Imóveis: cuidado dobrado com o concreto confeccionado na obra.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Vou aproveitar a experiência vivenciada por um amigo, para escrever algumas linhas sobre as questões envolvendo a confecção de concreto na própria obra e as consequências de uma estrutura mal executada.

Não é incomum, obras de pequeno e médio porte, utilizarem-se do expediente de confeccionar concreto na própria obra em razão de uma série de motivos, entre os quais:

  • Redução de custos
  • Dificuldade de agendamento com empresas de fornecimento de concreto
  • Volumes muito pequenos em função de estruturas de menor porte ou apenas de parte destas, como pilares, por exemplo
  • Localização da obra, longe de grandes centros urbanos
  • Outros diversos

O motivo não importa, o fato é que a situação ocorre mais do que se imagina e os cuidados devem ser redobrados !

Os concretos utilizados em estruturas, mesmo em obras de menor porte, desde a publicação da NBR 6118 em 2003, devem possuir resistências de acordo com uma série de prescrições, entre as quais qualidade e durabilidade da estrutura – descritos nos itens 5 e 6 da referida norma:

1) São os requisitos mínimos de qualidade classificados no item 5.1.2

  • Capacidade resistente
  • Desempenho em serviço
  • Durabilidade

2) As estruturas de concreto devem  ser projetadas e construídas de modo que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida útil

Já no item 8.2.1  da mesma norma, que fala sobre as Classes do Concreto, lê-se:

  • Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de resistência do grupo I, indicadas na  ABNT NBR 8953, ou seja, até C50.
  • A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme  ABNT NBR 6122, e em obras provisórias.

Portanto a classe mínima com que lidamos nas obras, independente do porte, é a C15 ou a C20 para o caso de Superestrutura.

Convém salientar que estas classes de concreto são ligeiramente superiores às utilizadas em grande parte das obras realizadas até 2003. A prática, entretanto, demonstra que grande parte dos Projetistas de Estruturas utilizam valores compreendidos entre as classes C25 e C35, nas obras corriqueiras, e assim as resistências  de projeto praticamente dobraram nesta última década.

Tenho observado, muitas vezes, que a confecção de concreto em Obra tem um acompanhamento bastante precário por parte dos responsáveis técnicos pela execução, como se a simples mistura dos materiais básicos (cimento, areia, brita e água) obrigatoriamente produzissem concretos de resistência compatível com o necessário, independente do traço estabelecido e das propriedades dos materiais.

Isto tudo, serve para descrever o caso acontecido, onde uma estrutura projetada para concreto com resistência 20 MPa, e que tiveram pilares preenchidos com produto confeccionado na própria obra, apresentou resultados de resistência a compressão média da ordem de 10 MPa !?

Imóveis em edifícios verdes.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

Os conceitos ali descritos, bem como o mecanismo do inovador “green building”, que vem se desenvolvendo nos EUA, e em diferentes escalas no resto do mundo, nos dá uma boa visão do que está acontecendo e o que podemos esperar que aconteça aqui no Brasil.

O mercado deve se preparar para esta revolução na Indústria da Construção que ainda se encontra incipiente !

Nos últimos anos, houve um crescimento significativo na compreensão de construtores e proprietários de imóveis sobre as vantagens dos Edifícios Verdes. Nos dias de hoje, o desenvolvimento de construções verdes já não é uma iniciativa isolada. As notícias preocupantes sobre o aquecimento global e a poluição do meio ambiente, hoje, estão entre as principais prioridades e os incorporadores estão cientes que os clientes estão à procura de edifícios verdes. Isso gera um movimento silencioso, mas contínuo, na direção de adotar itens de construção verde e forçam para que os arquitetos adotem o estilo e as idéias deste conceito.

Fatos sobre Edifícios Verdes

As preocupações ecológicas e a crescente conscientização dos benefícios de edifícios verdes deram um impulso na demanda por imóveis verdes em Nova York e no resto os EUA. Preocupações com o impacto das construções sobre o meio ambiente têm estimulado alguns compradores a optar por edifícios verdes.

Há muitas informações em torno da ascensão dos edifícios verdes em NYC. Segundo dados fornecidos pelo Green Building Council dos EUA (USGBC), o número de prédios verdes nos Estados Unidos aumentou de 38 em 2002 para 669 atualmente  e continua subindo. Cada vez mais os empreendimentos buscam a certificação USGBC para edifícios verdes.

O uso de materiais e produtos ecologicamente corretos

Edifícios verdes não custam realmente muito mais do que edifícios convencionais. Na realidade eles reduzem as contas de energia e, portanto, a construção de casas verdes está cada vez mais em evidência. Não são apenas muito mais baratos para se viver, mas também agregam valor ao imóvel.

O uso de materiais reciclados, são muito mais ecológicos do que os demais. Há uma demanda crescente por mercadorias que sejam ou possam ser recicladas nas construções de casas. A reciclagem desses materiais causam danos muito menores para o meio ambiente. Desta forma, estamos também seguindo o caminho das construções verdes apenas fazendo uso de produtos ecologicamente corretos.

Os materiais precisam ter um impacto insignificante para o ambiente, especialmente em termos de produção de resíduos, energia de emissão e a sua capacidade de se reconstituir a fim de diminuir os recursos retirados da natureza, devido à sua produção. O consumo de energia em edifícios verdes, particularmente pelo uso de produtos “verdes”, são considerados mais significativos daqueles que foram “desviados” para longe dos aterros pela reciclagem durante a construção.

