Imóveis para vender na cor Azul Turquesa

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

O azul turquesa é uma cor que agrada a quase todos os gostos. Traz a serenidade do azul e o vigor do verde. Ressalta os tons naturais e as variedades do marrom e do cinza. Mescla muito bem com roxos, rosas e fica perfeito com todos os azuis, sobretudo os escuros.

Por fim, fica ótimo com cores neutras como branco e o preto.

Por isso,  turquesa  é uma ótima escolha como cor complementar, ampliando muito as possibilidades de decoração…

Inspirem-se nas fotos!

Um beijo

Bianca

Green Building está sendo implantado em Abu Dhabi.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia, Sem categoria 

Dando sequência aos “Posts”sobre o panorama mundial do “Green Building”, falaremos hoje sobre como Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, formulou sua própria política e está implementando este conceito, que vem crescendo entre os construtores e incorporadores. O “Post” foi inspirado no artigo “Green drive is growing on builders in Abu Dhabi” publicado no site http://www.thefuturebuild.com/

Quando o Conselho de Planejamento Urbano de Abu Dhabi lançou o seu programa de sustentabilidade, o “Estidama”, há dois anos, as diretrizes de construção verde definidas não foram aceitas facilmente.

Mas desde que se tornou obrigatório, em setembro de 2010, mais de 100 empreendimentos nos Emirados receberam uma classificação de duas pérolas para Projetos Verdes através do sistema de pontuação criado. Outros três receberam a mesma classificação, de um total de cinco pérolas, para a fase de construção.

Os edifícios também receberão uma classificação de sustentabilidade para a operação, através de uma avaliação que será realizada dois anos após a conclusão da obra e o consequente início de ocupação.

“Se você não tiver feito isso antes, aplicar sustentabilidade não é uma coisa fácil”, disse Edwin Young, um conselheiro do “Estidama”. ”Neste mesmo período do ano passado, ninguém queria fazer sequer uma pérola, o nível mais baixo de incorporação do Projeto no estilo “Green Building”.  A primeira resposta foi uma rejeição automática dizendo “eu não quero fazer isso”.

Projetistas, construtores e consultores, inicialmente assustados com o conceito de edifício verde, e as suas aplicações nos projetos e construções, nos primeiros três meses após a obrigatoriedade do “Estidama” tiveram seus requerimentos “online” rejeitados por não atenderem os requisitos de sustentabilidade.

No ano passado, entretanto, as atitudes foram mudando rapidamente e assim o Conselho de Planejamento Urbano passou a treinar 30 pessoas por semana, para poderem aplicar o programa.

“Discutimos muito, no ano passado, sobre o mito e a realidade,” afirma Young. ”As pessoas achavam que o “Estidama” iria afetar edifícios atuais, ou que ia ser impossível obter materiais, por exemplo. Nós mudamos o foco, e estamos aumentando o nível de conscientização.”

Especialistas reunidos na Cúpula Mundial de Eco Construção, na semana passada, aplaudiram o progresso do Emirado, mas advertiram que a batalha está longe de ser vencida.

“Trata-se de mudança”, disse Matthew Plumbridge, um consultor de planejamento ambiental e de sustentabilidade do Departamento de Assuntos Municipais. ”Nós vamos partir da teoria para a prática, e é interessante medir o nível de adoção do Programa. Mudança de atitude é um desafio, com certeza, e isso não acontece da noite para o dia.”

Recentemente foi concluído em Abu Dhabi o primeiro edifício em conformidade com o “Estidama” – o Imperial College London Diabetes Center, em Al Ain, que abriu no final do ano passado. Nele foram utilizados materiais de origem local e o mesmo possui um sistema de aquecimento solar. Além disto o consumo de água e energia é significativamente menor, foi um verdadeiro teste para o “Estidama”.

Mazen Al Dahmani, gerente geral do centro, disse que a escassez de consultores qualificados provou ser um desafio durante a construção.

“Precisamos de uma equipe adicional para apoiar e orientar os consultores e empreiteiros”, disse ele.

Young disse que existem atualmente cerca 600 profissionais qualificados para aplicar o Estidama, mas acrescentou que os consultores com formação local tem sido um dos maiores desafios da UPC.

“Nós ainda temos alguns problemas, mas as pessoas agora estão nos procurando”, disse ele. ”O Estidama ainda é um bebê. Neste ano, houve tanto progresso, e nós não poderíamos estar mais orgulhosos.”

Saeed Alabbar, o vice-presidente da Emirates Green Building Council, um fórum de profissionais da indústria dedicados ao de práticas favoráveis ao meio ambiente, disse que o progresso nos últimos anos pode ser atribuída a fatores econômicos.

