CDHU vai construir 200 unidades sustentáveis no interior de São Paulo

maio 30, 2011 by lmenezes · 1.033 Comments
Filed under: Engenharia 

 


Projeto habitacional é assinado pelo escritório 24.7, vencedor de concurso realizado no final do ano passado

 

Mauricio Lima

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) começará a utilizar conceitos de sustentabilidade em suas obras, com base em soluções para otimização de recursos, diminuição de consumo energético, redução de emissões e resíduos e menores custos e despesas com manutenção das casas.  Até o final deste ano, a CDHU inicia a construção de 200 unidades habitacionais na cidade de Botucatu, interior de São Paulo.

 

 

Casas são formadas por blocos lineares

 

 

Como base, será utilizado o projeto feito pelo escritório 24.7, de Campinas. O projeto foi escolhido através do Concurso Habitação Para Todos, realizado pela CDHU e o departamento paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) no final do ano passado.

 

O projeto prevê a construção de casas térreas de dois e três quartos com 52 m² e 63 m², com valor aproximado de R$ 1 mil por metro quadrado. A casa é constituída de dois “blocos lineares”, que abrigam todos os cômodos da casa. O projeto prevê também a diferenciação e a personalização das fachadas, com o objetivo de evitar repetição nos conjuntos habitacionais executados normalmente.

 

Para buscar a sustentabilidade, as casas contam com características como a implantação no eixo norte-sul, permitindo iluminação natural o dia inteiro, já que foram pensadas muitas janelas para cada casa.

 

Além disso, as casas contam com sistemas de exaustão de ar quente, massa térmica para aquecimento no inverno, paredes que ventilam sem perdas térmicas, pátios internos, ventilação permanente, coberturas inerciais, além de proteções solares. Segundo o arquiteto Giuliano Pelaio, sócio do escritório, “90% da sustentabilidade de um projeto é alcançado exclusivamente através de decisões projetuais graças à correta interpretação climática do local e não pela especificação de materiais ecológicos. E neste projeto não foi diferente”.

 

A acessibilidade também foi uma das preocupações dos arquitetos: a parte interna das casas foi concebida de acordo com os módulos de acessibilidade, onde todos os ambientes possuem condições de deslocamentos, rotações e passagem para uma cadeira de rodas e acesso em nível para o interior da casa, além de vãos das portas com 90 cm.

 

A ventilação natural se dá através do posicionamento de aberturas na fachada e através da captação da ventilação fresca gerada pelos pátios projetados entre os blocos.

 

 

 

Ventilação natural se dá por aberturas nas fachadas

 

 

 

 

Casas variam entre 52 m² e 63 m²

 

 

 

 

Janelas permitem iluminação natural

 

 

 

 

Cômodos são livres para modulação de acordo com o gosto do morador

 

 

 

 

Cores também poderão ser alteradas

 

 

 

 

200 mil unidades deverão ser construídas em Botucatu (SP)

 

 

 

 

Planta mostra a acessibilidade do local

 

 

 

 

Casas também contarão com telhados verdes

 

 

 

 

Esquema pensado para as casas

 

via PINIweb.com.br

Casa construída com contêineres fica aberta para visitação até 19 de junho

maio 30, 2011 by lmenezes · 1.400 Comments
Filed under: Arquitetura 

Arquiteto Danilo Corbas tinha como foco para o projeto de sua própria residência o uso de materiais reciclados, construção limpa e conforto termoacústico

Mauricio Lima

Até o dia 19 de junho, o arquiteto Danilo Corbas deixa abertas as portas de sua nova residência para visitação: a Casa Container. Inaugurada no início de maio, após sete meses de construção, a casa com 196 m² de área útil foi construída com quatro contêineres marítimos inutilizados, adaptados para abrigar três quartos, sala de estar, sala de jantar e cozinha gourmet integradas, escritório, três banheiros, área de serviço, garagem e varandas.

 

 

 

Para a área da escada foi utilizado steel-frame

 

Os quatro contêineres formam a estrutura da casa, sendo dois dispostos no pavimento inferior e outros dois dispostos perpendicularmente sobre os primeiros, formando o pavimento superior. Segundo o arquiteto, seu objetivo era reciclar materiais e evitar a utilização de areia, tijolo, cimento, água e ferro para a estrutura, tornando o canteiro de obras mais limpo.

 

O projeto previa uma terraplanagem suave do terreno, utilizando sistema de compensação entre corte (50 cm) e aterro (até 80 cm), para deixar um único platô quase em sua cota original. Os serviços de terraplanagem e limpeza do terreno foram executados em um dia.

 

Para a fundação da casa, foram utilizadas sapatas isoladas nas extremidades dos contêineres e sob as colunas de reforço, colocadas para aguentar os contêineres superiores. De acordo com Corbas, pelo peso da construção, de 18 t (4,5 t por contêiner), não foi necessária a colocação de ferragens nas sapatas, trabalhando basicamente o esforço de compressão.

 

O isolamento termoacústico do contêiner formado por chapas de aço foi um dos quesitos que exigiu maior atenção do projetista. A lã PET e o drywall foram empregados para o isolamento das paredes, enquanto no teto foram utilizadas telhas térmicas com uma camada de poliuretano, juntamente com lã mineral basáltica.

 

O principal objetivo da casa era ser sustentável. Para isso, o arquiteto introduziu itens como sistema de reuso de água pluvial, ventilação cruzada nos ambientes, telhado verde, telhas brancas, iluminação em LED, sistema de aquecimento solar e uso de salamandra para aquecimento. A iluminação natural também faz parte do projeto: o vão formado entre os dois contêineres inferiores foi fechado com vidro, além de janelas basculantes, instaladas por toda a casa.

 

“Nós, arquitetos e engenheiros, temos a responsabilidade de transformar os atuais conceitos da construção civil, das técnicas construtivas e da arquitetura para que não estejamos tão a mercê dos interesses exclusivamente econômicos. Temos que priorizar a qualidade, transformar o mercado para que ofereça uma arquitetura perene, livre de modismos. Isso é sustentabilidade”, disse Corbas.

 

 

A visita pode ser agendada gratuitamente pelo site do projeto.


Detalhes da casa durante a obra

 


Interior foi revestido com drywall e lã PET

 


Detalhe da casa antes da pintura

 


Fachada da casa

via PINIweb.com.br

São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou “verde”

maio 30, 2011 by lmenezes · 636 Comments
Filed under: Arquitetura 

Dois Projetos de Lei, cada um sobre um tipo de cobertura, tramitam simultaneamente na Câmara Municipal com o objetivo de melhorar o conforto ambiental dos imóveis

Mauricio Lima

A Câmara Municipal de São Paulo discute atualmente dois Projetos de Lei referentes às coberturas dos imóveis da cidade. Um deles, o PL 615/09, de autoria do vereador Antônio Goulart (PMDB), prevê que todos os imóveis da cidade sejam pintados na cor branca, enquanto o outro, o PL 115/09, proposto pela vereadora Sandra Tadeu (DEM), prevê que novos condomínios edificados com mais de três unidades contem com “telhado verde”. Os dois PLs já foram aprovados em primeira fase pela Câmara, mas ainda não há estimativa para as votações em definitivo.

 

 

Projeto de Lei que exige obrigatoriedade, principalmente pela cobertura branca em toda a cidade, gera polêmica no setor

O objetivo dos projetos é o mesmo: diminuir as ilhas de calor na capital paulista. O telhado branco contribui para essa redução, pois tem como uma das características a capacidade de refletir os raios solares, enquanto telhados escuros absorvem esses raios, aumentando as ilhas de calor. Já a camada de terra dos “telhados verdes”, por sua vez, promove o aumento da inércia térmica da cobertura,  de modo que sua temperatura não mude tão rapidamente.

 

Apesar dos dois sistemas apresentarem características para melhorar o conforto térmico do ambiente, o setor apresenta opiniões diferentes sobre o tipo de cobertura mais adequada. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) divulgou recentemente uma nota  afirmando que “a utilização da cor branca ou clara de forma generalizada pode trazer problemas funcionais para o ambiente construído, pois a excessiva reflexão de luz pode causar ofuscamento e desconforto visual para ocupantes de edifícios vizinhos”.

 

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) também divulgou notícia convergente  à  posição do CBCS em seu site : “Além de desnecessária, a especificação de qualquer cor ignora necessidades estéticas, culturais e de funcionalidade, podendo descaracterizar conjuntos históricos”.

 

Já o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), por meio da campanha “One Degree Less”, defende que se os raios forem refletidos, além da diminuição do número de ilhas de calor, há também a redução da utilização de ar-condicionado, diminuindo a emissão de gás carbônico. O conselho cita inclusive um estudo realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, que mostrou que coberturas escuras absorvem 80% do calor e as claras refletem até 90% da luz solar.

 

Segundo a pesquisadora Maria Akutsu, responsável pelo Laboratório de Higrotermia e Iluminação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) o problema está na obrigatoriedade do uso de um dos sistemas, se um dos projetos for aprovado, já que a aplicação de quaisquer soluções dependem de vários fatores, que podem não ser necessariamente adequados para todos os casos. O arquiteto Lourenço Gimenes, do escritório FGMF, compartilha da mesma opinião: “A aplicação desses dois tipos de telhados deve ser estudada caso a caso. Se você tiver uma cobertura que é ocupada pela caixa do elevador, pela caixa d’água e por painéis solares, você vai pintar o quê de branco? Ou vai colocar um pequeno espaço com vegetação?”.

Gimenes ainda defende que a cobertura não é o único fator a provocar um impacto térmico no edifício. “As fachadas norte, leste e oeste recebem calor praticamente o dia todo, mas é dada pouca atenção para elas, que têm um impacto muito maior no conforto térmico”, diz o arquiteto.

Entre as uasn opções de cobertura, a pesquisadora do IPT ainda defende o telhado verde que, segundo ela, traz vantagens como a melhoria da qualidade do ar e a maior retenção de água da chuva. Caso o PL favorável às coberturas brancas seja aprovado, ela observa alguns fatores que merecem atenção: ”deve-se primeiro haver cuidado com a qualidade da tinta, para que não crie fungos. Além disso, uma telha cerâmica, ao ser pintada, por exemplo, pode perder algumas de características, como a porosidade”, finaliza.

via PINIweb.com.br

Após salto de 33% no lucro, PDG acelera ritmo de entregas

maio 30, 2011 by lmenezes · 540 Comments
Filed under: Economia 

A construtora e incorporadora PDG Realty informou na noite de quinta-feira que teve lucro líquido ajustado de 239,1 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, crescimento de 33 por cento ante o ganho do mesmo intervalo de 2010.

A estimativa média de seis analistas, segundo pesquisa Reuters, era de lucro de 223,5 milhões de reais nos três primeiros meses deste ano.

O salto no lucro ocorre em meio à conclusão do processo de integração das operações da Agre, adquirida em maio de 2010. A PDG também herdou, na ocasião, um alto volume de obras atrasadas, saldo que vem zerando ao longo dos últimos meses.

Nos três primeiros meses deste ano, a empresa entregou 8,5 mil unidades, equivalentes a 56 por cento do previsto para o primeiro semestre. Para o fechado de 2011, a meta é de entrega de 35 mil unidades.

“Cada trimestre está sendo consequência de decisões certas tomadas lá atrás. No setor, as decisões demoram a aparecer… Tomamos uma decisão muito acertada em adquirir a Agre… o mercado tinha muitas dúvidas quanto a integração e entregas”, disse o diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, em teleconferência nesta sexta-feira.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado da companhia somou 359,8 milhões de reais no trimestre encerrado em março, aumento de 24 por cento sobre um ano antes, com a margem caindo de 26 para 23,8 por cento.

Enquanto isso, a receita líquida foi 35 maior ano a ano, alcançando 1,513 bilhão de reais.

O ganho da líder do setor no país foi impulsionado por um incremento de 67 por cento nos lançamentos e de 26 por cento nas vendas contratadas no primeiro trimestre, que somaram 1,758 bilhão e 1,704 bilhão de reais, respectivamente.

Em termos de lançamentos, a PDG cumpriu, até março, 19 por cento do ponto médio da meta traçada para o ano, que é de 9 bilhões a 10 bilhões de reais.

A velocidade de vendas da companhia, medida pela relação de venda sobre oferta (VSO), ficou em 29 por cento entre janeiro e março, acima do esperado pela própria empresa.

“A velocidade de vendas (em 2011) deve ser menor que no último ano, mas o primeiro trimestre surpreendeu”, afirmou Wurman, que disse esperar nível em torno de 27 por cento.

Os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2010 foram apresentados proforma, como se a PDG já houvesse incorporado a Agre na ocasião.

As ações da incorporadora operavam com valorização de 1,5 por cento às 10h44 desta sexta-feira, enquanto o Ibovespa caía 0,47 por cento.

via International Business Times.

De acordo com especialistas da área e grupos de pesquisa, cada vez mais compradores e vendedores de imóveis optam por casas mais ecologicamente corretas

maio 30, 2011 by lmenezes · 501 Comments
Filed under: Engenharia 

De acordo com especialistas da área e grupos de pesquisa, cada vez mais compradores e vendedores de imóveis optam por casas mais ecologicamente corretas.

 

 

Reuters

De acordo com especialistas da área e grupos de pesquisa, cada vez mais compradores e vendedores de imóveis optam por casas mais ecologicamente corretas.

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Australia

Brent Pullar, o presidente operacional da empresa imobiliária australiana Harcourts Victoria, afirmou que a quantidade de casas ecologicamente corretas construídas e vendidas anualmente é maior. “Não são apenas os já então proprietários que estão ecologicamente conscientes, mas também os novos compradores. As pessoas que procuram por uma casa nova são, sem dúvidas, influenciadas pela nova tendência de abraçar os princípios das iniciativas verdes, tais como energia solar, reservatórios de água de chuva, torneiras com dispositivos que regulam a vasão da água e gerenciamento de energia”, disse Pullar.

Em uma pesquisa sobre a Percepção do Mercado e Preferências em relação às Casas Verdes Australianas, a Frost & Sullivan descobriu que a consciência geral de casas verdes é alta, dois terços de todos os 1.018 entrevistados admitiram ser conscientes ecologicamente. A pesquisa descobriu que essa consciência é maior entre aqueles que planejam comprar uma casa nos próximos dois anos.

Atualmente, os projetos de construção requerem medidas de energia eficientes, além do mais, uma decisão recente tornou obrigatório que as construções exponham a utilização de energia. Pullar informou que nos próximos anos, alguns compradores irão preferir casas com características ecológicas àquelas que não as possuem. “Se uma casa não tiver aspectos ecologicamente corretos, isto pode colocar um ponto final no negócio para muitos compradores em potencial; o que é reflexo do nível de conscientização ecológica que vemos agora”, disse Pullar.

“Arquitetos e urbanistas criam pensando não apenas em estilo e conforto, mas também em sustentabilidade, visto que cada vez mais pessoas exigem casas ecológicas”.

via  International Business Times.

Rossi se une a empresa no Nordeste para lançar R$2,8 bi até 2013

maio 30, 2011 by lmenezes · 478 Comments
Filed under: Economia 

A construtora e incorporadora Rossi Residencial pode realizar lançamentos da ordem de 2,8 bilhões de reais até 2013 por meio de fusão com a construtora Norcon, na região Nordeste do país.

A companhia anunciou na noite de segunda-feira a formação da empresa Norcon Rossi, dando continuidade à parceria que havia sido firmada em fevereiro passado.

A nova empresa terá 70 por cento de participação da Rossi, ficando o restante com a Norcon, que será responsável pela realização dos empreendimentos em Sergipe, Pernambuco, Alagoas e na Bahia.

Se considerados os projetos já lançados e parcialmente vendidos desde a assinatura da parceria, a participação da Rossi será de 80 por cento.

De acordo com comunicado ao mercado, o banco de terrenos da Norcon possui potencial para lançamentos com valor geral de vendas (VGV) de 13 bilhões de reais.

“A Rossi será responsável pela gestão financeira e operacional da Norcon Rossi… A parceria reforça a estratégia da Rossi de diversificar suas atividades para novas regiões que apresentam alto potencial de crescimento e continuar crescendo nos mercados onde já está presente”, afirma a companhia no documento, acrescentando que a criação da nova empresa ainda depende da conclusão do processo de due dilligence.

Sediada em Aracajú (SE), a Norcon atua nos segmentos residencial e comercial há 52 anos.

via International Business Times.

China prepara mais restrições ao mercado imobiliário

maio 23, 2011 by lmenezes · 168 Comments
Filed under: Economia 

China prepara mais restrições ao mercado imobiliário

Mercado dá sinais de retomada da alta dos preços

A China implementou uma série de medidas em abril para esfriar o mercado de imóveis

Para lidar com os sinais de retomada da alta dos preços no mercado imobiliário, algumas cidades chinesas estão preparando novas medidas restritivas, reforçando as expectativas de que Pequim não aliviará o controle sobre o setor tão cedo.

A próspera província oriental de Zhejiang pretende obrigar as construtoras a depositar os valores obtidos com a pré-venda dos projetos imobiliários em contas bancárias caução. Cidades importantes, incluindo Xangai, Wuhan e Qingdao, estão elaborando planos similares, segundo a mídia estatal.

A exigência irá controlar o fluxo de capital das construtoras, já que a pré-venda representa cerca de 40% de seu financiamento. “Algumas construtoras terão que cortar os preços no curto prazo para facilitar as vendas”, disse Cheng Dong, analista imobiliário da BOC International, em Xangai.

A China implementou uma série de medidas em abril para esfriar o mercado de imóveis, em parte para acalmar as reclamações de que muitas pessoas não podiam pagar os preços das casas.

via VEJA.com.

Origem do Nome dos Bairros de São Paulo

maio 11, 2011 by lmenezes · 1.255 Comments
Filed under: Imóveis 

Entre aspas o significado do nome tupi.

São Paulo

  1. Aclimação-de Jardim d´Acclimation(Paris), abrigou o primeiro zoológico de São Paulo
  2. Água Branca-nome de antigo córrego
  3. Antártica(avenida)-vem de Cia Antártica
  4. Água Rasa-na região o ribeirão Tatuapé era raso
  5. Águia de Haia(avenida)-apelido dado a Rui Barbosa em virtude de seu desempenho em congresso realizado em Haia, Holanda
  6. Ana Rosa-vem de Dona Ana Rosa de Araújo Galvão, que doou herança para a criação do Instituto Dona Ana Rosa que cuidava de crianças abandonadas, depois o nome foi dado ao Largo Dona Ana Rosa
  7. Anhangabaú-rio “dos malefícios, do diabo”
  8. Anhanguera-”diabo velho”, apelido dado pelos índios ao bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva
  9. Anhembi-rio “dos nhambus”, espécie de peixe
  10. Aricanduva-”lugar onde há muitas palmeiras da espécie airi”; nome da empresa de loteamentos de Ademar de Barros
  11. Artur Alvim-nome do engenheiro que projetou a estação de trem
  12. Barra Funda-na região a barra do Tietê era funda
  13. Barro Branco-nome de córrego que ficava na Invernada(região para pastagem rodeada de obstáculos)
  14. Belém-vem de São José do Belém
  15. Bixiga-de Antônio Bexiga
  16. Bom Pastor(rua)-nome de antigo instituto que cuidava de crianças
  17. Brás-de José Braz
  18. Brás Leme-do bandeirante Brás Esteves Leme
  19. Brasilândia-vem de Companhia Brasilândia, de José Munhoz Bonilha
  20. Bresser-vem de engenheiro Carlos Bresser
  21. Brooklin-vem de Brooklyn de Nova Iorque, em alemão da Idade Média significa ponte pequena
  22. Butantã-”solo duríssimo”
  23. Caiubi(rua)-chefe dos guaianazes
  24. Cambuci-”pote”; tipo de árvore
  25. Cangaíba-”cabeça ruim, dor de cabeça”
  26. Canindé-”arara azul”; “vozerio, gritaria”; “escuro”
  27. Cantareira-prateleira para guardar cântaros(vasos grandes para líquidos)
  28. Campo de Marte-local onde Santos Dumont fazia experiências, em Paris
  29. Campos Elísios-vem de Champs Elysées, em Paris
  30. Capão Redondo-capão é uma porção de mato isolado
  31. Carandiru-vem de candiru, peixe de água doce; nome de antigo córrego
  32. Casa Verde-vem de meninas da casa verde, e depois de Sítio Casa Verde; tal sítio era propriedade de umas meninas que moravam na rua do Rosário(atual Quinze de Novembro) em uma conhecida casa verde
  33. Catumbi-”mato cinza pardacento”
  34. Caxingui-espécie de planta; rato do banhado
  35. Cerqueira César-ex-governador de São Paulo
  36. Chico Pontes(rua)-antigo comerciante
  37. Chora Menino-achava-se que podia ser o choro de uma criança, mas provavelmente eram gatos no cio ou o barulho do vento em eucaliptos
  38. Cidade A E Carvalho-nome de construtora
  39. Cidade Dutra-vem de Eurico Gaspar Dutra
  40. Cidade Líder-nome da empreendedora de Francisco Munhoz Bonilha(Líder Empreendimentos)
  41. Conceição(est. de metrô)-vem de Parque da Conceição, de Vila Conceição(nome antigo do bairro), anteriormente de Nossa Senhora da Conceição
  42. Conceição(avenida da zona norte)-vem de Estrada da Conceição, que ligava à Freguesia da Conceição de Guarulhos
  43. Congonhas-vem de Visconde de Congonhas, apelido do 1.o governador de São Paulo que nasceu nessa cidade mineira
  44. Consolação-vem de Nossa Senhora da Consolação
  45. Cumbica-”nuvem baixa”
  46. Curuçá-maneira como os índios diziam cruz
  47. Cupecê-”fronte da borda da mata”, nome de antigo sítio
  48. Cursino(avenida)-de André Cursino
  49. Dr. César(rua)-vem de engenheiro Luiz César do Amaral Gama
  50. Ermelino Matarazzo-filho do conde Francisco Matarazzo
  51. Freguesia do Ó-vem de Caminho de Nossa Senhora do Ó; as freguesias eram os bairros que ficavam nos arredores da capital(que se restringia ao centro) e que receberam essa denominação até a época da proclamação da república
  52. Gasômetro(rua)-local de onde saía o gás para os lampiões
  53. Grajaú-cesto fechado para transportar galinhas e aves; aparelho para conduzir louça de barro; aparelho para conduzir peixes; cidade e rio no Maranhão
  54. Guaianazes-nome de antiga tribo indígena
  55. Guapira(avenida)-”começo do vale”; “cortado”
  56. Guarapiranga-”lagoa vermelha”; nome de antiga aldeia indígena
  57. Guaru-”comedor”, nome de antiga tribo indígena
  58. Heliópolis-cidade do sol
  59. Ibirapuera-”madeira podre”
  60. Iguatemi-rio “sinuoso”
  61. Inajar de Souza(avenida)-jornalista e repórter policial, conviveu com bicheiros do Rio de Janeiro e encontrou-se com Che Guevara
  62. Interlagos-entre lagos
  63. Ipiranga-rio “vermelho, barrento”
  64. Itaquá-”buraco da pedra”
  65. Itaim-”pedra pequena”
  66. Itaim Bibi-vem de Itaim do Bibi, apelido de Leopoldo Couto de Magalhães
  67. Itaquera-”pedra adormecida”; “pedra dura”
  68. Imirim-rio “pequeno”
  69. Indianópolis-vem de Indianápolis(EUA)
  70. Jabaquara-”rocha”; “buraco”; “lugar dos refugiados”Jacuí-rio “dos jacus”
  71. Jaçanã-ave de peito vermelho que vivia perto do rio Cabuçu
  72. Jaguara-”onça pintada”; vem de Barão de Jaguara, apelido de político influente dos tempos do Império e pai do loteador
  73. Jaguaré-”lugar onde existe onças”
  74. Jaraguá-”senhor do vale”; “morros que dominam os campos”; “água que murmura”
  75. Jd. América-nome de esposa de um inglês fundador do bairro; de Cia Edificadora de Villa América
  76. Jd. Anália Franco-nome de educadora atuante na região
  77. Jd. Angela-vem de dona Angela(mulher do loteador); de Santa Angela
  78. Jd. Avelino-de Gustavo Avelino
  79. Jd. Brasil-vem de Companhia Agrícola e Imobiliária Brasil
  80. Jd. Europa-vem de Sociedade Anônima Jd. Europa
  81. Jd. França-de Cia Franco Paulista da Água Fria
  82. Jd. Guedala-vem de Herbert Guedala(um dos primeiros presidentes da Cia City)
  83. Jd. da Glória-vem de Chácara da Glória
  84. Jd. Irene-em grego significa da paz
  85. Jd. Peri-vem de Peri Ronchetti
  86. Jd. Peri-Peri-”junco, brejo”
  87. Jd. São Bento-vem de Mosteiro de São Bento
  88. Jd. São Paulo-vem de Villa Paulicea, nome de antiga estação de trem e de bairro vizinho
  89. Joaquina Ramalho(avenida)-filha do Barão de Ramalho
  90. José Bonifácio-de José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da Independência
  91. Júlio Buono(avenida)-filho de Francisco Buono
  92. Jurubatuba-”muitos jerivás”; espécie de palmeira; primeiro nome do rio Pinheiros, que recebeu o atual nome em 1950
  93. Lajeado-vem de Santa Cruz do Lajeado
  94. Ladeira da Memória-em memória ao governo provisório de São Paulo que fez obras importantes na região
  95. Lapa-gruta, vem de Nossa Senhora da Lapa
  96. Largo da Pólvora-vem de Casa da Pólvora
  97. Lausane-vem de Lousanne, cidade suíça onde nasceu o loteador
  98. Liberdade-nome dado a uma rua na época da abdicação de D. Pedro I(1831); nome dado ao antigo Largo da Forca quando se extinguiu essa pena de morte; diz-se também que o nome foi reforçado durante a época da abolição dos escravos(1888)
  99. Limão-primeiros moradores encontraram pés de limão bravo
  100. Luz-vem de Nossa Senhora da Luz
  101. Mandaqui-rio “dos mandis”, espécie de peixe; nome de ribeirão da região
  102. Maria Cândida(rua)-esposa de Guilherme Praun da Silva(loteador do bairro)
  103. Marsilac-vem de engenheiro Marsilac
  104. M´Boi Mirim(avenida)-”cobra pequena”, nome de estrada e córrego
  105. Moema-”mentira, falsidade”
  106. Moinho Velho(no Ipiranga)-havia na região um moinho de trigo
  107. Mooca-”faz casa”
  108. Morumbi-”colina verde”; “mosca verde”; “lugar de lutas”
  109. Mantiqueira-”lugar em que a chuva goteja”
  110. Mutinga(avenida)-nome de ribeirão
  111. Paes de Barros(avenida)-vem do nome do fazendeiro Rafael Aguiar Paes de Barros
  112. Paraíso-vem de Chácara do Paraíso
  113. Parelheiros-de parelha de cavalos
  114. Parque Bristol-cidade inglesa
  115. Pedro Doll(rua)-proprietário de uma fazenda que ficava em Santa Terezinha
  116. Penha-vem de Nossa Senhora da Penha
  117. Perdizes-vem de Quintal das Perdizes
  118. Perus-”pôr-se apertado”; Nhá Maria morava na área e criava perus
  119. Pinheiros-vem de Nossa Senhora dos Pinheiros, e depois de Bosque dos Pinheiros
  120. Pirituba-”vegetação de brejo”
  121. Pari-cerca de taquara para pescar
  122. Parque do Carmo-vem de Nossa Senhora do Carmo
  123. Parque São Lucas-vem de Luccas, família loteadora do local
  124. Pirajussara(avenida)-”peixe que trava”; “peixe que dá coceira”
  125. Piratininga-”peixe seco”, as cheias secavam e os peixes ficavam no solo
  126. Pacaembu-”arroio das pacas”
  127. Panambi-”mariposa”, nome de antiga fazenda
  128. Parque Edu Chaves-nome de antigo aviador e amigo de Santos Dumont
  129. Parque Novo Mundo-vem de Cia Predial Novo Mundo, do Banco Novo Mundo e que loteou também o Jd. São Paulo
  130. Parque Peruche-vem de José de Paula Peruche
  131. Piqueri-”animal de pequeno porte”
  132. Pompéia-vem de Aretusa Pompéia(esposa do dono da maioria das terras)
  133. Ponte Rasa-vem de Ponte Baixa, depois de Vila Ponte Rasa
  134. Raposo Tavares-bandeirante Antônio Raposo Tavares
  135. Sacomã-vem do nome da família loteadora do local e que possuía uma cerâmica(Sacoman)
  136. Sapopemba-”raiz chata, muito enterrada”
  137. Santana-mãe de Maria e avó de Jesus
  138. Santa Cruz(est. de metrô)-vem de Capela de Santa Cruz
  139. Santa Ifigênia-filha do rei Eglipo e da rainha Ifianassa da Etiópia
  140. Santo Amaro-vem de Aldeia de Santo Amaro
  141. São Domingos-vem de São Domingos Sávio, nasceu na Itália e era colaborador na obra salesiana; o proprietário do Banco Novo Mundo que loteou o bairro era Domingos Fernandes Alonso
  142. São João(avenida)-vem de São João Batista
  143. São Mateus-de Mateus Bei, italiano loteador do local
  144. São Miguel Paulista-vem de São Miguel Arcanjo
  145. Saúde-vem de Nossa Senhora da Saúde, e depois de Bosque da Saúde
  146. Sé-igreja matriz
  147. Socorro-vem de Nossa Senhora do Socorro, e depois de Capela do Socorro
  148. Sumaré-tipo de orquídea
  149. Taquari(rua)-”bambu fino e pequeno”
  150. Tatuapé-”caminho do tatu”, nome de antigo ribeirão
  151. Tietê-rio “verdadeiro, profundo”
  152. Tremembé-”brejo, lamaçal, pântano”
  153. Tamanduateí-”lugar dos tamanduás”; “rio de muitas voltas”
  154. Trianon-salão para reuniões dançantes que ficava no belvedere Trianon
  155. Tucuruvi-”gafanhoto verde”; “taquara verde”
  156. Vergueiro-de José Vergueiro
  157. Vila Alpina-vem de Alpes
  158. Vila Andrade-vem do nome do banqueiro e dono da Chácara Andrade, Agostinho Martins de Andrade
  159. Vila Anastácio-vem de Chácara do Anastácio
  160. Vila Bancária Munhoz-do bancário Francisco de Munhoz Bonilha
  161. Vila Carrão-de Conselheiro Carrão
  162. Vila Gomes Cardim-loteador do bairro, jornalista, advogado e político
  163. Vila Gustavo-vem de Gustavo Backhauser
  164. Vila Maria-sugestão de Eduardo Cotching(um dos loteadores)
  165. Vila Mangalot-de Cia de Terrenos Mangalot
  166. Vila Medeiros-de Francisco de Medeiros Jordão
  167. Vila Nhocuné-vem de Senhor Coronel, como os escravos queriam chamar o seu dono
  168. Vila Guilherme-de Guilherme Praun da Silva
  169. Vila Ema-de Emma Nothman
  170. Vila Hamburguesa-proprietário do sítio era de Hamburgo(Alemanha), e gostava da cerveja Hamburguesa
  171. Vila Matilde-nome da filha da proprietária da gleba de terra, dona Escolástica Melchert
  172. Vila Nova Cachoeirinha-a cachoeira ficava próximo onde hoje é a maternidade, na Inajar de Souza
  173. Vila Olímpia-cidade grega
  174. Vila Penteado-vem de Seu Penteado, antigo proprietário de terras no local
  175. Vila Prudente-de Prudente de Morais
  176. Vila Ré-vem de João Ré
  177. Vila Romana-de Roma, cidade natal do loteador
  178. Vila Sabrina-nome de artista ilaliana de passagem pelo Brasil
  179. Vila Leopoldina-vem de Imperatriz Leopoldina; vem de Leopoldina Kleeberg(sócia da empresa loteadora)
  180. Vila Madalena-de Madalena, cujas irmãs Ida e Beatriz também eram filhas de um fazendeiro
  181. Vila Mariana-esposa de Alberto Kuhlmam, engenheiro da Cia Carris de Ferro que deu o nome a uma das estações de bonde a vapor que ia até Santo Amaro; outra versão: junção de Maria e Ana, esposa e mãe de Carlos Petit, um dos moradores mais importantes
  182. Vila Formosa-nome antigo de Ilha Bela
  183. Vila Císper-nome de antiga indústria de garrafas
  184. Vila Buarque-do engenheiro Manuel Buarque
  185. Vila dos Remédios-vem de Nossa Senhora dos Remédios
  186. Vila Sônia-nome de uma filha dos proprietários
  187. Vinte e Cinco de Março(rua)-data da primeira constituição do Brasil(1824)

Fonte: http://curiosidadesdesaopaulo.blogspot.com/


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HISTÓRIA DOS BAIRROS DE PORTO ALEGRE

maio 9, 2011 by lmenezes · 1.015 Comments
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Bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre

Bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre

O texto a seguir disponibiliza a história dos bairros de Porto Alegre. A pesquisa é doCentro de Pesquisa Histórica vinculada a Coordenação de Memória Cultural daSecretaria Municipal de Cultura.