Futuro dos edifícios verdes

Com iniciativas governamentais crescentes, subsídios ao consumidor e pelo aumento do número de profissionais e construtores voltados para a indústria de construção de edifícios verdes, tudo contribui para que esta nova tendência chegue a um novo patamar. O que começou com iniciativas isoladas em várias cidades dos EUA, aumentou agora para abranger toda a comunidade e bairros de grandes cidades como Nova York. Segundo uma pesquisa realizada em 2006, cerca de dois terços dos apartamentos construídos na cidade de Nova York este ano, teriam o uso de materiais e produtos ecológicamente corretos. Edifícios verdes são com certeza o nicho principal. Conceitos verdes começam a aumentar em todos os lugares, assim como o número de pessoas que querem reformar casas, dentro do conceito verde, estão crescendo rapidamente, uma vez que arquitetos e desenvolvedores estão se especializando para atender essa crescente demanda. Edifícios verdes são mais procurados e apreciados do que edifícios convencionais.

Conclusão

A conclusão, em matéria de edifícios verdes é uma. Nós realmente deveríamos começar a valorizar informações sobre bens ecologicamente corretos considerando a sua rápida evolução. Existem alguns sites de imobiliárias e empresas que já começam a se especializar para atender a essas necessidades. Olhe para eles com atenção, pois irão decorar o nosso futuro verde !

Green Building está sendo implantado em Abu Dhabi.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Dando sequência aos “Posts”sobre o panorama mundial do “Green Building”, falaremos hoje sobre como Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, formulou sua própria política e está implementando este conceito, que vem crescendo entre os construtores e incorporadores. O “Post” foi inspirado no artigo “Green drive is growing on builders in Abu Dhabi” publicado no site http://www.thefuturebuild.com/

Quando o Conselho de Planejamento Urbano de Abu Dhabi lançou o seu programa de sustentabilidade, o “Estidama”, há dois anos, as diretrizes de construção verde definidas não foram aceitas facilmente.

Mas desde que se tornou obrigatório, em setembro de 2010, mais de 100 empreendimentos nos Emirados receberam uma classificação de duas pérolas para Projetos Verdes através do sistema de pontuação criado. Outros três receberam a mesma classificação, de um total de cinco pérolas, para a fase de construção.

Os edifícios também receberão uma classificação de sustentabilidade para a operação, através de uma avaliação que será realizada dois anos após a conclusão da obra e o consequente início de ocupação.

“Se você não tiver feito isso antes, aplicar sustentabilidade não é uma coisa fácil”, disse Edwin Young, um conselheiro do “Estidama”. ”Neste mesmo período do ano passado, ninguém queria fazer sequer uma pérola, o nível mais baixo de incorporação do Projeto no estilo “Green Building”.  A primeira resposta foi uma rejeição automática dizendo “eu não quero fazer isso”.

Projetistas, construtores e consultores, inicialmente assustados com o conceito de edifício verde, e as suas aplicações nos projetos e construções, nos primeiros três meses após a obrigatoriedade do “Estidama” tiveram seus requerimentos “online” rejeitados por não atenderem os requisitos de sustentabilidade.

No ano passado, entretanto, as atitudes foram mudando rapidamente e assim o Conselho de Planejamento Urbano passou a treinar 30 pessoas por semana, para poderem aplicar o programa.

“Discutimos muito, no ano passado, sobre o mito e a realidade,” afirma Young. ”As pessoas achavam que o “Estidama” iria afetar edifícios atuais, ou que ia ser impossível obter materiais, por exemplo. Nós mudamos o foco, e estamos aumentando o nível de conscientização.”

Especialistas reunidos na Cúpula Mundial de Eco Construção, na semana passada, aplaudiram o progresso do Emirado, mas advertiram que a batalha está longe de ser vencida.

“Trata-se de mudança”, disse Matthew Plumbridge, um consultor de planejamento ambiental e de sustentabilidade do Departamento de Assuntos Municipais. ”Nós vamos partir da teoria para a prática, e é interessante medir o nível de adoção do Programa. Mudança de atitude é um desafio, com certeza, e isso não acontece da noite para o dia.”

Recentemente foi concluído em Abu Dhabi o primeiro edifício em conformidade com o “Estidama” – o Imperial College London Diabetes Center, em Al Ain, que abriu no final do ano passado. Nele foram utilizados materiais de origem local e o mesmo possui um sistema de aquecimento solar. Além disto o consumo de água e energia é significativamente menor, foi um verdadeiro teste para o “Estidama”.

Mazen Al Dahmani, gerente geral do centro, disse que a escassez de consultores qualificados provou ser um desafio durante a construção.

“Precisamos de uma equipe adicional para apoiar e orientar os consultores e empreiteiros”, disse ele.

Young disse que existem atualmente cerca 600 profissionais qualificados para aplicar o Estidama, mas acrescentou que os consultores com formação local tem sido um dos maiores desafios da UPC.

“Nós ainda temos alguns problemas, mas as pessoas agora estão nos procurando”, disse ele. ”O Estidama ainda é um bebê. Neste ano, houve tanto progresso, e nós não poderíamos estar mais orgulhosos.”