“Nós estamos vendo todos no mesmo barco agora – construtores, fornecedores e governo”, disse Alabbar.

“É um propulsor econômico, faz mais sentido a construção de edifícios verdes do que o contrário. A economia está vendo uma oportunidade de atender a uma nova demanda.”

A sustentabilidade vai funcionar, porém, é necessário que os ocupantes e usuários dos edifícios verdes mudem seu hábitos e assimilem a cultura.

“Os ocupantes desempenham um papel importante”, disse Rym Baouendi, um conselheiro do “Estidama”.

“Podemos melhorar a educação sustentável. O “Estidama” presta muita atenção para os aspectos culturais também. Quando se trata de comportamento, temos uma oportunidade de mandar a nossa mensagem em locais como mesquitas e escolas. Temos que espalhar a mensagem sobre como o comportamento pode ter um impacto positivo.”

A próxima batalha será incentivar os proprietários, quando fizerem um retrofit ou uma reforma da sua construção adotem a nova filosofia e passem a utilizar o “Estidama”.

“Nós ainda temos um longo caminho a percorrer”, diz Alabbar. ”Precisamos também promover a conservação de energia e água, particularmente em edifícios existentes.”

Quanto mais aprofundamos a leitura e o conhecimento sobre “Green Building”, percebemos que muitos países já formularam leis no sentido de tornar obrigatória a concepção de Projetos e Construções dentro dos conceitos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente. As Operações destas edificações, dentro destes mesmos conceitos, torna-se óbvia pelas vantagens competitivas econômicas e de mercado.

Assim, cabe a nós profissionais, iniciarmos a aplicabilidade deste conceito, em nossos Projetos e Obras, na medida possível, antecipando-se aos ventos que impulsionarão as novas tendências da Engenharia e Construção.

Por último, que tiver interesse em conhecer as bases do “Estimada”, pode consultar o site http://estidama.org/ onde encontrarão acesso aos parâmetros utilizados em Abu Dhabi para Certificação das Edificações.

Imóveis com blocos de concreto devem ser homogêneos e compactos

maio 21, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 
Eles são indicados para todos os tipos de construções, principalmente as que requerem maior resistência estrutural, economia, produtividade e sustentabilidade no processo produtivo

Redação AECweb / e-Construmarket

A escolha de blocos de concreto para um empreendimento imobiliário deve ser feita durante a elaboração do projeto, quando são definidas quantidades, classes de resistência, dimensões (em função da modulação), peças complementares (amarração e compensadores), entres outros aspectos. A informação é do engenheiro civil Anderson Augusto de Oliveira,gerente do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de Blocos de Concreto e Peças de Concreto para Pavimentação do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H). Ele alerta que para ter garantia de qualidade o ideal é adquirir produtos de empresas qualificadas no PSQ.

Há, entretanto, algumas verificações que podem ser feitas em caso de dúvidas em relação à qualidade do material. “Os blocos devem ser homogêneos, compactos, ter os cantos vivos, sempre livres de trincas e imperfeições que possam prejudicar o assentamento ou afetar a resistência e a durabilidade da construção. A variação de peso entre as peças deve ser mínima, para evitar problemas de resistência. E os blocos com aparência de pé de moleque (todo poroso) possuem baixa resistência, sendo, portanto, fora dos padrões estabelecidos nas normas técnicas”, também diz.

Oliveira, que também é consultor técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim) e do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinprocim) diz que existem em torno de 2.500 indústrias de blocos de concreto em todo o território nacional, sendo a maioria de pequenas e microempresas. O faturamento do setor gira em torno de R$ 1,4 bilhão por ano e a maior concentração está no Estado de São Paulo com, aproximadamente, 50% do total.

De acordo com o engenheiro o PSQ acompanha a qualificação de 66 fabricantes de blocos de concreto, grupo que representa 57% do volume total da produção nacional. “A adesão ao PSQ é voluntária, uma vez que não existe nenhuma obrigação na participação do programa de qualidade”, ressalta.

Para participar do PSQ a empresa deve apresentar instalações físicas adequadas para o recebimento e armazenamento das matérias-primas e equipamentos capazes de produzir blocos de concreto dentro das especificações técnicas. “A qualificação das empresas depende do cumprimento da norma técnica da ABNT, NBR 6136 – Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria”, afirma, ao explicar que entre os principais requisitos de desempenho da norma, avalia-se a resistência à compressão, absorção de água, análise dimensional e retração por secagem.

