Preço de imóvel novo pode ter queda

julho 30, 2011 by lmenezes · 1.280 Comments
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Os imóveis novos estão demorando mais para serem comercializados na capital. Enquanto um edifício levava em média até cinco meses para ser totalmente vendido entre janeiro e maio de 2010, no mesmo período de 2011 o tempo subiu para sete meses. E essa desaceleração no setor imobiliário tem impactado nos preços, cujo ritmo de aumento perdeu fôlego.

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o preço médio do metro quadrado da área útil de lançamentos com dois dormitórios subiu 79% de janeiro de 2010 a maio deste ano na comparação com o período compreendido entre janeiro de 2008 e maio de 2009. Por outro lado, nos últimos cinco meses, a alta do metro quadrado foi de 7,8%, batendo em R$ 4.888. O mesmo fenômeno acontece com imóveis de outros perfis.

“A tendência de alta se concentrou no ano passado. Agora, a expectativa é de que, caso esta desaceleração continue, os preços se estabilizem ou até caiam, na medida que os empreendedores reduzam seu lucro ou custos de construção para aumentar a concorrência no mercado”, analisa o diretor da Embraesp, Luiz Pompeia. “O preço de algumas regiões da cidade está além do aceitável e há espaço para eventuais quedas”, afirma.

O economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi) Celso Petrucci, afirma que não há espaço para aumento de preço como no ano passado. “Os preços tendem a subir menos que em 2010, que foi um ano fora da curva.”

Antonio Carlos Ruotolo, diretor do Ibope na área de geonegócios, acredita que o crédito farto é um dos motivos para as vendas continuarem aquecidas, enquanto a oferta continua pequena. ?Isso pressiona os preços, mas a desaceleração deve acontecer na medida em que a demanda vai sendo atendida?, explica o especialista.

Recomendações – Pompeia recomenda para quem está em busca de um imóvel novo, mas sem necessidade imediata, esperar um pouco mais para realizar a compra. “Se precisar comprar agora, deve pesquisar muito e pechinchar. O momento é propício para isso.” Neste momento, diz, é hora mesmo de vender. “Os preços estão no ápice e a venda pode render um bom dinheiro.”

Para João da Rocha Lima professor do núcleo de Real State da Universidade de São Paulo (USP), essa estabilidade pode demorar até dois anos para acontecer. Isso porque o mercado se mantém aquecido e, nos últimos dois meses, vem retomando as vendas.

Conforme dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), as vendas de imóveis na cidade de São Paulo registraram queda de 34% entre janeiro e maio com relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, a queda das vendas era em torno de 50%.

Já o número de lançamentos subiu no mesmo período. Enquanto de janeiro a maio de 2010 foram lançadas 10.736 unidades, este ano foram 10.825.

por Marília Almeida

Fonte: Jornal da Tarde

Planejamento da aposentadoria para profissionais liberais

julho 30, 2011 by lmenezes · 999 Comments
Filed under: Economia 

Se você, leitor, perguntar a um profissional liberal, no início de sua carreira, o que está planejando para o futuro, com vistas a sua aposentadoria e ao seu bem-estar na velhice, certamente você ficará surpreso, porque a resposta será: “não existe planejamento algum”; “é muito cedo para eu pensar nisto”.

Esta ausência de planejamento para o futuro é uma característica da cultura brasileira. Tem origens históricas, políticas, econômicas, psicológicas e sociais. A maneira brasileira de como os pais educam seus filhos, de forma protetora, não permitindo que assumam a responsabilidade de suas vidas, influencia a forma como os brasileiros planejam suas vidas. Esta mudança de cultura deverá ter início através de um processo de educação para o futuro. Deve ser desenvolvida pelas escolas.

Um programa dessa natureza deve ter iniciativa no governo central, através do Ministério da Educação, em parceria com os ministérios da Saúde, da Previdência e do Trabalho. O ideal desse planejamento para o futuro é o profissional ter a consciência de que o tempo passa rápido, que o envelhecimento é fatal e que precisa construir uma forma de sustentabilidade que lhe proporcione, no futuro, uma vida saudável, digna e feliz, sem maiores preocupações, especialmente, as financeiras. No caso específico do profissional liberal, que trabalha por conta própria, o planejamento de seu futuro, ganha especial interesse, pois depende exclusivamente dele.