Saeed Alabbar, o vice-presidente da Emirates Green Building Council, um fórum de profissionais da indústria dedicados ao de práticas favoráveis ao meio ambiente, disse que o progresso nos últimos anos pode ser atribuída a fatores econômicos.

“Nós estamos vendo todos no mesmo barco agora – construtores, fornecedores e governo”, disse Alabbar.

“É um propulsor econômico, faz mais sentido a construção de edifícios verdes do que o contrário. A economia está vendo uma oportunidade de atender a uma nova demanda.”

A sustentabilidade vai funcionar, porém, é necessário que os ocupantes e usuários dos edifícios verdes mudem seu hábitos e assimilem a cultura.

“Os ocupantes desempenham um papel importante”, disse Rym Baouendi, um conselheiro do “Estidama”.

“Podemos melhorar a educação sustentável. O “Estidama” presta muita atenção para os aspectos culturais também. Quando se trata de comportamento, temos uma oportunidade de mandar a nossa mensagem em locais como mesquitas e escolas. Temos que espalhar a mensagem sobre como o comportamento pode ter um impacto positivo.”

A próxima batalha será incentivar os proprietários, quando fizerem um retrofit ou uma reforma da sua construção adotem a nova filosofia e passem a utilizar o “Estidama”.

“Nós ainda temos um longo caminho a percorrer”, diz Alabbar. ”Precisamos também promover a conservação de energia e água, particularmente em edifícios existentes.”

Quanto mais aprofundamos a leitura e o conhecimento sobre “Green Building”, percebemos que muitos países já formularam leis no sentido de tornar obrigatória a concepção de Projetos e Construções dentro dos conceitos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente. As Operações destas edificações, dentro destes mesmos conceitos, torna-se óbvia pelas vantagens competitivas econômicas e de mercado.

Assim, cabe a nós profissionais, iniciarmos a aplicabilidade deste conceito, em nossos Projetos e Obras, na medida possível, antecipando-se aos ventos que impulsionarão as novas tendências da Engenharia e Construção.

Por último, que tiver interesse em conhecer as bases do “Estimada”, pode consultar o site http://estidama.org/ onde encontrarão acesso aos parâmetros utilizados em Abu Dhabi para Certificação das Edificações.

Imóveis com blocos de concreto devem ser homogêneos e compactos

maio 21, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Eles são indicados para todos os tipos de construções, principalmente as que requerem maior resistência estrutural, economia, produtividade e sustentabilidade no processo produtivo

Redação AECweb / e-Construmarket

A escolha de blocos de concreto para um empreendimento imobiliário deve ser feita durante a elaboração do projeto, quando são definidas quantidades, classes de resistência, dimensões (em função da modulação), peças complementares (amarração e compensadores), entres outros aspectos. A informação é do engenheiro civil Anderson Augusto de Oliveira,gerente do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de Blocos de Concreto e Peças de Concreto para Pavimentação do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). Ele alerta que para ter garantia de qualidade o ideal é adquirir produtos de empresas qualificadas no PSQ.

Há, entretanto, algumas verificações que podem ser feitas em caso de dúvidas em relação à qualidade do material. “Os blocos devem ser homogêneos, compactos, ter os cantos vivos, sempre livres de trincas e imperfeições que possam prejudicar o assentamento ou afetar a resistência e a durabilidade da construção. A variação de peso entre as peças deve ser mínima, para evitar problemas de resistência. E os blocos com aparência de pé de moleque (todo poroso) possuem baixa resistência, sendo, portanto, fora dos padrões estabelecidos nas normas técnicas”, também diz.

Oliveira, que também é consultor técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim) e do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinprocim) diz que existem em torno de 2.500 indústrias de blocos de concreto em todo o território nacional, sendo a maioria de pequenas e microempresas. O faturamento do setor gira em torno de R$ 1,4 bilhão por ano e a maior concentração está no Estado de São Paulo com, aproximadamente, 50% do total.

De acordo com o engenheiro o PSQ acompanha a qualificação de 66 fabricantes de blocos de concreto, grupo que representa 57% do volume total da produção nacional. “A adesão ao PSQ é voluntária, uma vez que não existe nenhuma obrigação na participação do programa de qualidade”, ressalta.

Para participar do PSQ a empresa deve apresentar instalações físicas adequadas para o recebimento e armazenamento das matérias-primas e equipamentos capazes de produzir blocos de concreto dentro das especificações técnicas. “A qualificação das empresas depende do cumprimento da norma técnica da ABNT, NBR 6136 – Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria”, afirma, ao explicar que entre os principais requisitos de desempenho da norma, avalia-se a resistência à compressão, absorção de água, análise dimensional e retração por secagem.

REQUISITOS PARA RESISTÊNCIA CARACTERÍSTICA À COMPRESSÃO, ABSORÇÃO E RETRAÇÃO

Os blocos devem atender às questões dimensionais de acordo com a NBR 6136.

DIMENSÕES

Anderson explica que os blocos são classificados em Classe A, B, C e D. Os da classe ‘A’ têm função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima ou abaixo do nível do solo; os da classe ‘B’ e ‘C’, também têm função estrutural, mas são usados em elementos de alvenaria acima do nível do solo. Os da classe ‘D’ não têm função estrutural e são para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo.

O especialista orienta que é recomendável o uso de blocos com função estrutural classe ‘C’, designados M10, para edificações de, no máximo, um pavimento; os designados M12,5 para edificações de, no máximo, dois pavimentos; e os designados M15 e M20 para edificações maiores.