REQUISITOS PARA RESISTÊNCIA CARACTERÍSTICA À COMPRESSÃO, ABSORÇÃO E RETRAÇÃO

Os blocos devem atender às questões dimensionais de acordo com a NBR 6136.

DIMENSÕES

Anderson explica que os blocos são classificados em Classe A, B, C e D. Os da classe ‘A’ têm função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima ou abaixo do nível do solo; os da classe ‘B’ e ‘C’, também têm função estrutural, mas são usados em elementos de alvenaria acima do nível do solo. Os da classe ‘D’ não têm função estrutural e são para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo.

O especialista orienta que é recomendável o uso de blocos com função estrutural classe ‘C’, designados M10, para edificações de, no máximo, um pavimento; os designados M12,5 para edificações de, no máximo, dois pavimentos; e os designados M15 e M20 para edificações maiores.

As designações M-20, M-15, M12,5, M-10 e M-7,5 representam as dimensões modulares do blocos. E são diretamente relacionadas à largura do bloco, lembrando que a variação de 1,0 cm na largura refere-se à espessura da argamassa de assentamento. Ver exemplos no quadro:

O conjunto de componentes de alvenaria é denominado família de blocos, composta por: Bloco Inteiro (bloco predominante), meio bloco, blocos de amarração L e T (blocos para encontros de paredes), blocos compensadores e Blocos Tipo Canaleta.

De acordo com o engenheiro, não existe limitação para o uso de blocos de concreto. “Eles são indicados para todos os tipos de construções, principalmente as que requerem maior resistência estrutural, economia, produtividade e sustentabilidade no processo produtivo”. Afirma, ainda, que as vantagens deste tipo de bloco são a regularidade geométrica (produto modular), resistência estrutural, maior rendimento para alvenaria, maior economia e produtividade para o revestimento, dispensando chapisco ao revestir.

CONTROLE DE QUALIDADE

Quando questionado se a prática de algumas construtoras de produzir os blocos de concreto no canteiro de obras pode comprometer a qualidade, Anderson Oliveira é categórico: “Os blocos devem ser fornecidos por indústrias legalmente instaladas, com todos os registros e licenças regularizadas e com instalações físicas capazes de produzir um material de qualidade”. Estas condições, afirma, dificilmente serão obtidas em um canteiro de obras. “O Sinaprocim e o Sinprocim têm atuado fortemente no combate a tal prática, pois se entende que a indústria de materiais é responsável e apta pela fabricação dos produtos e ao construtor cabe a execução do empreendimento”, afirma.

Para Oliveira é quase impossível garantir que a fabricação do bloco no canteiro de obras atenda às normas técnicas da ABNT. “Para obter qualidade, é necessário um rigoroso controle no processo produtivo que vai desde a separação e controle dos agregados (matéria-prima), passando pela dosagem desses materiais e, posteriormente, pelo processo de cura, fator muito importante e que no canteiro é precário ou quase nulo, comprometendo o desempenho do material e o empreendimento no qual será empregado. E quando essas condições e exigências legais são atendidas, o custo se torna inviável”, explica.

Aos gestores, que têm de escolher o material a ser utilizado na obra, o consultor do Sinaprocim/Sinprocim diz que o ideal é adquirir produtos em conformidade com as normas técnicas. É importante verificar a disponibilidade e capacidade de entrega do fabricante, especificar o produto de acordo com sua classe de resistência (especificada pelo projetista), adquirir blocos vazados de concreto, sem fundo, pois se aproveita os furos para a passagem das instalações e para a aplicação do graute (concreto de alta plasticidade). “Não tendo fundo, há também significativa economia de argamassa de assentamento, além de evitar a geração de resíduo fruto da quebra de paredes, garantindo a racionalização e a sustentabilidade da obra”, informa.

Quanto à dúvida entre escolher bloco de concreto ou cerâmico, o engenheiro afirma que os de concreto têm se revelado a solução mais econômica nos caso de alvenaria de vedação ou estrutural para edifícios de até 20 pavimentos. A alvenaria de vedação com blocos de concreto permite redução do consumo de argamassa de assentamento; aplicação de gesso diretamente sobre os blocos com espessura de 3 a 4 mm; aplicação de azulejos diretamente sobre os blocos; passagem dos conduítes pelos vazados dos blocos; possibilidade de desenhar cada parede, mostrando cada bloco, para facilitar o assentamento dos diversos tipos e sua quantidade exata, evitando desperdícios e garantindo melhor resistência mecânica da parede, para suportar deformações da laje em estruturas de concreto armado.

