Dicas para quem está construindo e reformando

março 14, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Arquitetura 

Construir ou reformar um imóvel nem sempre é uma das tarefa fácil. Mais do que projetar o resultado arquitetônico esperado, existem uma série de questões legais para as quais os proprietários precisam estar atentos para evitar que suas residências ou empreendimentos comerciais venham a ter problemas junto aos órgãos públicos responsáveis pela regularização imobiliária. Sobre este tema, a engenheira Sanrlei Polini, diretora da Soluções Consultoria, aponta cinco dicas essenciais que abrangem os cuidados necessários, em termos de documentação, que devem ser tomados por quem está realizando uma reforma.

Confira as dicas:

Projeto adequado: “É imprescindível a contratação de um engenheiro ou arquiteto especializado em reformas, pois este profissional terá condições de elaborar o projeto de reforma de acordo com as leis e normas técnicas estabelecidas pelos órgãos públicos locais, evitando assim problemas legais no futuro”.

Processo de aprovação: “Depois de finalizado o projeto para a reforma ou construção, é preciso encaminhá-lo para aprovação junto à prefeitura municipal. Para que o processo ocorra de maneira assertiva e sem grandes dores de cabeça para o proprietário, é importante a consultoria de uma empresa especializada, que já conhece os trâmites legais e burocráticos e pode garantir maior sucesso à ação”.

Mão-de-obra: “As pessoas que trabalharão no dia-a-dia da obra também precisam ser especializadas e de confiança. Além disso, é importante que sejam permanentemente acompanhadas por um engenheiro ou arquiteto que gerenciem o trabalho e garantam que tudo sairá conforme acordado”.

Documentação: “Após a conclusão da obra é preciso solicitar junto à prefeitura o “Habite-se”, documento que comprova legalmente que o imóvel foi construído de acordo com o aprovado. Além disso, também é preciso levar o projeto do imóvel e o “Habite-se” para averbação (declaração) no registro de imóveis”.

Laudos especiais: “No caso dos imóveis comerciais, é importante não esquecer que também é preciso obter com os órgãos públicos outros laudos e aprovações que são obrigatórios para o funcionamento dos estabelecimentos, tais como: vigilância sanitária, bombeiros e órgãos ambientais”.

Fonte: Zap Imóveis

O valor de um imóvel pode ficar 16% mais caro com um bom projeto paisagistico

março 11, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

O paisagismo está cada vez mais presente em imóveis, sejam recém-lançados, novos ou usados. Uma pesquisa realizada em 2011 mostrou que a valorização média de um imóvel com áreas verdes bem cuidadas chegou a 16%.  Com essa perspectiva é que investidores perceberam o potencial de negócio e valorização e passaram a agregar projetos de paisagismo às residências.

No estudo, elaborado pela sueca Husqvarna – empresa de equipamentos de jardinagem – foram entrevistados cinco mil proprietário de imóveis em nove países e 44 corretores imobiliários. De acordo com a paisagista e coordenadora do Curso Técnico de Paisagismo do CEPDAP (Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões), Vera Ros, está cada vez mais comum a incorporação do paisagismo aos projetos arquitetônicos.

Ainda, segundo a pesquisa, foi verificado um aumento de aproximadamente 10% para as residências com um jardim bem cuidado e cerca de 15% de desvalorização nas casas em que a área estava descuidada. Para Vera os dados mostram a importância do paisagismo na construção civil. “Isso demonstra uma mudança no mercado imobiliário. Anteriormente o jardim era substituído por áreas de calçadas, acreditando ser mais prático, como conseqüência, os espaços destinados ao verde diminuíram”, afirma.

Nas novas construções o paisagismo tem se tornado um item essencial e os projetos são cada vez mais personalizados. “As construtoras investem em projetos para garantir mais conforto aos empreendimentos. Esse é um diferencial que torna o imóvel mais atrativo e que proporciona maior qualidade de vida dos moradores”, comenta a paisagista.

A especialista ainda destaca a importância de um paisagista qualificado que irá elaborar um projeto integrado às necessidades do espaço e conceito do imóvel. Desta forma, além de suprir as expectativas dos moradores, a execução levará em consideração conceitos importantes, como o meio ambiente. “Um planejamento feito no início do empreendimento junto com o projeto arquitetônico permite uma melhor proposta de aproveitamento das áreas de lazer. Também é importante salientar que o conhecimento profissional possibilita a escolha adequada de plantas e materiais usados no paisagismo”, explica.

Para ela a questão ambiental e a sustentabilidade são importantes na elaboração de um projeto. Nesse caso, é necessário avaliar as condições do terreno e plantas nativas já existentes no local. “Outras espécies de plantas podem ser integradas ao projeto de paisagismo tornando o ambiente mais natural. Por isso a importância de um profissional qualificado, que atenda não só as necessidades do espaço e dos moradores, mas também valorize o imóvel no mercado”, avalia.