As designações M-20, M-15, M12,5, M-10 e M-7,5 representam as dimensões modulares do blocos. E são diretamente relacionadas à largura do bloco, lembrando que a variação de 1,0 cm na largura refere-se à espessura da argamassa de assentamento. Ver exemplos no quadro:

O conjunto de componentes de alvenaria é denominado família de blocos, composta por: Bloco Inteiro (bloco predominante), meio bloco, blocos de amarração L e T (blocos para encontros de paredes), blocos compensadores e Blocos Tipo Canaleta.

De acordo com o engenheiro, não existe limitação para o uso de blocos de concreto. “Eles são indicados para todos os tipos de construções, principalmente as que requerem maior resistência estrutural, economia, produtividade e sustentabilidade no processo produtivo”. Afirma, ainda, que as vantagens deste tipo de bloco são a regularidade geométrica (produto modular), resistência estrutural, maior rendimento para alvenaria, maior economia e produtividade para o revestimento, dispensando chapisco ao revestir.

CONTROLE DE QUALIDADE

Quando questionado se a prática de algumas construtoras de produzir os blocos de concreto no canteiro de obras pode comprometer a qualidade, Anderson Oliveira é categórico: “Os blocos devem ser fornecidos por indústrias legalmente instaladas, com todos os registros e licenças regularizadas e com instalações físicas capazes de produzir um material de qualidade”. Estas condições, afirma, dificilmente serão obtidas em um canteiro de obras. “O Sinaprocim e o Sinprocim têm atuado fortemente no combate a tal prática, pois se entende que a indústria de materiais é responsável e apta pela fabricação dos produtos e ao construtor cabe a execução do empreendimento”, afirma.

Para Oliveira é quase impossível garantir que a fabricação do bloco no canteiro de obras atenda às normas técnicas da ABNT. “Para obter qualidade, é necessário um rigoroso controle no processo produtivo que vai desde a separação e controle dos agregados (matéria-prima), passando pela dosagem desses materiais e, posteriormente, pelo processo de cura, fator muito importante e que no canteiro é precário ou quase nulo, comprometendo o desempenho do material e o empreendimento no qual será empregado. E quando essas condições e exigências legais são atendidas, o custo se torna inviável”, explica.

Aos gestores, que têm de escolher o material a ser utilizado na obra, o consultor do Sinaprocim/Sinprocim diz que o ideal é adquirir produtos em conformidade com as normas técnicas. É importante verificar a disponibilidade e capacidade de entrega do fabricante, especificar o produto de acordo com sua classe de resistência (especificada pelo projetista), adquirir blocos vazados de concreto, sem fundo, pois se aproveita os furos para a passagem das instalações e para a aplicação do graute (concreto de alta plasticidade). “Não tendo fundo, há também significativa economia de argamassa de assentamento, além de evitar a geração de resíduo fruto da quebra de paredes, garantindo a racionalização e a sustentabilidade da obra”, informa.

Quanto à dúvida entre escolher bloco de concreto ou cerâmico, o engenheiro afirma que os de concreto têm se revelado a solução mais econômica nos caso de alvenaria de vedação ou estrutural para edifícios de até 20 pavimentos. A alvenaria de vedação com blocos de concreto permite redução do consumo de argamassa de assentamento; aplicação de gesso diretamente sobre os blocos com espessura de 3 a 4 mm; aplicação de azulejos diretamente sobre os blocos; passagem dos conduítes pelos vazados dos blocos; possibilidade de desenhar cada parede, mostrando cada bloco, para facilitar o assentamento dos diversos tipos e sua quantidade exata, evitando desperdícios e garantindo melhor resistência mecânica da parede, para suportar deformações da laje em estruturas de concreto armado.

Portanto, uma parede de vedação com blocos de concreto com estas características tem menor custo-benefício que outras soluções. “A alvenaria estrutural com blocos de concreto, quando utilizada para execução de edifícios, tem o menor custo do mercado. Esse resultado já foi provado em milhares de obras – tanto econômicas quanto de melhor nível social. Desde quando se iniciou a utilização do sistema construtivo com alvenaria estrutural de blocos de concreto, há 45 anos até os dias de hoje, não se conhece outro sistema de menor custo para construir edifícios de até 20 pavimentos. Daí o sucesso do uso deste sistema construtivo em termos de custo e durabilidade”, conclui.

Redação AECweb / e-Construmarket


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Anderson Augusto de Oliveira
Engenheiro civil, sócio-diretor da Luccol Engenharia, consultor técnico Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim) e do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinprocim). É gerente do Programa Setorial da Qualidade de Blocos de Concreto e Peças de Concreto para Pavimentação do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H).

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01/06/2012 -Patologias da Construção – RS
31/05/2012 -FEICASA – Feira de Produtos e Serviços para Casas e Condomínios
30/05/2012 -Sobratema Congresso 2012
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Imóveis e projetos de ar condicionado.

maio 6, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Projetos de ar condicionado e suas referências quanto à utilização dos sistemas VRF ou água gelada

Atualmente, ao início do projeto de ar condicionado de um novo empreendimento, os projetistas têm recebido com freqüência, questionamentos a respeito do uso de equipamentos do tipo VRF (fluxo variável de fluido refrigerante) que, devido à ampla divulgação tornou-se muito conhecido no mercado.