AGRONOMIA
O bairro Agronomia localiza-se na zona leste da capital e foi oficializado em 21 de setembro de 1976, através da lei 4166. Teve seus limites alterados através da lei 6720, em 21 de novembro de 1990 e, posteriormente, através da lei 7954 de 08 de janeiro de 1997.
Sua origem remonta ao século XVIII, e sua gestação se deve ao tráfego contínuo em duas estradas que foram fundamentais para o desenvolvimento da cidade de Porto Alegre: Caminho do Meio, atual Oswaldo Aranha e Protásio Alves, e estrada do Mato Grosso, atual Bento Gonçalves.
Já nos primeiros anos do século XX, foi fundado no bairro o Instituto de Agronomia e Veterinária, que viria transferido da Escola de Engenharia, localizada na área central de Porto Alegre, em função da necessidade de adequação do espaço geográfico com a proposta do curso, instalando-se em prédio próprio em 1° de julho de 1913. Neste sentido, o território que viria a ser o Bairro Agronomia, correspondeu às finalidades pretendidas pela instituição, que passaria a dispor de amplo espaço para a realização de suas práticas. Com a criação em 1934 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o referido departamento e a sua estrutura foi por ela absorvido, e essa atividade universitária trouxe uma relativa expansão para a região. A partir de meados da década de 1970, alguns institutos da UFRGS, sediados no campus central da mesma, começam a ser deslocados para uma área no bairro, próximo da divisa com o município de Viamão. Atualmente, são cerca de 20 cursos funcionando no chamado Campus do Vale.
O bairro apresenta baixo índice demográfico ainda na atualidade. Por estar localizado entre as duas estradas já citadas, o bairro Agronomia acabou por desenvolver apenas um pequeno comércio local, a nível de subsistência.
No que diz respeito aos limites do bairro, encontra-se o município de Viamão, o bairro Partenon e Jardim Carvalho. Dentro do bairro, os limites da universidade percorrem uma latitude delimitada pelo Arroio Dilúvio e a Av. Bento Gonçalves.
Referências bibliográficas:GERMINIANI, Clotilde de Lourdes Branco. A História da medicina veterinária no Brasil. In: http://www6.ufrgs.br/agronomia/ e http://www.ufrgs.br/favet/Http://www.portoalegre.rs.gov.br

ANCHIETA
Localizado à direita da estrada federal BR 116 em direção à Canoas, entre oAeroporto e a cidade Gravataí, o bairro Anchieta foi oficializado pela lei nº 2022 de 07/12/1959, tendo seus limites assim estabelecidos: da Estrada Federal para Canoas, limite desta pelo Bairro São João ao sul; no leste com uma linha imaginária até a divisa com o rio Gravataí, por este na direção leste/oeste até encontrar novamente a Estrada Federal e por esta em direção norte-sul até encontrar o limite com o Bairro São João.
Sua denominação, segundo o cronista Ary Veiga Sanhudo, é em referência ao Padre Anchieta, fundador do colégio São Paulo, na região que, mais tarde, constituiu o núcleo inicial da capital paulista. Na década de 1970, o bairro era considerado um lugar novo, em formação na cidade, e o mesmo cronista assim o descrevera: “ Anchieta é bairro na lei, loteamento no aspecto e grama em toda a sua extensão.” Essa descrição é feita em virtude da escassa população que residia na região, como o é ainda hoje. A baixa densidade talvez seja em função de situar-se em zona baixa da cidade, que não oferecia atrativos que motivassem a ocupação imediata pois, sob ponto de vista da urbanização prevista para cidade no Plano Diretor, encontra-se abaixo da cota de construção.
A partir de 1973, instala-se no bairro a CEASA – Centrais de Abastecimento do RS, na Av. Fernando Ferrari , 1001, quando produtores e atacadistas foram transferidos da Praia de Belas para o bairro, dando início à fase de comercialização no complexo.
A principal via de acesso ao bairro é a avenida dos Estados, que encontra registros nos relatórios da Secretaria de Obras Públicas do Estado desde início do século XX. A preocupação com a pavimentação da avenida iniciou em 1912, porém as obras começaram em 1925, sendo construída a primeira faixa de cimento no ano de 1930. O nome da avenida foi oficializado em 1960 pela lei municipal nº 2076.
O bairro Anchieta possui características industriais, além de ali estarem instalados armazéns e grandes depósitos.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da Minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro,1975.Dados do Censo IBGE/2000. In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

ARQUIPELAGO
Composto por 16 Ilhas, o Arquipélago é um dos bairros mais peculiares de Porto Alegre. Além da condição natural da localização, com sua extensa área verde e biodiversidade, os motivos da sua especificidade também estão ligados à vivência íntima de seus habitantes com as águas, que adaptaram seus modos de vida às condições naturais da região, transformando a natureza para ali constituírem locais de moradia e formando uma cultura própria dos ilhéus.
A primeira ocupação das ilhas do Arquipélago, conforme indícios arqueológicos, data do século XVI, e seus primeiros habitantes eram índios guaranis.
Com a ocupação do Rio Grande do Sul, os índios obrigaram-se a buscar outras regiões do Estado.
Segundo os moradores antigos do Arquipélago, no século XVIII as ilhas Saco do Quilombo, Maria Conga também chamada Ilha do Quilombo (atual Ilha das Flores) e Maria Majolla abrigaram ancestrais escravos. A presença de quilombo nas Ilhas é assunto ainda pendente de estudo aprofundado, porém documentos da Câmara do século XIX comprovam a presença de população negra na Ilha em 1810, e dá indícios que sua ocupação seja anterior a esta data.
No início do século XIX, as Ilhas abasteciam o centro da cidade com seus produtos, principalmente capim, hortaliças e peixes. Mas, a partir do final deste século, a pesca foi a principal atividade econômica dos ilhéus. Foi assim até meados de 1970: a pesca era artesanal e abundante, sendo o barco o meio de transporte por excelência.
O processo de desenvolvimento urbano da cidade altera o modo de vida de seus habitantes, como a construção da ponte do Guaíba que, paulatinamente, diminui o uso do transporte fluvial. Por sua proximidade e facilidade de acesso ao Centro da cidade, houve significativo aumento populacional, sendo que as com maior número de habitantes são: Ilha da Pintada, Ilha Grande dos Marinheiros, Ilha das Flores e Ilha do Pavão. Nesta última, funciona uma das sedes do Grêmio Náutico União, tradicional clube de Porto Alegre. Das dezesseis ilhas que compõem o Arquipélago, a Ilha das Garças pertence ao município de Canoas, e a Ilha das Figueiras, ao município de Eldorado.
Mesmo com todas dificuldades enfrentadas junto ao Arquipélago, especialmente pelos freqüentes alagamentos, seus moradores encontram alternativas de atividades econômicas, como a das catadoras de lixo da Ilha Grande dos Marinheiros, que desenvolvem um importante trabalho de reciclagem, traduzindo-se como fonte de renda e preservação da natureza.
Oficialmente, o bairro Arquipélago foi constituído pela lei nº 2022 de 07/12/1959 com um total de dezesseis ilhas. Em 1976, por decreto oficial, o Arquipélago faz parte do Parque Estadual do Delta do Jacuí e, em 1979, o governo Estadual institui o Plano Básico do Parque com o objetivo de disciplinar a ocupação e evitar a degradação ecológica, e a administração do bairro ficou a cargo da Fundação Zoobotânica.
Referências bibliográficas:GOMES, José Juvenal, et alli. Arquipélago: as ilhas de Porto Alegre. Porto Alegre: Unidade Editoria da Secretaria Municipal da Cultura UE/SMC/Porto Alegre, 1995. (Memória dos Bairros).Dados Censo/IBGE 2000. IN: http://www.portoalegre.rs.gov.br

AUXILIADORA
Oficialmente criado em 07/12/1959 pela lei nº2.022, o bairro Auxiliadora tem sua origem nas últimas décadas do século XIX. Seu desenvolvimento se deu através da Estrada da Aldeia – hoje Av. 24 de Outubro, que ligava a capital à Freguesia dos Anjos, atual cidade de Gravataí. Com a instalação de moinhos de vento, na propriedade de Antonio Martins Barbosa (Barbosa Mineiro), próximo à atual Barros Cassal, a Estrada da Aldeia passa a ter maior circulação, e seu nome é mudado para Estrada dos Moinhos de Vento.
A instalação da linha de bonde impulsiona a ocupação na região, e esta vai tomando ares de bairro. Nas primeiras décadas do século XX, inicia-se o processo de loteamento das terras da região. É também erguida a capela Nossa Senhora Auxiliadora, tornando-se paróquia em 1916.
Por decreto municipal, em 1933, a rua Moinhos de Vento ganha seu nome atual – 24 de Outubro, em homenagem ao golpe militar que depôs o presidente Washington Luís. Neste período, já eram numerosos os transportes públicos que circulavam no local, e as linhas que iam para a região denominavam-se Auxiliadora, o que popularizou o nome do bairro.
Por ter iniciado a partir de um loteamento organizado, o bairro se caracteriza pelo planejamento de suas ruas e boa infra-estrutura, e as moradias que compõem a região são heterogêneas: misturam-se no mesmo ambiente, casas antigas, com construções do início do século, e edifício modernos, que possuem uma boa vista da cidade.
Atualmente, o bairro Auxiliadora conta com uma população de quase 10 mil habitantes, distribuída em uma área de 84 hectares. Apesar de sua proximidade com o centro de Porto Alegre, é um bairro com características residenciais, dispondo, porém, de variado comércio e serviços que atendem, quase exclusivamente, os moradores do bairro e arredores. Quanto ao lazer, a região dispõe de diversão para todas idades, contando com variados bares e danceterias. Há ainda, no bairro, elegantes e refinados restaurantes da capital gaúcha.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico, 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.RIOS, Renata Ferreira. Histórico – Auxiliadora. IN: http://www.nosbairros.com.br/auxiliadora.htmCENSO IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

AZENHA
O significado da palavra que deu origem a denominação do bairro Azenha –“moinho de roda movido à água; atafona” – vincula-se à atividade de moagem de trigo que foi iniciada na região em meados da metade do século XVIII, por iniciativa do açoriano Francisco Antônio da Silveira, que possuía extensas plantações junto aos altos do atual bairro. Conhecido popularmente como o “Chico da Azenha”, foi o primeiro plantador de trigo e fabricante de farinha de Porto Alegre e, para tanto, utilizou-se do trecho do Arroio Dilúvio, antigamente denominado como Arroio da Azenha, no represamento da água necessária para o funcionamento de seu moinho.
Mas, o Arroio que beneficiava o moinho, também colaborava para o isolamento de boa parte da região leste e sul da cidade. Assim, foi construída uma ponte de madeira que, até metade do século XX, passou por inúmeros reparos e substituições, em decorrência das enxurradas do Arroio. Apesar da precariedade de acesso ao bairro, a ponte era o modo de contato com a estrada do Mato Grosso que, mais tarde, ficou conhecida como Caminho da Azenha, bem como estabelecia o vínculo de Porto Alegre com a antiga capital, Viamão. A atual ponte, mais larga e mais sólida que as anteriores, foi iniciada em setembro de 1935 e concluída no ano seguinte pelo Intendente Alberto Bins.
Com o final da Guerra dos Farrapos, o bairro assume novas características, tendo em vista a transferência dos três cemitérios da Cidade para o alto de suas colinas, sendo o primeiro deles, o da Santa Casa, em 1850. Assim, melhoramentos no bairro passaram a ocorrer, sobretudo quando se aproximava o Dia de Finados. No ano de 1864, a rua conheceu a “maxambomba”, um veículo de transporte coletivo, que se dirigia ao Menino Deus através da Azenha.
Conforme Sérgio da Costa Franco, o bairro ganhou relevo no romance de Josué Guimarães, Camilo Mortágua, cujo principal personagem residiu, durante algum tempo, numa casa de cômodos fronteira ao antigo Cinema Castelo. Este cinema, aliás, foi considerado o maior da história de Porto Alegre, com mais de 3 mil lugares.
A Azenha foi criado pela Lei 2022 de 7/12/59, com limites alterados pela Lei 4685 de 21/12/79. Trata-se de um bairro que é uma das principais vias de passagem de Porto Alegre, possuindo um forte comércio, especialmente com relação às lojas de autopeças. Situa-se no bairro um dos mais antigos hospitais da cidade, o Ernesto Dornelles, inaugurado em 1962, situado entre a Av. Ipiranga e rua Freitas de Castro, em uma área de 11 mil quadrados.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.Dados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

BELA VISTA
O nome do bairro já caracteriza a região: no alto do morro, vislumbra-se uma vista maravilhosa de toda a cidade de Porto Alegre.
A história do Bela Vista está muito ligada ao bairro Petrópolis, um dos bairros mais antigos da cidade, pois se trata do desmembramento de uma das diversas chácaras, no caso, da família Santos Neto. Em 1970, as terras da família foram loteadas, tornando o bairro essencialmente residencial.
Até o inicio da década de 90, o bairro era composto somente por casas residenciais, mas, a partir da lei 434/99, as características do bairro se alteraram completamente, passando a ser construídos edifícios, o que modificou sensivelmente sua paisagem e arborização. Dentro da perspectiva de ampliação viária da cidade, também nos anos 90 é aberta avenida Neuza Brizola, que passa a ligar a av. Nilópolis com a av. Protásio Alves.
Os limites do bairro existem desde 1959, a saber: rua Passo da Pátria, esquina rua Vicente da Fontoura até a rua Jaime Teles; por esta até a Av. Nilópolis; por esta até a Av. Nilo Peçanha; por esta até Av. Carlos Gomes; por esta até a rua Furriel Luiz Antônio Vargas; por esta até a rua Pedro Ivo; por esta até a rua Carlos Trein Filho; daí até a rua Farnese; daí à rua Antonio Parreiras; por esta até encontrar a rua Vicente da Fontoura.
Referências Bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 66.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 158-159. Lei Complementar 434/99CENSO IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

BELÉM NOVO
Belém Novo é uma variação do nome do arraial, cuja primeira sede foi o bairro Belém Velho. Em 1867, um grupo de moradores solicitou a mudança da freguesia, que passou para uma área às margens do Guaíba. Desta maneira, em 1873, a Presidência da Província, a partir de um projeto de cunho urbanístico realizado por engenheiros, autorizou a mudança da Freguesia. Em 1876 tem início a construção da Igreja local, finalizada 8 anos depois e denominando-se Nossa Senhora do Belém Novo. No decorrer da construção, em 1880, o presidente da Província efetiva a transferência da freguesia, denominando-a de “Arado Velho”.
Porém, enquanto o entorno do centro de Porto Alegre passava por processo de modernização e urbanização, Belém Novo, em conseqüência de seu difícil acesso, manteve uma caracterização agrária, principalmente pelo grande número de chácaras mantidas por pequenos agricultores e famílias abonadas, que possuíam casas de veraneio junto à tranqüilidade bucólica que o local apresentava. Somente em 1933 Belém Novo passou a ser uma local de fácil acesso, em função da conclusão de uma rodovia que o ligava ao centro da Capital. Apesar de seu histórico, Belém somente veio a integrar-se oficialmente enquanto bairro no ano de 1991, através da Lei 6993.
No entanto, cabe ser destacada a importante função desempenhada pela localização de Belém às margens do Guaíba, garantindo para região o desenvolvimento da pecuária e agricultura, bem como o estabelecimento de sede campestre para inúmeras instituições. Atualmente, a balneabilidade de Belém Novo está passando por um projeto urbanístico e paisagístico, através do Programa Guaíba Vive, o qual prevê ajardinamento de praças, colocação de parque infantil, instalação de vestiários, ciclovias, espaços de contemplação da paisagem, construção de uma passarela de 700 metros de extensão, rampa para saída e chegada de embarcações e um calçadão para feiras e eventos.
Além das sedes campestres de algumas instituições, como a da AJURIS, Grêmio Náutico Gaúcho e da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, estão situados no bairro o Clube Náutico Belém Novo e da Confederação Brasileira de Golfe, bem como o Aeroclube do Rio Grande do Sul, que abriga a Escola de Aviação Civil.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.PAZ, Celso Toscano, Et Ali… Belém Velho. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 1994.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

BELÉM VELHO
Trata-se de um dos mais antigos núcleos habitacionais de Porto Alegre, e a denominação “Belém Velho” remete-se ao culto de Nossa Senhora de Belém, propagado na região por uma de suas primeiras moradoras, Sra. Francisca Maria de Jesus. No ano de 1830 foi construída uma capela, em homenagem a Nossa Senhora de Belém.
Com a construção da Igreja, as terras em torno da mesma foram submetidas a uma nova apropriação, idealizada por funcionários eclesiásticos que redistribuíram os lotes, visando o desenvolvimento da região. Posteriormente, a capela passou pela condição de curato, alçando Belém à freguesia.
Na virada do século, Belém Velho passou a ser destinado tanto ao veraneio de famílias que ali possuíam propriedades, bem como local onde eram desenvolvidas atividades agropecuárias. Desta maneira, inexistiu, na época, uma preocupação por parte do poder público em facilitar as vias de acesso ao bairro, que se tornava cada vez mais distante do centro da Capital.
Mas, o trem já passou pelo bairro: em 1926, a linha férrea entre o Mercado Público e a Tristeza foi prolongada até a Vila Nova, passando então a ser utilizada para o transporte de mercadorias produzidas naquele recanto rural de Porto Alegre. Porém, ela teve curta existência: por ser considerada economicamente deficitária, foi desativada em 1932.
A partir da década de 1930, três instituições se instalaram no bairro, ligadas à saúde pública e assistência social – Sanatório Belém, Amparo Santa Cruz e Instituto São Benedito. Estas instituições viriam a influenciar em grande escala a história do bairro, levando muitas pessoas a saírem de Belém Velho, por considerá-lo um bairro insalubre.
O bairro abriga, desde o século XIX, o Cemitério de Belém Velho, que foi encampado em 1992 pela Prefeitura. Possui uma área de 2 ha. Outros pontos que identificam a história de Belém Velho estão a Capela, o antigo casario em frente à praça, a fazenda que pertenceu a Flores da Cunha e a fazenda que pertence à família Chaves Barcelos. Saliente-se que a capela e praça foram tombadas em 1992 pela Secretaria Municipal da Cultura.
Apesar da antigüidade do Bairro, a demarcação de seus limites oficiais foi estabelecida em 1980, pela Lei 4876, fazendo com que grande parte originalmente de Belém, passasse a fazer parte do Bairro Vila Nova.
Contudo, em meio a uma crescente população, o bairro Belém Velho continua sendo um dos bairros de Porto Alegre com menor densidade demográfica e tendo como uma de suas principais características, ainda hoje, o uso produtivo da terra.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. DaUniversidade/UFRGS, 1992.PAZ, Celso Toscano, Et Ali… Belém Velho. Porto Alegre: Unidade Editorial daSecretaria Municipal da Cultura, 1994.Dados do Censo IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

BOA VISTA
Criado pela Lei 2022 de 7/12/59, o bairro Boa Vista possui os seguintes limites: Avenida Carlos Gomes, da esquina da Avenida Plínio Brasil Milano até a Avenida Dr. Nilo Peçanha, ao longo desta radial até encontrar a nascente do Riacho, de lá, por uma linha seca, reta e imaginária na direção leste/oeste, até encontrar a convergência da Rua Anita Garibaldi com Libero Badaró e pelo prolongamento desta via pública até a Travessa Pedreira e daí em direção leste/oeste pela Avenida Plínio Brasil Milano até encontrar, novamente, a sua convergência com a Avenida Carlos Gomes. Possui uma área de 160 ha.
Boa Vista consagrou-se como bairro residencial a partir dos anos 60 do século XX, quando loteamentos planejados foram ali implantados, e os terrenos permitiam a construção de amplas casas. Da mesma forma que o bairro Bela Vista, o boom imobiliário que o Plano Diretor de Porto Alegre (lei 434/99) fez surgir na cidade, foi diretamente sentido no bairro, quando residências domiciliares passaram a dar lugar a altos edifícios.
O bairro possui uma tradicional escola de ensino privado, o Província de São Pedro, sediado há mais de 24 anos na rua Marechal Andrea. Possui, também, uma extensa área verde, com mais de 50 ha: o Porto Alegre Country Club. Fundado em 30 de maio de 1930 por um grupo de aficcionados do golfe, teve inaugurada a nova sede, onde está até hoje, no ano de 1938, e muitas ampliações e reformas foram ali efetuadas.
Outro estabelecimento de destaque no bairro é a Sociedade Libanesa, fundada em 1º de setembro de 1936, e antes situada no bairro São João. Com a compra da área de sua sede pela Sogipa, em 1985, veio a situar-se na Rua Barão de Rio Grande.
O bairro é cortado pela rua Anita Garibaldi, que surge nos mapas da cidade a partir de 1916 no Bairro Mont’Serrat, e sua extensão até a Av. Carlos Gomes acontece em 1928. Com o inevitável crescimento urbano de Porto Alegre, hoje termina no Bairro Passo d’Areia. É nela que se concentra a maioria do comércio do bairro.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 75.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 158-159. Lei Complementar 434/99CENSO IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

BOM FIM
Inicialmente chamada de Campo da Várzea, uma área pública de aproximadamente 69 hectares que servia para a guarda do gado trazido para o abastecimento local, teve sua denominação alterada para Campo do Bom Fim, em função da construção da Capela Senhor do Bom Fim, localizada junto ao futuro prolongamento da rua Barros Cassal. A construção da capela teve início em 1867 e conclusão em 1872.
Até o final do século XIX, o Campo do Bom Fim se manteve sem grandes alterações: poucas casas, algumas chácaras e sítios, matas nativas que, muitas vezes foram utilizados como refúgio dos escravos. Após a abolição, muitos libertos que não tinham para onde ir, abrigaram-se nessa região, que passou a se chamar popularmente “Campo da Redenção”.
Na segunda década do século XX, começaram a chegar as primeiras famílias judaicas em Porto Alegre, que se instalaram nas imediações da Avenida Bom Fim, atual Av. Osvaldo Aranha desde 1930, e em suas transversais como a rua Santo Antônio, a rua Silveira Martins, hoje rua Gen. João Teles e a rua Dom Afonso que, posteriormente, chamou-se Ramiro Barcelos. A comunidade judaica foi construindo suas casas, seu templo de oração – Sinagoga – pequenos comércios e oficinas que, mais tarde, vem a formar um bairro residencial e comercial, especialmente equipado por lojas de móveis.
Desde 1944, o Hospital de Pronto Socorro funciona nas esquinas das avenidas Venâncio Aires e Osvaldo Aranha.
No que se refere a lazer e cultura o Bom Fim sempre apresentou um perfil bastante diversificado. Em 1931, foi inaugurado o cinema Baltimore, localizado na Av.
Osvaldo Aranha, com instalações modernas e confortáveis, apresentando filmes sonoros, novidade para época. Muitos bares e restaurantes tradicionais como O Fedor, freqüentado pela comunidade judaica que se reunia para trocar idéias, o Bar João e a Cia das Pizzas. O mais antigo era o Bar e Restaurante Minas Geraes. Nas décadas de 70 e 80, tivemos o auge da música que referenciava o Bom Fim, pelas composições de Nei Lisboa e Kleiton & Kledir. É lembrado até hoje por sua boemia e intelectualidade. Foi reconhecido como bairro através da Lei 2022 de 7/12/1959, ficando limitado pela Avenida Osvaldo Aranha, da esquina da rua Sarmento Leite até a Felipe Camarão, até a rua Castro Alves, sempre paralelo a Avenida Independência.
Referências Bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 163-167SANHUNDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 106-110.BISSON, Carlos Augusto (org.). Sobre Porto Alegre. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS/Secretaria do Estado do Rio Grande do Sul, 1993. p. 152-158.KLIEMANN, Luiza H. Schmitz. Bom Fim: Albúm de retratos. Porto Alegre: Ed. Prefeitura de Porto Alegre/Secretaria de Cultura, 1993.Ávila, Luciano. Histórico – Bom Fim. IN: http://www.nosbairros.com.br/bomfim.htmCENSO IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

BOM JESUS
Manuel Ferreira Filho, herdeiro do Barão do Caí, recebeu no final do século XIX, conforme inventário, uma área de 1063 hectares, dando origem ao que hoje é o bairro. Porém sua ocupação é mais tardia, já que, inicialmente, a área servia de veraneio. Com sua morte, em 1918, a propriedade foi partilhada entre suas irmãs, e a parte próxima à Estrada Caminho do Meio (atual Protásio Alves), foi vendida a uma] empresa imobiliária, que dividiu e loteou a área em finais da década de 1920. Mais tarde, esta área foi conhecida como Vila Bom Jesus.
Por sua distância do Centro, e pela falta de infra-estrutura básica, os terrenos foram vendidos por preços mais acessíveis à população de baixa renda, bem como a famílias oriundas do Interior. Essa falta de infra-estrutura motivou sua organização comunitária e, em 1953, os moradores da Vila Bom Jesus e Chácara das Pedras fundam uma sociedade comunitária, que passa a encaminhar reivindicações e melhorias à Prefeitura.
Nos anos 40 e 50, são fundadas na região instituições sociais e recreativas, como o Bonsucesso Atlético Clube, o mais antigo do bairro que, durante anos, foi sede de variados eventos sociais de seus moradores; o efêmero e curioso Clube dos Comilões, formado exclusivamente por homens, e o Clube Carnavalesco e Recreativo Estácio de Sá, que concentrava suas atividades nas imediações da Paineira. Em 1962, foi fundada a Sociedade Recreativa Associação Copacabana, que ainda mantém suas atividades carnavalescas no bairro, sendo uma das importantes Escolas de Samba do município.
No bairro Bom Jesus, a ocupação da zona mais baixa (Grande Nossa Senhora de Fátima), torna-se mais efetiva a partir da década de 1960, sendo que a maioria das ocupações desta região ocorreu de forma irregular, ou por loteamentos sem infra18 estrutura. A união dos moradores em associações comunitárias foi a saída para solução de problemas imediatos, movimento que se fortaleceu na década de 1980, devido ao aumento populacional da região. Uma das importantes conquista dos moradores do bairro foi a Unidade de Saúde Bom Jesus, inaugurada em janeiro de 1996.
É um bairro essencialmente residencial, e dispõe de pequeno comércio e serviços. O perfil étnico-social de seus moradores é bastante heterogêneo, o que é demonstrado pela diversidade religiosa e cultural existente no bairro.
A primeira delimitação oficial da região foi pela lei nº 2022 de 07/12/1959 e, de acordo com esta lei, o Mato Sampaio torna-se um bairro separado da Vila Bom Jesus. Estademarcação na prática nunca ocorreu. Tanto é que, em 1986, a administração municipal altera a delimitação anterior através da lei nº 5799, incorporando ao território as vilas Sampaio, Brasília e Jardim do Salso, denominando a área de bairro Bom Jesus. Este último traçado é alterado pela lei n.º 6594, de 31/01/1990, delimitando e denominando a área do Jardim do Salso como bairro, separando-o do bairro Bom Jesus.
Referências bibliográficas:VILARINO, Maria da Graça, et alli. Bom Jesus. Porto Alegre: Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1998. (Memória dos Bairros)Dados do Censo IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

CAMAQUÃ
O bairro Camaquã foi oficializado em 07/12/1959 através da lei 2022. Seus limites por bairro são a Tristeza, Cristal, Cavalhada e Ipanema. Desde sua inauguração, o bairro conta com uma forte atuação da associação dos moradores. Através desta iniciativa, foi possível a realização de alguns projetos pendentes desde o início do bairro, como por exemplo, maior número de escolas e de espaços de lazer.
De caráter predominantemente residencial, a região apresenta um grande número de casas, além de condomínios horizontais e edifícios de, em média, três pavimentos.
Atualmente o bairro já se encontra bem estruturado em termos de comércio e serviços, possuindo escolas públicas e privadas de 1ºe 2º Graus.
O bairro Camaquã situa-se entre as avenidas Wenceslau Escobar e a avenida Cavalhada, e existem vários pontos de movimentação mais intensa como a Cel. Massot, Camaquã, Cel. Claudino e a Otto Niemeyer, Esta última, fundamental para a integração do bairro com seus vizinhos Cavalhada e Tristeza, foi criada a partir da lei n°1715 de 18/01/1957 e alterada pela lei n°6841. Seu nome é uma homenagem a um comerciante de Porto Alegre, antigo morador do bairro Tristeza.
Com ruas muito calmas em seu interior, o bairro caracteriza-se por não ser muito distante do Centro da capital, sendo uma boa opção para aqueles que desejam ficar longe da agitação, mas não completamente isolados dos espaços mais urbanizados de Porto Alegre.
Referências bibliográficas:AHMV- Arquivo Histórico Moysés VelhinhoDados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brSMEC- Divisão da cultura – Divulgação Histórica.

CAMPO NOVOEm breve estaremos disponibilizando o histórico deste bairro.