Vejamos algumas opções que o profissional pode adotar, com vistas ao seu planejamento para o futuro: contribuição para um sistema de previdência público ou privado; investimentos em ações, o que exige muito conhecimento especializado no assunto; investimento em fundo de renda fixa ou variável; poupança; investimentos imobiliários, etc.

Particularmente, vejo no mercado imobiliário uma forma segura do profissional liberal construir seu futuro financeiro. Trata-se de uma forma simples e de fácil administração.

A compra e venda de imóveis exige uma dedicação especial que o profissional, normalmente, não dispõe do tempo necessário para isso. Porém, a administração de uma carteira de aluguéis já se torna uma opção mais adequada e de fácil controle.

A construção de um patrimônio imobiliário pelo profissional pode se dar de várias maneiras: a) adquirir, ao longo da vida, bens imobiliários, com características próprias para serem alugados com mais facilidade, e com aluguéis compatíveis e lucrativos; b) constituir uma pessoa jurídica que tenha como objeto a administração, compra, venda, aluguel e construção de imóveis. Atuar junto aos estabelecimentos bancários que proporcionem empréstimos para a construção de casas, apartamentos, edifícios, salas comerciais, etc.Construir os imóveis que a empresa verificou ser de maior procura pelo público. Prontos os imóveis, alugá-los de modo que o aluguel venha a pagar o valor das parcelas dos empréstimos bancários.

Ao fim de 15, 20 ou 30 anos, conforme o prazo contratual escolhido, o profissional disporá de todos os imóveis em seu nome, liberados, e os empréstimos bancários pagos, sem que um real tenha saído de seu próprio bolso. Terá, no futuro, uma vida feliz e sem preocupações financeiras.

Não é simples, caros leitores. Todo o problema é a falta de cultura financeira de nosso povo, não proporcionada pelo Governo, através das escolas e universidades, conforme comentei em minha coluna anterior.

Gilberto do Amaral Saraiva
Advogado

Fonte: Jornal Panorama

Publicidade no Achar Imóveis

julho 28, 2011 by lmenezes · 3.379 Comments
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Para ter seu banner exibido no achar imóveis, envie-o para o e-mail publicidade@acharimoveis.com junto com o link de destino. A mensalidade é de R$ 20,00 através de boleto bancário. simples não?!

O banner aparecerá de foma aleatória em todas as páginas onde há a coluna de publicidade do achar imóveis e em todas as páginas do Blog Imobiliário sem exceção ou disputa com outros anunciantes.

Brasil vive boom de compra de imóveis por estrangeiros

julho 22, 2011 by lmenezes · 865 Comments
Filed under: Economia 

Número de transações mais do que dobra em um ano e puxa os preços

Executivos de multinacionais que se encontram no Brasil a trabalho e investidores estrangeiros estão provocando um verdadeiro boom de compra de imóveis no país, principalmente no Rio e em São Paulo. Há casos, como o da Sotheby”s Realty, braço imobiliário da casa de leilões inglesa, em que as vendas devem quadruplicar até o fim do ano. Em outras empresas, o número de negócios com apartamentos de luxo está, no mínimo, dobrando. Muitos compram para morar, mas há também quem esteja de olho num bom investimento: o preço do metro quadrado no Leblon, por exemplo, teve alta de 45% em relação a junho de 2010. O mercado está para gringo

Eles não falam português, mas entendem muito bem a linguagem dos cifrões, milhões e polpudos percentuais de retorno. Cada vez mais estrangeiros vêm investindo no setor de imóveis brasileiro, atraídos pela forte expansão da economia. O volume de negociações nas imobiliárias disparou. Na Sotheby”s International Realty, braço imobiliário da casa de leilões inglesa, as vendas devem quadruplicar até o fim do ano, chegando a R$400 milhões no país. Já na Bamberg Imóveis o faturamento dos negócios com estrangeiros dobrou no ano passado, quando chegou a R$12 milhões, valor que deve novamente crescer 100% este ano. Especializada em imóveis de alto luxo, a Judice & Araujo (J&A) fechou R$25 milhões em vendas no Estado do Rio para clientes internacionais de janeiro a maio, alta de 150% sobre igual período de 2010.