Construtores, arquitetos e empreendedores, seja por bem sucedida experiência prévia ou meramente por informações captadas através dos diversos agentes do mercado, buscam saber se esta encantadora novidade pode ser aplicada em sua nova obra, em fase de planejamento.

Nota-se, entretanto, que motivados em promover a viabilidade de uso e consequente venda do produto, acaba-se negligenciando a necessidade de elaborar estudos mais detalhados, que avaliem de forma mais criteriosa, se esta é a melhor solução para o caso em curso.

Este debate tem ocorrido com frequência na sua comparação com o uso de sistemas que utilizam água gelada, opção defendida por diversos projetistas em inúmeras situações aonde o VRF vem conquistado espaço ultimamente.

O Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores (DNPC) da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) ressalta a importância das variáveis a serem analisadas na hora de decidir qual tipo de sistema a utilizar, na comparação entre o VRF e a água gelada, determinadas pelos requisitos e necessidades do ambiente.
Segundo o presidente do DNPC, o engenheiro Carlos Kayano, “Os diferenciais técnicos de cada tipo de instalação, associados aos aspectos de custos são o que definem qual sistema utilizar em um projeto. As condições de aplicação e uso são distintas quando se compara o VRF e a água gelada. O projetista é o profissional responsável pelo processamento das informações técnicas e econômicas pertinentes, e quem está apto a indicar e orientar qual o sistema a ser utilizado em cada tipo de obra”.

As aplicações dos sistemas e suas características

Segundo o diretor da Plenum Engenharia, Sami Bittar ,vários são os pontos a serem considerados para decidir o tipo de sistema:
 Aplicação do sistema – conforto ou não
 Carga térmica;
 Lay out dos equipamentos – central e condicionadores
 Variação de volume na distribuição de ar
 Sistema de controles operacionais e funcionais
 Consumo energético a plena e a cargas parciais
 Custos de implantação e manutenção anual;
 Vida útil
Não se deve fazer comparações de um tipo de sistema sobre o outro.
Cada tipo de projeto deve ser observado e levado em conta as suas respectivas aplicações específicas, para depois vir à decisão em usar o sistema VRF ou água gelada.

Todas estas definições devem ser verificadas e estabelecidas no início do planejamento geral do empreendimento, de modo a facilitar o processo de compatibilização com a edificação e demais instalações prediais”.

O sistema do tipo VRF apresenta características únicas como à facilidade e flexibilidade de implantação, agilidade na montagem, simplicidade de operação e individualidade de uso. Possui variada configuração de unidades de tratamento de ar, de capacidade limitada e construção padronizada, que pelas suas peculiaridades direcionam para instalações que solicitam condições padrões de conforto, como em ambientes residenciais e comerciais com salas compartimentadas ou ambientes compostos por diversas zonas de controle que necessitem de capacidade térmica reduzida ou modulada.

A aplicação de equipamentos a base de água gelada é recomendando para ambientes com exigências específicas, como o controle de condições requeridas dentro dos limites rígidos de temperatura, umidade ou filtragem, necessárias para ambientes como shoppings centers, hospitais, call centers, sistemas industriais, CPD – Centrais de Processamento de Dados, entre outros.

De acordo com o diretor da Michelena Engenharia, Gustavo Michelena, “as vantagens e desvantagens dos sistemas devem ser avaliadas de acordo com a aplicação que será dada a uma edificação, pois existem situações muito diferentes em instalações de residências, escritórios pequenos ou grandes, shoppings, teatros, hotéis, hospitais e cada uma destas edificações com características especificas”.

Uma variável quando se fala da comparação entre os sistemas de VRF e água gelada é o momento da decisão sobre qual o tipo de tecnologia a ser aplicada no projeto, inclusive em relação aos diversos tipos de compressores disponíveis no mercado com características que possibilitam a melhora na eficiência energética e consequente redução do custo operacional.

“De acordo com o diretor da TR Thérmica, Mauro Ascencio” Vale ressaltar que há limite quanto à quantidade de gás refrigerante em função do volume da edificação, portanto cabe ao projetista analisar criteriosamente o assunto e propor o sistema mais indicado. “Sem falar no quesito fundamental que é seguir a norma da ABNT-NBR 16401 que deve ser aplicada em qualquer tipo de projeto”.

Na análise da relação custo-benefício quando se compara dois sistemas distintos, um custo de implantação mais elevado pode ser compensado por custos operacionais mais reduzidos, o que faz com que o valor pago a maior seja amortizado ao longo do tempo pelo menor gasto com consumo de água e energia. Na comparação entre VRF e água gelada, para se chegar a um denominador comum, é necessário ainda, analisar a aplicação de cada sistema levando em conta itens como as necessidades específicas de tratamento de ar do ambiente, espaços técnicos disponíveis, disponibilidade de pessoal adequado para operação e manutenção, preferência do público alvo do empreendimento, condições de comercialização do produto imobiliário, certificação de sustentabilidade, compatibilidade com o sistema de automação previsto para o edifício, previsão de expansão futura, custo de infra-estrutura elétrica, reserva e consumo de água dentre outros.

Conclui-se portanto que longe de ser algo simples e evidente, o processo exige a participação ativa do projetista, que tem a responsabilidade de analisar detalhadamente cada caso e apresentar o sistema mais apropriado que atenda plenamente aos interesses do empreendimento.