CASCATA
Devido à criação da Companhia Carris Urbanos, em 1893, aconteceu o  reordenamento das linhas de transporte na cidade. Assim, os bondes do Cascata, então tracionados por burros, eram carros que, segundo relato da época, “poderiam andar para frente e para trás, mudando-se apenas os animais de lugar”.
A principal via de acesso ao bairro era a antiga Estrada de Belém, que ligava a região central de Porto Alegre à povoação de Belém Velho, fundada por volta de 1830.
Depois de ter vários nomes (Estrada da Cascata, Avenida Cascata), finalmente a via foi rebatizada com o nome de Avenida Professor Oscar Pereira, ex-diretor do Sanatório Belém, que tratava tuberculosos.
O povoamento do local se acelerou a partir das décadas de 50 e 60, com a abertura de novos acessos à região (vindos do que hoje são os bairros Vila Nova e Belém Velho), bem como pela instalação de meios de transporte mais eficientes e abrangentes, penetrando pelos morros mais íngremes, atendendo a uma das mais freqüentes reclamações dos moradores do bairro. A essa altura, a ocupação, antes restrita às cercanias da Avenida Prof. Oscar Pereira, passou também a ocorrer nas encostas dos morros da Polícia e do Cascata, através do loteamento dessas áreas.
O bairro Cascata foi criado pela lei 2681, de 21 de dezembro de 1963, onde boa parte de seu território era conhecida como Glória. Assim, este bairro recém criado tinha uma estreita relação com os demais que formavam a Grande Glória (Glória, Medianeira e Coronel Aparício Borges).
Ainda que haja atualmente no Morro da Polícia uma atividade turística, com trilhas que proporcionam aos visitantes imagens panorâmicas de toda a região sul de Porto Alegre e uma visão geral do Guaíba, sua exploração econômica (seja pela instalação de pedreiras, hoje já desativadas, seja pela implantação de antenas de TV) tirou um pouco do aspecto tranqüilo e campestre do bairro.
A origem do nome “Cascata” é baseada, provavelmente, pelo relevo montanhoso da região, fazendo com que os arroios que nascem nos morros tenham várias pequenas cascatas, como o Arroio Águas Mortas, que surge no Morro da Polícia e desce em direção ao sul, para a Avenida Prof. Oscar Pereira. Posteriormente, este arroio passou por um processo de canalização fechada, salvando-o de problemas de poluição que começavam a se avolumar, devido à progressiva ocupação de suas margens e o depósito de dejetos em seu leito.
O relevo da região garante, também, o posto de um dos bairros mais altos de Porto Alegre, pela presença dos morros da Polícia (286 metros), do Cascata (267 metros), além de ser circundado pelos morros do Pelado (298 metros) e da Pedra Redonda (279 metros), Dessa forma, a hidrografia do bairro é bastante marcante, com arroios que partem do Morro Pelado e correm em direção aos bairros Coronel Aparício Borges e Partenon, assim como outros que vão em direção sul, nascendo no morro da Polícia e indo em direção noroeste, passando por Glória e Medianeira.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1992.JOBIM, Douglas Jefferson dos Santos. Movimento popular da Grande Glória. Série depoimentos. Porto Alegre: Unidade Editorial UE/Secretaria Municipal da cultura, 2000.VILARINO, Maria da Graça e NUNES, Marion Kruse. Carris 120 anos. 2ª edição, Porto Alegre: Unidade Editorial EU/Secretaria Municipal da Cultura, 1992.

CAVALHADA
O bairro Cavalhada, segundo o Censo do IBGE de 2000, continha 19854  moradores, em uma área de 357 hectares. Apresenta-se no sentido norte-sul, percorrendo uma longa faixa desde o Cristal até Vila Nova e Ipanema.
A origem do nome do bairro é bastante remota e remete ao século XVIII, quando o sesmeiro André Bernardes Rangel teve expropriadas suas terras para a constituição de um campo para a guarda da cavalhada pertencente à Fazenda Real, a serviço de Porto Alegre. Por ter atuado por 20 anos com esses propósitos, o local ficou conhecido como Cavalhada d’el Rey ou Campo da Cavalhada. Com a devolução do rincão ao mesmo sesmeiro, a Fazenda Real se transferiu para Viamão. Entretanto, houve denúncias de] que André teria conseguido a devolução de uma terra pela qual já havia obtido indenização, mas aquelas terras não voltaram à posse governamental.
Assim como a maioria dos bairros da Zona Sul, a Cavalhada sofria com as dificuldades de comunicação com o centro de Porto Alegre. Os moradores precisavam se deslocar a pé ou por carroças até o bairro de Teresópolis para conseguir embarcar no bonde que partia da região em direção ao Centro. A única via de acesso então era a Estrada da Cavalhada, que abrangia todas as atuais Avenidas Carlos Barbosa, Teresópolis, Nonoai e Cavalhada, ligando o bairro da Azenha ao Ipanema, então uma região praticamente rural. A partir da década de 50, com o asfaltamento da Estrada, se tornaram populares no bairro as corridas de “baratinha” (apelido dado aos carros de corrida de Fórmula 1, pelo seu formato), que percorriam a Rua Otto Niemayer até a Tristeza, passavam pela Pedra Redonda e Ipanema e retornavam pela Estrada da Cavalhada, nas chamadas “12 horas de Porto Alegre”.
Com o crescimento urbano, cada trecho da Estrada da Cavalhada foi separado com uma designação própria, e a Avenida Cavalhada passou a ser assim denominada por lei de 1957. As facilidades de acesso ao bairro proporcionou sobremaneira o desenvolvimento da região, que cresceu vertiginosamente a partir de então.
No entanto, com o crescimento do Cavalhada, problemas típicos foram se acumulando, principalmente a partir da década de 70: o Arroio Cavalhada, um dos mais longos de Porto Alegre (nasce próximo ao Sanatório Belém, em Belém Velho, até desembocar no Rio Guaíba) se tornou extremamente poluído e sujeito a inundações e desmoronamentos em suas margens. Apesar das inúmeras reclamações dos moradores, em alguns pontos do arroio a canalização acabou ficando por responsabilidade dos próprios habitantes, enquanto que em outros a Prefeitura canalizou definitivamente o córrego. Atualmente, o arroio segue com graves problemas de poluição.
A presença de instituições de auxílio a populações carentes é marcante, como o Instituto Santa Luzia, entidade de apoio e educação para deficientes visuais, bem como o Cidade de Deus, ligado ao Departamento do Secretariado de Ação Social da Arquidiocese de Porto Alegre, que desde 1960 auxilia a população do bairro na tentativa de melhoras das condições de vida. Fazem parte do bairro grandes loteamentos como Parque Madepinho e Jardim das Palmeiras.
A duplicação das Avenidas Cavalhada e Eduardo Prado estimulou a construção de condomínios fechados durante a década de 90, diferenciando uma parte do bairro da antiga conformação, na qual se destacavam prédios de menor porte. Com isso, o comércio, que já se localizava nas principais avenidas do bairro, apresentou um novo crescimento, tornando o Cavalhada praticamente auto-suficiente nesse sentido.
Referências Bibliográficas:AHPAMV, Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.Http://www.portoalegre.rs.gov.br

CENTRO
Oficialmente contando com uma população de quase 37 mil moradores, segundo o IBGE, o Bairro Centro foi criado e delimitado pela lei 2.022, de 1959, mas sua origem remonta os primórdios da ocupação de Porto Alegre. Com seu povoamento e desenvolvimento, em função da criação da freguesia Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre em 1772, possui íntima ligação com a rua dos Andradas que, ainda hoje, é chamada de rua da Praia, sua primeira denominação. E foi nela, a mais antiga da cidade, que se estabeleceu a primeira capela da Vila com invocação de São Francisco. A abertura das atuais rua Riachuelo e Duque de Caxias, formavam, junto com a rua da Praia, as principais vias da Vila, onde se assentaram as mais antigas residências e casas comerciais. Os arrabaldes mais próximos, como a atual Cidade Baixa, eram considerados zonas rurais.
A antiga e tradicional rua Duque de Caxias teve mais de uma denominação, conforme diferentes registros: rua Formosa, Rua direita da Igreja, rua Alegre e rua da Igreja. Mas o primeiro nome oficial foi o de rua da Igreja, por ali localizar-se o único santuário da cidade. Foi, por anos, a rua mais nobre da cidade, residindo ali políticos, comerciantes e militares de altas patentes em luxuosos sobrados e solares das famílias aristocráticas da cidade, como o Solar dos Câmaras, mais antigo prédio residencial de Porto Alegre. Também conhecida como “Altos da Praia”, na Duque da Caxias foi construída a Igreja da Matriz, atual Catedral Metropolitana, posteriormente denominada de Marechal Deodoro a praça ali existente, mas conhecida por Praça da Matriz. Abriga, ainda, os prédios dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e o Teatro São Pedro, o mais antigo da cidade, tendo sua construção concluída em 1858.
A rua Riachuelo também teve outras denominações, como rua do Cotovelo, nas proximidades ao Teatro São Pedro, e rua da Ponte. Suas primeiras residências remontam ao ano de 1788. Típica rua de zona central, nela residiam pessoas ligadas à classe dirigente.
A peculiar denominação de logradouros antigos do Centro é o fato de fazerem referência a alguma característica que possuía, como a rua do Arvoredo (atual Fernando Machado), a rua do Riacho (atual Washington Luis), a rua da Varzinha (atual Demétrio Ribeiro), o Beco do Fanha, depois denominada Travessa Paysandu (atual Caldas Junior), a rua do Poço (atual Jerônimo Coelho), entre outras.
As igrejas do Centro são também locais que nos remontam a histórias e costumes de seus habitantes. A Catedral Metropolitana teve sua primeira edificação em 1794, porém só foi finalizada no século XIX, com a construção de suas duas torres em 1846. No ano de 1915, o arcebispo Dom João Becker inicia estudos preliminares para a construção da grande Catedral, cujas primeiras obras iniciam em 1920, e a finalização da nova Igreja da Matriz, no seu estilo romano Renascença, ocorreu em 1972, com a conclusão da cúpula. Mas será somente em 1986 que ela é inaugurada e dada por concluída. A Igreja Nossa Senhora dos Dores, na rua dos Andradas, é a mais antiga da cidade, e sua construção pela irmandade Ordem Terceira Nossa Senhora das Dores, remonta a 1807, somente sendo concluída em 1904.
A primeira edificação da Igreja Nossa Senhora do Rosário, localizada na rua Vigário José Inácio, em estilo barroco, foi realizada entre os anos de 1817 e 1827, pela Irmandade Nossa Senhora do Rosário, confraria de negros livres e escravos, cumprindo importante papel, durante todo o século XIX, na vida de pessoas dessa comunidade. Sob alegação de não comportar seus fiéis, em 1950 a Mitra Arquidiocesana mandou demolir o prédio, erigindo a atual sede da Igreja.
No chamado “paralelo 30”, na Praça Montevidéo, encontramos o Paço Municipal, sede da Prefeitura de Porto Alegre, que teve sua construção iniciada no ano de 1898. Em frente ao prédio, se encontra a “Fonte Talavera”, doação da comunidade espanhola através da “Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos”, em homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha. Atravessando a Av. Borges de Medeiros, temos o Mercado Público Central, que teve sua primeira edificação em 1844. Surgindo da necessidade de um local para comercialização e sociabilidade de seus moradores, a planta para nova construção foi aprovada em 1862, e teve início em 1864. No ano de 1870, é inaugurado o novo prédio. O Mercado Público sempre teve importante papel para cidade: além de seu comércio, durante o século XIX era o local onde circulavam as últimas notícias do Brasil, devido ao intenso fluxo de pessoas, sobretudo em função do Porto. Seus bares também eram referências para encontros, principalmente pela boemia da cidade e, no térreo do Mercado, encontra-se o mais antigo bar da cidade, O Naval, onde se pode encontrar uma boa parte da memória da cidade. O atual prédio do Mercado, no Largo Glênio Peres, possui a mesma aparência externa, mesmo após o incêndio de 1912 e da construção do segundo piso, no ano de 1913, na administração republicana do Intendente José Montaury. Sua restauração foi inaugurada em 1997.
A Avenida Borges de Medeiros, outro logradouro importante que atravessa a área central, teve sua obra de abertura iniciada na segunda década do século XX, na administração do intendente Otávio Rocha. No projeto de abertura desta avenida, constava a construção do viaduto Otávio Rocha, de grande importância arquitetônica, e onde o espaço de baixo foi aproveitado com lojas comerciais. As obras da avenida foram concluídas na década de 1940, na administração de José Loureiro da Silva. É nesta administração que o centro da cidade vai adquirindo cada vez mais características das modernas cidades do século XX, com suas amplas avenidas e arranha-céus.
O Centro dispõe dos mais diversos e variados serviços e entretenimento, sobretudo ligados a atividades histórico-culturais. Na rua Duque de Caxias, está localizado o museu Julio de Castilhos, instituição cultural criada por decreto estadual em 30.01.1903, com caráter de museu antropológico, artístico e histórico. A atual sede do Museu, prédio de estilo neoclássico, foi residência do presidente do estado do Rio Grande do Sul, Julio de Castilhos até o ano de 1905, quando foi adquirido pelo governo estadual para abrigar o Museu. Na rua dos Andradas, próximo ao Gasômetro, encontrase o Museu da Brigada Militar, os quartéis e Museu do Exército.
Em direção à Rua General Câmara, encontramos o imponente prédio do Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mario Quintana, transformado em centro cultural no final da década de 80. Na esquina das ruas dos Andradas e Caldas Jr., encontramos a sede do Museu José Hipólito da Costa, onde antes funcionava a sede do jornal A Federação. Em frente, ocupando a quadra que vai até a rua Sete de Setembro, está instalada a sede do Grupo Caldas Júnior. Na Praça da Alfândega, localizam-se o Museu de Arte do Rio Grande do Sul- Ado Malagoli, o Memorial do Rio Grande do Sul e o prédio Santander Cultural que, diariamente, apresentam atividades ligadas a exposições, mostras de vídeos e cinemas, visitas guiadas, etc.
Outro ponto significativo do Centro é a Usina do Gasômetro, que funcionou como tal a partir de 1874, local conhecido como a Praia do Riacho.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed Universidade/UFRGS, 1992. Rua e bairros. IN: FLORES, Hilda Agnes Hubner (org).Porto Alegre: História e Cultura. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1987.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre crônicas da minha cidade .v.2. Porto Alegre:Editora Movimento/Instituto Estadual do livro, 1975.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.nosbairros.com.br/fernandomachadohttp://www.nosbairros.com.br/demetrioribeirohttp://www.nosbairros.com.br/duquedecaxias

CHÁCARA DAS PEDRAS
O bairro Chácara da Pedras foi oficialmente criado pela lei n.º 2.022 de 07/12/1959, com limites assim estabelecidos: “Avenida Protásio Alves esquina com rua João Paetzel até a rua General Barreto Vianna, desta até a projetada avenida Dr Nilo Peçanha; desta, na direção leste-oeste, até encontrar o limite do bairro Três Figueiras, numa linha reta, seca e imaginária, que vai encontrar o ponto inicial da rua Gustavo Schmidt; por esta até a rua Jorge Fayet e por esta até a rua João Paetzel até encontrar a esquina da avenida Protásio Alves”.
As primeiras ocupações da Chácara das Pedras remontam ao final do século XIX e, deste período até as décadas de 1940-1950, a região foi pouco habitada. Quanto à denominação, o cronista Ary Veiga Sanhudo diz que se deu em função do grande número de pedras que existiam na região, anterior a sua efetiva ocupação.
A construção do Shopping Iguatemi nos anos de 1980 impulsionou o desenvolvimento do bairro, bem como contribuiu para valorização dos imóveis ali localizados.
Atualmente, o bairro faz parte da zona nobre da cidade, onde as residências e edifícios apresentam bela arquitetura, sobretudo os localizados na Avenida Nilo Peçanha. A Chácara das Pedras guarda características residenciais, possuindo um bom número de moradias horizontais, e a região dispõe de comércio e serviços, especialmente em torno da citada avenida.
Quanto às opções de lazer e entretenimento, além da proximidade com o já citado Iguatemi, e também com o shopping Bourbon Country, inaugurado em 2001, há um bom número de praças arborizadas. Atualmente é um dos bairros residenciais mais procurados, considerando sua tranqüilidade.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da Minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro,1975. P. 141-142Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho – AHPAMVDados do censo/IBGE 2000 In: http/www.portoalegre.rs.gov.br

CHAPEU DO SOL
Em breve estaremos disponibilizando o histórico deste bairro.

CIDADE BAIXA
Em meados do século XIX, “Cidade Baixa” foi a designação utilizada para toda região situada ao sul da colina da Rua Duque de Caxias. Mas, o território que hoje é conhecido como bairro Cidade Baixa possuiu vários nomes associados ao seu território: Arraial da Baronesa, Emboscadas, Areal da Baronesa e Ilhota.
Ao longo do século XIX, era denominado Arraial da Baronesa, que fazia alusão a uma grande extensão territorial abrangida por uma chácara de propriedade da Baronesa de Gravataí, cuja mansão localizava-se onde hoje é Fundação Pão dos Pobres. Faziam parte da área, também, propriedades semi-rurais, cuja base produtiva era a mão28 de-obra do escravo. Quando esse fugia de seus senhores, escondia-se nos matos que faziam parte do Arraial, sendo designado de território das “Emboscadas”.
Em 1879, depois de um incêndio em sua propriedade, a Baronesa loteou e vendeu suas terras, que passaram a ser habitadas por negros libertos e famílias italianas. Desta forma, o território foi denominado, ironicamente, de Areal da Baronesa, em virtude da areia avermelhada existente no local.
Assim, até metade do século XX, a Cidade Baixa continuava sendo reduto dos italianos, que realizavam serviços especializados, e dos negros: estes residiam na área correspondente ao Areal da Baronesa e à Ilhota, locais bastante insalubres, pois sistematicamente ocorriam inundações. Essas áreas fazem parte da história de Porto Alegre enquanto espaços associados à cultura popular expressa através dos batuques, das danças, ritmos e festas organizadas pelos segmentos negros da população. Destes dois territórios, saíram inúmeros músicos e compositores, solistas e jogadores de futebol que ficaram nacionalmente conhecidos, como Lupicínio Rodrigues e e o jogador de futebol Tesourinha.
Salienta-se que a denominação de Ilhota deus-e em função de uma intervenção realizada em 1905 no fluxo do Riachinho, que acabou por abrir um canal, determinando a formação de uma pequena ilha. Posteriormente, o Riachinho foi canalizado, e teve seu curso modificado através de um projeto municipal, durante a administração de José Loureiro da Silva em 1941, passando a ser conhecido por Arroio Dilúvio.
Uma instituição secular no bairro é o educandário e orfanato para crianças pobres, mantida pela organização religiosa católica “O Pão dos Pobres de Santo Antônio”, fundada em 1895 pelo cônego baiano José Marcelino de Souza Bittencourt. Hoje uma Fundação, o prédio onde ela se situa foi adquirido em 1900 e inaugurado em 1910.
A partir da metade do século XX, população da região aumenta significativamente, em função do desaparecimento das últimas chácaras; as ruas Avaí e Sarmento Leite passam a receber indústrias, instalam-se cinemas como o Garibaldi e o Avenida, na Av. Venâncio Aires, e a Igreja da Sagrada Família, na José do Patrocínio, torna-se sede paroquial. Além disso, o bairro passou por inúmeras intervenções de cunho urbanístico, na medida em que sua localização tornou-se, com a expansão urbana, uma via de trânsito para inúmeros outros espaços da cidade.
Atualmente, a Cidade Baixa, criada oficialmente pela Lei 2022 de 1959, é habitada por uma população heterogênea e, como pontos que referendam seu passado, estão o Ginásio de nome “Tesourinha”, o complexo habitacional denominado “Lupicinío Rodrigues”, o Solar Lopo Gonçalves que é sede do Museu de Porto Alegre, a Fundação Pão dos Pobres, o Largo Zumbi dos Palmares, a Ponte de Pedra, a Travessa dos Venezianos e inúmeros estabelecimentos de entretenimento, principalmente noturnos, que lembram os tempos boêmios do Areal e da Ilhota.
Referências bibliográficas:GERMANO, Iris Graciela. Rio Grande do Sul, Brasil e Etiópia: os negros e o carnaval de Porto Alegre nas décadas de 1930 e 40. Dissertação de Mestrado. PPG de História/UFRGS, Porto Alegre, 1999.MENEGOTTO, Renato. Cidade Baixa: pela manutenção dos cenários de um bairro tradicional de Porto Alegre. Dissertação de Mestrado. PPG de História/PUCRS, Porto Alegre, 2001.RIGATTI, Décio. Espaço e estruturação social. In: PANIZZI, Wrana e ROVATTI, João F. (org.). Estudos Urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS/Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1993.FRANCO, Sérgio da Costa Franco. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.ÁVILA, Luciano. In: www.nos bairros.com.br/hcidadebaixa.htm.CLARO, Ceciliano Soares. O bairro Cidade Baixa e seu desenvolvimento histórico.Prefeitura Municipal de Porto Alegre/Secretaria Municipal de Cultura/ Equipe de Patrimônio Histórico e Cultural/Núcleo de Pesquisa e Documentação, Porto Alegre, 1997.

CORONEL APARICIO BORGES
A ocupação da região onde se situa o bairro Coronel Aparício Borges tem suas origens na segunda metade do século XIX. O local onde hoje se encontram os contigentes da Brigada Militar era conhecido como Chácara das Bananeiras, que foi incorporada ao município em 1855. Também ali se instalaram, após a República, o quartel general da Brigada Militar, bem como sua tropa. A partir de 1916, o Quartel das Bananeiras passou a Centro de Instrução Militar, com curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, Curso de Formação de Oficiais e Curso de Sargentos.
O bairro foi criado oficialmente pela lei municipal 2.022 de 07/12/1959, e possui uma área de 278 ha. Sua denominação é em homenagem ao Tenente Coronel AparícioBorges, morto na batalha de Buri/SP, episódio da Revolução Paulista de 1932. O decreto de fundação do bairro está ligado ao crescimento da Avenida Cel. Aparício Borges, que se originou da rua Dois Irmãos. Com a implementação do plano de melhoramentos para as vias do município, na década de 1930, são unidas as ruas Dois Irmãos com o Beco do Lazareto (antigo caminho que ligava Chácara das Bananeiras com a Estrada do Mato Grosso, atual Bento Gonçalves). Um dos objetivos do plano de melhoramentos, era a implantação de faixas de cimento nas vias de penetração radial, bem como de uma grande perimetral, que uniria os bairros da cidade. A Cel. Aparício Borges, elevada à categoria de avenida por lei municipal em 1958, era a principal via de acesso e ligação entre os bairros Partenon, Glória e Teresópolis; atualmente a avenida integra a III Perimetral.
Mantendo características residenciais e militares, na avenida que dá nome ao bairro se localiza a Academia de Polícia Militar, o Regimento Bento Gonçalves e outras dependências da Brigada Militar; a Penitenciária Estadual e, ainda, a Companhia Riograndense de Artes Gráficas – Corag. O bairro Coronel Aparício Borges dispõe de pequeno comércio, escolas e serviços de atendimento de saúde a seus moradores.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre crônicas da minha cidade. Porto Alegre: editora Movimento, 1975.ALVARES, Tarcy G. Guias dos Bairros. Guia Informativo e Turístico de Porto Alegre.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.nosbairros.com.br

CRISTAL
Há duas versões para o bairro ter o nome de Cristal: a primeira fala que o General Bento Gonçalves da Silva e sua tropa, anos antes da Revolução Farroupilha, teria repousado sob a sombra de uma figueira na região – esta, conservada até hoje pelos moradores do bairro. Como Bento possuía uma estância denominada Cristal, pode ter sido este o motivo do nome do bairro. A segunda versão trata do fato de que, no espaço onde se consagrou o bairro, havia uma rica concentração de quartzos, que brilhavam no solo da região, eis o porquê da designação.
Apesar da área fazer parte, primeiramente, da Sesmaria do Tenente Sebastião Francisco Chaves e ter como denominação Estância São José, uma ocupação mais efetiva do arraial, posteriormente bairro, iniciou somente no século XIX, com a chegada de famílias italianas que cultivavam pomares e hortas. Há registros, também, que apontam para a existência, nesta mesma época, de charqueadas na região.
No decorrer do século XIX, o Cristal passou a abrigar importantes instituições como a Hospedaria para Imigrantes em 1881, que cedeu lugar, dezoito anos depois, ao alojamento do 3o Batalhão de Infantaria da Brigada Militar e onde, posteriormente, foi construída a Enfermaria da Brigada. Neste mesmo período, há um fato que tornou a área pouco atraente para novos moradores: tratava-se de local escolhido pelo Poder Público para o despejo dos chamados cubos, depósitos usados para carregar dejetos humanos da área central para a Ponta do Melo, também conhecida como Ponta do Asseio.
Durante a primeira metade do século XX, o Cristal insere-se no caráter de urbanização e modernização concebido pela Capital, visto ter sido escolhido para abrigar o Hipódromo, o que se traduzia em urbanização, modernidade e status. Outras instituições posteriormente se instalaram no bairro, como o Estaleiro Só e a fábrica de garrafas térmicas Termolar. Em função desse amplo estágio de urbanização, avenidas foram asfaltadas, ruas foram abertas e novas edificações construídas, sendo que o registro oficial do bairro se dá através da Lei Municipal n º 2022 de 1959.
Como pontos turísticos do bairro estão, além do Jockey Club, o Clube Veleiros do Sul, o Iate Clube Guaíba e o Museu Iberê Camargo, ainda em fase de construção e com sua inauguração prevista para 2006.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.RIOS, Renata Lerina Ferreira. Cristal. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 1994.

CRISTO REDENTOR
Localizado na parte noroeste da capital, compreende uma área total de 148 hectares, sobre o eixo do Caminho do Passo da Areia – atual avenida Assis Brasil. Antes, fazia parte do bairro Passo d’Areia.
Os primeiros habitantes da região foram colonos italianos vindo de Caxias do Sul. Entre eles, Giacomo Bernardi, que adquiriu 300.000m² de terras, onde foi instalada a Fazenda Moderna – local onde hoje está situado o bairro. Dedicavam-se à instalação de tambos de leite e cultivo de hortifrutigranjeiros.
Em 1929, os terrenos dos irmãos Eugênio Rubbo e Francisco Zanenga foram loteados pela empresa Irmãos Bernardi e Cia. Na década de trinta, começam a desaparecer os tambos de leite e têm início os loteamentos das Vilas IAPI e Jardim Lindóia.
A história e o nome do bairro estão ligados à criação da Igreja Cristo Redentor, em 1933, onde havia a imagem de Cristo com os braços abertos e que coincidiu com a inauguração da estátua do Corcovado: em virtude disso, o bairro também foi batizado com mesmo nome.
A enchente de 1941, que atingiu drasticamente as regiões mais baixas e próximas ao rio, como o bairro Navegantes e São João, possibilita a migração de seus moradores para o Cristo Redentor e Passo D’Areia.
Na década de quarenta, o bairro toma uma configuração industrial, com a instalação das empresas Wallig, Renner e Mattarazzo e, junto a isto, começam as obras de alargamento da avenida Assis Brasil. O crescimento econômico da cidade reflete no bairro, que começa a receber moradores não só de outras localidades da cidade, bem como do interior do Estado.
O primeiro estabelecimento de ensino fundado no bairro foi a Escola Estadual Dom Diogo de Souza, em 1939 e, hoje, o bairro conta com uma ampla rede de ensino fundamental, médio e superior.
A delimitação oficial do bairro ocorreu através da lei municipal nº 2.022 de 07/12/1959. Atualmente, o bairro Cristo Redentor constitui um núcleo comercial e de serviços ativo e diversificado, independente do centro de Porto Alegre. Inclusive, serve de centro de atendimento, sobretudo hospitalar – Hospital Conceição e Hospital Cristo Redentor – a moradores da Zona Norte e Região Metropolitana como Alvorada, Cachoeirinha e Gravataí. Ambos hospitais foram encampados pela União desde 1975, fazendo parte do Grupo Hospitalar Conceição.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.FRANCO, Sergio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed Universidade/UFRGS, 1992.Dados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

ESPÍRITO SANTO
O bairro Espírito Santo, cujo nome diz respeito a uma capela que existia no alto de um dos morros da região, foi legalizado a partir da lei n°6704 de 19/11/1990. De acordo com o último censo (ano 2000), em uma área de 174 ha apresenta uma população de quase 6 mil moradores, distribuídos em 1.706 domicílios. Seus limites por bairro são: Guarujá, Ipanema, Hípica e Chapéu do Sol. Localizado em um dos extremos da Zona Sul, o bairro fica às margens do Guaíba. É cercado e cortado por importantes avenidas, como a Guaíba, a estrada da Serraria e a avenida Juca Batista. Feitas as localizações, um outro fator importante de ser salientado é a existência do núcleo habitacional no espaço do bairro, que leva o nome de Vila Lavoura.
Os bairros situados na Zona Sul tem como uma de suas características a grande distância do Centro e, como é o caso do bairro Espírito Santo, pode-se dizer que a ampliação da avenida Juca Batista, concluída em 2005, melhorou muito o acesso ao local.
A comercialização dos lotes do bairro começou a ser feita em 1980 e, como neste período os acessos eram precários, os terrenos eram vendidos a preços relativamente baixos. Hoje em dia, com as melhorias estabelecidas, houve um aumento significativo na cotação dos terrenos que se localizam em meio ao exuberante verde que ainda existe por ali.
Apesar de possuir uma população bem eclética, uma característica se no bairro, é que as construções voltam-se para o Guaíba, garantindo a beleza da vista que o Lago proporciona.
Um ponto de referência importante do bairro é o Clube do Professor Gaúcho, localizado na avenida Guaíba, quase à beira do Lago. A instituição possui mais de trinta anos e é uma ótima opção de lazer para seus associados. Salienta-se que uma boa parte desta região que margeia as águas na Zona Sul é ocupada por sedes campestres de várias associações.
O bairro Espírito Santo, que ainda oferece espaços horizontais de desenvolvimento, promete para aqueles que optarem por este local como moradia um ambiente tranqüilo, bem distante da agitação que caracteriza as zonas mais centrais de Porto Alegre.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. http://www.cpg.com.brDados Censo/IBGE 2000. In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

FARRAPOS
Localizado na zona norte da cidade, faz divisa com os bairros Humaitá e Navegantes. O bairro Farrapos foi oficializado pela lei nº 6218 de 17/11/1988, tendo osseguintes limites: “ao norte, desde o limite da faixa portuária seguindo pela avenida Padre Leopoldo Bretano em toda a sua extensão; ao leste, a partir do ponto de encontro das avenidas Padre Leopoldo Bretano e a A.J. Renner seguindo na extensão desta até a rua Dona Teodora; ao sul, pela rua Dona Teodora, desde a Avenida A. J. Renner até o ponto de encontro com a Dona Teodora com a rua Voluntários da Pátria, seguindo em linha perpendicular até e no sentido do Cais Marcílio Dias; a oeste, a partir do Cais Marcílio Dias, na altura da rua Dona Teodora, daí seguindo no sentido da rua João Moreira Maciel até o limite da faixa portuária.”
Mais conhecido como Vila Farrapos, o bairro é uma das regiões mais carentes da cidade. Os habitantes são de origem humilde e muitos vivem em precárias condições de moradia. Os dois principais conjuntos habitacionais da região são o Loteamento Castelo Branco e a Vila Esperança, esta última construída pelo Demhab. A ocupação da região está ligada ao processo de crescimento populacional de Porto Alegre.
Bairro essencialmente residencial, possui um posto de saúde para seus habitantes e um pequeno comércio de gêneros alimentícios.
De acordo com dados do Censo do IBGE de 2000 conta com uma população de 17.019 habitantes distribuídos em uma área de 165 hectares.
Referências bibliográficas:SOUZA, Celia Ferraz; MULLER, Doris Maria. Porto Alegre e sua evolução urbana. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1997.Dados do Censo/IBGE. In: http://www.portoalegre.rs.gov.br/

