Foi aprovado projeto em favor dos corretores de imóveis

fevereiro 27, 2012 by lmenezes · 1 Comment
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Laércio aprova projeto em favor dos corretores de imóveis

O relatório do deputado federal Laércio Oliveira (PR/SE) sobre o PL 1872/2007 foi aprovado na quarta-feira, 30, na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. O projeto acrescenta artigo à lei que regulamenta a profissão de corretor de imóveis, de modo a permitir que esse profissional se associe a imobiliária sem que se configure vínculo empregatício, mediante contrato específico registrado tanto no Conselho Regional de Corretores de Imóveis local, quanto no Sindicato dos Corretores de Imóveis de sua base territorial.

Em seu relatório, Laércio Oliveira destacou que com a publicação da Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, a profissão de corretor de imóveis em muito se valorizou, sendo estabelecidas as condições e critérios para o seu desempenho.

“É neste contexto de transformações e dinamismo econômico que se insere a modificação na lei do corretor de imóveis, proposta pelo projeto. Trata-se de prever novas formas de contratação entre o profissional e a imobiliária, em que o corretor se associa à empresa”, informou.

Fonte: Revista Infra

Pesquisa da revista Exame, diz que preços de imóveis não vai cair

fevereiro 27, 2012 by lmenezes · 1 Comment
Filed under: Economia 

A notícia não é boa para quem pretende comprar um imóvel: não há previsão de queda nos preços, cada dia maiores. Pelo menos é o que foi levantado pela revista Exame desta quinzena, que ouviu diversos especialistas.

O que deve acontecer daqui em diante é uma redução no ritmo de aumento. Entre 2010 e o primeiro semestre de 2011, o preço médio dos imóveis cresceu 2,6% ao mês, passando depois a subirem 1,8% ao mês.

Em São Paulo e Rio de Janeiro os preços mais que dobraram em três anos, de 2008 a 2011, acumulando alta de 123,8%.

Tá achando caro? Segundo a revista, em outros países emergentes, como Rússia e Índia, o preço médio do metro quadrado chega a ser 3,5 vezes maior do que aqui.

A reportagem de capa trata do mercado imobiliário no País, e os problemas enfrentados pelas grandes construtoras — várias delas com obras atrasadas. Os atrasos, segundo levantou a Exame, é porque as construtoras foram com muita sede ao pote. Fizeram parcerias erradas e lançaram mais empreendimentos do que a mão de obra disponível.

O volume de lançamentos disparou 310% entre 2006 e 2011, por conta do aumento em sete vezes das linhas de crédito. Em compensação, a saúde financeira das incorporadoras com ações na bolsa vem piorando.

Em 2007, o lucro liquido das incorporadoras cresceu 171%, uma beleza. Até 2010, foram sucessivas altas. Já em 2011, o baque: queda de 12% no lucro. O endividamento (dívida líquida em relação ao patrimônio) subiu de 28% em 2008, para 68% no ano passado.

Um outro resultado negativo para a construção é que os custos com mão de obra e materiais dispararam, elevando o preço para o comprador. Por consequência, menos imóveis passaram a ser vendidos em 2011. Em Belo Horizonte, por exemplo, as vendas caíram 44% ano passado. Em São Paulo, 26%. Queda de vendas não significa queda de preço — as construtoras estão se adequando e lançando menos empreendimentos.

A boa notícia, segundo a revista, é que não vivemos uma bolha imobiliária. O que resulta na tal da bolha em países desenvolvidos foi a abundante oferta de crédito — com gente pegando dinheiro emprestado e comprando imóvel para especular. No Brasil, o financiamento imobiliário responde por 5% do PIB, um dos menores do mundo, de acordo com a Exame. No Reino Unido, por exemplo, a participação do crédito imobiliário é de 88% no PIB. Nos Estados Unidos, 81%.

Também de acordo com a reportagem, é “baixíssima” a chance de que se repita o caso da Encol, que quebrou em 1999 deixando 42 mil clientes na mão, com 710 empreendimentos parados em 65 cidades. O baixo risco é porque os bancos exigem hoje que cada obra seja registrada como um empreendimento independente, com caixa próprio — evitando que o problema financeiro de um empreendimento prejudique o outro.