E-mail: alessandra.lopes@mcocom.com.br

Fonte: M CO Comunicação Empresarial Ltda

Tinta definitiva a base de PU para sua casas

maio 1, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

Resistência da Impergel PU a qualifica como “a tinta definitiva”

A Redelease, uma das principais distribuidoras de especialidades químicas do país, acaba de lançar a tinta Impergel PU. À base de poliuretano, a novidade destaca-se pelos elevados índices de resistência química e mecânica, tanto que está sendo chamada de “a tinta definitiva”.

“Levamos cerca de dois anos até alcançarmos a formulação ideal, que combina extrema durabilidade, alto brilho e fácil higienização. Para se ter uma ideia da resistência da Impergel PU, os ensaios acelerados mostram que a qualidade da pintura se mantém inalterada por sete anos, contra dois anos das tintas à base de epóxi”, detalha Rubens Cruz, sócio-diretor da Redelease.
Disponível em seis cores básicas – podem ser combinadas para gerar dezenas de outras tonalidades – a tinta Impergel PU é indicada a qualquer tipo de substrato, a exemplo de concreto, metal, vidro, cerâmica e fibras de vidro, e à aplicação tanto em ambientes domésticos quanto industriais. Seu rendimento teórico, comprovado nos testes feitos pela Redelease, permite a cobertura de 50 m² com apenas um galão de 3,6 litros (uma demão).

A tinta Impergel PU faz parte de um completo sistema de pintura desenvolvido pela Redelease, que ainda contempla primer de alta aderência, diluente, dosador e rolo. “As lojas de material de construção receberão kits com todos esses itens”.

Segundo Cruz, o mercado brasileiro de tintas à base de poliuretano movimenta 3 milhões de litros/ano – a demanda pelos outros tipos ultrapassa a casa dos 800 milhões/ano. “A Redelease decidiu participar de um segmento premium, no qual o fator mais importante para o consumidor é a relação custo/benefício”, completa.

Fonte: SLEA Comunicação

Empresas de Argamassa fazem parceria para construção de imóveis.

maio 1, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

Apresentação aos clientes da linha de produtos aconteceu dia 24 de abril

A Lafarge, líder mundial em materiais de construção, e a ParexGroup, um dos líderes mundiais em produtos formulados prontos para uso na construção civil, anunciaram a parceria entre o cimento Mauá e as marcas PortoKoll e Qualimassa. Para os clientes do setor de construção civil e canais de revenda, a apresentação dessa parceria foi feita no dia 24/04.

A parceria consiste na colocação do selo “Feito com Cimento Mauá”, nas embalagens (sacarias) de determinados produtos das linhas de argamassas fabricadas pela Parex no Rio de Janeiro: PortoKoll, na linha de argamassas colantes e rejuntamentos, e Qualimassa, na linha de argamassas para assentamento de tijolos, emboço e contrapiso.

“O relacionamento entre as duas empresas é de extrema confiança. O objetivo da união das marcas nesta iniciativa é transmitir ao cliente a segurança de estar comprando argamassas produzidas a partir de matéria-prima da melhor qualidade. Isso porque o Cimento Mauá é a marca líder de cimento no Rio de Janeiro”, diz o gerente de marketing da Lafarge, Antonio Santos.

As embalagens com o selo “Feito com Cimento Mauá” chegam aos pontos de venda ainda neste mês. Simultaneamente, será veiculada nas principais mídias de rádio e televisão a campanha publicitária, intitulada “A Tropa de Elite da sua Obra”. Também serão afixados adesivos em ônibus das principais linhas do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo (RJ), além dos balcões e paredes dos pontos de venda de materiais para construção. Entre as peças também estão previstos banners de incentivo à compra e catálogos – técnico e de bolso – para auxiliar as equipes de venda.

Fonte: S2Publicom

Casas para vender, edificações a seco menos desperdício na construção.

abril 28, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

O sistema de construção a seco que proporciona mais leveza para as edificações, menos desperdício e reduz sensivelmente o tempo de execução da obra

Para que o mercado da construção civil continue crescendo acima do PIB (Produto Interno Bruto), que segundo estimativa do governo será de cerca de 4% este ano, é preciso promover a industrialização da construção, sua padronização e a coordenação modular de materiais para que as obras sejam mais rápidas e eficientes, como o sistema de construção a seco.

De acordo com Fabio Din, coordenador de desenvolvimento de mercado Drywall da Isover Saint-Gobain, o cenário atual aponta oportunidades latentes para o crescimento da construção a seco:

“A necessidade de melhorias em infraestrutura – portos, aeroportos, estradas, hidrelétricas; a proximidade com os eventos esportivos (Copa e Olimpíadas) no Brasil, que geram construção de arenas, hotéis, são apenas algumas delas”, afirma Din.
No entanto as boas perspectivas por si só não garantem o crescimento de cada empresa da cadeia produtiva. Segundo Din, em especial na construção a seco (Drywall / Steel Framing / Wood Framing), para que o mercado continue crescendo exponencialmente com obras rápidas e otimização de recursos, será necessário ampliar a capacitação da mão de obra (projetistas, montadores, estudantes de engenharia/arquitetura, corretores), primar pela qualidade plena do sistema e, no âmbito da distribuição, diversificar o mix de produtos e investir em relacionamento com os clientes.