FARROUPILHA
Antiga Várzea do Portão, correspondendo a uma grande planície alagadiça situada abaixo do primitivo portão da vila, a área onde hoje se situa o bairro servia de logradouro público e conservação de gado, que era trazido para o abastecimento local. Apresentava, assim, um rústico aspecto de potreiro, numa área quase deserta, com raros habitantes.
Aos poucos, e por solicitação da Câmara da Província, foi surgindo a transformação de Várzea do Portão em Campo do Bom Fim, depois campo da Redenção e, atualmente, Parque Farroupilha e Parque Paulo Gama. Esse último, situado na parte fronteira à Faculdade de Medicina e Instituto de Química, recebeu arborização da Prefeitura em 1925.
Na administração do Intendente Otávio Rocha inicia-se efetivamente o ajardinamento do Parque. Mais tarde, quando o prefeito era Alberto Bins, foi dado seguimento ao projeto de drenagem, nivelamento e arborização de toda parte sul do Campo, inspirado em projeto do urbanista francês Alfredo Agache, para exposição do Centenário da Revolução Farroupilha em 1935. Este evento ocupou 17 mil metros quadrados. Em 19/9/1935, por decreto municipal, o Campo da Redenção passou a denominar-se Parque Farroupilha.
O bairro oficialmente foi criado pela lei municipal nº 2.022 de 7/12/1959, possuindo uma população de pouco mais de mil habitantes. Seus limites compreendem a avenida João Pessoa esquina com a Sarmento Leite, até avenida José Bonifácio, seguindo em direção à avenida Osvaldo Aranha; da avenida Osvaldo Aranha até a Sarmento Leite e, por esta, até encontrar novamente a esquina da avenida João Pessoa.
A única avenida que pertence em toda sua extensão ao bairro é a avenida José Bonifácio, onde, desde 1978, instala-se aos domingos o tradicional “Brique da Redenção”, que engloba, além da comercialização de antigüidades, a venda de artesanato e de artes plásticas.
Estão localizadas no bairro as Faculdades de Arquitetura, Engenharia, Medicina e Educação. A região também conta com tradicionais colégios de ensino fundamental e médio: Colégio Militar e Instituto de Educação Marechal Flores da Cunha. Além disso, situa-se dentro do Parque o Auditório Araújo Viana, inaugurado em 1964, depois que o seu local original, junto à Praça da Matriz, foi negociado para a construção da Assembléia Legislativa do RS.
O desenvolvimento do bairro está ligado à Universidade Federal, já que em sua área situa-se a Reitoria. O Farroupilha é o mais antigo e arborizado parque da cidade, servindo de lazer para famílias da região e arredores, através de seu Mini-Zoo, lago com pedalinhos e um bar-restaurante em local aprazível.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre:Ed Universidade/UFRGS, 1992. p. 163-167CENSO IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

FLORESTA
Trata-se de um bairro que, até ao final da Revolução Farroupilha, não passava de uma área de chácaras. A partir de 1850, foi dada continuidade de um caminho até a Estrada do Passo da Areia que, em 1857, recebeu o nome de rua da Floresta. Ruas como Dr. Timóteo e Félix da Cunha já faziam parte do mapa da cidade em 1888. Também neste ano, teve início a construção da capela de São Pedro, através de mobilização da sociedade. Em 1919, torna-se paróquia. No ano de 1909, com a inauguração da linha dos bondes de tração elétrica, que passava nas proximidades do bairro, o bairro passa a ter um desenvolvimento constante.
A construção de um hospital no topo de um morro bastante arborizado, a Casa de Saúde Bela Vista, no ano de 1849, contribuiu para o desenvolvimento urbano de toda aquela região. Mais de cinqüenta anos depois, em 1903, o hospital foi adquirido pelo Exército para tornar-se o Hospital Militar da Terceira Região, não pertencendo mais aos limites do bairro Floresta.
Também grandes indústrias se instalaram por ali, como a Bopp, posteriormente Brahma, fabricante das melhores cervejas da época, além de fábricas de fogões, camas, de pregos, indústria de cigarros e outras, eis o porquê de ser chamado pela comunidade, na época, de “bairro de chaminés”.
A Associação Amigos da Cristóvão Colombo, fundada em 06 de outubro de 1975, vem desempenhando um papel fundamental no bairro Floresta, organizando diversas festividades para congregar a comunidade. Uma das tradicionais comemorações foi “Chopp na Avenida”, que acontecia em um trecho da Avenida Cristóvão Colombo, perdurando por treze edições, até o ano de 1997. Outra festa tradicional é a “Criança na Avenida”, acontecendo no mês de outubro desde 1980 na mesma avenida, com apresentações musicais, brincadeiras e quiosques de alimentação.
Hoje, mantendo caraterísticas residenciais, o bairro conta com grande variedade comercial onde, inclusive, a Fábrica da Brahma cedeu espaço ao Shopping Total, preservando ainda algumas características do prédio original.
Referências Bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 163-167RIOS, Renata Ferreira. Histórico – Floresta. IN: http://www.nosbairros.com.br/floresta.htmCENSO IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

GLÓRIA
O atual bairro Glória tem suas origens nos finais do século XIX, desenvolvendose ao longo da velha Estrada de Belém, a qual fazia a ligação entre Porto Alegre e a freguesia de Belém Velho.
Em 1883, a viúva e os herdeiros da família Silveira Nunes doaram à Prefeitura um terreno para abertura de uma nova estrada que ligasse a Cascata com a da Cavalhada, segmento da atual rua Nunes. A abertura desta rua motivou as primeiras ocupações da região.
Em 1895, o coronel Manuel Py comprou e loteou um terreno de herdeiros da família Nunes junto à rua general Gomes Carneiro, correspondendo, hoje, à região do bairro Medianeira. Há registros que, no ano seguinte, entra em circulação a primeira linha de bonde, a qual tem seu último ponto no Arraial da Glória, chegando em 1897 até a Capela Nossa Senhora da Glória. A implantação de transportes nas regiões mais distantes do centro da cidade foi importante fator para ocupação destas áreas. Mas, o povoamento do arraial da Glória torna-se mais efetivo a partir de 1935, com início da implementação do serviço de abastecimento de água.
A denominação do bairro encontra duas versões. A primeira, mais tradicional, diz que o nome remete à figura da Dona Maria da Glória, esposa do Cel Manoel Py, dono de um sobrado que servia de referência a região. Quanto à segunda versão, diz o historiador Sérgio da Costa Franco que a denominação do bairro deu-se por fator político: Luiz Silveira Nunes, herdeiro da família Nunes, coloca à venda, em 1890, lotes de terrenos que possuía na estrada da Cascata, denominando o local de Arraial da Glória, em homenagem a “gloriosa” proclamação da República no ano anterior.
A primeira Igreja da região foi uma pequena capela, com o nome de Nossa Senhora da Glória, construída entre 1893 e 1894, em área reservada para esse fim, tornando-se paróquia em 1916. Neste mesmo ano, iniciam-se as obras para construção do templo, que permanece até hoje como sede paroquial, localizada na avenida Oscar Pereira. Outro local de devoção católica no bairro é a Gruta Nossa Senhora de Lourdes que, nos primeiros domingos do mês de maio, é local de romaria de fiéis. Trata-se de uma das muitas cópias baseadas na gruta original, localizada na França. Próximo à ela, temos o Hospital da Divina Providência, inaugurado no ano de 1969, situado em uma bela área verde, e cuidado por irmãs cuja congregação leva o mesmo nome. Duas tradicionais escolas estão sediadas na região: o Colégio Nossa Senhora da Glória, que iniciou suas atividades em 1928 como Colégio Santa Terezinha, recebendo seu nome atual em 1946 e o Colégio Marista Assunção, fundado em 1951 e que se localiza ao lado da Igreja Nossa Senhora da Glória.
O bairro foi criado oficialmente pela lei n.º 2.002 em 12/07/1959 e teve seus limites alterados em 1963. Popularmente, é mais amplo que seus limites oficiais, estendendo-se para os bairros Cascata, Coronel Aparício Borges e Medianeira, bairros surgidos do desdobramento do antigo arraial da Glória, à exceção do último, criado e delimitado oficialmente em 1957.
Bairro basicamente residencial, dispondo de pequeno comércio e serviços, a Glória tem como característica sua organização comunitária: a falta de serviços básicos como água, esgoto, luz e transporte, foram fundamentais para organização desses movimentos na Grande Glória, culminando com a formação do Conselho da Glória. Sua expansão de limites oficiais para os arredores, a partir da década de 1980, foi na busca de melhorias infra-estruturais para região. Também nos anos de 1980, aumenta a ocupação nas encostas do Morro da Glória (popularmente conhecido como Morro da Polícia). Nos últimos anos, o movimento comunitário e as Associações de moradores da Glória ampliaram sua ação, realizando, atualmente, diferentes trabalhos para os moradores da região e arredores, sobretudo assistência à mulher, crianças e adolescentes.

Referências bibliográficas:AVILA, Luciano. Histórico – Gloria. IN: www.nosbairros.com.br/hgloria.htmBARCELLOS, Jorge Alberto Soares (Org). A grande Glória. Porto Alegre: UE/Porto Alegre, 1995.(Memória dos Bairros)FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da universidade/UFRGS, 1992. Rua e bairros. IN: FLORES, Hilda Agnes Hubner (org).Porto Alegre:História e Cultura. Porto Alegre:Martins Livreiro, 1987.JOBIM, Douglas Jefferson dos Santo. Movimento popular da Grande Glória. Série depoimentos. Porto Alegre: Unidade Editorial UE/Secretaria Municipal da cultura, 2000.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

GUARUJÁ
O Guarujá foi constituído como tal em 1959, embora seu povoamento seja anterior.
Não há como dissociar o desenvolvimento do bairro Guarujá da construção da Igreja Santa Rita de Cássia. No entanto, a mobilização em torno disso foi um grande fator não só para o crescimento do Guarujá, mas também para os demais bairros próximos, tais como o Espírito Santo e a Ponta Grossa, que passariam a dividir a mesma paróquia. Um dos maiores incentivadores do movimento pela construção da Igreja (e um dos primeiros moradores) foi o Capitão da reserva Herculano Azambuja.
Com a constituição da Igreja (finalizada em 1952), a então tradicional calmaria do Guarujá passou a ser deixada de lado nos meses de maio, quando acontece a festa de Santa Rita. Desde 2004, a Festa de Santa Rita de Cássia consta do Calendário de Eventos Oficiais de Porto Alegre. As festividades acontecem ali anualmente, no domingo que antecede o dia 22 de maio, dia oficial de Santa Rita, mas festa acontece anualmente, desde 1968, promovida pela comunidade.
Apesar de ter em seu princípio uma arquitetura baseada em chalés de madeira para veraneio, desde 1952 há no bairro uma casa, construída por Antonio Amabile, com formas chinesas. Assim como grande parte dos bairros da Zona Sul, igualmente o Guarujá, com a abertura de vias ligando o bairro ao Centro, passou progressivamente de local de veraneio para zona residencial. Infelizmente (assim como na maioria dos bairros à beira do Guaíba) a população não tem mais condições de balneabilidade devido à poluição do rio. As alternativas de lazer então são as áreas verdes do bairro, urbanizadas durante as obras para um melhor drenagem. As constantes reclamações dos moradores quanto aos alagamentos freqüentes no Guarujá (problema gerado pelo fato do bairro ser circundado pelos morros Tapera e Agudo e cortado pelo arroio Guarujá) forçaram a realização destas obras.
As principais vias do Guarujá são a Estrada da Serraria, mais ao interior, e a Avenida Guaíba, à beira do rio. A primeira passa pelo bairro, ligando-o à Avenida Juca Batista para o norte e ao Serraria, Ponta Grossa e Belém Novo, para o sul, enquanto que a segunda conecta o Guarujá para o norte com Espírito Santo e Ipanema.
A ampliação da Avenida Juca Batista tem incentivado não só o crescimento do Guarujá, mas também do vizinho Espírito Santo. No entanto, boa parte do bairro ainda não foi ocupado, sobretudo nos limites com o Hípica. Pela maior distância para o Centro (em relação a outros bairros da Zona Sul como o Pedra Redonda e Ipanema), o Guarujá é um local ainda em valorização. Um dos maiores problemas do bairro é a deficiência da área comercial, portanto os moradores precisam de alguns serviços prestados (rede bancária, por exemplo) em outras regiões, como o Tristeza. Entretanto, a área de saúde foi melhor provida, com a construção de um posto de saúde em 2003, tendo a seu lado um módulo de assistência social.
Referências bibliográficas:AHMV, Arquivo Histórico de Porto Alegre Moisés Vellinho.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975.

HIGIENOPOLIS
Localizado na zona norte da cidade, nos altos da avenida Dom Pedro II, o bairro Higienópolis foi oficializado pela lei n.º 2022 de 07/12/1959. Limita-se com os bairros Passo d’Areia, ao norte e, ao sul, com o bairro Auxiliadora.
O nome do bairro, segundo o cronista Ari Veiga Sanhudo, vem do grego Higia que, na mitologia grega, é consagrada como fada da higiene, representando o que é são e exemplar em nossas vidas. Ainda segundo o cronista, o bairro representava, já em meados do século XX, um dos melhores e mais arejados locais de moradia da cidade.
Há indícios dos primeiros loteamentos da região em finais do século XIX, quando a estrada da Pedreira (atual Plínio Brasil Milano) é envolvida pela malha urbana da cidade, em função dos loteamentos dos bairros Auxiliadora e Higienópolis. A denominação da estrada da Pedreira foi alterada pela lei municipal n.º 486 de 17/11/1950, em homenagem ao advogado e delegado de Polícia Plinio Brasil Milano.
Outra importante via do bairro é a av. Dom Pedro II, aberta na segunda década do século XX, na administração do intendente José Montaury. A inclusão desta rua no plano de pavimentação do prefeito Alberto Bins, que implantara faixas de cimento nas vias radiais, ligando-as depois por uma cinta perimetral, tornou a Dom Pedro uma das mais importante ruas do sistema viário da cidade. Atualmente, é trecho da III Perimetral de Porto Alegre. Nesta avenida, encontra-se a Igreja Martin Luther desde 1936 e, ao lado, o Colégio Pastor Dohms, fundado em 1931 por iniciativa de moradores do bairro, apoiados pela Comunidade Evangélica de Porto Alegre, pelo Consulado Alemão.
Situa-se no bairro o maior cemitério municipal da cidade, o São João, em atividade desde agosto de 1936, numa área de aproximadamente 9,5 hectares. Localiza-se na Rua Ari Marinho, 297.
O bairro Higienópolis mescla características residenciais e de serviços, pois encontra-se no bairro uma variada rede de prestação de serviços (bancos, escritórios, comércio, lazer). Os modernos edifícios residenciais e comerciais compõem a paisagem do bairro, que se caracteriza pela verticalização dos imóveis.
Nas duas últimas décadas o mercado imobiliário expandiu-se na região e, hoje em dia, Higienópolis caracteriza-se como bairro de classe média de Porto Alegre.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da Minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro,1975.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

HÍPICA
O bairro foi criado oficialmente a partir da lei de n°6893 de 12/09/1991, e faz parte da mais nova geração de bairros instituídos legalmente na cidade de Porto Alegre.
Localizado na Zona Sul da Capital, possui como vizinhos os bairros Serraria, Ponta Grossa, Chapéu do Sol, Espírito Santo e Guarujá.
De acordo com o último censo, o bairro possui uma população de pouco mais de 10.000 moradores. Na realidade, a maioria desta população ainda está concentrada nas margens da avenida Juca Batista, que se caracteriza por ser a principal via de acesso à Hípica e aos bairros que se localizam mais ao extremo sul da cidade. Pelo constante crescimento desses bairros nos últimos anos, e conseqüente aumento do fluxo de veículos, a antiga estrada de Belém Novo, atual Juca Batista, sofreu uma ampla reforma, finalizada em 2005: depois da III Perimetral, foi o maior investimento realizado pela Prefeitura na capital.
A formação deste novo bairro se deu através de grandes loteamentos, sendo que alguns exigem que as construções sigam um determinado padrão, e outros que, possuindo preços mais acessíveis, não estipulam nenhum formato específico para as residências. São amplas as perspectivas de crescimento para a região e, em função disto, grandes redes de supermercados já se instalaram na Zona Sul, facilitando o dia a dia dos moradores.
Um aspecto interessante diz respeito ao nome do bairro: a instituição homenageada possui suas instalações no local deste 1939, que é a Sociedade Hípica. A mesma já pertenceu ao Belém Novo e a Aberta dos Morros mas, a partir de 1991, passou a fazer parte do bairro a quem deu nome. Com uma área de 29 ha, e é considerada o melhor centro de hipismo de Porto Alegre.
O bairro Hípica ainda apresenta muitas características rurais mas, aos poucos, esta paisagem vai dando lugar a alguns conglomerados urbanos, e podemos perceber claramente que Porto Alegre está integrando todos os pontos de seu território, através do preenchimento dos vazios que ainda fazem parte da paisagem.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Velhinho.SANHUDO, Ary veiga. Crônicas da minha cidade.v.2. Porto Alegre: EditoraMovimento/Instituto Estadual do Livro, 1975.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

HUMAITÁ
O bairro Humaitá foi oficialmente criado pela lei n.º 6218 em 17/11/1988. Localizado na Zona Norte da capital, limita-se ao sul com bairro Navegantes e, ao norte, com o município de Canoas. Originalmente uma zona de aterro sanitário, caracteriza-se por ser uma região essencialmente residencial, dispondo de pequeno comércio que atende aos moradores locais.
A partir dos anos de 1960, os problemas da cidade se ampliam, juntamente com o constante aumento populacional trazendo problemas como habitação, transportes e infra-estrutura, que necessitavam de projetos de integração. É neste contexto que a expansão para a zona norte/nordeste da capital torna-se mais efetiva, já que os custos de moradia eram mais acessíveis em função da distância do centro.
O Humaitá foi um dos setores residenciais projetados pela iniciativa privada nos anos de 1970, com o objetivo de responder aos problemas de habitação da cidade. A ocupação dessa área aconteceu ao longo dos anos 80 do século passado, bem como a ampliação dos edifícios residenciais. Os primeiros prédios construídos no bairro eram de quatro andares, sem elevadores, e contavam em seus projetos com a concentração de equipamentos recreativos na forma de parque urbano. Posteriormente, os prédios construídos eram maiores com dez andares e elevadores.
O bairro Humaitá também foi atrativo para o ramo imobiliário no final dos anos 1990 e início 2000: algumas empresas da construção civil viram o potencial residencial que o bairro apresentava, sobretudo para a classe média. Novos condomínios começaram a ser construídos na região aumentando significativamente o número de moradores que, de acordo com o Censo de 2000, já contava com uma população de 10.470 habitantes, distribuídos em uma área de 417 hectares.
Quanto a opções de lazer, o bairro dispõe principalmente do Parque Marechal Mascarenhas de Moraes, inaugurado em 2/7/1982, com 18,2 hectares. Com uma área de lazer e recreação, e outra considerada de preservação permanente, é um parque de uso misto. O local dispõe de estádio de futebol, cancha de bocha, pista de patinação, quadra de futebol sete, quadras de vôlei e equipamentos esportivos, churrasqueiras e quiosques cobertos, sendo bastante freqüentado pelos moradores do bairro.
Referências bibliográficas:ANDRADE, Porto Alegre: Indagações sobre desenho e estrutura. IN: PANIZZI, WranaM.; ROVATTI, João F (orgs). Estudos Urbanos: Porto Alegre e seu planejamento . Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1993. p.73-87SOUZA, Celia Ferraz; MULLER, Doris Maria. Porto Alegre e sua evolução urbana. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1997.Dados do censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gv.brhttp://www.portoalegre.rs.gov.br

INDEPENDÊNCIA Localizado próximo ao Centro de Porto Alegre, o bairro Independência tem suas origens no segundo quartel do século XVIII. Seu eixo principal, Avenida Independência, foi um caminho que surgiu espontaneamente, como uma das saídas da vila de Porto Alegre para a Aldeia dos Anjos (atual cidade de Gravataí).
Neste período, tem início a povoação da região, impulsionada pela construção do moinho de vento e fundação da Igreja da Conceição, em 1858. Na mesma época, é fundada a Beneficência Portuguesa, que se instala, primeiramente, numa sala cedida pela Santa Casa, passando, em 1858, para sua sede própria, na rua da Figueira, atual Cel. Genuíno, aguardando a construção do Hospital, que é inaugurado em 1870. No mesmo local até os dias de hoje, o prédio matriz conserva seus traços originais, mesmo após suas instalações receberem ampliações e reformas.
Em finais do século XVIII é implantada linhas de bondes na região. Localizado em parte elevada da metrópole, o bairro começa a tornar-se local preferido da classe média porto-alegrense, no início do século, sobretudo a avenida Independência. As construções ali realizadas – de destacada arquitetura – demonstram o crescimento industrial e comercial da cidade. Aos poucos, a partir da década de 1940, o desenvolvimento e urbanização de outros arrabaldes em Porto Alegre fez com a classe média diminuísse seu interesse por ali residir, e as casas residenciais dão lugar a grandes prédios de apartamentos e comerciais. Ainda assim, mantém-se como um bairro tradicional, com antigos moradores ainda ali residindo, oriundos das famílias que se instalaram em seus primeiros tempos.
Oficializado em dezembro de 1959 pela lei nº 2.022, atualmente dispõe de um variado comércio e serviços, mesclando ares de bairro residencial e comercial. Além da Beneficência Portuguesa, está ali situado o hospital Presidente Vargas, inaugurado em 1947, mas desde 1978 presta serviços especializados no atendimento de adolescentes, de grávidas de alto risco e com uma bem equipada UTI neo-natal; também presta atendimento na área da saúde mental. Boa parte do Hospital Moinhos de Vento está sediada no bairro. No início da primeira década de 2000, o Hospital da Criança Santo Antônio, antiga instituição de Porto Alegre, é transferido para Av. Independência, esquina com a rua Sarmento Leite. Também dispõe de instituições de ensino tradicionais como os Colégios Bom Conselho (fundado em 1905) e Nossa Senhora do Rosário, fundado em 1904, mas no prédio que ocupa até hoje desde 1926.
Duas antigas praças fazem parte do bairro: a praça Dom Sebastião, em frente àIgreja da Conceição, que possui este nome desde 1884, e a Praça Júlio de Castilhos, queé assim conhecida desde 1890.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés VellinhoFRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

IPANEMA
O bairro Ipanema foi criado por lei que data de 1959.
As origens do bairro remontam ao início da década de 1930, quando o Ipanema não passava de uma grande zona rural de Porto Alegre. Locais vizinhos como a Pedra Redonda, Tristeza e Cavalhada já apresentavam ocupação anterior a esta data, mas o Ipanema ainda era uma região desabitada. Dessa forma, Oswaldo Coufal comprou umaparte da propriedade então pertencente a Otto Niemayer, para em seguida loteá-la. O bairro era caracterizado por ser uma zona de cultivo de arroz, milho, aipim e frutas, além da presença de gado leiteiro. Toda essa produção era obtida através da irrigação que o Arroio Capivara proporcionava à região. A única possível via de acesso ao Ipanema era pela Estrada da Cavalhada.
O bairro foi assim batizado por Oswaldo Coufal, que desejava homenagear a homônima praia de Ipanema, na capital carioca. Com a chegada dos primeiros moradores ao local, a idéia da construção da Igreja de Nossa Senhora Aparecida tomou corpo em 1937, com o forte incentivo de Dea Coufal (esposa de Oswaldo e hoje nome de uma rua do bairro). No entanto, algo que parece deixar claro o quanto o bairro] permaneceu ainda um tanto desconhecido é o fato de que o primeiro pároco da Igreja assumiu seu posto apenas em 1959. Com estilo espanhol colonial, da Igreja parte a tradicional procissão dos motoqueiros, no dia 12 de outubro.
Durante as décadas de 50 e 60, o Ipanema passou a ser um bairro não apenas de veraneio, mas também residencial. Moravam às margens do Guaíba alguns dos profissionais liberais mais bem sucedidos da capital, como médicos e advogados, o que dava um caráter aristocrático ao bairro. Por estas características balneárias, o bairro se tornou local de várias sedes campestres, como a da AABB e a da Fundação Rubem Berta. No entanto, ao final da década de 60, a região perde sua balneabilidade devido aos progressivos problemas de poluição que começavam a criar dificuldades em Porto Alegre.
Passando pelas mesmos problemas ambientais da maioria das demais praias da capital, o Ipanema ficou esquecido pelas autoridades durante a década de 1970 e início da de 1980. Com isso, reclamações da população envolvendo o Arroio Capivara, como constantes alagamentos e mau cheiro foram deixadas de lado. Entretanto, o córrego foi canalizado em algumas partes.
A partir da segunda metade da década de 80, o Ipanema volta a ser motivo de atenção, graças aos projetos de Prefeitura sobre a construção de um aterro, que aumentaria a largura da faixa de areia da praia. No entanto, o projeto não foi adiante ela discordância entre a população do bairro e o governo municipal.
No início da década de 1990, a Prefeitura elaborou um novo projeto paisagístico e urbanístico para o Ipanema, dentro do programa Guaíba Vive. No entanto, a retirada dos bares irregularmente instalados na beira da praia foi extremamente longa, tendo sido essa polêmica iniciada em 1989 e somente encerrada em 2000. Entretanto, a própria Prefeitura pôs o antigo plano em banho-maria, pois acreditou ser necessário um novo projeto que abarcasse o planejamento de toda a orla do Guaíba conjuntamente, e não cada bairro ter seu próprio modelo.
No início de 2004, o Morro do Osso, localizado no norte do bairro, foi ocupado por cerca de 25 famílias de índios caingangues, que afirmam ser antigos moradores do local, devido à presença de um cemitério indígena na região. Até os dias de hoje, a situação não foi definida.
Referências bibliográficas:AHPAMV, Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1992.Http://www.portoalegre.rs.gov.br

JARDIM BOTÂNICO
O bairro Jardim Botânico foi instituído a partir da lei 2022 de 07/12/59. Seus limites por bairro são: Petrópolis, Jardim do Salso e Partenon.
Inserido no espaço, existe um parque que deu origem ao bairro: trata-se do Jardim Botânico, aberto ao público em 1958. A idéia esteve presente por muito tempo nos ideais de Porto Alegre. Apesar disto, o “sonho” só foi concretizado a partir da lei n° 2136 do ano de 1953, com a designação de uma área para implantação do parque. Antes disso, a área foi conhecida por outros nomes, como Vila Russa e Vila São Luíz.
Com uma área de aproximadamente 43 ha, o Jardim Botânico fica localizado entre a av. Cristiano Fischer e a av. Salvador França. Dispõe de coleções científicas com mais de 2.000 exemplares de 725 espécies, distribuídas nas diferentes áreas abertas do parque. Conta com um banco de sementes (Banco de Germoplasma), e um viveiro demudas, além de desenvolver atividade de educação ambiental. O Museu de Ciências Naturais está sediado no parque, conservando espécies da flora e da fauna do patrimônio natural do Estado. Recebe cerca de 80 mil visitantes por ano.
Pode-se dizer que o bairro possui um crescimento gradual. De acordo com alguns autores, além do próprio Jardim Botânico, o desenvolvimento do bairro se deu a partir das melhorias e ampliações da avenida Ipiranga. Já em termos habitacionais, no finaldos anos de 1970 houve um investimento considerável, através do condomínio Felizardo Furtado, que abriga uma população de mais de cinco mil pessoas. Outro fator de movimentação para área foi a Escola Superior de Educação Física (ESEF), institucionalizada no ano de 1939, quando foi exigida a formação profissional dos professores de Educação Física. Nestes primeiros tempos, as aulas aconteciam em locais cedidos por outras instituições, sendo transferida para sua sede própria em 1963, e agregada a Universidade Federal do Rio Grande do Sul no ano de 1969.
Atualmente o bairro possui uma ampla rede de transportes e um considerável comércio local, que se estende desde pequenos estabelecimentos comerciais até grandes redes de supermercado. É dentro do Jardim Botânico que está localizado também um dos mais completos núcleos hospitalares do Estado, o Hospital São Lucas, que foi aberto ao público no ano de 1976. A instituição atende hoje a convênios particulares e também ao Sistema Único de Saúde.
Referências bibliográficas:SANHUDO, Ary veiga. Crônicas da minha cidade.v.2. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro, 1975.http://www.fzb.rs.gov.brhttp://www.pucrs.com.brhttp://www.esef.com.brDados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

JARDIM CARVALHO
O bairro Jardim Carvalho foi oficializado e delimitado pela lei n°6720 de 21/11/1990. Seus limites por bairro são: Partenon, Jardim do Salso, Vila Bom Jesus, Jardim Itu-Sabará e Agronomia.
O Jardim Carvalho possui em seu território uma gama de pequenos núcleos residenciais que o complementam, atuando muitas vezes como espaços “autônomos” dentro do bairro. São eles: Cefer I e II, Jardim das Bandeiras, Vila dos Sargentos, Vila Grécia, Jardim Nossa Senhora das graças, Vila Brasília e Conjunto residencial Ipê II. A maioria destes núcleos se formou em meados do século XX, período em que Porto Alegre se expandia e requisitava novos espaços urbanos. Um dos mais novos núcleos em formação é o Jardim Itália, que promete ocupar uma área de mais ou menos 66 mil metros quadrados, tendo a conclusão de suas obras previstas para o final do ano de 2006.
Duas principais avenidas de Porto Alegre, Ipiranga e a Protásio Alves, são os limites norte e sul do bairro e, ligando-as, temos a avenida Antonio de Carvalho, que atravessa todo o bairro. Esta avenida teve suas faixas duplicadas no início da década de 1990, e trata-se de uma via de integração muito importante e de tráfego intenso, principalmente nos horários de pique.
Nos limites do bairro encontra-se o Hospital Independência, com significativa capacidade de atendimento, localizado na avenida Antonio de Carvalho nº 450. A partir de 1995, o Hospital foi agregado à rede Ulbra e, em 1999, tornou-se também um hospital escola, ou seja, núcleo de formação de estudantes da área biomédica. Há também na região pequenas unidades de saúde, dentro dos seus núcleos, citados anteriormente.
Algumas empresas fundamentais para a cidade também possuem sede no bairro, como a CEEE e o DETRAN, localizadas na avenida Ipiranga. O bairro tem várias perspectivas de crescimento, e há uma previsão da instalação de um grande centro comercial, localizado na avenida Ipiranga, esquina com a Antônio de Carvalho. O bairro é basicamente residencial, com uma rede de atendimentos básicos, tais como farmácia, mini-mercados, etc.
Referências Bibliográficas:AHMV- Arquivo Histórico Moisés VellynhoPANIZZI, M. Wrana, Rovatti, F. João. “Estudos Urbanos Porto Alegre e seu planejamento urbano”http://www.portoalegre.rs.gov.brDados do senso