Então, quem conta com a explosão de uma bolha para ver os preços caírem pode colocar as barbas de molho. É bem possível que isso não ocorra.

por: Fábio Linjardi

Imóveis devem continuar valorizando até 2017

fevereiro 13, 2012 by lmenezes · 601 Comments
Filed under: Economia 

Comprar um imóvel na cidade de São Paulo ficou, em média, 92% mais caro desde o início de 2008. Isso quer dizer que aqueles que compraram um apartamento por R$ 100 mil há três anos, hoje conseguem vendê-lo por algo em torno de R$ 190 mil. Só nos últimos 12 meses, a valorização chega a quase 30%, tanto em São Paulo quanto nas outras capitais do País, de acordo com o índice Fipe Zap.

Apesar da forte alta verificada nos últimos anos, os preços devem continuar em ascensão por mais algum tempo, na avaliação do diretor executivo da Consul Patrimonial, Marcus Vinicius de Oliveira. Segundo ele, até 2017, a valorização deve ser impulsionada pela possibilidade de crescimento da economia e pelos investimentos que o País receberá.

Entretanto, a partir desta data, o Brasil não terá mais a expectativa de grandes investimentos produtivos – tanto internos quanto externos. “A margem psicológica de crescimento em função do pré-sal, da Copa do Mundo e da Olimpíada já terá passado”, afirma Oliveira.

Além disso, ele aponta que o déficit habitacional terá sido reduzido significativamente daqui a seis anos. “A classe baixa e classe média em ascensão já terão adquirido muitos imóveis”, diz. “A oferta, neste momento, já poderá estar um pouco acima da demanda por imóveis” continua.

De acordo com Oliveira, historicamente, locais que sediam Olimpíada tendem a viver após dois anos uma pequena crise no setor – com mais oferta e menos demanda. “A China neste momento já vive uma desvalorização imobiliária e o Brasil avança para atingir um pico antes da queda dos preços”, acredita. “Mas isso não significa que o mercado imobiliário não continuará se desenvolvendo. A valorização por metro quadrado é que terminará e o valor se estabilizará por um novo período. Novos ciclos ocorrerão em seguida”, continua.

Depende das regiões Para o coordenador do MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil e professor do FGV Management, Pedro Seixas Corrêa, já é possível notar uma certa estabilização nos preços dos imóveis, que avançaram de forma rápida nos últimos anos. Mas isso também depende do tipo de imóvel e da região onde ele se encontra.

“Em alguns mercados, por conta do desequilíbrio entre a oferta e a demanda, os preços ainda podem valorizar por mais um tempo, pode ser que até 2017 mesmo”, aponta o professor. Ele cita como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, além de jogos da Copa do Mundo de 2014, e que possui boas perspectivas de investimentos e crescimento por conta do pré-sal.

Entretanto, em outros locais, já é possível notar uma manutenção dos preços ou até mesmo sinais de arrefecimento. “Há regiões que ainda apresentarão alta, mas já há uma certa estabilização geral”, diz Correia.

Segundo ele, os imóveis comerciais é que devem apresentar uma melhor alternativa de investimento. “Isso porque ainda existe uma demanda não atendida por estes imóveis que deve continuar nos próximos anos”, diz.

Alternativas de investimentos em imóveis O diretor executivo da Consul Patrimonial ressalta que, para aqueles que querem investir em imóveis, existem alternativas além da compra direta do bem. Um exemplo são os fundos de investimentos imobiliários.

“Esta é a melhor opção para quem quer aproveitar o ‘boom’ do mercado e não quer ter o trabalho de procurar um imóvel, negociá-lo, acertar as questões contratuais e ainda ter problemas com inquilinos”, afirma. “Basicamente, um fundo deste tipo é a divisão do empreendimento em cotas e cada pessoa pode comprar uma ou mais”, explica.

Além disso, ele ressalta a segurança deste tipo de investimento. “Pela norma da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), somente uma instituição financeira pode fazer esta administração, o que reduz consideravelmente qualquer risco de golpe ou calote”, diz o especialista.

Entre as principais vantagens deste tipo de fundo, está a ausência de tributação para os rendimentos obtidos com o aluguel do imóvel e a possibilidade de diversificação do portfólio imobiliário com poucos recursos. A compra e venda das cotas é feita por meio da corretora de valores. Por isso, é preciso ter cadastro em uma para conseguir fazer estas transações.