O perfil é variado, e a moeda é o milhão: executivos que vêm morar no país a trabalho; residentes no exterior que passam poucos meses aqui e alugam os imóveis no resto do ano; e interessados em ganhar com a rentabilidade do aluguel ou revender as propriedades. Os valores negociados vão, em média, de R$1 milhão a R$4 milhões, mas a J&A cita negócios de até R$12 milhões. No Rio, a maioria busca os bairros de Leblon e Ipanema. Segundo o Secovi-Rio, o metro quadrado no Leblon vale hoje R$13.997, alta de 44,9% sobre junho de 2010. Na orla, o valor pode saltar a R$18 mil. O valor médio do metro quadrado para locação no bairro subiu 38% no último ano, chegando a R$52,33.

Segundo Michael Bamberg, presidente da Bamberg Imóveis, no Brasil a taxa de retorno média é de 12% ao ano, o dobro da Alemanha. Outro fator de atração é o preço ainda relativamente mais baixo, se comparado ao de outros países no mundo.

- Em Londres, um apartamento de classe média custa 15 mil o metro quadrado. Isso é mais que qualquer coisa no Brasil – diz João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Vagas para corretores que falem mandarim

Luigi Martins, diretor da Lopes Rio, avalia que o interesse dos estrangeiros pelo mercado imobiliário carioca foi impulsionado por notícias positivas nos últimos dois anos: UPPs, Copa 2014, Jogos 2016, pré-sal e os grandes investimentos governamentais conquistados a reboque.

Diante da procura, imobiliárias criaram setores específicos para atender aos estrangeiros e procuram contratar funcionários que, além do inglês, falem até mandarim. É o caso da Lopes Rio, onde o volume de chineses que batem à sua porta é crescente, reflexo da vinda de empresas como ZTE e Sinopec para terras cariocas. Na empresa, cada vez mais o atendimento on-line dá preferência a corretores que falem ao menos inglês ou espanhol.

Na J&A, ao todo 26 mil estrangeiros acessaram o site da empresa em busca de informações nos cinco primeiros meses do ano, a maioria franceses, americanos e ingleses. Nos últimos oito meses a China entrou no ranking dos cinco países que mais acessam a página. A participação desse púbico dobrou de 15% para 30% nos negócios da J&A, afiliada exclusiva da Christie”s Real State International no mercado fluminense desde 2007.

- Esse movimento já acontecia em 2007 e 2008, mas foi interrompido pela crise mundial. Agora voltou para ficar pelos próximos anos – avalia Frederico Judice Araujo, diretor de projetos da empresa.

Na Itaplan, o volume de vendas para estrangeiros neste ano deve chegar a R$150 milhões, o que representará um crescimento de 32% em relação a 2010. Esse valor sobe para R$300 milhões, se forem levados em conta os investimentos em incorporações e empreendimentos imobiliários, diz Fábio Rossi, diretor da Itaplan Imóveis e representante da Sotheby”s no Brasil.

Na Sotheby”s International Realty, especializada em imóveis de luxo, o Brasil é hoje o terceiro país mais consultado em seu site de vendas, atrás apenas de Estados Unidos e Inglaterra. Sotheby”s e Itaplan pretendem ampliar as operações para além de São Paulo, com a abertura de escritórios no Rio, no Nordeste e em Brasília este ano.

O presidente do Conselho de Administração da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (Adit Brasil), Felipe Cavalcanti, diz que, após a crise, os estrangeiros no país passaram a ser mais direcionados para Rio e São Paulo, nos segmentos comerciais e industriais. Antes, afirma, o Nordeste concentrava a maior parte do capital estrangeiro no setor imobiliário, com a aquisição da segunda residência de europeus.

- A crise atingiu o comprador europeu que buscava uma casa de verão no Brasil, ao mesmo tempo em que mostrou ao mercado internacional que o país passou bem pelo teste de estresse do sistema financeiro – diz.

Corretoras criam áreas internacionais

Algumas imobiliárias desenvolveram áreas específicas para o comprador de fora. A Coelho da Fonseca, por exemplo, criou no mês passado uma diretoria internacional voltada a assessoramento jurídico e financeiro a esses investidores. À frente da área, Gabriela Duva diz que o volume de atendimentos cresceu 35% de janeiro a junho deste ano, num total de 29 visitas a imóveis. Na Bamberg, o valor médio dos negócios gira em torno de R$10 milhões a R$15 milhões.

A J&A acaba de abrir uma área internacional. Além de atender aos clientes gringos e aos afiliados Christie”s no exterior, fará road shows para captar compradores. Os primeiros serão em agosto, em Nova York e Miami. Embora focada na comercialização de residenciais de luxo, a imobiliária negocia aquisições e consultoria a grupos estrangeiros interessados em adquirir terrenos para grandes empreendimentos imobiliários (de residenciais a resorts) no país. A perspectiva é que esses negócios se concretizem em 2012 e 2013, elevando a 50% a fatia dos estrangeiros nas vendas.