JARDIM DO SALSO
Criado a partir da lei de seu desmembramento da Vila Bom Jesus, o Bairro Jardim do Salso foi instituído enquanto tal pela lei de n° 6594 de 31 de janeiro de 1990. A Vila Bom Jesus, origem do bairro, foi loteada por preços mais baixos em fins da década de 1920, tendo em vista a grande distância da zona central, mas sua ocupação efetiva começou a acontecer em meados da década de 1960, quando parte da população passou a fazer parte ao que hoje é o Bairro Jardim do Salso. Atualmente, possui como limites de bairro o Jardim Botânico, Partenon, Petrópolis, Vila Bom Jesus e Jardim Carvalho.
A troca de denominação de “Vila” para “Jardim” aconteceu especialmente na medida em que essas áreas, mesmo distantes do Centro, se desenvolviam, fazendo com que perdessem aquele caráter da precariedade que a cercaram durante muitos anos. O Jardim do Salso é um exemplo destas modificações.  O bairro caracteriza-se por ter se desenvolvido a partir de grandes vias, como Cristiano Fischer e Ipiranga. O projeto de construção desta corresponde à administração de Loureiro da Silva, que retomou o Plano de Melhoramentos da cidade de 1914 que, entre outros, previa a retificação do Arroio Dilúvio.
Mais recentemente, uma outra grande obra viária, a Terceira Perimetral, que já teve a primeira parte de suas obras concluídas, mobilizou sensivelmente a região. Nestas grandes avenidas, podemos perceber um considerável contraste em relação ao nível do comércio do bairro, pois passaram a oferecer alternativas àqueles estabelecimentos até então ali existentes. Atualmente, o Jardim do Salso é muito procurado por alunos do interior, principalmente pelos que estudam ou estudarão na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Referências bibliográficas:SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975.SOUZA, Célia Ferraz e MULLER, Maria Doris. Porto Alegre e sua Evolução Urbana. Editora da Universidade / UFRGS.AHMV- Arquivo Histórico de Porto Alegre Moises Vellynhohttp://www.portoalegre.rs.gov.br

JARDIM FLORESTA
O Bairro Jardim Floresta foi criado e delimitado em 07/12/1959 pela lei municipal nº 2.022. Está localizado na zona norte da cidade, em uma região caracterizada pela ausência de grandes edifícios. Suas ruas são bastante arborizadas e o bairro dispõe de pequenas praças. Faz limites com os bairros Jardim São Pedro e Jardim Lindóia.
A origem do bairro está ligada à atividade agro-pastoril da região durante finais século XIX. que, neste período, era caracterizada pelos minifúndios que abasteciam a região e arredores.
Situado entre as avenidas Assis Brasil e Sertório, o Jardim Floresta possui um comércio local cada vez mais diversificado, o que torna a região mais atrativa, sobretudo para o mercado imobiliário.
Quanto ao lazer, o bairro possui a sede do Centro Comunitário Floresta (Cecoflor), que oferece atividades recreativas, oficinas de artesanato, reforço pedagógico e alimentação a meninos e meninas até 17 anos. A entidade é mantida pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), atendendo a comunidade da região desde 1975. O fluxo de pessoas ali é intenso, e atende 60 famílias em programas sociais municipais ou federais. O Centro possui piscinas que, no verão, é uma atividade muito procurada, sobretudo por crianças e jovens.
Em 1991, atendendo solicitação dos moradores, é alterada a denominação do bairro de Vila para Jardim Floresta, pelas melhorias de infra-estrutura que o bairro recebeu após a década de 1970. A escolha do nome também se deve ao contorno urbano – Jardim São Pedro e Jardim Lindóia – e pela inviabilidade da denominação “Floresta” pois já existia um bairro com este nome.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sergio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992Http://www.portoalegre.rs.gov.brArquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho – AHPAMVPeriódicos: Zero Hora, 08/01/1991, p. 8; 01/05/1996 p.37; 06/02/2005 p.2 (Cadernos de Imóveis)

JARDIM ITU *
Até as primeiras décadas do século XX, a região que atualmente corresponde ao Jardim Itu-Sabará tratava-se de uma grande fazenda. O início da urbanização da área data da década de 1950 e, em 1954, a região transformou-se em um loteamento. Com o início do sistema de planejamento metropolitano, nos anos de 1970 e 1980, as regiões mais distantes da área central priorizaram os processos de urbanização, objetivando diminuir a dependência destas áreas em relação a ela, bem como o controle da expansão urbana e a preservação meio ambiente.
Na década de 1980, inicia-se o loteamento do Parque do Arvoredo. Localizado na parte alta do bairro e estritamente residencial, ganha atualmente atenção do setor imobiliário, assim como o Jardim Planalto, outra área valorizada, e que cresceu a partir de 1990. Estes loteamentos são atrativos em função do seu planejamento e arborização.
O Jardim Itu-Sabará possui características residenciais, mas dispõe de pequeno comércio e serviços (farmácias, mercados de gêneros alimentícios e rede escolar) que atendem seus moradores. As opções de lazer no bairro são diversificadas. Localiza-se no bairro a sede Campestre do Serviço Social do Comércio (Sesc), que possui um amplo centro de esportes, oferecendo variadas opções de lazer aos sócios. As praças também são opções de diversão e entretenimento. O Parque da Brigada Militar possui um campo de futebol que, durante os finais de semana, é atrativo aos praticantes e espectadores do esporte.
O bairro Jardim Itu-Sabará foi oficialmente criado e delimitado pela lei nº 3193A, de 29/10/1968. Faz divisa com os bairros Vila Jardim e Vila Ipiranga ao sul e Passo das Pedras ao norte. Possui uma população de pouco mais de 31 mil moradores, de acordo com dados do último Censo/IBGE, distribuídos em uma área de 457 hectares.
* O bairro Jardim Itu-Sabará deu origem aos bairros Jardim Itu e Jardim Sabará, utilizou-se, portanto, a mesma origem histórica para ambos.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.ROVATTI, João F (orgs). Estudos Urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1993. p.73-87.Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho – AHPAMVHttp://www.portoalegre.rs.gov.br

JARDIM LINDÓIA
Em 1945, Arno Friedrich mudou-se para as terras onde hoje se localiza o bairro, e deu início ao loteamento, no qual a maioria das casas ali existentes foi construída e vendida pelo loteador. Em 1948, Arno Friedrich fundou a Construtora Continental e, em 1950, decidiu-se pelo planejamento de um grande loteamento, o qual originou o bairro Jardim Lindóia.
A denominação, segundo o cronista Ary Veiga Sanhudo, foi escolhido pelo próprio loteador, e foi inspirado no romance “O Uraguai” de José Basílio da Gama, no qual a heroína se chama Lindóia, que seria uma palavra de origem guarani para linda. Localizado entre as avenidas Assis Brasil e Sertório, é um bairro nobre da zona norte dacidade, primando pela estética de belas casas ajardinadas. Os moradores, no início do planejamento, batalharam pela defesa da área exclusivamente residencial.
Quanto às opções de lazer, está localizado no bairro o Lindóia Tênis Clube, fundado em 1955, que visava congregar os moradores da área. Com o tempo e o desenvolvimento do bairro e arredores, o clube foi crescendo e atualmente se trata de um dos maiores centros de lazer e atividades socioculturais da zona norte.
Uma das atividades de destaque no bairro foi o “Luz e Canto de Natal”, evento que preparava o bairro para os festividades natalinas. Com 8 edições, de 1990 a 1998,era realizado pelo Lindóia Tênis Clube, com apoio de empresários da zona norte e Prefeitura Municipal, e contava com o empenho dos moradores na decoração de suas residências.
Jardim Lindóia é um bairro residencial e, mesmo com o comércio existente na avenida Assis Brasil, incluindo o Shopping Center Lindóia, não chega a dar aspecto comercial à região. As atividades comerciais e serviços (rede bancária e escolar) atendem ao bairro e a seus vizinhos.
O bairro Jardim Lindóia, oficialmente foi criado e delimitado pela lei nº 2022 de 07/12/1959.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho – AHPAMVHttp://www.portoalegre.rs.gov.brHttp://www.lindoiatc.com.br

JARDIM SABARÁ *
Até as primeiras décadas do século XX, a região que atualmente corresponde ao Jardim Itu-Sabará tratava-se de uma grande fazenda. O início da urbanização da área data da década de 1950 e, em 1954, a região transformou-se em um loteamento.
Com o início do sistema de planejamento metropolitano, nos anos de 1970 e 1980, as regiões mais distantes da área central priorizaram os processos de urbanização, objetivando diminuir a dependência destas áreas em relação a ela, bem como o controle da expansão urbana e a preservação meio ambiente.
Na década de 1980, inicia-se o loteamento do Parque do Arvoredo. Localizado na parte alta do bairro e estritamente residencial, ganha atualmente atenção do setor imobiliário, assim como o Jardim Planalto, outra área valorizada, e que cresceu a partir de 1990. Estes loteamentos são atrativos em função do seu planejamento e arborização.
O Jardim Itu-Sabará possui características residenciais, mas dispõe de pequeno comércio e serviços (farmácias, mercados de gêneros alimentícios e rede escolar) que atendem seus moradores. As opções de lazer no bairro são diversificadas. Localiza-se no bairro a sede Campestre do Serviço Social do Comércio (Sesc), que possui um amplo centro de esportes, oferecendo variadas opções de lazer aos sócios. As praças também são opções de diversão e entretenimento. O Parque da Brigada Militar possui um campo de futebol que, durante os finais de semana, é atrativo aos praticantes e espectadores do esporte.
O bairro Jardim Itu-Sabará foi oficialmente criado e delimitado pela lei nº 3193A, de 29/10/1968. Faz divisa com os bairros Vila Jardim e Vila Ipiranga ao sul e Passo das Pedras ao norte. Possui uma população de pouco mais de 31 mil moradores, de acordo com dados do último Censo/IBGE, distribuídos em uma área de 457 hectares.
* O bairro Jardim Itu-Sabará deu origem aos bairros Jardim Itu e Jardim Sabará, utilizou-se, portanto, a mesma origem histórica para ambos.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.ROVATTI, João F (orgs). Estudos Urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1993. p.73-87.Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho – AHPAMVHttp://www.portoalegre.rs.gov.br

JARDIM SÃO PEDRO
Bairro da zona norte da capital, o Jardim São Pedro localiza-se entre o São João e Santa Maria Goretti ao sul, e Passo d’Areia e Jardim Floresta ao norte. Foi criado e delimitado pela lei nº 2022 de 07/12/1959, como bairro Jardim Vila São Pedro. Em 27/12/1976, através da lei municipal nº 4249, teve sua denominação alterada para Jardim São Pedro.
As origens do bairro remontam ao século XIX. Nesta época, era uma região agro-pastoril, com economia baseada nos tambos de leite e hortifrutigranjeiros. As fazendas e chácaras dominavam a paisagem desta região e arredores.
Atualmente o bairro Jardim São Pedro possui característica comercial, residencial e industrial, dispondo de variados serviços. A área residencial do bairro, próximo à avenida Assis Brasil, caracteriza-se por pequenas quadras arborizadas. Na parte mais próxima da avenida Sertório há depósitos e pavilhões, que mostram seu lado industrial.
A proximidade com o Aeroporto Internacional Salgado Filho exige uma altura máxima para construção na região. Porém, de acordo com Centro de Integração de Defesa Aérea e Controle de Trafego Aéreo (Cindacta) – órgão encarregado de aprovar as obras em áreas próximas aos aeroportos – não há um valor exato, pois outros dados deverão ser avaliados, como, por exemplo, a altitude do terreno. Os edifícios mais antigos do Jardim São Pedro possuem no máximo três andares, e os mais recentes e mais distantes da avenida Sertório, possuem até sete pavimentos.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sergio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.Http://www.portoalegre.rs.gov.brPeriódicos: Zero Hora, 12/12/2004 p. 2

LAGEADO
O bairro Lageado, foi instituído a partir da lei 7155 de 01/10/1992. Analisando o material que se possui sobre a história do bairro, os dados do último censo realizado no ano de 2000, mostram que, na área total do bairro, 2.717 ha, existe uma população de 3.425 pessoas.
O bairro Lageado estende-se da esquina da Av. do Lami com a Estrada do Chapéu do Sol, segue por esta até a estrada Francisca de Oliveira Vieira. Por esta última segue até a avenida Edgar Pires de Castro, deste ponto, por uma linha reta, seca e imaginária, vai até a Estrada das Quirinas junto ao arroio das Quirinas. Segue pela estrada da Taquara até a avenida Edgar Pires de Castro. Por esta avenida segue até a Av. do Lami e, finalmente, por esta última até a estrada do Chapéu do Sol.
Localizado o bairro, partiremos para um conhecimento maior de sua história.
Localizado a 30km do centro da capital, as estradas do bairro ainda lembram aquelas pequenas cidades do interior, onde o asfalto ainda não chegou. As características rurais da região não param por aí, e o bairro tem seu território basicamente destinado à agricultura, e uma parcela considerável do que se produz no local é enviado para a CEASA (Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul), como por exemplo, rúcula e mostarda. A divisão territorial é feita basicamente em chácaras, sítios e casas de campo.
Para adquirir uma propriedade no bairro existe um outro ponto que diferencia as propriedades existentes ali daquelas compradas ou alugadas em outros pontos da cidade, a venda de terras neste bairro não é calculada por metros quadrados, mas sim por hectares, cálculo típico de compra de sítios, fazendas e chácaras por exemplo.
Não se formou no bairro nenhum núcleo mais urbano, e é neste sentido que destacamos as suas especificidades rurais. Quando necessário, os moradores do Lageado recorrem a seus vizinhos mais próximos Restinga e Lami, que possuem um significativo comércio local.
Apesar da distância entre as casas, os moradores conseguiram se organizar e estabelecer um centro de eventos que atende a várias demandas do bairro: trata-se do Sociedade Recreativa Esporte Clube Lageado. A instituição possui mais de cinqüenta anos, iniciando suas atividades com canchas de bocha. Junto ao clube, existe o departamento de tradições gaúchas Sentinela do Cerro.
Referências bibliográficas:http://www2.portoalegre.rs.gov.br/spm/default.php?reg=45&p_secao=43AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellhinho.

LAMI
O Lami, até a década de 70, se caracterizava por ser um bairro povoado por pescadores e bastante isolado do restante da cidade. Nessa época, era possível para seus habitantes tirar do Guaíba seu sustento, pois as águas do rio não se apresentavam impróprias para estas atividades. O fato de não possuir vias de ligação com o centro da cidade dificultava muito tanto atividades balneárias por parte dos demais portoalegrenses, como uma maior integração econômica entre os pescadores e os locais de venda de seus produtos.
A situação começaria a mudar a partir da década de 70, quando dois fatores influíram para uma maior atenção em relação ao bairro: a construção de uma estrada de asfalto entre o Belém Novo e o Lami, bem como a constituição da Reserva Biológica do Lami.
Esse novo acesso ao bairro Lami possibilitou uma integração econômica com o restante da capital, assim como as atividades turísticas puderam ser desenvolvidas a partir de então. Já a Reserva Biológica do Lami representou uma das primeiras iniciativas ambientais implantadas por qualquer capital do Brasil. No entanto, ainda na década de 50, aquela área fora inicialmente projetada para abrigar uma vila popular e depois pensada como um possível local para a sede recreativa dos funcionários municipais. Ambas as propostas foram abandonadas devido ao terreno alagadiço, que forçava a necessidade de um aterro prévio, tornando muito caros tais projetos.
Inicialmente projetada para possuir uma extensão de 71 hectares, a Reserva abarcava toda uma vegetação que, embora não mais original, se apresentava bastante diversificada, com árvores como figueiras, ipês e araçazeiros, bem como uma fauna (mais da metade das aves registradas em Porto Alegre) que sazonalmente retorna à região em busca de repouso. A área seria destinada a pesquisas, e não à visitação pública. Depois de ter anexada a região do Arroio do Lami, a Reserva Biológica passou a ter 180 hectares, através da compra de terrenos limítrofes.
Outro destaque do bairro é a presença da Reserva Indígena Guarani, que continha 23 famílias guaranis em fevereiro de 2005.
A instalação do aterro sanitário do Lami foi motivo de discussão, devido à proximidade deste com a Reserva Biológica. Apesar de possuir um tempo de uso de apenas 5 anos (a partir da sua finalização em 1997), foi responsável pelo processamento de metade de todo lixo produzido pela capital em 2000.
Depois de sofrer com sérios problemas de falta de infra-estrutura durante a década de 80, o Lami foi progressivamente recuperado. O bairro foi o primeiro a ter suas águas liberadas para banho, em 1992, e através de um novo projeto de urbanização e paisagismo, recebeu um calçadão e um novo sistema de iluminação pública.
Referências bibliográficas:AHPAMV, Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.Http://www.portoalegre.rs.gov.br

LOMBA DO PINHEIRO
Localizada na região leste de Porto Alegre, fazendo divisa com Viamão, a Lomba do Pinheiro é heterogênea em sua ocupação: nela convivem núcleos densamente povoados e áreas verdes, de preservação ecológica.
Inicialmente, a região estava dividida em grandes extensões de terras pertencentes a famílias de origem portuguesa que cultivavam a terra e criavam animais. Um deles, morador dos mais antigos da região, o comerciante João de Oliveira Remião, é nome da principal rua do bairro. Até meados dos anos quarenta, a Lomba do Pinheiro manteve caraterísticas rurais, e seus moradores comercializavam seus produtos hortifrutigranjeiros no Centro de Porto Alegre. Também existia na região os tambos de leite que abasteciam o bairro e as regiões mais próximas.
Os moradores da Lomba do Pinheiro são, na sua maioria oriundos do interior do estado e, a partir da década de 1960 e 1970, passa a receber pessoas de outros bairros da cidade. A região entra no processo de urbanização, quando ruas são asfaltadas, a rede escolar é ampliada, e novos projetos de infra-estrutura são executados.
Em 1962, o projeto de lei do vereador Landel de Moura, dá nome ao bairro Lomba do Pinheiro. Oficialmente o bairro foi criado pela lei 2002 de 07/12/1959, porém seus limites foram alterados pela lei 7954 de 08/01/1997 que anexa ao município de Porto Alegre as Vilas que pertenciam a Viamão (São Pedro, Santa Helena, Panorama, Santa Filomena e Bom Sucesso). Atualmente a Lomba do Pinheiro é formada por mais de trinta vilas.
Uma das características da Lomba do Pinheiro é a organização comunitária e a busca de seus moradores por melhores condições de vida no bairro. A necessidade de regularização de terrenos e a busca por melhor infra-estrutura foram as principais influências para a organização das associações de moradores. A primeira delas, fundada em 1956 na Vila São Francisco, conforme alguns moradores, foi a precursora da categoria no Rio Grande do Sul.
O bairro destaca-se por sua diversidade cultural, sendo que as associações comunitárias constituem um espaço político de construção da cidadania, com projetos e atividades que buscam a inclusão social de seus moradores, sobretudo crianças e adolescentes.
Referências bibliográficas:FREIRE, Eduardo Duarte, et all. Lomba do Pinhiero. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, 2000 (Memória dos Bairros).Http://www.portoalegre.rs.gov.br

MÁRIO QUINTANA
Oficialmente, a denominação e atuais limites do bairro Mário Quintana são novos, designados através da lei municipal nº 8258 de 21/12/1998. Mas a história dosseus primeiros habitantes está na antiga Chácara da Fumaça que, posteriormente,agregou-se ao bairro através da lei que o oficializou.
Localizado na região norte de Porto Alegre, as origens do bairro remontam à última década do século XIX: data de 1896 o primeiro loteamento realizado em 144 hectares, que recebeu a denominação de Capão da Fumaça. A instalação de chácaras na região incorpora a denominação de Chácara da Fumaça ao lugar, mas essa não é a única versão para o nome, existindo entre seus moradores mais antigos outras versões.
Até os anos 1960, eram poucos os moradores do atual bairro, sendo as famílias distribuídas entre a densa vegetação. Contudo, o aumento populacional de Porto Alegre, característico desse período, vem acompanhado do problema habitacional, fazendo com que a administração pública inicie, nos anos 80, projetos de infra-estrutura e habitacionais para a área da antiga Chácara.
Mas o projeto de loteamento proposto pelo governo municipal dependia dos fatores naturais da região, em função da área repleta de eucaliptos. No sentido de acelerar as obras, os moradores da região se organizaram em grandes mutirões em conjunto com DEMHAB, na década de 1980, visando o seu desmatamento para conclusão das casas. Como outros bairros periféricos da cidade, o bairro Mário Quintana, também recebeu moradores que foram removidos de vilas próximas ao centro da cidade – Vila Borges (Praia de Belas), Vila Ipiranga e Harmonia. Em função do grande de número de pessoas deslocadas para o bairro, ocorreu ali um surto populacional: em menos de uma década, a antiga Chácara “explode”, trazendo uma série de conseqüências e necessidades para seus moradores , criando-se no bairro novas instituições (cooperativas, associações, serviços públicos), que passam a prestar os mais variados serviços à comunidade.
Quanto a suas opções de lazer, a que mais se destaca é o Parque Chico Mendes, criado em 1991: além de ser uma área de preservação ecológica onde os moradores da região podem ter contato com a natureza, são disponibilizadas, no seu interior, diversas quadras para atividades esportivas.
Oriundos em grande parte de outras regiões da cidade, os moradores do bairro são de origem humilde que, devido à urbanização e valorização das regiões que antes habitavam, deslocaram-se para o bairro. Outra característica local é o ecumenismo, que se reflete nas diferentes expressões religiosas e onde, em suas sedes, os moradores realizam diversas festividades, objetivando a arrecadação de fundos ou mantimentos para os menos favorecidos.
Referências bibliográficas:JOBIM, Douglas Jeferson, e outros. Chácara da Fumaça. Porto Alegre: EU/ Porto Alegre, Secretaria Municipal da Cultura, 1999. (Memória dos Bairros)Http://www.portoalegre.rs.gov.br

MEDIANEIRA
Localizado na zona leste da capital, o bairro Medianeira possui como limites: Azenha, Glória, Menino Deus, Santa Tereza e Santo Antônio.
Um dos marcos na história deste local é a iniciativa espontânea da comunidade no que diz respeito à legalização de seus limites e formalização de seu nome. Através de sua mobilização ativa, o bairro adquiriu sua legalização em 23/07/1957 através da lei 1762, e foi o primeiro instituído legalmente na cidade de Porto Alegre.
Em seus primórdios, o Medianeira era definido como local de travessia para a chegada em outros pontos mais expressivos da cidade como, por exemplo, o Arraial do Menino Deus. Seu nome é atribuído à paróquia eclesiástica que ali se localiza.
Há instituições no bairro que remontam mais de cem anos, como por exemplo, o Club Grêmio Gaúcho, inaugurado no ano de 1898 pelo militar João Cezimbra Jaques, com objetivo de exaltação da tradição gaúcha. Com o tempo, no entanto, foi se distanciando de sua função inicial e, atualmente, a entidade não possui mais a expressão de sua origem.
Outro ponto significativo deste bairro é o Grêmio Football Porto-Alegrense, fundado em 15/09/1903, que possuía, em seu projeto inicial, a intenção de propiciar espaços para outros esportes, que não só o futebol, mas este acabou por preponderar sobre as outras atividades inicialmente propostas.
Afora estes pontos já citados, em 1976 foi inaugurado no bairro o cemitério João XXIII, localizado na Av. Natal, que trouxe para Porto Alegre um novo modelo cemiterial, algo muito inovador para a época, com jazigos em forma de “gavetas”.
O bairro ainda preserva muito de seu passado, o que pode ser percebido através da quantidade de casas com características arquitetônicas correspondentes ao início do século XX . Possui ainda, uma instituição bastante antiga, o colégio Maria Imaculada, fundado em 21/11/1933.
Além destes elementos históricos fundamentais, o bairro é bem assessorado por linhas de ônibus de diversas empresas, possui um expressivo comércio local e um aspecto muito acolhedor.
Referências bibliográficas:Franco, Sérgio da Costa. Porto Alegre Guia Histórico. 2° edição. Porto Alegre: Editora da Universidade – UFRGS, 1992.http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.al.rs.gov.br/plen/SessoesPlenarias/49/1998/980916.htmColégio Maria Imaculadahttp://www.geocities.com/potreiro/cezimbra.htmlhttp://www.cejxxiii.com.br/http://www.fanaticosporfutebol.com.br/campeonato/noticia.asp?cod1_cod=37338&cod1_area=147&cod1_tipo=1

MENINO DEUS
É considerado o mais antigo arraial de Porto Alegre, ou seja, tratou-se do primeiro território reconhecido enquanto agrupamento semi-independente, que mantinha com o Centro relações comerciais e administrativas. Localizava-se ao sul do Riachinho, atual Arroio Dilúvio, nas antigas terras que pertenciam a Sebastião Francisco Chaves, na Estância São José.
A denominação do bairro ocorreu em função da devoção ao Menino Deus, introduzida por açorianos, que culminou na construção de capela em estilo gótico junto à praça – também denominada Menino Deus-, e inaugurada na noite de natal de 1853. A capela converteu-se em centro de peregrinação, em virtude das festas natalinas queatraíam moradores de outros bairros, sendo também responsável pela procissão dos Navegantes que, posteriormente, foi transferida para o bairro de mesmo nome. O acesso à Capela dava-se pela rua Menino Deus, mais tarde chamada de Treze de Maio e, finalmente, Avenida Getúlio Vargas. A bela igreja foi demolida, nos anos de 1970, dando lugar a uma outra, de arquitetura moderna.
Por sua crescente vitalidade e importância para o centro urbano, na segunda metade do século XIX foram instaladas no bairro linhas de transportes coletivos e, em 1870, inaugurou-se a linha de transporte público denominada “maxambomba”, que transitava sobre trilhos de madeira. Por sua ineficiência, cedeu lugar aos “bondes puxados a burro”, em 1873.
Na época, o Menino Deus caracterizava-se pela presença de casas bem arranjadas e hortas, ligadas a uma camada da população de maior poder aquisitivo, que desfilava por suas ruas em finas carruagens. Destacava-se como o mais movimentado de Porto Alegre, em função de suas festas paroquiais e pela instalação, em 1888, do hipódromo Rio-Grandense, que funcionava entre as ruas Botafogo e Saldanha Marinho.
No ano de 1909, foram construídos no local pavilhões destinados a exposições agropecuárias. Outra construção que contribuiu para dar maior movimentação ao bairro foi a do Estádio dos Eucaliptos, pertencente ao Sport Club Internacional, no ano de 1931.
Nos anos de 1940, o bairro sofreu sua primeira grande modificação física e urbana, em decorrência da canalização do Arroio Dilúvio, que produzia graves enchentes. A realização do aterro (onde hoje se situa o Parque Marinha do Brasil), no final dos anos 50 e início dos anos 60, possibilitou o prolongamento da Av. Borges de Medeiros que, por sua vez, providenciou melhor acesso e conseqüente expansão do bairro. A canalização nos anos 70 do Arroio Cascata, que formava sérios alagamentos à região, foi outro fator de valorização do bairro. Uma nova configuração aconteceu com o “Projeto Renascença”, que abriu a Av. Erico Verissimo e criou o Centro Municipal de Cultura, na área onde antigamente situava-se a Vila conhecida como “Ilhota”. Um tradicional clube está sediado no bairro há mais de setenta anos, o Grêmio Náutico Gaúcho, que possui uma área de mais de 11 mil m2 consagrada aos esportes e ao lazer.
Trata-se, no entanto, de um bairro que é considerado residencial desde sua origem até os tempos atuais, predominando antigas características de sociabilidade junto à abertura de vias que produziram o surgimento de centros comerciais e de lazer.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa Franco. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.SOSTER, Ana Regina de Moraes. Porto Alegre: a cidade se reconfigura com as transformações dos bairros. Dissertação de Mestrado. PPG de História/PUCRS, Porto Alegre, 2001.MACEDO, Francisco Riopardense de. Pôrto Alegre: origem e crescimento. Porto Alegre, Editora Livraria Sulina, 1968.

MOINHOS DE VENTO
O nome do bairro decorreu da rua Moinhos de Vento, antes conhecida como Caminhos dos Moinhos de Vento e, a partir de 1930, começou a se chamar Avenida 24 de Outubro.
Os moinhos de vento foram trazidos pelos açorianos, e tiveram seu apogeu no período da plantação do trigo mas, já em 1835, a região estava abandonada, em função da redução da área cultivada.
O crescimento do bairro foi impulsionado em 1893, com a linha de bondes “Independência”, implantada pela Companhia Carris Urbanos. Eram apelidados pela comunidade de “caixa de fósforo”, devido ao seu tamanho. Em 1908, foram substituídos pelos bondes de tração elétrica, aumentando ainda mais o trânsito no bairro.
A abertura do Prado Independência, em 1894, foi outro fator positivo para o progresso do bairro, gerando grande movimentação no espaço. Em 1959, o Prado foi removido para o bairro Cristal e, em seu lugar foi implantado o Parque Moinhos de Vento, cuja denominação oficial via decreto aconteceu em 1972, hoje em dia o maior atrativo da região. Na mesma área do atual Parcão, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense teve seu primeiro campo, a Baixada do Moinhos de Vento, que foi inaugurado em 1904.
Ali jogou até 1954, quando foi inaugurado o Olímpico, na época o maior estádio privado do país.
Outro fator que impulsionou o desenvolvimento do bairro foi a construção da Hidráulica Moinhos de Vento, no ano de 1904, ocasionando a abertura de várias ruas nas proximidades. Na divisa com o bairro Independência, em 1927 foi inaugurado o Hospital Alemão que, em 1942, passou a se chamar Hospital Moinhos de Vento, com uma das melhores e mais modernas instalações da cidade.
Atualmente é um bairro bastante arborizado, residencial, com sofisticadas lojas e prédios comerciais e muitas opções de diversão e lazer, como o Clube Leopoldina Juvenil e Grêmio Náutico União, o Shopping Moinhos de Vento e ainda diversos bares e restaurantes, no que hoje é conhecida como “Calçada da Fama” (Rua Fernando Gomes).
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 281-283.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 1. 2º edição. Porto Alegre; Ed. Escola Superior de Teologia, Instituto Estadual do Livro, Caxias do Sul , Universidade de Caxias do Sul, 1979. p. 244-246.MACEDO, Francisco Riopardense. Porto Alegre, história e vida da cidade. Porto Alegre: Ed. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1973. p. 193-196.Http://www.portoalegre.rs.gov.br

MONT´SERRAT
Há duas versões para o seu nome: uma delas é devido à semelhança com o monte santista, localizado no cerro da cidade de Santos em São Paulo, e a outra versão é em função da montanha da Catalunha, próximo a Barcelona, sede do mosteiro dos Beneditinos, onde se venera Nossa Senhora de Mont’Serrat.
Local insalubre e de pouca valorização territorial, a área era conhecida como “Bacia” e povoada por escravos recém libertos. Tratava-se de uma região que fazia parte da chamada Colônia Africana da Capital. Neste território, havia um número expressivo de casas de religião, onde se praticavam os cultos afro-brasileiros. Como aconteceu com a maioria das populações de baixa renda, pouco a pouco esses primeiros habitantes da região foram afastados para bairros distantes, em função da valorização dos terrenos que eram mais próximos da área central.
O arraial teve andamento com a construção da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora em 1910. Em 1913, a Cia. Predial e Agrícola começou a lotear e vender os terrenos. Antes disso já haviam moradores nas margens do valo da rua Álvaro Chaves, hoje na rua Arthur Rocha.
No bairro, temos a Comunidade Evangélica Luterana Concórdia, nos altos da rua Lucas de Oliveira, fundada em 1927 como seminário, e sua capela inaugurada em 1942. Em 1959, conforme a lei de nº 2022, se constitui enquanto bairro conforme os seguintes limites: rua Eudoro Berlink, esquina rua Cel. Bordini até a rua Pedro Chaves Barcelos; até a rua Campos Sales; da Av. Carlos Gomes até rua Furriel Luiz Antônio Vargas, até a rua Pedro Chaves Barcelos, a Pedro Ivo; até a rua Carlos Trein Filho; por esta até a rua Farnese, até a rua Antônio Parreiras.
Hoje o Mont’Serrat é um bairro moderno, com uma admirável vista. O comércio imobiliário está crescendo, tornando-o um dos bairros mais valorizados da cidade.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 285-286.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 111-113.RIOS, Renata Ferreira. Histórico –Mont’Serrat. IN: http://www.nosbairros.com.br/montserrat.htmSantos, I. (org.). Negro em Preto e Branco – História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre. FUMPROARTE. 2005.