Fonte: Yahoo Notícias, 

Imóveis desvalorizam-se gradualmente

fevereiro 13, 2012 by lmenezes · 123 Comments
Filed under: Economia 

A queda nos preços em uma região é fruto de um processo, diferentemente da valorização, diz especialista

São Paulo – Nas últimas duas semanas, dois desastres de coincidência assustadora alarmaram o país: o desabamento repentino de três prédios na cidade do Rio de Janeiro e de outro edifício em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Para quem investe em imóveis ou busca a casa própria, fica a dúvida: será que notícias como essas podem levar à desvalorização da região em que ocorreram os eventos?

O mercado imobiliário brasileiro continua pujante, e embora a valorização já esteja mais modesta, quase ninguém acredita numa queda de preços em breve. Notícias negativas, porém, tendem a provocar reações passionais nas pessoas, com consequências reais. Quando há um desastre aéreo, por exemplo, cai o número de pessoas que viajam de avião; e uma casa onde se sabe ter havido um assassinato certamente terá dificuldade de ser vendida.

Mas no mercado imobiliário, as notícias ruins isoladamente não têm grande repercussão, apenas se estiverem inseridas dentro de um contexto negativo mais amplo. “Os fatores que desvalorizam um imóvel são problemas de longo prazo”, afirma o consultor imobiliário Alex Strotbek, que já atuou nos mercados de São Paulo e do Rio.

De acordo com ele, ao contrário da valorização – que pode ser rápida, repentina e provocada por uma melhoria pontual numa região – a queda dos preços dos imóveis demora mais para acontecer, e é resultado de anos de descaso do poder público e da fuga da iniciativa privada para regiões mais bem estruturadas.

Desvalorizações por motivos isolados são bem mais raras. “Os problemas pontuais são consequências da falta de investimento”, diz o consultor, para quem os desastres não passam de manifestações de anos de descaso. Na opinião de Strotbek, portanto, apenas os desabamentos nas duas cidades não são suficientes para desvalorizar as respectivas regiões.

O que desvaloriza uma região

Os fatores que podem levar à desvalorização de uma região no médio e longo prazo se relacionam principalmente com o descaso do poder público. A ausência ou falta de renovação do plano diretor da cidade, permitindo construções desenfreadas e fora do gabarito, tendem a aumentar a população local acima do limite, e consequentemente agravar problemas como engarrafamentos, insuficiência na coleta de lixo, enchentes e até criminalidade.

Todos esses problemas desvalorizam uma região, mas vão ocorrendo lenta e gradativamente, à medida que a falta de investimentos públicos e privados vai permitindo que eles se agravem. O caso “Cracolândia” paulista é emblemático, pois a reunião de usuários de drogas só agravou uma desvalorização que já estava em curso.

“Os usuários de drogas que ali viviam foram migrando aos poucos. A região já estava desvalorizada, porque já havia vários imóveis desocupados e abandonados, que foram ocupados por usuários e outras pessoas que ali chegaram. A iniciativa privada não cuidou de seus imóveis e a prefeitura foi negligente”, diz Strotbek.

Existem também fatores “naturais” que desvalorizam uma região. Trata-se do seu ciclo de desenvolvimento: elas se valorizam até o surgimento de uma nova região que atenda melhor às necessidades do seu público. Caso a antiga área não tenha recebido investimentos e se renovado, ela perde público para a nova região e se desvaloriza.

Em geral, empresas e comércio iniciam esse movimento, migrando para bairros onde a infraestrutura viária e de transportes, a segurança e a modernidade das construções atendam melhor a suas necessidades. A migração das empresas da Avenida Paulista para a região da Faria Lima e da Berrini não desvalorizou a Paulista, que continuou adequada para abrigar empresas. Mas em outros casos, as regiões antigas realmente se tornam obsoletas.

“É o que acontece quando o comércio de rua migra para shoppings por questões de falta de infraestrutura e segurança. As empresas vão para onde existe mais conforto e mais espaço para as suas sedes”, diz Strotbek.

E como a antiga região pode segurar seu público e continuar valorizada? Adequando-se às novas necessidades. Uma região onde os prédios não foram renovados vai perder inquilinos para onde há prédios novos, mais inteligentes e econômicos. “Fazer retrofits e adequar os edifícios internamente é essencial nesse sentido”, diz o consultor.