O CEPDAP está com matrículas abertas para o Curso Técnico de Paisagismo, que começa em março de 2012. Nas aulas o profissional será preparado para desenvolver projetos de acordo com a necessidade de cada cliente e com práticas sustentáveis.  O técnico formado pela escola poderá dar entrada à certificação da profissão junto ao CREA/PR. Mais informações pelo site  www.cepdap.com.br, pelo telefone             (41) 3029-4044

Fonte: Paranashop

Imóveis desvalorizam-se gradualmente

fevereiro 13, 2012 by lmenezes · 123 Comments
Filed under: Economia 

A queda nos preços em uma região é fruto de um processo, diferentemente da valorização, diz especialista

São Paulo – Nas últimas duas semanas, dois desastres de coincidência assustadora alarmaram o país: o desabamento repentino de três prédios na cidade do Rio de Janeiro e de outro edifício em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Para quem investe em imóveis ou busca a casa própria, fica a dúvida: será que notícias como essas podem levar à desvalorização da região em que ocorreram os eventos?

O mercado imobiliário brasileiro continua pujante, e embora a valorização já esteja mais modesta, quase ninguém acredita numa queda de preços em breve. Notícias negativas, porém, tendem a provocar reações passionais nas pessoas, com consequências reais. Quando há um desastre aéreo, por exemplo, cai o número de pessoas que viajam de avião; e uma casa onde se sabe ter havido um assassinato certamente terá dificuldade de ser vendida.

Mas no mercado imobiliário, as notícias ruins isoladamente não têm grande repercussão, apenas se estiverem inseridas dentro de um contexto negativo mais amplo. “Os fatores que desvalorizam um imóvel são problemas de longo prazo”, afirma o consultor imobiliário Alex Strotbek, que já atuou nos mercados de São Paulo e do Rio.

De acordo com ele, ao contrário da valorização – que pode ser rápida, repentina e provocada por uma melhoria pontual numa região – a queda dos preços dos imóveis demora mais para acontecer, e é resultado de anos de descaso do poder público e da fuga da iniciativa privada para regiões mais bem estruturadas.

Desvalorizações por motivos isolados são bem mais raras. “Os problemas pontuais são consequências da falta de investimento”, diz o consultor, para quem os desastres não passam de manifestações de anos de descaso. Na opinião de Strotbek, portanto, apenas os desabamentos nas duas cidades não são suficientes para desvalorizar as respectivas regiões.

O que desvaloriza uma região

Os fatores que podem levar à desvalorização de uma região no médio e longo prazo se relacionam principalmente com o descaso do poder público. A ausência ou falta de renovação do plano diretor da cidade, permitindo construções desenfreadas e fora do gabarito, tendem a aumentar a população local acima do limite, e consequentemente agravar problemas como engarrafamentos, insuficiência na coleta de lixo, enchentes e até criminalidade.

Todos esses problemas desvalorizam uma região, mas vão ocorrendo lenta e gradativamente, à medida que a falta de investimentos públicos e privados vai permitindo que eles se agravem. O caso “Cracolândia” paulista é emblemático, pois a reunião de usuários de drogas só agravou uma desvalorização que já estava em curso.

“Os usuários de drogas que ali viviam foram migrando aos poucos. A região já estava desvalorizada, porque já havia vários imóveis desocupados e abandonados, que foram ocupados por usuários e outras pessoas que ali chegaram. A iniciativa privada não cuidou de seus imóveis e a prefeitura foi negligente”, diz Strotbek.

Existem também fatores “naturais” que desvalorizam uma região. Trata-se do seu ciclo de desenvolvimento: elas se valorizam até o surgimento de uma nova região que atenda melhor às necessidades do seu público. Caso a antiga área não tenha recebido investimentos e se renovado, ela perde público para a nova região e se desvaloriza.

Em geral, empresas e comércio iniciam esse movimento, migrando para bairros onde a infraestrutura viária e de transportes, a segurança e a modernidade das construções atendam melhor a suas necessidades. A migração das empresas da Avenida Paulista para a região da Faria Lima e da Berrini não desvalorizou a Paulista, que continuou adequada para abrigar empresas. Mas em outros casos, as regiões antigas realmente se tornam obsoletas.

“É o que acontece quando o comércio de rua migra para shoppings por questões de falta de infraestrutura e segurança. As empresas vão para onde existe mais conforto e mais espaço para as suas sedes”, diz Strotbek.

E como a antiga região pode segurar seu público e continuar valorizada? Adequando-se às novas necessidades. Uma região onde os prédios não foram renovados vai perder inquilinos para onde há prédios novos, mais inteligentes e econômicos. “Fazer retrofits e adequar os edifícios internamente é essencial nesse sentido”, diz o consultor.

Desvalorização por motivo pontual

Ao contrário da desvalorização, que é geralmente lenta e gradual, a valorização de uma área pode se dar por motivos pontuais e até repentinamente. Quando se anuncia uma nova estação de metrô – desde que a população encare isso como uma vantagem, é claro – os imóveis e aluguéis do entorno rapidamente vão subir de valor. Foi o que aconteceu, por exemplo, no Jardim Oceânico, sub-bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que vai receber uma estação de metrô ligada à Zona Sul.

Porém, existe pelo menos um caso em que a desvalorização pode ocorrer por motivo isolado: em caso de superoferta de imóveis numa região. Pode ocorrer em regiões em desenvolvimento e rápida valorização que desencadeiam uma verdadeira euforia. Os lançamentos se multiplicam até atingirem o ponto de não serem absorvidos pela demanda, evidenciando uma falta de limites nas expectativas das incorporadoras.

“Foi o que aconteceu na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. É uma avenida com vocação comercial, onde houve uma oferta excessiva de novos empreendimentos corporativos”, diz Strotbek.

Por: Julia Wiltgen
Fonte: Exame