente da radiação solar. Também proporciona grande conforto acústico, com maior bloqueio do som. Permite combinar, também, vidros com propriedades diferentes, aproveitando as características de cada um, como, por exemplo, a resistência dos vidros temperados (externamente) com a proteção térmica e acústica e a segurança dos vidros laminados refletivos (internamente). O conjunto é garantido pela dupla selagem: a primeira, para não haver troca gasosa; a segunda, para garantir a estabilidade do conjunto. Internamente ao perfil de alumínio, há um hidrossecante, o qual garante a completa ausência de vapor d’água, impedindo seu embaçamento. Este sistema faz com que o insulado seja ótimo isolante térmico e acústico.

Arq. Carmen Moniz

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