Desvalorização por motivo pontual

Ao contrário da desvalorização, que é geralmente lenta e gradual, a valorização de uma área pode se dar por motivos pontuais e até repentinamente. Quando se anuncia uma nova estação de metrô – desde que a população encare isso como uma vantagem, é claro – os imóveis e aluguéis do entorno rapidamente vão subir de valor. Foi o que aconteceu, por exemplo, no Jardim Oceânico, sub-bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que vai receber uma estação de metrô ligada à Zona Sul.

Porém, existe pelo menos um caso em que a desvalorização pode ocorrer por motivo isolado: em caso de superoferta de imóveis numa região. Pode ocorrer em regiões em desenvolvimento e rápida valorização que desencadeiam uma verdadeira euforia. Os lançamentos se multiplicam até atingirem o ponto de não serem absorvidos pela demanda, evidenciando uma falta de limites nas expectativas das incorporadoras.

“Foi o que aconteceu na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. É uma avenida com vocação comercial, onde houve uma oferta excessiva de novos empreendimentos corporativos”, diz Strotbek.

Por: Julia Wiltgen
Fonte: Exame

São sete as taxas abusivas e ilegais cobradas dos consumidores na compra de um imóvel

fevereiro 10, 2012 by lmenezes · 411 Comments
Filed under: Direito Imobiliário 

SÃO PAULO – Muitos consumidores que desejam realizar o sonho da casa própria acabam não prestando atenção àquelas letras miúdas inseridas no contrato ou, até mesmo, acabam aceitando as imposições das empresas no fechamento do negócio.

Na avaliação do presidente da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz, é importante que o comprador tenha o apoio de um profissional especializado na área imobiliária, como um advogado ou economista, para não cair nessas armadilhas e evitar problemas futuros.

“Porém, a realidade é bem diferente e infelizmente muitos contratos assinados na atualidade trazem a inclusão de adicionais onerosos que afetam o adquirente. As mais comuns são as taxas Sati, de interveniência, de transferência, de administração, de obra e corretagem, entre outras tantas prejudiciais ao mutuário”, destaca Luz.

Conheça quais são as taxas abusivas

Um bom caminho para tentar se proteger é conhecer quais as cobranças abusivas mais comuns no mercado imobiliário. Confira abaixo as 7 selecionadas pelo presidente da Amspa:

1 – Sati

“Uma das práticas mais recorrentes do mercado imobiliário é a taxa Sati, pela qual é cobrado o percentual de 0,88% sobre o valor do bem”, explica Luz. As imobiliárias impõem a cobrança ao proprietário do imóvel sob a alegação de existência de custos de assistência técnica e jurídica para fechar o contrato.

“O recolhimento, porém, fere tanto o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, pela prática de submeter o fornecimento do serviço relacionado a outro, como também o código de ética da OAB, por impor um profissional contratado pela corretora”, alerta.

2 – Assessoria imobiliária

A obrigação de pagar pela assessoria imobiliária, inclusive, é do próprio vendedor e não do novo proprietário do imóvel. “A exceção é feita no caso de comum acordo entre as partes, com todos os esclarecimentos e retificações no contrato”, completa.

3 – Comissão do corretor

Outro procedimento ilícito é obrigar o comprador do imóvel a assumir o pagamento da comissão do corretor, nos casos em que a empresa o contrata para fazer a intermediação entre comprador e a incorporadora. A taxa varia de 6% a 8%, conforme determina o Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

“Só no momento da assinatura ou, na maioria das vezes, após fechar o contrato, que o mutuário tem o conhecimento do pagamento da taxa indevida”, explica.

Ele lembra que ainda há ocorrências em que a incorporadora separa o pagamento da porcentagem do agente comercial para que, na hora da rescisão do contrato, não tenha que devolver esse dinheiro, além da sonegação de tributos como o Imposto de Renda e induzindo o comprador a sonegar o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens de Imóveis).

Porém, Luz lembra: “O pagamento é possível apenas quando o próprio adquirente contrata o profissional para lhe auxiliar na procura da casa própria”.

