Casas para vender, qual o melhor financiamento?

maio 6, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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As modalidades para financiar a casa própria são pelo sistema de consórcio, SFH – Sistema Financeiro da Habitação, SFI – Sistema Financeiro Imobiliário ou direto com a construtora. A AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências esclarece cada modalidade para quem pretende investir em imóveis.

Hoje o setor imobiliário está aquecido. O levantamento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) aponta que só no mês de maio foram comercializadas 2.380 unidades, o que representa alta de 22,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já de acordo com a pesquisa do Instituto Data Popular, 9,9 milhões de pessoas pretendem realizar o sonho da casa própria nos próximos meses. Mas antes de fechar o negócio é preciso ficar atento na escolha do financiamento. “É importante que o futuro mutuário, ao comprar um novo bem, converse com sua família para definir a melhor forma de pagamento” informa Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências. Ele recomenda: “Para não correr risco o ideal é não comprometer mais que 30% da renda mensal, além de ter um fundo de reserva”,

Uma modalidade que está crescendo para o financiamento da casa própria é o sistema de consórcio. No primeiro trimestre deste ano foi registrado um aumento de 11,3% nas vendas das cotas em relação a 2010, totalizando 57 mil unidades, como mostram os dados da Abac – Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio. Porém, essa alternativa de financiamento tem suas vantagens e desvantagens. Os benefícios são: os juros baixos; a possibilidade de usar o FGTS para dar lances e receber a carta de crédito antes; o prazo para a liberação (varia entre 60 a 180 meses) é menor, se comparado a outros financiamentos que chega a 30 anos. Já os malefícios são: as taxas de administração e adesão, os seguros e o fundo de reserva que pode comprometer em até 20% das prestações.

Segundo Marco Luz, quem optar pelo consórcio não deve ter pressa, pois tanto pode ser o primeiro como o último a ser contemplado. “Devemos alertar ao futuro mutuário, que deseja comprar sua primeira casa por essa modalidade que, quando liberar a carta de crédito, muitas vezes, o valor não é suficiente para aquisição do bem desejado. Nesses casos, em que houver a valorização do imóvel e a quantia ficar acima do crédito recebido, o dono da propriedade terá que ter reservas próprias para completar o pagamento. Caso contrário será forçado a comprar o imóvel em outro local não desejado e, às vezes, gerando problemas sérios, como o de mobilidade”, explica. “Por isso, esse financiamento é ideal para quem não tem urgência para se mudar”, completa.
Outra opção para financiar um imóvel é ir direto à construtora. A modalidade é boa para quem adquirir o bem no valor acima de R$ 500 mil e quer quitar as parcelas em pouco tempo. Para o presidente da AMSPA, a vantagem dessa escolha é a facilidade de negociação com o incorporador. Também inclui menor rigidez para conseguir a concessão do crédito e, no caso da impossibilidade de cumprir o contrato, há a alternativa de se fazer um acordo. “O problema desse financiamento está na cobrança dos juros, de 12% ao ano mais o IGPM – Índice Geral de Preços-Mercado, após as chaves, que leva a um aumento considerável do preço final, além de receber a escritura somente após quitar as prestações”, ressalta. “Para aqueles que preferirem essa modalidade é preciso ter cautela, pois, caso a construtora quebre antes da entrega das chaves, pode não ser possível conseguir recuperar o dinheiro”, acrescenta. Ele aconselha: “É importante quitar em torno de 30% o valor do imóvel, antes da entrega das chaves. Se puder pagar tudo é melhor. Para evitar problemas com a construtora também é importante participar de uma “Comissão de Representantes” para fiscalizar o andamento da obra, ainda na planta. Caso aconteça a falência da incorporadora, o mutuário deve recorrer ao Judiciário para receber indenização e multas em torno de 50%”.

Financiar com o banco
Para quem opta pelo financiamento bancário existem duas modalidades: o SFH – Sistema Financeiro da Habitação e o SFI – Sistema Financeiro Imobiliário. Para Luz, essas opções são ideais para quem quer receber o imóvel de imediato e não tem condições de pagar à vista, que é sempre a melhor escolha devido à ausência de juros. “Se não puder quitar o imóvel, a alternativa é comprar uma residência abaixo do valor de R$ 500 mil, preferencialmente, pois este é o valor que se enquadra no SFH, por ter menor juros (12% ao ano) e amortização mais eficiente”, esclarece. Também o SFH dá mais fôlego na ocorrência de atraso nos pagamentos das parcelas: são 3 meses para conseguir resolver o problema de inadimplência com o agente financeiro. Já com o SFI, a perda da propriedade pelo não pagamento do imóvel acontece em 15 dias após a notificação do cartório, além da taxa de juros variar entre de 13 a 15% ao ano.