Morador de Ipanema há três anos, o inglês Jeff Both se define como um trader e diz que a contínua valorização dos imóveis no Rio dificultou seu trabalho:

- Compro imóveis comerciais que considero baratos, reformo e vendo assim que posso. Agora está mais complicado achar esses ativos, embora seja mais fácil vender. Vou ter que trabalhar duro – diz.

Both usa os serviços de consultoria da Sergio Castro Imóveis, que abriu em janeiro com parceiros belgas a Brioo. Com sede em Antuérpia, a consultoria tem como foco a venda de imóveis no Rio para grandes clientes europeus. Já intermediou quatro negócios com tíquete médio de R$15 milhões cada.

O Globo

Com IGP-M em queda, confira dicas para negociar o aluguel

julho 22, 2011 by lmenezes · 675 Comments
Filed under: Economia 

Índice registrou queda de 0,21% na segunda prévia de julho

Rio – O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usado como referência para o reajuste dos contratos de aluguéis, caiu 0,21% na segunda prévia de julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumula alta de 2,92%, no ano, e 8,95% no período correspondente aos últimos 12 meses.

Diante da deflação, o gerente geral de imóveis da administradora de condomínios Apsa, Jean Carvalho, recomenda que os inquilinos que forem renegociar o valor do aluguel tentem propor reajuste menor usando como argumentos a regularidade e pontualidade dos pagamentos, além da boa conservação do imóvel.

Caso o imóvel esteja danificado ou precisando de reforma, o inquilino também pode se oferecer para realizar melhorias na residência como contrapartida na negociação.

A diferença entre o valor do aluguel e a prestação de um financiamento para a compra de um imóvel equivalente é outra questão que deve ser considerada por inquilino e proprietário.

Especialistas recomendam que o locatário faça simulações em bancos, uma vez que, quanto mais próximos os valores, menos vantajoso é optar pelo aluguel. Pesquisar quanto vale o aluguel médio no mesmo prédio ou região também é importante.

Custos para o proprietário

Mesmo com o mercado aquecido, a troca de inquilinos tem custo para o proprietário. Além disso, ficar com o imóvel vazio também requer o pagamento de despesas como condomínio e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Portanto, ressalta Carvalho, é importante manter o diálogo e a negociação. O ideal é que o inquilino negocie a renovação antes de o contrato terminar. A Apsa, que acaba de renegociar aproximadamente três mil contratos, tem detectado defasagem de até 50% no preço pedido por alguns locatários no ato da renovação.

Reportagem de Cristiane Campos e Gabriel Costa

Fonte: O Dia

Corretor de Imóveis – Entenda as siglas imobiliárias

julho 21, 2011 by lmenezes · 802 Comments
Filed under: Corretor 

Recentemente, um médico meu amigo, ao ler uma matéria sobre lançamento imobiliário, constava que o VGV daquele empreendimento seria de R$ 20 milhões, e ficou sem entender. Portanto, gostaria de saber o significado daquela sigla e também qual a sua importância, que mereceu aquele destaque na mídia.

O significado de VGV é Valor Geral de Vendas e compreende a somatória do valor potencial de vendas das unidades que compõem o empreendimento, significando o faturamento que se espera daquela incorporação. Serve para definir parâmetros comerciais, tais como as ações de marketing, público-alvo e características do empreendimento.

Esse fato isolado nos leva a refletir sobre quantas são as pessoas que se deparam no seu dia a dia com outras siglas muito utilizadas no mercado imobiliário e que geram dúvidas. Muitos não encontram a resposta, ou porque não têm uma forma adequada de consulta ou até mesmo por se sentirem constrangidos, como se as siglas fossem de domínio público.

Do ponto de vista do contribuinte algumas delas são mais familiares, a começar pelo IPTU, passando pelo ITBI, e chegando ao ITCD, pois tocam o lado mais sensível do ser humano, sendo usual que as pessoas se inteirem mais de seu significado. Mas, ainda assim, surgem dúvidas e definições equivocadas.

O caso do IPTU é clássico, pois já presenciamos aqueles que se referem a esse tributo como Imposto dos Prédios e Terrenos Urbanos, o que não deixa de ser verdade. Mas seu significado é Imposto Predial e Territorial Urbano, que é cobrado anualmente pelo município e calculado sobre o valor dos imóveis urbanos.