MORRO SANTANA
O Morro Santana integra uma das áreas do território da cidade sem denominação e delimitação oficial. Porém, estas áreas são conhecidas por “apelidos”, e aí se incluem o Passo das Pedras, Chapéu do Sol e Aberta dos Morros.
Os limites do bairro definidos informalmente pelos seus moradores são: “riscase inicialmente um traço imaginário – Centro – Bairro – que parte da esquina das avenidas Antonio de Carvalho e Protásio Alves até a Avenida Ary Tarragô, daí prossegue-se, em direção à avenida Mário Meneguetti, até encontrar o trecho da avenida Manoel Elias defronte às Faculdades Porto-Alegrenses. Esta mesma linha desce pela avenida Manoel Elias, chegando à confluência com a avenida Protásio Alves, entrando agora pela rua Albert R. Junior, seguindo até o morro. A partir daí, incorpora os limites das vilas Nova Tijuca, Laranjeiras e Nova Pedreira, contornando o Jardim Ypu até, novamente, chegar à avenida Antonio de Carvalho, para, assim, reencontrar a esquina desta artéria com a Protásio Alves”.
O início da ocupação da região do Morro Santana está ligado à doação da sesmaria a Jerônimo de Ornellas e à fundação de sua fazenda. Em 1762, Ornellas vendeu sua propriedade. Dez anos mais tarde, o governador da capitania da Vila de Porto Alegre desapropriou a fazenda com o fim de renovação da demarcação para o assentamento de famílias açorianas. Esta partilha gerou as chácaras produtivas que ocupavam o Morro Santana até meados do século XX.
Um dos principais sítios do Morro Santana eram as terras onde se situava a Casa Branca. Esta casa foi ponto de encontro de políticos e intelectuais. Durante a Guerra dos Farrapos, a morada serviu de quartel-general para as forças rebeldes. Localizada onde é hoje a confluência das avenidas Protásio Alves e Antonio de Carvalho, a casa foi demolida em abril de 1972, mesmo com apelos e esforços do poder público no sentido da preservação do prédio como Patrimônio Histórico. Mesmo com a demolição, a Casa Branca ainda é lembrada pelos habitantes do bairro.
O início do processo de crescimento urbano na região se deu a partir de 1953, com a instalação das empresas loteadoras Territorial Ltda. e Fachin & Companhia. Esta última foi incorporada pela Territorial Ltda. em 1964.
Uma das características do bairro é o movimento comunitário. A primeira associação criada foi a Sociedade Beneficente Recreativa da Vila Protásio Alves – SOBREVIPA. A partir dos anos 80, novas entidades comunitárias foram criadas na região, com o objetivo de intermediar as questões relativas à comunidade junto ao poder público. A transferência da sede do Esporte Clube Cruzeiro em 1971 para a região e a instauração das Faculdades Porto-alegrenses, em 1974, impulsionou o desenvolvimento urbano e populacional do Morro Santana.
Quanto à geografia situa-se na região o Morro Santana, que dá nome à região e é o mais alto da cidade, com 311 metros de altitude. As pedreiras ali localizadas, que foram desativadas ainda nos anos de 1980, bem como a vegetação ali presente são atrativos para os moradores da região e estudiosos das áreas ligadas ao meio ambiente e geografia.
Referências bibliográficas:BARROSO, Vera Lucia Maciel & ORMARI, Maria (org). Do Morro Santana, a cidade de Porto Alegre. Porto Alegre: Unida Editorial da Secretaria Municipal da Cultura/SMC, 2004.CORREA, João Alexandre e DOBERSTEIN, Juliano. Memoria em ruínas: a casa Branca do Morro Santana. Porto Alegre: Dacasa, 2005.FERNANDES, Erico Pinheiro et alli. Morro Santana. Porto Alegre: Unidade Editorial da SMC, 1997 (Memória dos Bairros).Criação dos Bairros (breve histórico) In: http://www.portoalegre.rs.gov.br/spm

NAVEGANTES
O Bairro Navegantes é um dos mais antigos da cidade. Sua localização já era nítida nas plantas da cidade no final do século XIX. As origens e ocupação da região estão ligadas ao trajeto para as colônias alemãs a partir 1824 e, em meados do século XIX, a ocupação do bairro já era digna de nota.
Desde seu início, o bairro Navegantes já demostrava sua importância devido à ligação que fazia entre o Centro da cidade e a região de imigração (vale do Rio dos Sinos), além da antiga Estrada de Baixo em direção a Gravataí, Santo Antonio e Osório. Em 1874, houve a implantação da Estrada de Ferro Porto Alegre – Novo Hamburgo, o que dinamizou bastante o bairro, sobretudo após a inauguração da primeira Estação Navegantes, por volta de 1886.
Ainda no século XIX, a região revelou-se com forte vocação industrial, e especialmente a partir de 1890, quando várias indústrias da Capital instalam-se no bairro. O crescimento industrial contribuiu para o aumento da população, pois seus moradores, em sua maioria operários, passaram a habitá-lo em função da proximidade com seus locais de trabalho.
Em 1875, é criada a capela consagrada a Nossa Senhora dos Navegantes, devoção introduzida pelos imigrantes portugueses poucos anos antes. No entanto, a construção da capela só ficou pronta em 1897, erguida em terreno doado pela senhora Margarida Teixeira de Paiva, dona de vastos terrenos na região. A capela foi elevada a condição de Paróquia em 1919, já na sua atual sede.
Em frente à Igreja, está localizada a Praça Navegantes, onde é realizada uma das maiores expressões religiosas da cidade: de acordo com a fé católica, é comemorado no dia 2 de fevereiro a devoção a Santa Padroeira da Capital – Nossa Senhora dos Navegantes.
Um dos grandes impactos urbanísticos para a região do bairro Navegantes foi a construção da ponte sobre o Rio Guaíba, inaugurada em 1958. Com a nova edificação, a tradicional Praça Navegantes ficou em baixo de uma das elevadas, mas se manteve centro dos festejos realizados anualmente em honra da Santa Padroeira.
Oficialmente, o bairro Navegantes foi criado pela lei nº 2022 de 07/12/1959, sendo seus limites oficiais assim estabelecidos: rua Voluntários da Pátria, da esquina da Av Brasil até o seu prolongamento por uma linha na direção oeste/leste, seguindo a margem atual do rio até encontrar a rua Dona Teodora; desta até a Praça do Bombeador; deste segue pela avenida Ceará até a avenida Brasil; desta até encontrar novamente a rua Voluntários da Pátria. Porém em 1988 o decreto de lei nº 6218 altera os limites norte do bairro que passa a ser definido a partir do Cais Marcílio Dias no sentido até o ponto de encontro das ruas Voluntários da Pátria e Dona Teodora.
Atualmente, a região mantém seu caráter industrial, entretanto ampliou o setor de serviços. No bairro está localizado um dos maiores centros comerciais da cidade, o Shopping DC Navegantes, que atende tanto aos moradores do bairro quanto à redondeza, com seu comércio, restaurantes, teatro e, mais recentemente, um campus de faculdade gaúcha.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.MACEDO, Francisco Riopardense de. Porto Alegre : Origem e Crescimento. Porto Alegre, Livraria Sulina, 1968.http://www.portoalegre.rs.gov.br/spm

NONOAI
O bairro foi instituído enquanto tal, a partir da lei n° 2022 de 07/12/1959. Seus limites por bairro são: Santa Tereza, Teresópolis, Cavalhada e Vila Nova. O Arroio Passo Fundo, que atravessa o bairro, já não se apresenta como era nas origens da região e, apesar de não ter sido canalizado, encontra-se com um alto grau de poluição, realidade que não é diferente de outros arroios da cidade.
O nome do bairro possui origem indígena: Nonoai foi um cacique Caingangue que, segundo historiadores, teria vivido por 120 anos. Morador do estado vizinho de Santa Catarina no início do século XIX, atravessou o Rio Uruguai e se estabeleceu nas proximidades de Passo Fundo (RS), dando nome ao que hoje é a maior reserva indígena do Estado.
A avenida Nonoai é um trecho da antiga avenida Cavalhada, antes um remoto acesso à zona sul de Porto Alegre, fazendo parte do mapa da cidade desde 1888. Já a avenida Nonoai data de 1916. Atualmente, a avenida Cavalhada atravessa os bairros Teresópolis, Nonoai e Cavalhada.
O bairro possui, vários núcleos habitacionais em seu território como a Chácara Sperb, Chácara Menezes e a Cidade Jardim. O bairro é constituído basicamente por casas, algumas muito antigas, além de raros edifícios mais altos fazendo parte de sua paisagem. Na avenida Nonoai, encontra-se a SPAAN (Sociedade Porto Alegrense de Auxílio aos Necessitados), asilo inaugurado em 1931, que abriga em média 140 pessoas na faixa etária que oscila entre 60 e 100 anos. Um outro espaço tradicional do bairro é o Nonoai Tênis Clube, com sede no local desde 1938, sendo uma alternativa de esporte e lazer, especialmente no verão por suas piscinas. De forma geral, o bairro apresenta um aspecto tranqüilo, não muito distante do centro, e consegue não estar totalmente “contaminado” pela agitação e movimentação de outros bairros, concentrando seu comércio em sua avenida principal.
No ano de 2005, o bairro recebeu notoriedade através de um jornal da capital, em função de uma construção muito antiga que remonta um momento da humanidade que a capital dos gaúchos não viveu. Trata-se se um castelo de duas torres, construído na década de 1920, sobre um aterro de nove metros de altura. Localizado na Travessa Fortaleza pertence aos irmãos Ernesto e Luiz Leiner e, desperta muita curiosidade por quem passa na região, constituindo-se em ponto turístico do bairro Nonoai.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade, 2ª edição, 1992.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da Minha cidade. Porto Alegre: Editora Http://www.portoalegre.rs.gov.br/dep – Departamento de Esgotos Pluviais.

PARTENON
Este bairro foi criado pela Lei 2022 de 7/12/59, com limites ampliados no sentido leste, pela Lei 6572 de 08/01/90. Os bairros que se avizinham são: Vila João Pessoa, São José, Santo Antônio, Glória, Santana, Santa Cecília, Petrópolis, Jardim Botânico, Jardim do Salso, Jardim Carvalho e Agronomia.
O nome faz referência ao templo Partenon, localizado em Atenas, Grécia, que tinha por objetivo homenagear a Deusa Minerva. Em Porto Alegre, o nome Partenon foi adotado por um grupo de literatos, que criou a “Sociedade do Partenon Literário”, fundada no ano de 1868. Seus associados sonhavam construir ali uma réplica do Partenon Grego. Notícias da época dão conta que, em 1873, onde hoje é a Igreja Santo Antônio, nos altos da rua Luis de Camões, foi solenemente lançada a pedra fundamental do templo, que se manteve somente nessa inauguração. Na mesma conjuntura em que estava sendo planejado o Partenon, se estabelecia também um grande plano de urbanização e loteamento para a área, valorizando a natureza e o clima agradável da região. Em função de um acordo, o loteamento usufruiria do nome Partenon e a sociedade receberia parte do terreno a ser loteado, o que não aconteceu. Mas, em 1899, a sociedade se dissolve e doa seus terrenos a Santa Casa de Misericórdia. Afora este plano piloto, o loteamento recebeu outros impulsos para a sua urbanização, dentre eles o bonde que, apesar de levar mais de uma hora para completar o trajeto do centro ao bairro, facilitou muito a vida dos moradores da região.
Ainda no século XIX, o bairro tornou-se cenário do primeiro hospital psiquiátrico do Estado: 41 alienados inauguraram os pavilhões do Hospício São Pedro, que teve sua primeira pedra assentada no dia 02/12/1879, e foi inaugurado formalmente em 1884.
Atualmente, o bairro é cortado pela a Av. Bento Gonçalves, que se tornou uma das principais artérias da cidade de Porto Alegre, era conhecida por “Estrada do Mato Grosso”. Às margens desta avenida se desenvolveu uma ampla rede comercial, que vai de pequenos estabelecimentos a hipermercados reconhecidos nacionalmente. A mesma diversificação de oferta se dá também no que se refere à educação onde, na mesma avenida, encontramos desde escolas de segundo grau estaduais e particulares, até a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que inaugurou seu Campus em 1968, ocupando uma grande área dentro do bairro.
O Partenon tem com uma de suas marcas os grandes contrastes em termos residenciais, talvez em função de sua grande área, que perfaz 470 ha. Observa-se nele diferenças marcantes, como por exemplo, caracterizam as áreas da Intercap e a vila Maria da Conceição: a primeira possui belas praças, amplas ruas pavimentadas e arborizadas, com residências bem distribuídas no espaço e, em sua grande maioria, construídas em alvenaria, e a Conceição, possui casas distribuídas de acordo com as possibilidades do morro, geralmente construídas em madeira e com estrutura precária.
Referências bibliográficas:http://www.pucrs.br/conheca/historicohttp://www.nosbairros.com.br/hcristal.htm – Historiadora Renata Ferreira Rios.FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre Guia Histórico. 2° edição. Porto Alegre: Editora da Universidade – UFRGS, 1992.KERBER, Alessender – Memória Musical da Vila Maria da Conceição.

PASSO D’AREIA
Bairro da zona norte da cidade, faz limites com os bairros São João e Higienópolis ao sul, e Cristo Redentor ao norte. Foi delimitado e oficializado pela lei municipal nº 2022 de 07/12/1959.
A história do Passo d’Areia está ligada ao desenvolvimento industrial e à urbanização de Porto Alegre, que se expandiu para a Zona Norte da cidade. Até a década de 1940, a população do bairro era escassa, e havia poucas casas ao longo da antiga Estrada do Passo d’Areia (parte da atual avenida Assis Brasil). No início do século XX, o desenvolvimento em ritmo lento era uma característica comum dos arrabaldes mais distantes do centro da cidade, sobretudo em função dos transportes, que eram puxados por tração animal.
A implantação do transporte coletivo no final do século XIX, cujo terminal era junto à Igreja São João, motivou a ocupação da região. Mas, foi a partir de 1941 que o povoamento do bairro tornou-se mais efetivo: alguns autores destacam a enchente ocorrida naquele ano, como elemento motivador da ocupação das áreas livres das cheias dos arroios que percorrem Porto Alegre.
A construção da Vila dos Industriários – IAPI – com início das obras em 1946, sem dúvida mudou a configuração do bairro, no que diz respeito à urbanização. Projeto moderno e inovador para época, o Conjunto Residencial do Passo d’Areia tinha por objetivo atender às demandas de moradia para os trabalhadores das indústrias. Construído em uma área de 67 hectares, o empreendimento aumentou bastante a população do bairro, além de trazer melhorias na infra-estrutura, como transportes, água, energia elétrica e coleta de lixo.
Quanto às associações, situa-se no bairro o tradicional Sport Club São José, fundado em 1913. Outra entidade de representação no bairro é a Escola de Samba da União da Vila do IAPI, considerada a mais simpática do carnaval porto-alegrense. A escola foi fundada em 1980, e contou, entre seus fundadores, com antigos participantes do grupo humorístico “Os Tesouras”, que agitava a festa carnavalesca, quando ela acontecia nas ruas do bairro.
As opções de lazer na região são variadas: há praças arborizadas, cancha de bocha, quadra poli-desportiva, o Largo Elis Regina e o Estádio Alim Pedro, bastante freqüentado pelos jovens do bairro e arredores. Nos limites ao norte do Passo d’Areia, está o Shopping Center Iguatemi, inaugurado em 1983, bem como o Bourbon Country, inaugurado em 2001.
Atualmente, o Passo d’Areia é uma zona independente do centro da cidade, numa mistura de características residenciais e comerciais, possuindo algumas indústrias e dispondo de comércio e serviços variados, como escolas de ensino fundamental, médio e superior, que atendem tanto os moradores do bairro como dos arredores.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.MAIA, Sandra. Escolas de Samba e tribos do carnaval de Porto Alegre. Prefeitura Municipal de Porto Alegre/SMC, 2001.NUNES, Marion Kruse et all. Vila do IAPI. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 2000. (Memória dos Bairros)SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da Minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro,1975.http://www.portoalegre.rs.gov.br/spmhttp://www.iguatemiportoalegre.com.brhttp://www.zaffari.com.br

PASSO DAS PEDRAS
O Passo das Pedras, assim como o Morro Santana, integra uma das áreas do território da cidade sem delimitação oficial, mas a região é conhecida e delimitada por seus moradores enquanto bairro. No estudo realizado em 2002, para a elaboração de mais uma edição da série “Memória dos Bairros Passo das Pedras”, foi criado a delimitação da área e teve por base a realidade geográfica que circunda as margens do Arroio Passo das Pedras e áreas que mostram semelhanças englobando: Vila Passo das Pedras (antiga Chácara Butiá) e de acordo com o novo Plano Diretor de Porto Alegre englobaria Jardim Ingá e Passo das Pedras II.
A denominação da região deve-se a fatores naturais. “Diz-se que o Arroio que nasce no Morro Santana e deságua no Rio Gravataí, cortando a antiga estrada do Passo do Feijó (atual Baltazar de Oliveira Garcia), recebeu o nome de Passo das Pedras devido a existência de Pedras que serviam de ponto de referência para aqueles que usavam o caminho como alternativa entre o norte de Porto Alegre e o oeste de Viamão – região outrora chamada de Passo do Feijó, onde hoje se localiza o município de Alvorada.” A partir da década de 1950, o povoamento do bairro torna-se mais expressivo, ocorrendo basicamente em dois loteamentos: o Ingá, pela iniciativa privada e o Passo das Pedras, através da iniciativa pública.
Em 1960, inicia-se no Passo das Pedras a organização comunitária, através da Associação de Moradores, com objetivo de conquistar melhores condições de infraestrutura na região.
Quanto as opções de lazer no Passo das Pedras destacam-se os jogos e torneios de futebol, uma das sedes, a Social Ouro Verde fundada em 1964, possui atividades até os dias atuais. Já no Jardim Ingá as opções de lazer concentram-se no Centro Esportivo da Vila Ingá – CEVI, fundado na década de 1970. Em 2000 a denominação do CEVI foi alterada para Centro Regional de Assistência Social das Regiões do Eixo da Baltazar eNordeste, popularmente conhecido como Centro Humanístico Vida. O Centro dispõe de grande estrutura física, oferecendo a população os mais variados serviços, como atendimento médico, bancário, assistência social, Defensoria Pública, diversos cursos profissionalizantes, etc.
As ocupações irregulares no Passo das Pedras se agravaram a partir dos anos 80, atualmente o bairro concentra mais de dez vilas, algumas ainda em processo de regularização.
O Passo da Pedras é um bairro essencialmente residencial, possuindo pequeno comércio de gêneros alimentícios, e serviços localizados principalmente na avenida Baltazar de Oliveira Garcia no trecho pertencente ao bairro. Quanto o oficialização da região enquanto bairro tramita na Câmara de Vereadores a lei de nomeação edelimitação.
Referências bibliográficas:FUNCK, Angelo Eduardo Bitencourt, ett ali. Passo das Pedras. Porto Alegre, UnidadeEditorial da Secretaria Municipal da Cultura EU/SMC, 2002 (Memória dos Bairros).Criação dos Bairros (breve histórico) In: http://www.portoalegre.rs.gov.br/spm

PEDRA REDONDA
O desenvolvimento do bairro Pedra Redonda se dá no início do século XX, quando as primeiras conexões entre o Centro e a Zona Sul foram estabelecidas. Assim, a estrada de ferro do Riacho, já com o trecho até a Pedra Redonda, foi concluído em 1912. Posteriormente, uma ligação à Vila Nova foi feita em 1924, o que diminuiu o isolamento do bairro.
As características de bairro de veraneio e lazer acabaram por se intensificar devido às viagens que os moradores do centro e dos arredores faziam até a Pedra Redonda. Assim, havia duas opções: ou vir de barco pelo Rio Guaíba, ou utilizar o trem. O desenvolvimento das atividades balneárias no bairro tornou conhecidas dos portoalegrenses as pedras redondas, situadas na beira da praia. Este principal ponto turístico também marcava a última estação do trem, e uma pedreira instalada no bairro fornecia muito material para o trabalho de construção do cais do centro.
A presença de um trapiche data da década de 1920. Assim, partindo da Estação Ildefonso Pinto (junto ao Mercado Público), os visitantes atracavam próximo ao ancoradouro da Pedra Redonda. Em 1927, foi substituído o trapiche original e construído um novo, por intermédio da Companhia de Navegação Arnt, próximo à atual sede campestre da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul.
Por ser um bairro pequeno (47 hectares de área) e rochoso, um dos maiores destaques quanto ao relevo é o Morro do Sabiá. Apesar de não possuir muita altura (41 metros), o morro caracteriza-se pela presença abundante de pássaros, além da mata verde que mantém o aspecto tranqüilo que perpassa o bairro. Uma escadaria permite aos visitantes descer do cume do Morro do Sabiá à praia.
No entanto, não apenas a região do Morro do Sabiá é uma área verde: as ruas do bairro são cercadas por árvores, e a baixa ocupação (segundo o Censo de 2000, 316 moradores) faz do local um lugar propício para residências. Os antigos chalés de madeira cederam progressivamente espaço para casas e condomínios horizontais residenciais de alto valor imobiliário. O bairro foi também o local escolhido para a instalação de sedes campestres de associações, como a Sociedade de Engenharia e a Associação dos Funcionários da Caixa Econômica Federal. Entretanto, os moradores da Pedra Redonda precisam de serviços proporcionados pelos bairros vizinhos, pois a área de comércio, educação e saúde, no bairro, é ainda insuficiente.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1992.AHPAMV, Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho.www.uol.com.br/guiapoa/turismo/atrativos_naturais.htm

PETRÓPOLIS
A origem do Petrópolis remonta às primeiras décadas do século XX. Até esta data, o bairro tinha características rurais, com uma economia baseada na plantação de agrião, criação de gado, além de alguns tambos de leite.
Localizado em região de bela topografia, o bairro tornou-se famoso pelo clima ameno e sua abundante arborização. Até a década de 1930, a região era ponto de veraneio de algumas famílias de Porto Alegre, e ainda nesta década, realizavam-se no local manobras e exercícios militares.
Trata-se de um bairro bastante heterogêneo, que abriga pessoas de diferentes etnias, religiões e padrões sócio-econômicos. Os primeiros moradores do bairro tanto eram oriundos do interior do Estado, como famílias que residiam no centro da capital que, a partir da década de 1940, procuraram áreas mais afastadas para moradia.
O crescimento do bairro está ligado ao desenvolvimento do seu principal eixo viário, o antigo Caminho do Meio – atual Avenida Protásio Alves – que, atualmente, é uma das principais vias da Capital, com mais de 12 km.
Ainda nas primeiras décadas do século, são instaladas duas linhas de bondes na região, João Abbott e Petrópolis, o que motivou a criação de loteamentos de áreas na região,datando dos anos 20 o primeiro deles, realizado pela empresa Schilling Kuss e Cia. Porém, até 1950 a distância do Centro não valoriza economicamente o bairro; entretanto, a partir de investimentos em infra-estrutura, ainda no final desta mesma década, não só há uma elevação do padrão sócio-econômico do bairro, como também modifica-se seu perfil, com a ampliação do comércio e de serviços. A expansão imobiliária também altera características da região, e são construídos edifícios residenciais e comerciais, aumentando a população no bairro.
A valorização imobiliária acaba por mudar o bairro, a partir da abertura da avenida Nilo Peçanha, na década de 1970, afastando os moradores mais humildes da região, que migram para os bairros como Vila Jardim, Bom Jesus e arredores.
Estão localizados no bairro alguns dos clubes mais conhecidos de Porto Alegre, como Grêmio Náutico União, que serve de lazer aos moradores da região e arredores e o tradicional Petrópolis Tênis Clube.
Atualmente o bairro Petrópolis é independente do centro da cidade, conta com um comércio ativo e variado, que se estende ao longo da Avenida Protásio Alves.
Referências bibliográficas:ÁVILA, Luciano. Histórico – Petrópolis. http://www.nosbairros.com.br/petropolis.htmQUEVEDO, Maria Augusta; RIOS, Renata Lerina Ferreira. Petrópolis. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 2002 (Memória dos bairros, 13).http://www.portoalegre.rs.gov.br

PONTA GROSSA
Criado pela Lei 6893 de 12/09/91, o bairro possui uma área de 933 ha, e a baixa densidade de 2 hab/ha. Segundo o Censo de 2000, tem pouco mais de 1000 domicílios.
Seus limites atuais são: da foz do Arroio do Salso, segue a montante do mesmo até a Av. Juca Batista e, por esta, até a Estrada Retiro da Ponta Grossa. Por esta até a Estrada da Ponta grossa e, por esta, até o Arroio da Guabiroba. Pelo arroio até sua foz no Guaíba. Pela orla do Guaíba, contorna a Ponta Grossa e vai até a foz do Arroio do Salso. Por bairros, seus limites são Serraria, Belém Novo e Hípica. Bastante afastado do Centro, é considerado zona rural de Porto Alegre, sendo ocupado basicamente por sítios e sedes sociais, como por exemplo a Associação
Recreativa dos Correios, fundada em junho de 1989; a sede campestre do Teresópolis Tênis Clube; o Clube do Médico, fundado em 1963, e a Associação de Pais e Mestres do Colégio Nossa Senhora das Dores. Seu setor comercial não é grande, e o Ponta Grossa carece de alguns tipos de serviços, precisando buscá-los nos bairros vizinhos.
Sua principal característica é a beleza natural, cercado pelo Morro da Ponta Grossa, que dá origem ao nome do bairro, o Morro das Abertas e, ainda, o Lago Guaíba, que faz parte dos seus limites.
As principais vias de acesso são a Avenida Juca Batista, a Estrada Retiro da Ponta Grossa e a Estrada da Ponta Grossa.
Referências bibliográficas:Dados Censo/IBGE 2000. In: http: // www.portoalegre.rs.gov.br/spm

PRAIA DE BELAS
No século XIX, a região era ocupada por chácaras e sítios, e uma das primeiraschácaras à beira do lago Guaíba era propriedade de Antonio Rodrigues Belas. Para daracesso ao Centro, ele construiu uma estrada que, aos poucos, tornou-se uma importantepassagem quando da comercialização de escravos, bastante desenvolvida na região.
Devido a este destacado proprietário, o bairro passa a se chamar “Praia de Belas”. Em1870, com a construção de um cais de pedra, a cidade volta-se para a região, e apopulação que residia nas proximidades da estrada começa a aumentar.
Iniciado em 1955, é concluído em 1960 o aterro do lago Guaíba e, a partir deentão, nasce o bairro Praia de Belas. A avenida que leva o mesmo nome distanciou-sedas águas do lago.
O bairro se diferencia dos demais devido ao seu planejamento, abrangendodiversos prédios públicos e residenciais. No que se refere a lazer, o Praia de Belasabriga o Parque Marinha do Brasil, inaugurado em 9 de dezembro de 1978 na área doaterro, assim como o Estádio Beira-Rio e o Gigantinho, de propriedade do Sport ClubInternacional e datados do ano de 1969. O Marinha do Brasil, planejado no contexto doProjeto Renascença de 1975, é um parque essencialmente esportivo, contando comquadras de futebol de salão, tênis, vôlei, basquete, pistas de patinação, skate, atletismo eciclismo, aparelhos para ginástica, campos de futebol sete, além de recantos infantis eespaço cívico com espelho d´água.
Conhecido atualmente como “Estância da Harmonia”, o Parque MaurícioSirotsky Sobrinho foi inaugurado oficialmente pela lei nº 5066, de 1981. Em 1987,através da lei municipal nº 5885, passou a ter a denominação atual. Com 65 hectares,caracteriza-se por reunir diversos aspectos da tradição gaúcha, com churrasqueiras ao arlivre e galpão crioulo, onde se realiza, anualmente, as comemorações da SemanaFarroupilha.
A partir de 1992, passa a fazer parte do bairro o Shopping Praia de Belas, comuma diversidade de lojas, praça de alimentação e cinemas.
Referências bibliográficas:RIOS, Renata Ferreira. Histórico – Praia de Belas. In: http://www.nosbairros.com.br/praiadebelas.htmSANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da Minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro,1975, pp. 200-202.