4 – Transferência do imóvel (Cessão do Contrato ou de Renúncia)

Quando o mutuário tenta transferir o imóvel em construção para outra pessoa, para que ela assuma as prestações do financiamento, ele encontra outra surpresa. “Para que a venda seja concretizada, as construtoras costumam impor o pagamento da taxa chamada ‘Cessão do Contrato ou de Renúncia’, que equivale a 3% do valor da propriedade”, explica.

Ele orienta que os prejudicados contestem a cobrança na Justiça até conseguirem retirar o valor ou reduzi-lo a despesas administrativas da elaboração do contrato, pois a prática é abusiva, não tem previsão na legislação e fere o CDC.

5 – Taxa de interveniência

Ela se refere ao pagamento que pode chegar a R$ 3 mil ou, em alguns casos, a 2% do financiamento, quando o comprador não aceita a financeira parceira da incorporadora. “Sua imposição é considerada venda casada, e os órgão de defesa do consumidor, como o Procon, a condenam”, destaca Luz.

6 – Taxa de administração

Os bancos alegam que é cobrada essa taxa pelo serviço administrativo e na manutenção do contrato de financiamento. Embora a legislação determine que o limite cobrado seja de até 2% e apenas nas 12 primeiras prestações, algumas instituições chegam a cobrar de 20% a 30% da tarifa durante todo o financiamento.

“Outra artimanha utilizada é oferecer juros abaixo do que é praticado no mercado, que é de 12% ao ano. Porém, a diferença ‘não cobrada’ é inserida justamente na taxa de administração”, lembra o presidente da Amspa.

7 – Taxa de obra

O mais novo tributo aplicado pelas construtoras é a taxa de obra, pela qual é cobrado um percentual de 2% sobre o valor do imóvel durante a construção. As empresas dizem que ela é referente aos juros da obra e cobram-na até que aconteça a liberação do “Habite-se” e de toda a documentação relacionada.

“Isso é um abuso”, afirma Luz. Ele ensina que o artigo 51 do CDC considera ilegal a cobrança de qualquer taxa que coloque o consumidor em desvantagem exagerada.

Veja dicas de como agir

Para reverter a situação de desvantagem em que o mutuário se encontra, cabe a ele próprio fazer valer seus direitos. “Ele pode recorrer à Justiça para exigir a devolução de seu dinheiro, que deverá ser restituído em dobro, além de ser acrescido de correção monetária e juros”, orienta Luz.

A devolução deve ocorrer em uma única vez, no prazo máximo de 10 dias e corrigida com os devidos encargos. Após o 15º dia, incide o acréscimo de 10% de multa e, caso não seja pago, os bens da imobiliária ou da construtora podem ser penhorados.

“Portanto, fica claro que todas essas taxas são totalmente abusivas e sem qualquer justificativa”, alerta o presidente da Amspa. “Está na hora de acabar com essa injustiça”.

Fonte: UOL

Será ampliado para todo o país o cartão aluguel da caixa

fevereiro 10, 2012 by lmenezes · 512 Comments
Filed under: Economia 

Está marcado para o dia 15 de fevereiro o lançamento do cartão aluguel em Belo Horizonte. O novo produto da Caixa Econômica Federal dispensará a figura do fiador nos contratos de locação de imóveis residenciais, tornando-se mais uma alternativa no setor. A intenção do governo é diminuir a burocracia no processo.
Funcionando em fase piloto desde dezembro em São Paulo, o projeto deverá ser ampliado, no próximo mês, para o resto do país.

Com o cartão, a pessoa interessada em alugar um imóvel vai assumir o compromisso de pagar as parcelas junto à Caixa Econômica Federal, que, por sua vez, dá garantias de quitação à imobiliária. Assim, no contrato podem ser dispensadas outras formas de garantia.

Atualmente, cerca de 90% dos acordos imobiliários no país exigem a figura do fiador. Em alguns casos, admite-se a alternativa do depósito caução, que pode chegar ao valor de três meses de aluguel. Ou o seguro-fiança, em que o inquilino de Belo Horizonte tem apenas uma opção de seguradora e o preço do produto, geralmente, varia entre um mês e dois meses de locação.

O cartão aluguel será oferecido nas bandeiras das operadoras MasterCard e Visa, na variante internacional. Ele será comercializado, exclusivamente, nas imobiliárias previamente credenciadas e nas agências da Caixa Econômica em todo o país.