O ITBI é o Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e é devido ao município sempre que o imóvel muda de propriedade, enquanto o ITCD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) é um imposto estadual cobrado das pessoas físicas e jurídicas que receberem bens e direitos por meio de herança, diferença de partilha ou doação.

Para aqueles que tomam contrato com o imóvel em construção, existe uma sigla que sempre aparece quando se refere aos custos da obra, que é o CUB (Custo Unitário Básico), cuja origem remonta à Lei Federal 4.591, de 1964, que obriga os sindicatos da indústria da construção civil a publicarem mensalmente esse índice, no dia 5 do mês subsequente.

Além disso, o referido diploma legal atribuiu à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) a responsabilidade de preparar uma norma técnica que estabelecesse os parâmetros técnicos e a metodologia para o cálculo do CUB/metro quadrado. Isso gerou um jargão no mercado, a NB-140, que designou por muito tempo as planilhas existentes no texto normativo, que tinha essa designação, hoje denominada NBR-12.721.

Ainda no campo dos custos de construção existe uma sigla que já rendeu grandes discussões, especialmente entre pessoas que questionam os valores de obras públicas, que é o BDI (Bonificações e Despesas Indiretas). Representa o conjunto de custos não incidentes diretamente na execução da obra, mas que oneram o seu valor, tais como mobilização, encarregos, impostos, lucro e tantos outros que somente um estudo específico pode esclarecer, tamanha sua abrangência e complexidade.

Voltando ao campo das incorporações, existe um índice em Belo Horizonte que é o UTDC (Unidade de Transferência do Direito de Construir), que significa a possibilidade de os proprietários de imóveis com características definidas em lei transferirem áreas edificantes para outras regiões.

Podemos ainda citar a ABL (Área Bruta Locável), que compreende o somatório de todas as áreas locáveis em shoppings centers, e a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), que define os limites das responsabilidades dos profissionais registrados nos Creas (conselhos regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) em obras e serviços.

Fonte: O Estado de Minas (por Francisco Maia Neto, sócio da Precisão Consultoria e autor do Guia de negócios imobiliários – Como comprar, vender ou alugar seu imóvel).

Saiba evitar ‘micos’ na compra de Imóves

julho 21, 2011 by lmenezes · 730 Comments
Filed under: Direito Imobiliário 

O advogado e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) especializado em Direito Imobiliário William Santos Ferreira explica que, no momento da compra, é preciso estar atento aos documentos do imóvel e também à documentação dos vendedores. Ele destaca que cada compra deve ser submetida à avaliação de um profissional habilitado, mas que, de maneira geral, valem as seguintes recomendações: do imóvel é preciso solicitar matrículas atualizadas, destacando que imóveis mais antigo fala-se ainda em transcrição como título de domínio; escritura; certidões da prefeitura em relação a tributos vinculados ao imóvel (taxa do lixo e IPTU); declaração da quitação de condomínio (para condomínios verticais ou horizontais); folha de rosto do IPTU, onde constam os dados cadastrais do imóvel.“Às vezes, a análise da situação do próprio condomínio precisa ser avaliada também. Por exemplo, no caso de dívidas trabalhistas e INSS não pago”, destaca. Também é importante ter acesso às contas de energia, água e gás da unidade. “É preciso listar o que vai permanecer no imóvel, porque há casos em que o vendedor tira tudo.”

Com relação à documentação dos vendedores, entram na lista as certidões pessoais dos distribuidores forenses da Justiça Estadual e da Justiça Federal, além da Justiça do Trabalho; certidões negativas dos Cartórios de Protesto; cópias autenticadas de RG, CPF e certidão de casamento. Ferreira explica todas estas certidões devem ser, pelo menos, do local em que está o imóvel e do domicílio dos vendedores. “Muitas vezes, é no detalhe que você pode perder”, alerta o advogado.

O profissional destaca que se a aquisição for feita de pessoa jurídica, a documentação é diferente. De maneira resumida, os documentos necessários são: contratos sociais ou estatuto social atualizados – é este documento que vai determinar quem poderá representar a empresa e em quê condições. Também é com base neste contrato social que será determinado que outros documentos devem ser exigidos. No caso, todas as certidões mencionadas anteriormente, além de falências, de recuperações judiciais, e do INSS.