Em recente sondagem feita pelo SidusCon-SP (Sindicato da Construção), em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a construção civil deverá crescer 5,2% este ano, o que representa um volume bem superior aos 3,6% registrados no ano anterior.

A Isover Saint-Gobain tem proporcionado oportunidades de melhoria dos serviços oferecidos pelas empresas de construção a seco por meio de cursos de montador do sistema Drywall. O curso gratuito, com 24 horas de duração, oferece 15 vagas a cada edição e acontece semanalmente no Centro de Treinamento da Isover, em Santo Amaro, São Paulo. Ao final do curso os participantes recebem um certificado de montador.

São ensinadas as técnicas de instalação de paredes em Drywall com foco em:

  • Segurança do trabalho (EPIs);
  • Equipamentos;
  • Leitura do projeto executivo;
  • Corte e montagem da estrutura / perfis de aço (parede e forro);
  • Aplicação das tubulações de elétrica e hidráulica;
  • Aplicação da lã de vidro para isolamento térmico e acústico;
  • Aplicação das placas de gesso e tratamento das juntas.

Serviço:
Curso de montador em Drywall, Isover Saint-Gobain
Sempre às terças-feiras das 8h às 17h.
Local: Centro de Treinamento Isover – Rua João Alfredo, 177 – Santo Amaro
Mais informações pelo telefone             11-2202-4808      .

Sobre a Isover Saint-Gobain
A Isover Saint-Gobain, fundada em 1937 na Europa, é líder mundial em materiais de isolamento térmico e acústico. Presente no Brasil desde 1951 é a maior fabricante de lã de vidro. Fabrica produtos para os setores da Construção Civil, Industrial e Automobilístico.
Para a Construção Civil produz forros acústicos removíveis; subcoberturas residenciais; feltros para isolamento sob coberturas metálicas; painéis absorvedores para instalação em paredes internas; e, a lã de vidro usada tanto nesses produtos quanto para isolamento do sistema dry wall.
Para o mercado Técnico a Isover faz painéis para aplicações industriais; revestimentos termo acústicos para tubulações industriais de usinas e caldeiras; e, revestimentos e dutos para ar condicionado.

Fonte: Casa da Notícia

Cerâmica Atlas lança novas pastilhas

abril 28, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Pastilhas Blend 10 e Blend 25 da Atlas

A Atlas apresenta as pastilhas Blend 10 e Blend 25, classificadas como SG (Special Glaze), a composição é feita de matérias-primas especiais que após serem submetidas à alta temperatura (1250 °C) em fornos com um longo ciclo de queima (19 horas) faz com que as pastilhas ganhem diversas tonalidades e efeitos diferenciados.

Apresentadas no formato 1,5 x 1,5 cm e vendidas em placas de 30 x 30 cm, conferem ao ambiente um aspecto artesanal.

Indicadas para revestir piscinas, churrasqueiras, fornos, fachadas internas e externas e pisos internos.

Fonte: Perrone Comunicação

Sustentabilidade para imóveis no setor da construção civil

abril 28, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

*Vivian Blaso.

A Comunicação Integrada é composta pelo mix Comunicação Institucional, Comunicação Interna e Comunicação Mercadológica, e mediante esse mix é necessário fazer um mapeamento dos públicos de interesse da organização e seus meios, ou seja, dos veículos que são utilizados pelas organizações para comunicarem com seus públicos para qualquer processo que necessite de engajamento.

Ao considerarmos o mapeamento dos stakeholders em qualquer processo que envolva a sustentabilidade, é necessário o envolvimento com o público interno, pois este tem o poder de aderir à causa. Segundo Kusch(1997),o público interno é um público multiplicador. Tudo dependerá de seu engajamento na empresa, da credibilidade que esta desperta nele e da confiança que ele tem em seus produtos ou serviços. A comunicação interna permitirá que ele seja bem informado e que a organização antecipe respostas para suas expectativas.

A comunicação organizacional, quando sistematizada, pode ser considerada importante ferramenta para o processo de consolidação e posicionamento de uma marca perante seus públicos. A partir da sistematização de um processo comunicacional é possível que a visão, missão e valores de uma organização sejam “legitimadas” pelos seus stakeholders através de sua “adesão pela causa”.
Entretanto, hoje, a comunicação em redes, assim como o esquema proposto pela globalização, causa um altíssimo nível de interdependência entre as pessoas capaz de fazer com que entrem em colapso. Segundo Senge (2009), “na aldeia global, só há um barco. Bastaria um furo para todos naufragarmos”.
Nos processos de comunicação para a sustentabilidade a comunicação tem que engajar seus públicos emocionalmente e possuir uma linguagem acessível e compreensível em todos os aspectos que a empresa deseja comunicar. A partir daí a comunicação sustentável poderá gerar valor agregado para a empresa, pois passa a ser mais um fator de reconhecimento e valorização desta perante seus públicos de relacionamento.

Contudo, as empresas precisam ter consciência de que a sustentabilidade no seu real significado não é um modismo a ser adotado ou algo que vai se traduzir apenas em ganhos de negócios e de imagem positiva. Mas sim que se trata de algo bem mais complexo, envolvendo uma filosofia de gestão e um compromisso público dos mais relevantes (KUNSCH, 2009).