RESTINGA
O significado da palavra ‘Restinga’ – pequeno arroio com as margens cobertas de mato e sanga –, corresponde às características do bairro no início de sua ocupação, uma vez que era cortado pelo Arroio do Salso, e possuía uma vegetação arbustiva e matas com figueiras nos sopés dos morros e maricás nas áreas lacustres.
Nos dias de hoje, o bairro Restinga é dividido pela Av. João Antonio da Silveira: no lado direito, temos a Restinga Velha e, ao lado esquerdo, a Nova. As duas fazem parte do mesmo bairro, e possuem características próprias, que remetem à ocupação de seus respectivos territórios nas décadas de 60 e 70 do século XX. Nesta época, a maioria dos bairros de Porto Alegre já possuía um significativo desenvolvimento urbano e, no entanto, é exatamente em prol deste fato que a então rural Restinga passa a ganhar maior visibilidade.
Nos anos 60, Porto Alegre, ao mesmo tempo em que mostrava um rápido processo de urbanização, através da abertura de avenidas e construção de prédios modernos, tinha graves problemas de infra-estrutura na área habitacional. Para reorganizar o espaço, foi criado o DEMHAB – Departamento Municipal de Habitação, em 1965, cuja prioridade era buscar alternativas para regiões alagadiças da cidade, de grande insalubridade para as populações ali residentes. Assim, moradores das Vilas Theodora, Marítimos, Ilhota e Santa Luzia foram removidos, a partir de 1966, para a Vila Restinga Velha. Mas em função da inexistência de infra-estrutura – esgotos a céu aberto, falta de calçamento, moradias precárias -, o que se verificou foi a reprodução de um espaço em um novo lugar: falta de condições mínimas, bem como ocupação deáreas de risco junto à encosta do morro São Pedro.
Simultâneo a este contexto, foi elaborado, em 1969, um grande projeto habitacional, iniciado em 70 e concluído na sua primeira etapa em 1971, chamado Nova Restinga, na época o maior projeto habitacional do Brasil. A cidade passava por um grande processo de urbanização, incluindo aí o “Projeto Renascença”, que criou grandes modificações no bairro Menino Deus (aterros, abertura de avenidas, criação de espaços culturais). Paralelo às casas, havia o projeto de implantação do Distrito Industrial, que acolheria indústrias e, conseqüentemente, criaria um espaço de absorção da grande mãode- obra que para ali se mudava. Entretanto, o projeto nunca saiu totalmente do papel: em parte se garantiu moradia a trabalhadores de diferentes áreas da cidade, inscritos no DEMHAB, e com renda de no mínimo cinco salários mínimos, mas as indústrias não se instalaram por ali.
A Restinga conta hoje com um contingente populacional três vezes maior do que aquele pensado inicialmente e, apesar de todos problemas estruturais que colocaram à prova seus primeiros moradores, foi através de um empenhado trabalho de sua comunidade que o bairro tornou-se oficial, via Lei nº 6571 de 1990, contando hoje com transportes, telefones, posto de saúde e instituições de ensino, sendo considerado um auto-suficiente (apesar de suas dificuldades) núcleo urbano dentro de Porto Alegre.
Referências bibliográficas:NUNES, Marion Kruse. Restinga. Porto Alegre, Unidade Editorial, 1997.SOSTER, Ana Regina de Moraes. Porto Alegre: a cidade se reconfigura com as transformações dos bairros. Dissertação de Mestrado. PPG de História/PUCRS, Porto Alegre, 2001.

RIO BRANCO
O nome do bairro foi em homenagem ao Barão de Rio Branco, após sua morte em 1912; antes disso, o bairro era chamado de “Colônia Africana”, pois abrigava os escravos alforriados e, mais tarde, os libertos pela Lei Áurea.
Beirando o Caminho do Meio, atual Avenida Protásio Alves, a área limitava-se a meia dúzia de ruas que, na época, tinham outros nomes, como a rua Boa Vista (rua Cabral); a rua Esperança (rua Miguel Tostes) e Venâncio Aires (rua Vasco da Gama).
No rua Cabral, temos a capela Nossa Senhora da Piedade desde o ano de 1890, que, diferentemente de outros bairros, não se desenvolveu a partir dela, pois o bairro era habitado por moradores que cultuavam a religião africana.
A rua Esperança foi a que primeiro contribuiu para o desenvolvimento do bairro, onde aconteceu um loteamento das terras da proprietária, o qual foi estruturando o local.
O nome da rua se devia à maior proprietária de terras da região.
Uma escola tradicional do bairro é o IPA – Instituto Metodista Porto-Alegrense, fundado em 1923 pela Igreja Metodista. No ano de 2004, ampliou seu leque de atuação, implantando diversos cursos de graduação, especialmente na área da saúde. Isto intensificou o progresso do bairro, graças a mais linhas de ônibus e lojas comerciais. O bairro abriga o também tradicional Colégio Americano, que iniciou suas atividades em 1885 em sua primeira sede própria nos anos 20 do século passado, na Av.
Independência. Sua sede atual, próxima ao IPA, remonta ao ano de 1945. O prédio na rua Cabral, no qual se situava o Colégio Nossa Senhora dos Anjos, das Irmãs Franciscanas, desde o final dos anos de 1980 abriga o Colégio Leonardo da Vinci. Outra instituição que movimentou o bairro foi o antigo Hospital de Reumatologia, na rua Álvaro Alvim, atualmente pertencente ao complexo Ulbra Saúde.
Trata-se, portanto, de um bairro bastante desenvolvido, com prédios residenciais de bela arquitetura, mas também com boas possibilidades de diversão, possuindo uma das noites mais agitadas da cidade.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. pp. 354-355SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975, pp. 113-114.RIOS, Renata Ferreira. Histórico –Rio Branco. In:http://www.nosbairros.com.br/riobranco.htmhttp://www.colegioisraelita.com.br/site/content/historicohttp://www.portoalegre.rs.gov.br

RUBEM BERTA
Situado no limite norte da cidade, faz divisa com o município de Alvorada e, ao sul, com bairro Sarandi. Foi criado e delimitado pela lei municipal nº 3159 de 09/07/1968. Atualmente, é o bairro mais populoso da capital, contando com mais de 78 mil habitantes, de acordo com dados do último Censo/IBGE.
A zona norte da capital, até o início do século XX, era uma região agropastoril, com sua economia baseada na venda de leite. Os minifúndios dominavam a paisagem e também abasteciam a área central.
A incorporação da zona norte como parte urbana de Porto Alegre foi reflexo do crescimento e desenvolvimento industrial e comercial da Capital, tornando a região do Rubem Berta densamente habitada a partir da década de 1960, constituindo-se o bairro em mais de 20 vilas e grandes conjuntos habitacionais. Essa ocupação ocorreu através de loteamentos de diferentes iniciativas: poder público, iniciativa privada, invasões e áreas de ocupações mistas, com parte do loteamento organizado, e outra, com ocupação irregular.
Uma importante ação que acontece no bairro é o projeto Mudando a Cara, que nasceu na própria comunidade e objetiva estimular o desenvolvimento sócio-econômico no bairro. Teve início com revitalização dos prédios do conjunto habitacional (até 2005, havia 8 prédios terminados), atividade que, além de trazer oportunidades de trabalho para os moradores, valoriza os prédios, dando ar de dignidade ao bairro e aumentando a auto-estima de seus moradores. O projeto foi concebido e executado pela Associação Comunitária de Moradores do Conjunto Habitacional Rubem Berta – AMORB. Além desse belo projeto, ali circula o chamado Rubi, uma forma de liquidez local através de vales ou bônus, que visa facilitar a realização de transações no perímetro do bairro, ou seja, interliga ofertas e demandas, vendas e compras, que contribui significativamente para a economia local.
As vilas que compõem o bairro Rubem Berta são: Nova Gleba, Santa Rosa, Dois Diques, Por-do-Sol, João Paris, Fraternidade, Beco dos Maias, Nova Santa Rosa (ex Vila Ramos), Páscoa, São Borja, União, Paris, Dutra Jardim, Diamantina, Varig, Alexandrina, Max Guess e o Parque Santa Fé, além dos conjuntos habitacionais Fernando Ferrari, Guapuruvu, Parque dos Maias, Rubem Berta e Ícaro. Os moradores do Rubem Berta são, em sua maioria, pessoas de classe média baixa, oriundos de outras regiões periféricas da capital e de cidades do interior do estado.
O adensamento populacional fez com que os habitantes do bairro se mobilizassem em associações comunitárias para garantir moradia e condições de infraestrutura. O Rubem Berta caracteriza-se por ser residencial, dispondo de pequeno comércio de abastecimento, como supermercados, farmácias, lojas diversificadas, etc.
Referências bibliográficas:BARCELLOS, Jorge Alberto Soares; NUNES, Marion Kruse; VILARINO, Maria da Graça Andrade. A Grande Santa Rosa. Porto Alegre. Secretaria Municipal da Cultura, 1993 (Memória dos bairros).SOUZA, Celia Ferraz; MULLER, Doris Maria. Porto Alegre e sua evolução urbana. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1997.http://www.portoalegre.rs.gov.br/spmDados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.InSroDi.org.pt

SANTA CECÍLIA
O Santa Cecília trata-se de um bairro com território relativamente pequeno: a partir de 1959, passou a compreender a região situada entre a Avenida Protásio Alves, esquina rua Ramiro Barcelos, até a rua Vicente da Fontoura, e a Avenida Ipiranga; por esta no sentido leste-oeste até encontrar a rua Ramiro Barcelos. A região era conhecida como “Caminho do Meio”, em referência ao velho caminho que é hoje a Avenida Protásio Alves, e ao nome da linha de bonde que percorria o bairro.
O bairro se desenvolveu nos arredores da Igreja, que foi construída em 1943. Um estabelecimento de ensino que está situado há bastante na região é o Instituto Santa Cecília. Sua primeira atuação se deu a partir de 1946, tendo em vista a necessidade de uma creche para filhos de moradores do bairro, até então de famílias muito carentes. No dia 1º de fevereiro de 1952, as irmãs da Ordem Filhas da Caridade assumem o Instituto Santa Cecília, hoje denominado Colégio Vicentino Santa Cecília, que conta com ensino Fundamental e Médio.
Na rua Alcides Cruz, 125, está sediado o estádio do Grêmio Esportivo Força e Luz, que foi fundado em 1921, por um grupo de desportistas. Este estádio ficou conhecido como “Timbaúva” devido a uma árvore dessa espécie preservada até hoje no local. Extinto enquanto time de futebol em 1968, a área é mantida por um grupo de sócios e pelo aluguel do espaço para diversos tipos de atividade.
Também faz parte do Bairro a Escola Estadual Rio Branco, fundada em 1930 e o tradicional Colégio Israelita. A referida escola foi fundada em 1922 no bairro Bom Fim, somente com o primário, mudando-se em 1938 para a rua Henrique Dias. Finalmente, em 1956, foi inaugurado o Colégio Israelita Brasileiro, na Av. Protásio Alves esquina com rua São Vicente, em um prédio no qual se situa até hoje. Na Av. Silva Só, há a Escola de Bombeiros da Brigada Militar e, na esquina com a av. Ipiranga, o Ginásio da mesma corporação.
Algumas construções impulsionaram o desenvolvimento do bairro, como por exemplo, o Hospital de Clínicas, no final dos anos de 1950, e alguns dos prédios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como as faculdades de Medicina, Odontologia, Farmácia e o prédio do curso Básico, atualmente ocupado pelo Instituto de Psicologia.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2º edição. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992. p. 369SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre; Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 110-111.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

SANTA MARIA GORETTI
O bairro Santa Maria Goretti foi oficialmente criado e delimitado pela lei municipal nº 2688, de 25/12/1963. Situado na zona norte da capital, faz limites ao sul com o bairro São João e, ao norte, com o Jardim São Pedro. A origem do bairro está ligada ao povoamento do Passo d’Areia, e seus atuais limites demonstram que dele foi desmembrado. Seus contornos são : rua 25 de julho, esquina com avenida Assis Brasil, até a avenida Sertório; desta até a rua Carneiro da Fontoura; rua Carneiro da Fontoura esquina da avenida Sertório até a esquina da rua Visconde de Pelotas; desta, da esquina da Rua Carneiro da Fontoura até a avenida São Gonçalo esquina da avenida Brasil; e desta até a esquina da rua 25 de julho.
A avenida Sertório, que demarca os limites do bairro no seu lado oeste, é a via mais importante da região. Sua origem, remonta as últimas décadas do século XIX, como mostra um requerimento de Dona Margarida Teixeira Paiva e outros proprietáriosdo Caminho Novo (atual Voluntários da Pátria), na qual são oferecidos terrenos paraabertura de uma rua que fizesse a comunicação entre a região e a estrada para Gravataí.
Em 1870, foi aprovada pela Câmara Municipal a abertura da rua e, em 1875, era registrada em ata a conclusão de sua abertura e dos melhoramentos ali realizados. No governo do intendente Otávio Rocha, em 1925, foi projetada sua macadamização, e seu alargamento foi decretado em 1944, mediante recuo progressivo das construções.
Quando tornou-se via de acesso à Travessia do Guaíba, em 1958, passou a ser avenida.
Santa Maria Goretti é um bairro com características residenciais e comerciais.
No trecho da avenida Sertório pertencente ao bairro, concentra-se o comércio de automóveis e peças automotivas. De acordo com dados do último censo do IBGE o bairro conta com uma população de 4132 moradores, em uma área de 77 hectares.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS,1992.Dados do Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

SANTA TEREZA
Criado oficialmente a partir da lei 2022 de 7 de dezembro de 1959, possui os seguintes limites: Av. Padre Cacique, da esquina da rua Miguel Couto até a Av. Taquari; por esta última até a Av. Caí; rua Orfanotrófio; por esta última até a rua Sepé Tiaraju; por esta, na direção sul-norte até encontrar a rua Catumbi, até encontrar sua esquina sul com a rua Prof. Clemente Pinto; daí por linhas secas e retas que envolvem a] Vila dos Comerciários, até a Travessa Nadir; por esta até a rua Mariano de Matos; por esta até esquina com a rua José de Alencar no entroncamento com a rua Corrêa Lima; por esta até a rua Miguel Couto até encontrar a Av. Padre Cacique.
Situado em uma região montanhosa, por muito tempo foi ocupada por chácaras e matas virgens, e a área era cortada apenas pela antiga Estrada do Laboratório, atual rua Corrêa Lima, e pela rua Silveiro. Algumas ruas estavam incluídas na planta municipal de 1896, mas o bairro começou a se desenvolver depois da década de cinqüenta do século XX, quando as empresas de comunicação começaram a se instalar no bairro devido sua posição geográfica. O bairro abriga uma parte da chamada “Grande Cruzeiro”, conglomerado de vilas populares que possui uma população de mais de 200.000 habitantes.
Na Travessa Paraíso, 71, localiza-se o Solar que tem o mesmo nome. Trata-se de um prédio que serviu de charqueada no século XIX, e que foi tombado como Patrimônio Cultural em 1977. Foi reconhecido como sítio arqueológico em 1994 e restaurado em 2000. Outra instituição histórica do bairro é o Asilo da Mendicidade Padre Cacique, localizado na avenida de mesmo nome e que foi inaugurado em 1881, mantendo suas atividades em prol do idoso carente e em funcionamento até os dias de hoje.
Na rua Corrêa Lima, estão sediados o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre- CPOR, o 3º Batalhão de Polícia do Exército – Batalhão Brigadeiro Jerônimo Coelho e a 3ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército, ocupando uma área. Na mesma rua, mas no ponto mais alto do Morro Santa Tereza, está instalado o Belvedere Deputado Ruy Ramos, que proporciona uma vista de Lago Guaíba e do arquipélago de ilhas que fazem parte dele.
Hoje o bairro se mantém essencialmente residencial, com um pequeno comércio local, cercado por estações de rádio e televisão.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre Guia Histórico. 2° edição. Porto Alegre: Editora da Universidade – UFRGS, 1992. p. 370Dados Censo do IBGE In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

SANTANA
O nome do bairro é uma homenagem à Sesmaria de Santa’Ana, área que Jerônimo de Ornellas ocupou quando veio para Porto Alegre. Posteriormente, a partir do século XVIII, o bairro passou a fazer parte do Arraial de São Miguel, área essa cortada pelo Arroio do Sabão. Por suas freqüentes inundações, a ocupação do sítio era pouco atraente. Passaram a habitá-lo famílias negras de baixo poder aquisitivo que, durante muitos anos, conviveram com a insalubridade ocasionada pelas cheias do Arroio. Naquela época, até final do século XIX, a rua principal do bairro possuía a denominação de Rua dos Pretos Forros, recebendo em 1871, o nome de 28 de Setembro, em alusão à promulgação da Lei do Ventre Livre. Somente em 1885 veio a possuir a denominação de Santana.
O desenvolvimento começa a acontecer após a Guerra dos Farrapos quando, em 1865, o então governador da província, Visconde da Boa Vista, abriu uma via pública com seu nome, transversal ao eixo principal do Bairro, o que possibilitou, em seguida, a instalação do Prado da Boa Vista nas proximidades dos Campos da Várzea. O projeto valorizou a região, e contribuiu para o aumento de sua população. Posteriormente, o Prado cedeu lugar ao time de futebol Sport Club Americano que, por muitos anos, foi o campeão da cidade.
Com a construção de uma ponte e ampliação de ruas, a ocupação do bairro é acentuada a partir do final do século XIX, envolvendo o Santana no ritmo da urbanização da cidade. Nas primeiras décadas do século XX, os moradores passam a desfrutar de uma maior interação com outras regiões, através da circulação da Cia. de Bondes Carris. Em 1931, é erguida no bairro a Paróquia com o nome de seu padroeiro: São Francisco de Assis.
O bairro foi responsável pela realização de grandes festas carnavalescas organizadas por negros moradores do Santana e, durante as décadas de 60, 70 e 80, possuiu uma relação íntima com os desfiles oficiais da Prefeitura de Porto Alegre, sendo responsável pelo surgimento de importantes Escolas de Samba como os Bambas da Orgia, Acadêmicos da Orgia e Praiana, bem como coretos e tribos carnavalescas como os Tapuias. No entanto, a valorização imobiliária da região praticamente inviabilizou a permanência das populações mais pobres na região, e boa parte dela deslocou-se para o bairro Restinga.
Atualmente o Santana é um bairro residencial de classe média heterogênea, que possui um comércio de menor porte e conta com bares e casas noturnas. Foi criado pela Lei 2022 de 07/12/59 e possui uma área de 149 ha.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.GUTERRES, Liliane Stanisçuaski. Memória do carnaval do bairro Santana.Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, 2004.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre, crônicas da minha cidade. Porto Alegre: Ed. Sulinas, 1961.

SANTO ANTÔNIO
O bairro Santo Antônio foi criado pela lei 2022 de 07/12/59, e seus limites são os bairros Partenon, Azenha e Medianeira.
Uma das ruas mais movimentadas do Santo Antônio, Vicente da Fontoura, antiga rua da Boa Vista fornece boa parte dos conhecimentos históricos sobre o bairro. Em suas imediações foi inaugurado, no ano de 1880, o Hipódromo Prado da Boa Vista. No período, estes locais eram um grande atrativo de lazer para os fins de semana, e vários deles possuíam inscrições gratuitas para a participação nas atividades, o que facilitava o acesso. A tradição gaúcha e a pouca oferta de outros meios de transportes tornavam atraentes as atividades que envolviam cavalos.
O bairro constituiu um dos mais claros exemplos de desenvolvimento a partir da margem de grandes vias, neste caso a estrada do Mato Grosso (atual Bento Gonçalves) e a antiga estrada de Belém (atual Oscar Pereira), com o bairro se situando entre estas duas avenidas. Seu nome diz respeito à igreja que foi construída no local destinado ao templo do Partenon literário (sociedade que deu origem ao bairro Partenon), no ano de 1880. Elo congregador da comunidade porto-alegrense, a Igreja Santo Antonio realiza anualmente, no dia 13 de junho, uma procissão em homenagem ao padroeiro do bairro. Esta manifestação religiosa tem contado, nos últimos 25 anos, com uma média de 10 mil pessoas a casa evento.
O bairro possui uma característica marcadamente religiosa, abrigando diversas instituições como a escola Rainha do Brasil, inaugurada em 1956, a Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana, inaugurada em 1986, e o Instituto Frei Pacífico, inaugurado no ano de 1955. Além dessas, temos o Colégio Lassalista Santo Antonio, que iniciou suas atividades no ano de 1913, sendo que a instituição se encontra no Brasil desde 1907.
Desde 1994 um pólo cultural tem movimento o bairro: trata-se do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho, que possui todo o acervo documental produzido na municipalidade desde meados do século XVIII. O nome do arquivo é uma justa homenagem a um marcante intelectual da sociedade gaúcha e, dentro de sua biografia, citamos a Direção da Ospa; sua atuação no movimento gaúcho que gerou a Revolução de 1930 e, no ano de 1935, sua eleição como deputado estadual pelo PRL.
O bairro possui um considerável comércio local e uma rede de transporte bem estruturada.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. “Guia Histórico de Porto Alegre”. Segunda Edição. Editora da Universidade.MULLER, Dóris Maria. SOUZA, Célia Ferraz. “Porto Alegre e sua evolução urbana”. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 1997.RIOS, Renata Ferreira. Histórico – Partenon. In: http://www.nosbairros.com.br/hpartenon.htmDados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=253&CodMateria=2100

SÃO GERALDO
A ocupação do bairro tem seu início em finais do século XIX, tornando-se mais efetiva no ano de 1895, quando a Companhia Territorial Porto-alegrense loteou, abriu e nomeou numerosas vias na região, ainda hoje existentes no bairro, como as avenidas Amazonas, Bahia, parte da avenida Ceará, Brasil, Pará, Paraná, Pernambuco e Maranhão. No mesmo ano, outro fator contribuiu para maior ocupação foi a implantação do bonde linha São João, pela Cia. Carris de Ferro Porto-Alegrense.
O bairro concentra, entre seus moradores, elevado número de descendentes de imigrantes italianos e alemães. De acordo com o cronista Ari Veiga Sanhudo, em finais do século XIX, estes imigrantes desembarcaram na estação dos Navegantes, do trem que seguiria para Novo Hamburgo, permanecendo no local. Ainda segundo ele, alguns deles estabeleceram-se na área do atual bairro São Geraldo, contribuindo para ocupação e desenvolvimento da região.
Essa presença na região tornou-se mais evidente nas manifestações sociais do bairro, como a Sociedade Bailante Recreativa Gondoleiros, fundada em 1915, nome que faz referência às gôndolas venezianas. O clube guarda não só a memória do bairro, bem como representa um dos importantes estabelecimentos do gênero em Porto Alegre.
Com a agilização do plano urbano da cidade, a partir da década de 1940, a capital passa por grandes projetos de reordenamento, principalmente a abertura de grandes radiais. As obras de ampliação e pavimentação da avenida Farrapos proporcionaram ao bairro São Geraldo e região um desenvolvimento mais acelerado. Esta avenida é, até hoje, uma das mais importantes radiais de entrada para o a cidade, desempenhando importante ligação de seu centro com seu núcleo industrial.
Em 1949, segundo Ari Veiga Sanhudo, é encaminhado pelos moradores do bairro um memorial à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, dando início ao movimento para a oficialização e delimitação do São Geraldo, tendo como base a circunscrição territorial da paróquia eclesiástica de mesmo nome, sediada na avenida Farrapos. A lei nº 2022 de 1959 manteve as solicitações de seus moradores: “Rua Voluntários da Pátria, esquina da Rua do Parque até a Av. Brasil, desta até a Rua Benjamin Constant, desta até a Av. Olinda, desta em toda sua extensão até a Rua Guimarães, desta até a Rua Conde de Porto Alegre, desta até a Rua do Parque, desta até encontrar a Rua Voluntários da Pátria.”
O bairro São Geraldo é cortado pela av. Farrapos, e está localizado na região norte da capital, fazendo divisa com os bairros Navegantes e Floresta. É um bairro que mescla características residenciais e comerciais. De acordo com o último censo do IBGE/2000, sua população perfaz um total de 8692 moradores.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.SANHUDO, Ari Veiga. Porto Alegre: Crônicas da minha cidade.V.2, Porto Alegre: Editora Movimento, 1975 (p.195-199)Dados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

SÃO JOÃO
O bairro São João tem suas origens em finais do século XIX, e se formou em torno da capela São João Batista, construída em 1871. O desenvolvimento da região se deu paralelo ao bairro São Geraldo, e ambas as áreas foram loteadas pela empresaTerritorial Porto-Alegrense, nas primeiras décadas do século passado. A ocupação da região é impulsionada a partir da instalação do transporte coletivo, no ano de 1898, e o bonde linha São João tinha seu final de trajeto em frente à capela. A Igreja São João Batista, que deu nome ao bairro, foi elevada a Paróquia em 1919, servindo até hoje como ponto de referência para o bairro, além de representar grande influência religiosa e política para os moradores mais antigos.
Outro grande motivador de crescimento para o bairro foi a implantação do Aeroporto, na década de 1930, aliada à promoção de loteamentos promovidos pelo governo federal – como o IAPI – trazendo destaque para região.
Criado oficialmente pela lei 2022 de 07/12/1959, o bairro São João atualmente é um núcleo independente do centro da cidade, devido ao seu desenvolvimento social, comercial e industrial, este último muito ligado ao bairro Navegantes. A região é também corredor de passagem para zona norte da cidade e região metropolitana, como as cidades de Alvorada, Cachoeirinha e Gravataí.
O bairro São João mistura características residenciais e comerciais, sendo que a maioria de suas residências são verticalizadas. Quanto ao lazer, abriga a Sociedade Ginástica Porto Alegre – SOGIPA, um dos maiores e tradicionais clubes da cidade. Também é sede do sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre que, além das atividades sindicais, desenvolve projetos culturais como teatro, música, etc.
Na década de 1990 é fundada a Associação de Moradores do Bairro São João, com o objetivo de promover a integração de seus moradores e reivindicar a resolução dos problemas do bairro. Anualmente, a Associação participa da organização de dois eventos que concentram elevado número de participantes do bairro e arredores, a tradicional Festa de São João e a Festa das Nações.
Desde 2000, os moradores do bairro São João convivem com as obras da III Perimetral (trecho da avenida Dom Pedro II e o viaduto para Aeroporto), que vem alterando alguns sentidos de ruas e limites do bairro. Por outro lado, o término das obras do trecho que atravessa o bairro trará uma moderna configuração no que diz respeito a suas vias de acesso.
Referências bibliográficas:ALVARES, Tarcy G. Guia dos Bairros. Guia Informativo e Turístico de Porto Alegre.Ruas e bairros. IN: FLORES, Hilda Ages Hübner (org) Porto Alegre: História e Cultura. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1987.FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1992.NUNES, Marion; VILARINO, Maria da Graça de Andrade. Carris 120 anos. Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura/CMC/CPH,1992.Dados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.nosbairros.com.br/saojoao/index.htm

SÃO JOSÉ
O bairro foi criado pela Lei 2022 de 7/12/59. Possui uma área total de 212ha, cuja densidade, segundo o IBGE, é de 137 hab/ha. Seus limites atuais são: Rua Dona Firmina, da esquina da Avenida Bento Gonçalves até a junção com a Rua 26 de Dezembro; desta, por uma linha reta, seca e imaginária, até encontrar a Rua Ângelo Barcelos, junto ao Arroio do Moinho e ao longo deste curso de água, sempre em direção norte-sul até encontrar a Rua Aquidaben; desta até a Rua São Guilherme; desta em toda a sua extensão, inclusive o previsto prolongamento até a margem do Arroio Dilúvio, da margem deste braço líquido, em direção leste/oeste, até encontrar a Estrada do Beco do Salso e desta até a Avenida Bento Gonçalves, em direção centro, até encontrar a Rua Dona Firmina.
O bairro São José tem sua origem no antigo arraial de São José, loteamento implementado em 1875 por José Inácio Barcelos, que organizou uma ampla divulgação de seus terrenos para melhor comercializá-los. É erigida, na área, uma capela em homenagem a São José, que teve sua primeira missa realizada no dia 11 de abril de 1880. Nos dias de hoje, a Igreja é responsável por um acontecimento muito importante na vida católica da capital: a procissão da paixão de Cristo, tradição que atrai anualmente milhares de pessoas.
Além deste loteamento, se desenvolveu no bairro um núcleo populacional sem uma maior ordenação, o Morro da Cruz, conhecido antigamente como “Chácara José Murialdo”. Neste local, podemos encontrar imigrantes de vários pontos do estado, como São Francisco de Paula, Bagé, Minas do Butiá, além do estado de Santa Catarina.
“Algumas pessoas chegaram na década de 60 quando (Ildo) Meneguetti fez as reformas nas favelas do centro, removendo-as para a periferia” conforme a antropóloga Cláudia Fonseca. Apesar de alguns autores exaltarem o ambiente no morro, tratando-o como um local que possui qualidades de metrópole como escolas, hospitais, transportes e um “ar” da Campanha, certamente não se pode deixar de ressaltar as precariedades existentes nestes locais, como por exemplo, o fato de que, nos anos 80, 35% da população ainda não possuía água encanada e serviço de lixo, ou que 20% da população é analfabeta.
Atualmente, dentro da realidade de Porto Alegre, o bairro São José e o Morro da Cruz não são os únicos locais a possuir estas tristes e marcantes características.
Referências bibliográficas:FONSECA, Cláudia. Um morro porto-alegrense. In: BISSON, Carlos Augusto (org).Sobre Porto Alegre. Porto Alegre: editora da Universidade – UFRGS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, 1993.FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia Histórico. 2ºedição. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS,1992.SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto estadual do Livro, 1975.Dados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

SÃO SEBASTIÃO
Bairro da zona norte da cidade, localizado entre o Jardim Lindóia e Sarandi, foi criado e delimitado pela lei nº 3671 de 19/07/1972, com os seguintes limites: Avenida Assis Brasil esquina Bogotá, por esta até a rua Presidente Juarez, por esta até encontrar a rua Lasar Segall, por esta até a avenida Sertório, por esta até a rua Joaquim Silveira, por esta até a Estrada Baltazar de Oliveira Garcia e por esta e pela avenida Assis Brasil até o ponto inicial da avenida Bogotá. As primeiras ocupações desta região remontam a meados do século XX.
Como outras regiões da capital, o desenvolvimento do bairro esteve ligado a urbanização e crescimento da cidade para zona norte. Até a década de 1970, as condições de habitação e saneamento na região eram deficientes. Essas precárias condições motivaram os moradores a se reunirem, dando início ao movimento comunitário, através da fundação da Associação de Moradores do Parque São Sebastião, em 1974. Uma das primeiras reivindicações dos habitantes foi o tratamento das ruas e praças do bairro.
A inauguração do Boulevard Strip Center em 1994, impulsionou o crescimento do bairro, sobretudo devido à procura de imóveis na região para moradia. A finalização das obras do terminal Triângulo e sua inauguração em 2005, além de descongestionar o trânsito na região, valorizou o bairro, configurando um aspecto moderno e inovador às suas principais vias de acesso.
O São Sebastião é um bairro com características residenciais, dispondo de pequeno comércio e serviços localizados principalmente na avenida Assis Brasil, no trecho que faz parte do bairro. Região de classe média, de acordo com dados do último censo/IBGE, possui uma população de 6465 moradores.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés VellinhoDados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.boulevard.sc.com.br

SARANDI
Localizado na zona norte de Porto Alegre, o Bairro Sarandi faz a ligação da cidade ao litoral norte pela Auto-estrada Freeway.
Antiga Várzea do Gravataí, o território que hoje compreende o bairro estava situado na sesmaria doada a Jerônimo de Ornellas e Menezes. No século XIX, a região do arroio Sarandi foi ocupada por estâncias de criação de gado, chácaras e tambos de leite. No início do século XX começa a ser povoada com maior intensidade, surgindo, também, plantações de arroz nas margens do Gravataí.
Após 1945, com a compra da Vila Caiu do Céu pelo Grêmio Football Porto- Alegrense, que pretendia construir seu estádio, o prefeito Ildo Meneghetti iniciou o saneamento da zona, objetivando a construção de um bairro popular. Surgiu então a Vila Meneghetti, seguida pela Vila Leão, em 1952. Ainda nos anos 50, a Prefeitura Municipal e empresas particulares empreenderam planos de loteamento no bairro, sendo instaladas as Vilas Parque, Elizabeth e Minuano. Com relação a sua população, o Sarandi é bastante heterogêneo, tanto no sentido étnico, quanto no religioso: a primeira igreja católica do bairro, São José Operário, foi construída em 1953, mas a região abriga hoje templos evangélicos e casas de religião afro-descendentes.
Atualmente o bairro Sarandi é um dos mais populosos de Porto Alegre. Há entre as vilas que compõem o bairro ocupações em processo de regularização. É uma região que dispõe de comércio e serviços, porém as atividades econômicas do bairro não absorvem a maioria da sua população. Por isso, boa parte de seus moradores trabalha nos bairros próximos como Cristo Redentor, Navegantes e Passo D’Areia, que concentram empresas de médio e grande porte.
Referências bibliográficas:AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho Dados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