“Após casos como os da Encol, foi criada uma legislação para proteger o consumidor em caso de problemas e dívidas das construtoras. Para saber se a construtora em questão adotou o cuidado necessário, é preciso checar a matrícula do empreendimento, onde deve constar que o regime é do patrimônio de afetação”, diz Ferreira.

Se a compra for feita de imóvel cujo proprietário faleceu – caso do sogro de Fátima, são necessários cuidados adicionais. “Entre eles, é preciso solicitar o alvará judicial que autoriza a venda. Isso só deixa de ser necessário nos casos em que os herdeiros são maiores e capazes e não há testamento, porque nestes é possível a realização de escritura de inventário (chamado de inventário extrajudicial)”, orienta.

Outra recomendação do advogado é registrar no Cartório de Registro de Imóveis o Instrumento Particular de Compromisso de Venda e Compra. “É importante para evitar, por exemplo, que o vendedor promova mais uma alienação do imóvel para terceiros, entre outros problemas”, esclarece.

“Nós temos uma tradição brasileira de comprarmos remédio sem receita e de comprarmos imóvel sem advogado”, conclui o especialista.

fonte: G1

IR 2011: especialista responde dúvida sobre imóveis

julho 21, 2011 by lmenezes · 1.199 Comments
Filed under: Direito Imobiliário 

Começou no dia 1º de março e vai até 29 de abril o prazo para entrega da declaração do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) 2011. Veja abaixo a resposta do advogado tributarista Alexandre Naoki Nishioka, sócio do escritório Wald Associados Advogados.

Confira as dúvidas já respondidas pelo eBand

Gostaria de saber se uma pessoa que sempre foi isenta de IR, sempre atualizando o CPF através de declaração de isento e que tenha adquirido imóvel através de plano de casa popular e o mesmo não foi declarado em Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física. O imóvel foi adquirido em 1975. A pessoa é solteira, sem dependentes com idade de 80 anos. Neste caso como deve proceder?

De acordo com a legislação, está obrigada a apresentar a declaração de ajuste anual a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2010:

a) recebeu rendimentos tributáveis  na declaração, cuja soma anual foi superior a R$ 22.487,25;

b) recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00;

c) obteve, em qualquer mês, ganho de capital  na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

d) optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005;

e) relativamente à atividade rural:

(i) obteve receita bruta anual em valor superior a R$ 112.436,25;
(ii) pretenda compensar, no ano-calendário de 2010 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2010;

f) teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2010, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00; oug) passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro de 2010.

Se o contribuinte não se enquadrar em nenhuma das hipóteses acima, estará dispensado da entrega da declaração.

De qualquer forma, o contribuinte poderá declarar o imóvel, na ficha “bens e direitos”, informando os respectivos endereço e características, nome e CPF do vendedor e condições da compra, avaliando, em seguida, a necessidade e a conveniência de apresentar declarações retificadoras em relação aos últimos cinco anos.

Fonte: Da Redação Eband
economia@eband.com.br

Corretor de Imóveis como fazer um planejamento comercial

julho 21, 2011 by lmenezes · 757 Comments
Filed under: Corretor 

Nos últimos anos o mercado imobiliário esta em pleno crescimento, e seguindo essa tendência o numero de corretores de imóveis vem aumentando a cada dia o que vem gerando muita concorrência entre os profissionais do mercado imobiliário. Por esse motivo é imprescindível que o profissional esteja sempre atento as novidades e tendências do mercado e se prepare para atender todo tipo de cliente alem de planejar sua atuação mesmo antes de iniciar uma negociação.

O Corretor de imóveis de sucesso que se mantém atualizado e evita o improviso na hora de executar uma venda.

Abaixo algumas dicas de planejamento comercial

1. Prepare-se mentalmente antes de atender o cliente criando um cenário mental positivo, isso com toda certeza vai ajudá-lo a alcançar seu objetivo quando estiver na frente do cliente.

2. Faça um levantamento completo do imóvel que vai oferecer ao cliente, com isso você estará preparado para oferecê-lo ao cliente com mais segurança e conhecimento.

3. Pesquise os imóveis do mesmo perfil na região, porque assim você poderá fazer um comparativo na frente do cliente. Não deixe de fazer um comparativo dos pontos positivos e negativos do seu e dos outros imóveis assim você terá como responder as objeções do cliente.

4. Tenha objetivos claros e definidos, porque isso vai lhe dar foco e objetividade na hora de negociar, mas não se esqueça de escrevê-los e ler sempre que possível.