As empresas que desejam comunicar adequadamente práticas, projetos ou ações de sustentabilidade deverão levar em consideração os seguintes aspectos: alinhar discurso e prática, ou seja, comunicar apenas o que realmente faz levando em consideração aspectos como transparência, governança, respeito à cultura local, informando o que seja relevante para os seus públicos de interesse com base no “triple boton line”; aspectos ambientais, sociais e econômicos conforme dimensões propostas pela sustentabilidade.

A resolução CONAR sobre propaganda verde e enganosa recentemente publicada é uma iniciativa que visa a combater a propaganda enganosa com viés de sustentabilidade. A partir dessa regulamentação as empresas deverão comprovar que suas ações estão de acordo, do ponto de vista de normas para a sustentabilidade, com sua comunicação.

Segundo a resolução CONAR, artigo 36, “a publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem: a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais; a poluição do meio ambiente urbano; a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais; a poluição visual dos campos e das cidades; a poluição sonora; o desperdício de recursos naturais”. A resolução ainda faz um alerta à publicidade institucional e de produtos e serviços que vêm utilizando excessivamente os termos e indicativos ambientais para fazer marketing verde ou Greenwashing e aponta que as empresas deverão considerar na comunicação de seus produtos ou serviços a veracidade das informações desde que sejam passíveis de verificação ou comprovação, exatidão das informações, pertinência, ou seja, as informações ambientais devem se referir aos produtos ou serviços vinculados à ação e não a uma linha de produtos ecológicos, por exemplo, e também a relevância do benefício ambiental em todo ciclo de vida útil, desde a sua produção até o seu descarte. Além disso, para atender ao Código, as empresas deverão refletir a sua responsabilidade ambiental como anunciantes levando em consideração aspectos como concretude, exatidão e clareza, pertinência, relevância, absoluto e marketing relacionado às causas ambientais.

Na condução das atividades da organização, é fundamental e absolutamente necessário que uma organização se paute segundo padrões éticos. Em contrapartida, a falta de ética nas organizações pode ferir a sua reputação e eficiência, podendo levá-las a perder sua credibilidade perante seus públicos (KUNSCH; OLIVEIRA, 2009, p. 204).

As empresas do século XXI estão cada vez mais pressionadas a atender às exigências desse novo mercado, e os consumidores estão mais conscientes do seu poder de influência junto às organizações.

O setor da construção civil, apesar de apresentar avanços significativos nas tecnologias capazes de transformar os edifícios em ambientes mais eficientes do ponto de vista da economia de recursos naturais, como água e energia, apresenta uma dificuldade de compreender que as edificações são produzidas para as pessoas, e, portanto, elas também deverão apreender como operar e o porquê da incorporação desta tecnologia no processo. O processo deverá ser de “dupla pilotagem” entre o edifício tecnológico, chamado Green Building, e os seus habitantes.

Este novo casamento entre natureza e a humanidade necessitará, sem dúvida, como acabamos de dizer, de uma dupla superação da técnica atual, que por sua vez, necessita de uma superação do modo de pensar atual, inclusive científico (MORIN, 2005: 116).

Mediante os aspectos relatados neste artigo do ponto de vista da comunicação para a sustentabilidade, seguem algumas recomendações de estratégias de comunicação a serem implementadas nos programas de comunicação de empreendimentos sustentáveis:

  1. Disponibilizar uma equipe de sensibilização dos stakeholders – fornecedores, funcionários, comunidade local e demais públicos impactados pelos empreendimentos;
  2. Estabelecer um canal de comunicação com os stakeholders: vizinhança, fornecedores, funcionários, ONGs, mídia, acionistas, sociedade civil, governo, dentre outros;
  3. Minimizar os impactos sociais e ambientais gerados pelos empreendimentos no seu entorno;
  4. Valorizar o relacionamento com a vizinhança;
  5. Gestão de conflitos com os multistakeholders (internos e externos).

Retornos esperados:

  1. Valorizar o relacionamento com o vizinho local;
  2. Minimizar impactos sociais, econômicos e ambientais previstos pela implantação e operação dos empreendimentos;
  3. Contribuição econômica, social e ambiental para a região impactada com o projeto;
  4. Incentivo às melhorias urbanísticas da região a ser impactada;
  5. Promover uma coesão entre as partes interessadas do projeto;
  6. Diálogo com os stakeholders;
  7. Contribuir para a formação de uma cultura voltada para os aspectos de sustentabilidade na região a ser impactada com o projeto;
  8. Gestão de conflitos;
  9. Ganhos de imagem;
  10. Redução dos riscos recorrentes de multas e paradas na operação e implantação do empreendimento;
  11. Redução de custos de seguro em função da redução dos riscos do negócio.

Apoio ao desenvolvimento de fornecedores com critérios de sustentabilidade, gerenciamento de impactos na comunidade de entorno e adoção de práticas antipropina e anticorrupção são ações de responsabilidade socioambiental que se aplicam aos processos de comunicação para a sustentabilidade devido à sua transversalidade e também são inerentes aos processos de sustentabilidade nas empresas.

*Vivian Blaso – Relações Públicas (CNP), Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais (PUC-SP), diretora da agência de Relações Públicas Conversa Sustentável, MBA em Gestão Estratégica de Marketing (UFMG) e Especialista em Sustentabilidade (FDC). Professora convidada do curso de Pós-Graduação em Construções Sustentáveis (FAAP).

Fonte: Conversa Sustentável

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