Requisitos
 

O interessado deverá ter uma renda mínima de R$ 1.000 e terá acesso a dois créditos distintos. Um será para o aluguel, devendo ser utilizado exclusivamente para pagamento da locação residencial nas imobiliárias.

O outro é rotativo, como o cartão de crédito comum, podendo efetuar pagamentos de compras em estabelecimentos comerciais. O valor do aluguel e das compras virão discriminadas na fatura mensal.

Além da taxa mensal de R$ 8, totalizando R$ 96 ao ano, o locatário pagará algo em torno de 6,67% por mês de Taxa de Manutenção do Aluguel (TMA), que, em 12 meses, corresponderá a 80% do valor de um mês de aluguel. Uma alternativa mais viável que o seguro-fiança.

Fonte: R7

Investidores da bolsa migram para compra de imóveis

fevereiro 10, 2012 by lmenezes · 446 Comments
Filed under: CEF 

Nesse panorama, dizem analistas, dá para entender por que alguns vendedores continuam subindo os preços de seus imóveis, mesmo que num ritmo menos acelerado.

- Até ano passado, os aumentos no preço de venda dos nossos imóveis chegavam a 2% ao mês. Em 2011, o ritmo diminuiu para cerca de 1,3% ao mês. Ainda muito alto. Para mim, a tendência é de estabilidade – analisa Cláudio Castro, da Sérgio Castro Imóveis, que também registra migração de investimentos da bolsa para os imóveis, considerados mais seguros.

Crédito ainda forte tende a ser afetado pela crise

Para Alexandre Pelliccione, diretor de imóveis prontos da Fernandez Mera Imobiliária, os preços continuam aumentando por, pelo menos, mais um ano.

- Ainda tem muito comprador para pouca oferta no Rio e, com o crédito ainda forte, o mercado se mantém aquecido – analisa Pelliccione.

O economista Roberto Zentgraf alerta, porém, para a possibilidade de redução no crédito já que as bolsas do mundo todo estão instáveis.

- É natural que nesse momento de turbulência haja redução de crédito, porque o dinheiro está mais curto mesmo. E isso afeta todo mundo, não só o mercado imobiliário – diz Zentgraf, acentuando que a maior ou menor velocidade da queda dependerá de quão artificial estejam os preços. – E não só dos imóveis.

Fonte: O Globo

Modelo automatizado é implantado pela Caixa para aprovação de crédito e tem convênio com imobiliárias

fevereiro 6, 2012 by lmenezes · 691 Comments
Filed under: CEF 

RIO – A ideia é que funcione bem parecido com uma concessionária de automóvel: o cliente resolve quase tudo na loja. Seguindo a estratégia de expansão do projeto de correspondentes negociais, que já conta com 296 parceiros na cidade do Rio, a Caixa Econômica está implantando o chamado “modelo automatizado de crédito imobiliário”. A ideia é dar mais agilidade à avaliação de risco de crédito e à consequente aprovação, ou não, dos financiamentos habitacionais. Todas as informações do candidato a mutuário são transmitidas pela corretora para o banco via web, tornando o processo mais rápido.

O comprador só tem de ir a uma agência da Caixa num último momento do processo, para que o gerente do banco assine o contrato. Por enquanto, no Rio, 12 imobiliárias estão começando a operar como piloto desse novo formato de correspondente. No Brasil, já são 585 atuando no modelo automatizado. De acordo com a superintendente regional da Caixa no Rio, Nelma Tavares, o projeto deverá ser expandido para todas as parceiras.

A ideia é que funcione como o crédito para a compra de automóveis, em que o cliente resolve tudo na loja. A expectativa é atingir um número maior de pessoas, dobrando o volume de financiamentos por correspondente.

O novo modelo, segundo a Caixa, contribui para a redução de custos e agilização do processo, uma vez que toda a parte operacional é repassada ao correspondente e não induz a retrabalhos nas agências da instituição. Se toda a documentação estiver correta, a aprovação do financiamento poderá ser feita em 48 horas. Mas nenhum dos critérios do banco será flexibilizado no processo: toda avaliação de risco, da capacidade de pagamento e do imóvel continuam a cargo da Caixa, o que é considerado essencial para garantir a baixa inadimplência na habitação.