SERRARIA
O bairro foi criado pela Lei 6893 de 12/09/91, e conta com uma população de pouco menos de 6000 habitantes. A densidade demográfica é de 17 habitantes porhectare, relativamente baixa para os padrões da Capital.
O Serraria possui como limites a foz do Arroio do Salso, passando pela orla do Guaíba, sentido norte, até encontrar o prolongamento em linha reta da Av. Araranguá e daí por esta via até a Rua Jacundá. Deste ponto, por uma linha imaginária, coincidindo com o prolongamento da Av. Araranguá, até a estrada da Serraria. Por esta estrada, segue até a Rua do Agenor e a rua projetada. Deste ponto, por uma linha reta, seca e imaginária, até encontrar a Rua Dorival Castilhos Machado com o Arroio do Salso, indo por este arroio até sua foz no Guaíba. Por bairro, seus limites são Guarujá, Hípica e Ponta Grossa.
Caracteriza-se por ser uma região afastada do centro da cidade, ocupada essencialmente por condomínios horizontais, atendidos por um pequeno comércio local. A principal via de acesso é a Estrada da Serraria, que começa na Estrada Juca Batista e se estende até a Estrada Retiro da Ponta Grossa.
Na Estrada da Serraria, 2680, está situado, desde o dia 5 de maio de 1976, o 3º Batalhão de Comunicações (3º B Com), com cerca de 15 mil metros quadrados de área construída, originário da 6ª Companhia de Comunicações do Exército, e advindo da cidade de Bento Gonçalves, que por lá esteve sediado de 1970 até 1975. É responsável pela instalação, exploração e manutenção do Sistema de Comunicações, em apoio ao Comando Militar do Sul. Igualmente está situado no bairro o 8º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado do Exército, na Avenida Orleans, s/n. O bairro também abriga na Estrada da Serraria, 3100, o Centro Social e Treinamento do Banco do Estado do Rio Grande do Sul – BANRISUL.
Situa-se no bairro, às margens do lago Guaíba, a Vila dos Sargentos, assentamento composto por cerca de 300 domicílios, considerado como uma das zonas de risco da cidade, pois em época de cheias no lago, as águas tomam conta da vila. A Prefeitura de Porto Alegre está desenvolvendo um programa, visando a uma possível solução para os moradores da região.
Referências bibliográficas:Dados do Censo IBGE/2000 In: Http://www.portoalegre.rs.gov.br

TERESÓPOLIS
A área onde situa o bairro Teresópolis fazia parte da Sesmaria de Sebastião Francisco Chaves. No ano de 1876, Guilherme Ferreira de Abreu loteou um terreno de sua propriedade, na qual se assentaram algumas famílias de imigrantes italianos, e o nome de loteamento teria sido homenagem a seu irmão, Francisco Ferreira de Abreu, médico carioca que foi agraciado por D. Pedro II com o título de Barão de Teresópolis.
Por desfrutar de clima ameno devido à presença de mata nativa, havia na área algumas chácaras destinadas ao repouso e veraneio e outras à produção de hortifrutigranjeiros, com destaque para as parreiras e produção de vinhos, bem como a criação de animais de pequeno porte.
A partir de 1901, foram comercializados outros terrenos pela Companhia Territorial Rio-Grandense, empresa responsável pelo loteamento de áreas em toda a cidade, configurando o bairro enquanto tal. A Praça Guia Lopes — localizada em uma área doada por Maria Luiza Fernandes, esposa de Antônio Manuel Fernandes, expresidente da Câmara Municipal – tornou-se o núcleo central de Teresópolis, e seu primeiro nome foi Praça Dona Maria Luiza.
A circulação de bondes no bairro, no início do século XIX, proporcionou o aumento da população do mesmo e, logo em seguida, foi construída a Capela Nossa Senhora da Saúde, em homenagem à protetora dos imigrantes italianos que ali residiam. Em 1910, acontece na praça a primeira Festa da Uva do Rio Grande do Sul, organizada por moradores da Vila Nova e Teresópolis. O bairro também foi responsável pela realização da segunda Festa da Árvore, existindo ainda hoje, na praça, um monumento em referência à preservação das mesmas.
Em 1916, a capela tornou-se paróquia e, logo após, sede de curato. A instituição foi responsável pela criação da Escola Paroquial, que mais tarde concretizou-se enquanto Colégio São Luiz. Outra instituição a fazer parte do Bairro foi a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em 1923, construída sob influência da arquitetura gótica. Antes da sua construção, a Igreja instalou-se, em 1916, na hoje extinta Escola Cruzeiro do Sul, na qual passaram célebres personalidades como Erico Verissimo e Josué Guimarães.
Posteriormente outras importantes instituições vieram a se integrar ao Teresópolis, como o Hospital Espírita de Porto Alegre (1914), o Círculo da Luz (1954), que é uma organização baseada na doutrina espírita de Allan Kardec, o Departamento de Tênis do Clube Leopoldina Juvenil (1938), que posteriormente concretizou-se no Teresópolis Tênis Clube (1944), o Instituto Feminino de Correção (1950), inicialmente organizado pelas irmãs da ordem religiosa do Bom Pastor, e que passou a denominar-se Penitenciária Feminina “Madre Pelletier” (1970), o Patronato Lima Drummond (1946), uma Fundação destinada à recuperação de presidiários, a Casa Bom Pastor (1936), atualmente um pensionato feminino, e a Sociedade Beneficente Nossa Senhora da Saúde de Teresópolis (1958), que desenvolve um trabalho na área da Assistência Social.
Hoje, o bucólico bairro de Teresópolis convive com intervenções da urbanização da Cidade como a construção da III Perimetral, que trouxe transformações de porte para área.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.RIELLA, Carlos, Et al. Teresópolis. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 2004.

TRÊS FIGUEIRAS
A região onde se iniciou o bairro era, originalmente, de chácaras ocupadas por negros alforriados, que construíram suas casas com pouquíssima infra-estrutura, mas com um desenvolvimento de seu culto à religião africana.
Polêmico assunto instaurado na mídia em 2005, situa-se no bairro um dos últimos quilombos na cidade de Porto Alegre, o da “Família Silva”, sendo objeto de um laudo histórico-antropológico, sob a orientação da Fundação Cultural Palmares que, por essa ótica, reconhece a identidade afro-brasileira e do direito ao território, que teria sido ocupado há mais de setenta anos.
Com o crescimento populacional e o desenvolvimento das áreas próximas ao Centro, muitas instituições, na urgência de expansão, deslocaram-se para regiões mais afastadas, como o Colégio Anchieta. Fundado em 1890 pelos jesuítas, teve seu inicio na rua Duque de Caxias, mas com o aumento significativo do número de alunos, houve a necessidade da ampliação de suas instalações, o que era inviável na região central.
Assim, em 11 de novembro de 1967, inaugura-se no bairro Três Figueiras a nova sede, junto à av. Nilo Peçanha. Outra tradicional escola que se deslocou para o bairro foi o Colégio Farroupilha, fundado pela Associação Beneficente Alemã, e primeiramente localizado na Rua Senhor dos Passos desde 1886, passando em 1895 para sede própria na Av. Alberto Bins. Com o crescimento do número de matriculas, foi necessária sua ampliação, e a opção foi a aquisição de uma chácara no ano de 1928, que veio sediar a escola.
Bairro caracteristicamente residencial, o Três Figueiras tem grande circulação de veículos não só em função dessas grandes escolas, mas por ser um dos caminhos para o Shopping Iguatemi, localizado próximo à divisa com o bairro Passo d’Areia.
Referências bibliográficas:SANTOS, Irene (org.). Negro em preto e branco: história fotográfica da população negra de Porto Alegre. Porto Alegre. Ed: Prefeitura de Porto Alegre/Funproarte, 2005. p. 36-41.http://www.colegiofarroupilha.com.br.htmhttp://www.colegioanchieta.com.br.htm

TRISTEZA
Assim como a maior parte da Zona Sul, originalmente o Bairro Tristeza caracterizava-se por ser rural e bastante tranqüilo, longe da movimentação e a vida cultural do centro. A própria origem do nome do bairro atesta isso: um dos primeiros moradores da região, José da Silva Guimarães, possuía uma chácara no que hoje é conhecida como Vila Conceição. As características pessoais deste pioneiro, a quem atribuíam um semblante triste, acabaram por designar o nome do bairro.
O Tristeza abrangia uma área maior do que a atual, englobando os que hoje são seus vizinhos (Vila Conceição e Vila Assunção, bem como partes de Camaquã e Pedra Redonda). No entanto, toda essa vasta área só teve alguma movimentação maior a partir do final do século XIX, com a instalação de agricultores italianos que não haviam conseguido lotes de terra na Serra gaúcha. A colônia agrícola, batizada de Teresópolis, ironicamente acabou vingando nas proximidades do principal acesso ao Tristeza, a estrada proveniente da Cavalhada, onde hoje se localiza justamente o bairro atual de Teresópolis. Com isso, o primeiro ciclo de impulso à ocupação do Tristeza não havia sido bem sucedido.
A construção da Estrada de Ferro do Riacho, com terminal na Tristeza, a princípio serviria para transportar o lixo produzido pelo centro de Porto Alegre para os aterros da Zona Sul. No entanto, a curiosidade da população, despertada pela presença dos trens, fez com que se desenvolvesse o uso para transporte de passageiros deste ferrovia, o que estimulou de maneira decisiva o crescimento do bairro. Essa facilidade de deslocamento para o Tristeza permitiu que muitas pessoas de maior poder aquisitivo pudessem desafogar o já populoso Centro, comprando propriedades na faixa de terra entre a ferrovia e o Rio Guaíba e instalando casas de veraneio com arquitetura em forma de chalé. Estimulados pela construção de uma faixa de concreto, alguns desses novos moradores passaram a não apenas veranear, mas também a morar no bairro.
Apesar do desenvolvimento que a instalação de trem proporcionou, a eletricidade somente chegou ao bairro em 1923, proveniente das linhas de transmissão da Vila Assunção. No mesmo ano, o Dr. Mario Totta patrocinou a festa do “enterro do lampião”.
Hoje a principal via de acesso ao bairro é a Avenida Wenceslau Escobar, que teve inicialmente a designação de Rua Borges de Medeiros e de 11 de Setembro, até ser definida com seu nome atual em 1951. Esse novo caminho para a Zona Sul de Porto Alegre proporcionou uma ligação muito forte entre a Tristeza e o Cristal, visto que, com a construção do hipódromo do Cristal, desenvolve-se uma intensa atividade imobiliária na região. Dessa forma, por tabela o crescimento do Cristal impulsiona a atividade balneária tradicional do bairro Tristeza.
Seguindo essa lógica, o Clube dos Jangadeiros se consolidou como uma das maiores agremiações no ramo dos esportes aquáticos e lazer da Zona Sul. Seu idealizador, Leopoldo Geyer, tinha a idéia de trazer a vela, então concentrada em Navegantes, para o bairro Tristeza. A partir da compra de uma pequena chácara, o Clube foi se expandindo, até participar de competições nacionais e de abarcar esportes não-aquáticos, como o tênis. Em 1961, a construção da Ilha dos Jangadeiros possibilita melhores condições de navegabilidade para os velejadores associados. Situa-se na rua Liberal, próximo ao Morro do Osso, o Cemitério da Tristeza, implantado em meados de 1951.
Atualmente, o bairro Tristeza caracteriza-se por ser um bairro residencial, e a Avenida Wenceslau Escobar concentra boa parte do comércio. Na região da orla do Rio Guaíba, predominam casas de alto valor, enquanto que na área próxima ao bairro Camaquã há edifícios de médio e pequeno porte. Já a zona próxima ao Morro do Osso (limítrofe ao Bairro Ipanema), ainda há a sobrevivência de uma tranqüilidade que foi perdida com o processo de urbanização ao longo do século XX.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa Franco. Porto Alegre: Guia histórico. Porto Alegre: Ed. DaUniversidade/UFRGS, 1992.SOUZA, Célia Ferraz de e PESAVENTO, Sandra Jatahy. Imagens Urbanas: OsDiversos Olhares na Formação do Imaginário Urbano. Porto Alegre: Ed. DaUniversidade/UFRGS, 1997.Porto Alegre. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal da Cultura. Cristal. PortoAlegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 2003 (Memória dosBairros).

VILA ASSUNÇÃO
Cortado pela Pereira Passos, a Avenida Guaíba tratava-se, inicialmente, de um estreito acesso ao interior da chácara de José Joaquim Assunção, primeiro proprietário dessa região, dando o seu nome ao bairro. A chácara compreendia quase toda a Ponta do Dionísio, área hoje ocupada pelo Clube Veleiros. Nessas terras, primeiramente foi instalada uma charqueada, depois tornou-se uma olaria, inicialmente movida por tração animal e, mais tarde, passou a ser movida a vapor. Havia também um espaço destinado à plantação e criação de animais. No local também funcionava uma pedreira.
E foi essa pedreira que forneceu material para a construção do cais do porto. Em função disso, o município destinou à região um trem, que tinha como objetivo transportar não só as pedras, mas também as mercadorias para região.
Na época, o proprietário da área, José Assunção, instaurou grande polêmica junto às autoridades, tendo em vista o projeto do governo em passar a área da pedreira para o domínio do Estado, além do local ser considerado excelente para depósito de dejetos. Em 1937, a viúva do proprietário, Filisbina Assunção, fez um acordo com a empresa Di Primo Beck, que realizaria a urbanização de parte da região, desde que fosse destinado parte do loteamento para família, nascendo a Vila Assunção. Em 1959, o bairro é oficializado como tal.
Com a abertura de vias de acesso e conseqüente implantação de transporte público, o bairro se desenvolveu bastante. Atualmente, caracteriza-se por sua arborização, e por ser essencialmente residencial. A denominação de suas ruas homenageia os índios Tupi-Guarani, bem como personagens de nossa história.
Referências bibliográficas:RIOS, Renata Ferreira. Histórico–Vila Assunção. In: http://www.nosbairros.com/vilaassunção.htmSANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre;Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 185-186.Dados Censo/IBGE 2000. In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

VILA CONCEIÇÃO
Situa-se em uma elevação, às margens do Lago Guaíba, na região sul de Porto Alegre. Tornou-se bairro em 1959, através da Lei 2022. Seus limites atuais são: margem do Rio Guaíba da embocadura da Rua Pe. João Batista Reus até encontrar a embocadura da Rua Prof. Emílio Meier, desta até a Av. Cel. Marcos, desta até o termo da Av. Wenceslau Escobar, por esta, em direção sul-norte, até encontrar novamente a Rua Pe. João Batista Reus, desta até embocadura com o Rio Guaíba. Por bairros, seus limites são: Pedra Redonda e Tristeza.
Foram iniciados diversos loteamentos na região, entre eles a Vila Conceição, quando da conclusão da Avenida Wenceslau Escobar, no ano de 1932. Ela também proporcionou o desenvolvimento da região, já que liga o bairro a regiões mais centrais da cidade. A maior parte do bairro pertencia à Tristeza, um dos mais antigos da zona sul. Na área onde hoje situa-se o bairro havia uma chácara, que pertencia a José da Silva Guimarães.
A área territorial é pequena, com 35 ha, e suas ruas são estreitas, silenciosas e bastante arborizadas, ocupadas basicamente por casas residenciais. A parte central do bairro está situada à Praça Paraíso e a bela paisagem local é completada pela orla do Guaíba, muito apreciada pelos porto-alegrenses.
Referências bibliográficas:SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre Crônicas da minha cidade. v. 2. Porto Alegre;Ed. Movimento/ Instituto Estadual do Livro, 1975. p. 186-187.Dados Censo/IBGE 2000. In: http://www.portoalegre.rs.gov.br/spm

VILA IPIRANGA
Localizado na zona norte da cidade, o bairro Vila Ipiranga é uma região cercada por centros comerciais, tais como Cristo Redentor e Passo d’Areia. O início da ocupação se deu nas primeiras décadas do século XX, porém, de forma mais efetiva, apenas a partir de 1960, com a implementação dos transportes e investimento em infraestrutura.
Outro fator importante para o crescimento do bairro foi o Hospital Banco de Olhos, responsável por grande circulação de pacientes, tanto da Capital, como do interior do Estado. Suas atividades tiveram início em março de 1956 por iniciativa de Lydia Moschetti, sendo passado, no ano seguinte, para a Congregação Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus. Com o tempo, houve a necessidade de construção de um novo prédio para ampliação da assistência oftalmológica, e o prédio da atual sede foi inaugurado em 1970, disponibilizando, hoje, atendimento de alta complexidade, com destaque para exames e cirurgias.
A Vila Ipiranga tem características residenciais, mas possui um diversificado comércio e serviços que atendem tanto aos seus moradores quanto dos bairros do entorno. Possui uma ampla rede escolar, bem como um bom número de praças arborizadas. Na década de 1950, foi criada a primeira Igreja no bairro, Nossa Senhora do Trabalho, com devoção à santa católica de mesmo nome, que também é conhecida como Virgem do Trabalho.
Em 1969, houve a instalação do Ginásio Ipiranga, no local onde hoje está a Casa Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Trabalho. Em 1980 é fundada, a Escola Particular de 1º Grau Don Luis Guanella, resultado da fusão do Ginásio Ipiranga com o Instituto Don Luis Guanella, órgão mantenedor da Escola. Atualmente a Escola Don Luis Guanella oferece aos habitantes do bairro e arredores desde educação infantil até ensino médio, a partir de 2000.
Oficialmente, o bairro Vila Ipiranga foi criado e delimitado pela lei nº 2022 de 07/12/1959. É um bairro de classe média e, atualmente, é uma das regiões que apresenta maior crescimento demográfico. De acordo com dados do último censo do IBGE, a região possui uma população de 20951 moradores, em uma área de 220 hectares.
Referências bibliográficas:SANHUDO, Ary Veiga. Porto Alegre: Crônicas da minha cidade. Porto Alegre: Editora Movimento/Instituto Estadual do Livro,1975. p. 169-172.AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés VellinhoDados Censo/IBGE 2000. In: http://www.portoalegre.rs.gov.brhttp://www.hospitalbancodeolhos.org.br/historico.htmhttp://www.guanella.com.br

VILA JARDIM
Localizado na zona norte da cidade, entre a Chácara da Pedras e o Jardim Itú- Sabará, a Vila Jardim foi oficializada pela lei nº 2022 de 7/12/1959 com seus limites assim estabelecidos: “Avenida Protásio Alves, da esquina da rua General Barreto Vianna até a Estrada do Forte no limite da zona rural da cidade, ao longo desta Estrada do Forte até encontrar o Beco do Forte e daí em direção leste-oeste, cruzando a avenida Saturnino de Brito e seguindo pela rua Alberto Barbosa até encontrar a avenida Dr Nilo Peçanha, e por esta até a rua General Barreto Vianna, desta até encontrar a avenida Protásio Alves.”
Até meados do século XX a região era pouco habitada e, até a década de 1970, a infra-estrutura disponível na Vila Jardim era precária. Na busca por melhores condições de moradia, os moradores da Vila iniciam o movimento comunitário no bairro neste período.
A população do bairro é bastante heterogênea: seus habitantes são oriundos do interior do Rio Grande do Sul e também de outras regiões da cidade que, a partir da década de 70 e 80, migraram para Vila Jardim, em função da valorização de seus antigos locais de residência. Atualmente, de acordo com dados do último censo do IBGE, a Vila conta com uma população de 14251 moradores.
Bairro de classe média baixa, predominantemente residencial, dispõem de pequeno comércio e serviços, dispostos nas avenidas do Forte e Saturnino de Brito, principais vias do bairro.
Referências bibliográficas:SOUZA, Celia Ferraz; MULLER, Doris Maria. Porto Alegre e sua evolução urbana. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1997.AHPAMV – Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés VellinhoDados Censo/IBGE 2000 In: http://www.portoalegre.rs.gov.br

VILA JOÃO PESSOA
O bairro foi criado pela Lei 2.022 de 07/12/59. Possui uma área de 84ha e, de acordo com o último Censo, a população está distribuída em 125hab/itantes por hectare. Seus limites atuais por bairros são: o bairro Partenon, São José e Cel. Aparício Borges. Já seus limites por rua são: Av. Outeiro da esquina da Av. Bento Gonçalves até a Av. Veiga; desta até a Av. Rocio; desta até seu ponto terminal e daí por uma linha reta, na direção norte/sul, seca e imaginária, até o extremo sul do Arroio do Moinho; por este arroio, direção sul/norte, até a Rua Angelo Barcelos; deste ponto até encontrar a junção da Rua 20 de Dezembro com a Rua Dona Firmina; desta até a Rua 26 de Dezembro e daí até a Av. Bento Gonçalves, seguindo na direção leste/oeste até a Av. Outeiro.
A Vila João Pessoa é caracterizada nos livros sobre a história de Porto Alegre como o primeiro núcleo suburbano desenvolvido na Capital. Seus primeiros moradores chegaram no local de forma muito discreta, em torno da década de 1940. Após estes primeiros assentamentos, houve um grande movimento em direção a Vila, situação que logo foi colocada como problema para os urbanistas de Porto Alegre.
“Mas como as terras, de um modo geral devolutas, pertenciam ao patrimônio imobiliário da prefeitura, o assunto desenvolveu-se dentro dum feliz clima de solução, tendo, todavia, a vasta região da encosta do Morro São José se transformado numa pitoresca e colorida vila municipal”. (SANHUDO, p.132).
Este bairro desenvolveu-se às margens do arroio Moinho, afluente do Arroio Dilúvio e da avenida Bento Gonçalves. Com sérios problemas de poluição, o Arroio Moinho é, atualmente, uma fonte de propagação de vários tipo de doenças, prejudicando, também, as condições de moradia.. A inexistência destas políticas contribui para a falta de saneamento, situação que se agrava com a falta de instrução sobre a necessidade de preservação ambiental.
Pelas características descritas do local, percebe-se que os grandes planos de urbanização que atingiram Porto Alegre, na década de 30, não atingiram estes locais.
Apesar de ser considerada a primeira vila “oficial” de Porto Alegre, a Vila João Pessoa logo foi perdendo seu posto para outras aglomerações populacionais que se formaram, graças ao desenfreado desenvolvimento urbano da cidade. Em sua grande maioria sua população vive à margem da sociedade, ou seja, não possui emprego fixo, sobrevivendo da arrecadação do lixo (papelão, garrafas plásticas, latas, etc). Estas inúmeras favelas que podemos encontrar na cidade, não são uma exclusividade de Porto Alegre: pertencem na realidade, a um contexto mundial de alta concentração de renda e exclusão social.
Referências bibliográficas:SANHUDO, Ary Veiga. Crônicas da minha cidade. Vol.2. Porto Alegre. Editora Movimento: InstitutoEstadual do Livro, 1975.Dados Censo/IBGE 2000. IN: http://www.portoalegre.rs.gov.br

VILA NOVA
Inicialmente denominada Vila Nova d’Itália, a partir de 1894, o espaço recebeu seus primeiros moradores. Tratava-se de famílias trentinas, mantovanesas, cremonesas e de outras regiões da Itália, que adquiriram glebas de terra e as transformaram em chácaras, com plantações de videiras, árvores frutíferas – pessegueiros, pereiras e ameixeiras – e verduras. A uva ali produzida, além de ser utilizada para a fabricação do vinho, era também comercializada nos mercados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Enfrentando as dificuldades de ocupação de um terreno com mata virgem, o paulatino esforço da comunidade propiciou a criação de diversas instituições: uma escola em 1897 que, mais tarde, seria a Escola Estadual Alberto Torres; a construção, em 1906 da capela que originaria a Paróquia São José de Vila Nova; em 1911, a fundação de uma Cooperativa Agrícola e uma Caixa de Crédito Rural, que vieram transformar a região e expandir os negócios dos pequenos agricultores da Vila.
Por sua considerável produção agrícola, em 1898 tem início a construção de um moinho para a produção de farinha de milho, por iniciativa de um dos primeiros moradores da região Vicente Monteggia. Para tanto, o Arroio Cavalhada, que perpassava o Bairro, foi represado para a canalização da água, que seria a força necessária para o funcionamento de uma turbina hidráulica. A farinha produzida era destinada, principalmente, para o preparo da polenta, prato típico italiano.
Em 1912, inicia-se o tráfego ferroviário na Estrada de Belém Velho, que passava pela Vila Nova e, em 1926, foi inaugurado pelo então prefeito Otávio Rocha o ramal que se prolongava da Tristeza à Vila Nova, servindo para o transporte dos produtos coloniais ali produzidos para o mercado central da Capital.
Nesses tempos, os moradores de Vila Nova possuíam uma convivência muito fraterna, o que demonstrava a organização de atividades junto às canchas de bochas, de partidas de Três-sete, escova, solo e mora nas mesas dos armazéns da Vila, bem como a organização da primeira Festa da Uva do Rio Grande do Sul, realizada em Teresópolis e que, mais tarde, cedeu lugar à Festa do Pêssego da Vila Nova.
Em consonância ao crescimento do urbano em Porto Alegre, a Vila Nova foi recebendo famílias de outras origens, tais quais japoneses, alemães, poloneses e de outras regiões do país. Assim, algumas chácaras foram loteadas, ruas foram abertas, a estrada de ferro e a cooperativa foram extintas e deram lugar a novas residências, lojas, armazéns, supermercados, serralherias, farmácias e o Hospital Vila Nova.
Atualmente, o bairro caracteriza-se como residencial que, ainda assim, conserva características de colônia italiana, como as chácaras ainda existentes e as tradicionais festas realizadas na Igreja.
Referências bibliográficas:FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS, 1992.MALMANN, Ana Maria Monteggia Malmann. Vila Nova. Porto Alegre: Unidade Editorial daSecretaria Municipal da Cultura, 1996.

Vidros

maio 4, 2011 by lmenezes · 1.634 Comments
Filed under: Arquitetura 

4.000 A.C.- Os Fenícios descobriram o vidro nas fogueiras dos acampamentos.

Sec. III A.C.- O vidro é considerado jóia e cobiçado pelos poderosos.

100 a.C.- Os romanos desenvolveram a técnica do sopro, dentro de moldes, na fabricação do vidro, o que possibilitou sua produção em série.

Sec. XIII – Apogeu em Murano, Veneza.

Sec. XVIII – Luis XIV, Franca, monta a empresa Saint-Gobain que prospera a industria do vidro.

1930 – A revolução industrial mecaniza os processos de fabricação do vidro.

1950 – Pilkington, Inglaterra, representou uma revolução tecnológica na história quanto à planimetria e transparência, as qualidades fundamentais do vidro plano.

 

Composição

Você sabia?

1) Com 1kg de caco pode-se fazer 1kg de vidro novo

2) O mesmo vidro pode ser reaproveitado quantas vezes precisar

3) Um vidro jogado na natureza leva 4 mil anos para desaparecer

4) O Brasil alcançou um índice de 45% no reaproveitamento de embalagens em relação à produção total no país que é de 1.280 toneladas/ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro).

Vidros Planos:

Vidro float

O vidro float é um vidro plano transparente, incolor ou colorido, com espessura uniforme e massa homogênea. Pode ser: laminado, temperado, curvo, serigrafado, jateado e usado em duplo envidraçamento. Utilizado na indústria automobilística, eletrodomésticos, construção civil, móveis e decoração.

Vidro impresso

Translúcido, incolor ou colorido,  recebe a impressão de um padrão (desenho) quando está saindo do forno. É usado na construção civil, eletrodomésticos, móveis, decoração e utensílios domésticos.

 

 

Vidros de segurança:

1.Vidro temperado

O vidro temperado é um vidro float que recebe um tratamento térmico (é aquecido e resfriado rapidamente), que o torna mais rígido e mais resistente à quebra. Em caso de quebra produz pontas e bordas menos cortantes, fragmentando-se em pequenos pedaços arredondados.

2.Vidro laminado

O vidro laminado é composto por duas chapas de vidro intercaladas por uma película plástica de grande resistência (PVB – Polivinil Butiral). O vidro laminado é o produto adequado para diversas aplicações, como coberturas, fachadas, sacadas, guarda-corpos, portas, janelas, divisórias, vitrines, pisos e outros, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos na película de PVB, evitando ferimentos e mantendo a área fechada até que a substituição do vidro seja realizada. Além disso, o vidro laminado possui outros benefícios, como a redução da entrada de ruídos externos (quando comparado aos vidros comuns) e a proteção contra os raios UV (Ultravioleta), pois o PVB barra 99,6% dos raios solares UV (Ultravioleta), protegendo as pessoas dos danos causados por esse tipo de raio, evitando o desbotamento e envelhecimento dos móveis, cortinas, tapetes e outros objetos.

3. Vidro aramado

O vidro aramado é composto por vidro laminado fundido com uma malha metálica que impedem que, ao quebrar, os cacos se soltem. Usado em coberturas, quarda-corpo de escada, este vidro retarda a chama, em caso de incêndio, por uma hora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vidro Acidado:

São vidros tratados com ácido e com aparência esbranquiçada. Oferece diversas opções estéticas para arquitetos e decoradores, pois combinam a leveza do vidro com a sutileza da translucidez, dando um toque de nobreza ao design de móveis e à decoração dos mais diversos ambientes. Tem  textura acetinada, suave e uniforme que facilita a limpeza e evita as indesejáveis marcas de impressão digital.

 

 

 

Vidro jateado

Acabamento feito com jato de areia que deixa o vidro fosco. A adesivagem tem efeito bem semelhante.

 

Vidro refletivo

Os vidros refletivos são também, popularmente, conhecidos como espelhados. Aplicados em janelas e fachadas na sua forma comum ou laminada, bloqueiam a entrada de calor no ambiente interno, reduzindo também a incidência de luz . Além disso, vistos pelo lado de fora, impedem a visão para o lado de dentro durante o dia, preservando a privacidade interna e, de quebra, valorizam a fachada por seu aspecto moderno, combinando espelhação e cores diversas. Existem muitos tipos de refletivos, cada um com suas características e performances diferentes.

Vidro duplo

O vidro termoacústico é também denominado vidro insulado, vidro duplo ou sanduíche de vidros. Na verdade, trata-se de um sistema de duplo envidraçamento, com o benefício da camada interna de ar. O sistema é aproveita ao máximo a luz natural, com bloqueio do calor proveniente da radiação solar. Também proporciona grande conforto acústico, com maior bloqueio do som. Permite combinar, também, vidros com propriedades diferentes, aproveitando as características de cada um, como, por exemplo, a resistência dos vidros temperados (externamente) com a proteção térmica e acústica e a segurança dos vidros laminados refletivos (internamente). O conjunto é garantido pela dupla selagem: a primeira, para não haver troca gasosa; a segunda, para garantir a estabilidade do conjunto. Internamente ao perfil de alumínio, há um hidrossecante, o qual garante a completa ausência de vapor d’água, impedindo seu embaçamento. Este sistema faz com que o insulado seja ótimo isolante térmico e acústico.

Arq. Carmen Moniz