O presidente da AMSPA sugere que, antes de assinar o contrato nesses tipos de financiamento, o futuro mutuário deve verificar o quanto o valor das parcelas vai comprometer seu rendimento familiar. “O ideal é que não seja mais de 20% de sua renda, se essa for superior a R$ 10 mil”. Quem tem ganhos entre R$ 5 e 10 mil, o limite da prestação deve ficar entre 11 e 15%. Ele ainda aconselha: “Com renda menor que R$ 5 mil, não arrisque a assumir prestações superiores a 5% desse valor”.
Portanto, segundo o especialista, fica evidente que a escolha do financiamento depende muito do poder aquisitivo de cada um. “É importante que o futuro proprietário do imóvel converse com sua família, levando sempre em conta as despesas fixas, como alimentação, educação, transportes, pagamento de prestações, entre outros gastos. Caso contrário, o sonho de comprar a casa própria pode se tornar um tormento e acabar de vez com uma esperança do então adquirente”, completa Luz.

Fonte: Link Comunicação

Redução de juros para financiamento de imóveis.

maio 1, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Caixa reduz juros do crédito imobiliário em até 21%

Qui, 26 de Abril de 2012 10:11 Notícias

Novas taxas serão praticadas a partir do Feirão da Casa Própria deste ano

A Caixa Econômica Federal reduziu as taxas de juros do financiamento imobiliário para todos os clientes, dentro do Programa CAIXA Melhor Crédito. A redução pode chegar a até 21%, sobre a taxa de juro efetiva, nas condições do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). As novas taxas valerão para os novos financiamentos, contratados a partir do início do 8º Feirão.

As taxas caem para todos os clientes, independentemente do relacionamento, e caem ainda mais para aqueles que optarem por ser clientes da CAIXA.

Para imóveis de até R$ 500 mil, dentro do SFH, os juros passam de 10% a. a. para 9% a. a. para todos os clientes. Com relacionamento e conta salário a taxa cai ainda mais, para 7,9% a.a.

Todo cliente, independentemente de relacionamento com o banco, em um financiamento de R$ 200 mil reais, por exemplo, economizará cerca de R$ 1800 na prestação no primeiro ano, e um total de mais de R$ 18 mil em um contrato de 20 anos, por exemplo.
Se o cliente for financiar o imóvel de até R$ 170 mil, nas regras do FGTS, e possuir relacionamento e conta salário na CAIXA, a taxa máxima cai dos atuais 8,4% a.a. para 7,9% a.a. E cairá para 7,4% a.a. se o cliente for também cotista do FGTS, inclusive para os financiamentos enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), na faixa de renda acima de R$ 3.100.

A economia para um financiamento de R$ 100 mil, por exemplo, dentro das regras do FGTS, será de R$ 450 no primeiro ano e de cerca de R$ 7 mil, em 30 anos.

Para imóveis fora do SFH (valor superior a R$ 500 mil), as taxas também caem, de 11% a.a. para 10% a.a. para todos os clientes. Com relacionamento e conta salário, o juro cai ainda mais, para 9% a.a.

Em um financiamento de R$ 600 mil, feito fora do SFH, o cliente economizará em 20 anos, mais de R$ 5.600 no primeiro ano e mais de R$ 54 mil no total.

Para o vice-presidente de Governo e Habitação da CAIXA, José Urbano Duarte, “o lançamento do Programa Caixa Melhor Crédito e a considerável redução da taxa de juros nos produtos comerciais, geraram forte expectativa do mercado sobre novas taxas também no crédito imobiliário, que não poderia ficar à margem. A redução veio e permitirá que as famílias comprem imóveis ainda melhores e em condições mais vantajosas”, analisou.

As novas condições para financiamento habitacional vigorarão em todas as agências também para os contratos celebrados a partir do dia 4 de maio de 2012, data de abertura do 8º Feirão da CAIXA.

Fonte: Caixa Econômica Federal