5. Faça uma lista com as possíveis objeções que o cliente possa ter durante a negociação isso ira ajudar durante a negociação

6. Identifique as necessidades do cliente, porque isso ira ajudá-lo a conquistar a sua confiança na hora da negociação.

“Manter-se atualizado e em constante planejamento para se diferenciar dos concorrentes e encantar os clientes na hora da venda é uma atitude fundamental para atingir sucesso em vendas!”

Autor: Rony de lima meneses,
Responsável pelo Blog Marketing e Publicidade Imobiliária
www.publicidadeimobiliaria.com

Mercado está movimentado, mas faltam bons corretores imobiliários

julho 21, 2011 by lmenezes · 723 Comments
Filed under: Corretor 

O governo divulgou os últimos números sobre contratações: em junho foram criadas mais de 215 mil vagas, 6,5% a mais que o mesmo período do ano passado.
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As grandes cidades precisam de gente preparada. O Bom Dia Brasil fala sobre o mercado de imóveis, que está disputadíssimo. Todo mundo quer comprar um apartamento, mas falta quem faça uma boa venda. O mercado está se movimentando dentro do Brasil. Tem corretor saindo do Sudeste, indo para o Nordeste ou para o Centro-Oeste. Quem tem bons corretores, não quer perder pra concorrência.

O governo divulgou os últimos números sobre contratações: em junho foram criadas mais de 215 mil vagas, 6,5% a mais que o mesmo período do ano passado. Já no acumulado do semestre houve uma queda de 3,5% na comparação com o primeiro semestre de 2010. Uma realidade que não vale para os corretores de imóveis. O número de credenciados para atuar neste mercado aumentou 13% em 2010 e falta bons corretores.

Vida de corretor de imóvel é assim: não tem hora para chegar nem para sair do trabalho. “Dia santo, feriado, sábado e domingo são os dias nos quais a gente mais trabalha. É o dia em que o cliente está na rua”, conta a coordenadora de equipe Marcella Arruda de Faria.

Nada de salário fixo no fim do mês. O rendimento depende do desempenho. “Tudo bem, porque realmente o retorno é muito bom. A gente pode ganhar o que muita gente não ganha em um ano de uma vez só”, diz o corretor de imóveis, Vinícius Lima.

Em Brasília, a venda de um apartamento de um quarto dá, em média, R$ 4 mil de comissão. O mercado está aquecido.Tem gente comprando até imóvel no exterior. “Miami, Barcelona. Em Portugal, na cidade do Porto e vice-versa. O europeu, principalmente, procura a segunda residência no Brasil e, em particular, no Nordeste”, afirma o corretor de imóveis Rômulo Lima.

Com as vendas em alta, fica mais fácil ganhar comissões, o que torna a profissão atraente. O número de corretores credenciados cresceu 13% no último ano. “Pessoas que se formaram, por exemplo, em direito, em economia, em administração de empresas e em outras tantas estão abandonando suas profissões de formação acadêmica e vindo trabalhar no mercado imobiliário. O que é bom pra nós, naturalmente, porque melhora o nosso contingente de profissionais”, diz o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro.

As imobiliárias reclamam: falta qualificação. O diretor comercial Leonel Alves diz que já teve que dispensar muitos candidatos. “A cada dia que passa, são mais currículos chegando a nossa empresa, mas acontece que as pessoas acreditam que vender imóvel é muito simples, Vendeu qualquer coisa pode vender imóvel. Na verdade, não é assim”, alerta.

As empresas desprezam quem não tem perfil ou currículo. Por outro lado, fazem tudo pra manter os bons corretores. Quem vende bem é disputado pela concorrência. O que fazer pra segurar a equipe? Dar “mimos” para os corretores. “Computador, máquina fotográfica, passagem, hospedagem em hotel, viagem para o exterior. Mas o que o corretor mais gosta, que é dinheiro”, diz o dono de imobiliária Daniel Dall’oca.

Célia está com prêmio na mão e dinheiro no bolso. “Quem é que não gosta de ganhar um prêmio, de ser premiada? E esse prêmio em dinheiro também é isso: um grande incentivo pra todos nós corretores”, conta a corretora de imóveis Célia Ávila.

Para ser credenciado o corretor precisa ter curso profissionalizante e segundo grau completo, mas a maioria tem ensino superior: 64% dos corretores registrados no Conselho Federal.

Fonte: G1

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