Fonte: O Globo

Prazo de liberação do financiamento só depende da documentação completa

fevereiro 6, 2012 by lmenezes · 585 Comments
Filed under: CEF 

Erros na documentação ou demora em obter as informações são os fatores que mais atrasam aprovação de crédito.

Uma das maiores dificuldades de quem inicia o processo para contratar um financiamento imobiliário é reunir toda a documentação necessária à aprovação do crédito. Erros na documentação ou demora em obter as informações necessárias podem fazer com que a assinatura do contrato demore de 30 a 90 dias.

Para quem não tem muito tempo disponível, nem conhecimento específico para organizar os documentos, o assessoramento de uma consultoria especializada pode reduzir substancialmente o tempo de aprovação para um prazo de 15 a 20 dias. A entrega da documentação em ordem é uma das etapas mais importantes na concessão do financiamento imobiliário, afirma Alexandre Pádua, diretor da consultoria FPS Negócios Imobiliários, empresa que presta serviço de consultoria na obtenção da documentação e assessoria técnica para formalização de operações de financiamento imobiliário.

O primeiro passo para ter acesso ao financiamento é realizar, numa agência bancária, uma simulação, por meio da qual são informadas as taxas de juros e todas as condições de pagamento.

A partir do momento em que o cliente decide, de fato, tomar o financiamento imobiliário, é preciso apresentar seus documentos pessoais e de renda para fins de aprovação do crédito. Aprovado o crédito, o próximo passo é a avaliação do imóvel a ser financiado, feita por um engenheiro indicado pela instituição financeira, bem como a apresentação da documentação dos compradores, vendedores e do imóvel objeto do financiamento, incluindo documentos pessoais e certidões cartorárias que comprovem a regularidade da venda e compra.

Recebida a documentação, a instituição financeira verifica se há restrições que possam colocar em risco a operação, como por exemplo: ações judiciais contra o vendedor, penhoras, dívidas sobre o imóvel, etc.

Estando tudo em ordem, o contrato é emitido pela instituição financeira e, após a assinatura das partes, é recolhido o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e levado ao cartório de registro de imóveis competente para o registro da venda e compra e da garantia do financiamento. Somente após o registro do contrato é que o dinheiro é liberado para o pagamento do vendedor.

Considerando as várias fases do processo de financiamento, bem como a possibilidade de existirem situações a serem esclarecidas para a aprovação definitiva da operação, a contratação de uma empresa especializada em consultoria imobiliária se mostra uma opção interessante para quem não abre mão de agilidade e segurança. Apesar de o prazo variar de instituição para instituição, se houver problema na documentação, o processo de liberação do financiamento pode durar meses, finaliza Pádua.

Fonte: ImovelWeb

Corretor terá acesso ao mercado dos EUA

fevereiro 6, 2012 by lmenezes · 566 Comments
Filed under: Corretor 

O Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) firmou uma parceria com a National Association of Realtors, NAR, associação norte-americana dos corretores de imóveis, que permite que os profissionais do setor tenham acesso ao mercado de imóveis dos Estados Unidos e vice-versa. Esse convênio tem como objetivo ainda estimular o intercâmbio e treinamentos entre as instituições brasileiras e americanas. Somente nos EUA, mais 3 milhões de corretores estão associados a NAR. A entidade se encontra presente em mais de 60 países por meio de convênios e parcerias. Os Estados Unidos são o país que mais investe em imóveis no Brasil e, embora estejam passando por dificuldades momentâneas, por causa da crise financeira de 2008, continua exercendo forte influência em todo o mundo.

Para ter acesso à NAR é preciso que o corretor faça contato com o Cofeci para se habilitar ao cadastramento junto à entidade norte-americana. Com a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, muitos americanos e estrangeiros de modo geral vão demandar alojamento, sem falar na possibilidade do corretor poder ofertar bons investimentos na área imobiliária. Além disso, o corretor que se associar à NAR estará de posse dos mais variados produtos imobiliários norte-americanos, que nesse momento estão com os preços em queda, devido à crise e podem se tornar um excelente negócio para brasileiros. Em 2010, o número de corretores de imóveis no Brasil chegou a 250 mil, segundo registro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis.

Fonte: Tribuna da Bahia

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