Portanto, uma parede de vedação com blocos de concreto com estas características tem menor custo-benefício que outras soluções. “A alvenaria estrutural com blocos de concreto, quando utilizada para execução de edifícios, tem o menor custo do mercado. Esse resultado já foi provado em milhares de obras – tanto econômicas quanto de melhor nível social. Desde quando se iniciou a utilização do sistema construtivo com alvenaria estrutural de blocos de concreto, há 45 anos até os dias de hoje, não se conhece outro sistema de menor custo para construir edifícios de até 20 pavimentos. Daí o sucesso do uso deste sistema construtivo em termos de custo e durabilidade”, conclui.

Redação AECweb / e-Construmarket


COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

Anderson Augusto de Oliveira
Engenheiro civil, sócio-diretor da Luccol Engenharia, consultor técnico Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim) e do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinprocim). É gerente do Programa Setorial da Qualidade de Blocos de Concreto e Peças de Concreto para Pavimentação do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H).

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Imóveis um roteiro para você se orientar.

maio 8, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Sem categoria 

Já fazia tempo que a economista Andrea, de 39 anos, e o engenheiro Marcio Dualibi, de 46, planejavam mudar de casa. Com dois filhos,o apartamento em que moravam, de 120 metros quadrados e três dormitórios, no bairro da Vila Leopoldina,Zona Oeste de São Paulo, estava pequeno. A ideia era comprar outro apartamento, de 170 metros quadrados num condomínio da região. No fim de 2007, quando surgiu um comprador oferecendo R$ 360 mil pelo imóvel deles, não hesitaram em vendê-lo, embora ainda faltassem R$ 70 mil para comprar o novo apartamento. Como os preços dos imóveis usados pareciam estáveis, decidiram adiar a compra e aplicar o dinheiro para tentar ganhar a diferença. E foram viver num apartamento alugado, ainda menor.

O resultado não foi o esperado. Os preços dos imóveis dispararam. Assustados, Andrea e Marcio sacaram o dinheiro do banco para tentar comprar o que fosse possível. Em agosto de 2008, fecharam negócio num apartamento em construção, de 140metros quadrados, numa rua menos valorizada do bairro. Pagaram R$ 460mil – R$ 100 mil a mais do que ganharam na venda do primeiro. Pagaram à vista, com desconto. Ainda assim, tiveram de vender um carro – um EcoSport do ano – e sacar o que tinham acumulado no Fundo de Garantia. O apartamento demorou dois anos e meio para ficar pronto, período em que precisaram pagar aluguel. Hoje, de acordo com Marcio, o apartamento que ele e Andrea venderam por R$360 mil vale R$ 550 mil, o preço do novo. E o apartamento que planejavam comprar, de R$ 450 mil, agora custa R$ 750 mil – uma alta de 66% em três anos. “Não era o que a gente queria”, diz Marcio. “Mas, depois de tanta confusão, não foi tão ruim.”

O drama vivido por Andrea e Marcio é reflexo da violenta explosão ocorrida nos preços dos imóveis nos últimos anos. É provável que em nenhum outro momento eles tenham subido tanto em tão pouco tempo. A valorização, maior aqui, menor ali, espalhou-se por todo o Brasil, das grandes metrópoles aos pequenos vilarejos de beira de estrada e à zona rural. O poder de compra de quem tinha um imóvel se manteve ou cresceu com a valorização. Mas quem ainda pretende comprar uma casa terá de se conformar, agora, em morar num lugar menos valorizado, como Andrea e Marcio, ou num imóvel menor do que poderia comprar alguns anos atrás. “Os preços estão lá em cima”, diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), especializada em pesquisas imobiliárias. “Não sei aonde vão parar.”

Na atual onda de valorização, nem todo mundo foi pego de surpresa. Houve quem lucrou – e muito. Graças à alta dos imóveis, o Rio de Janeiro ganhou 60 mil novos milionários, segundo uma pesquisa do Secovi fluminense, a entidade que reúne os empresários do setor no Estado. São proprietários que, da noite para o dia, viram seus imóveis ultrapassar o valor de R$ 1 milhão e se tornaram uma espécie de novos-ricos do mercado. Muitos investidores aproveitaram para comprar imóveis na planta e revendê-los, com lucro. Mesmo quem não tinha capital para fazer isso sozinho conseguiu reunir amigos para investir – numa antiga prática que caíra em desuso e agora ressuscitou.

Até investidores estrangeiros, como Sam Zell, um magnata do mercado imobiliário americano, colheram lucros no Brasil, comprando fatias em grandes empresas do setor e se beneficiando da alta na Bolsa. Segundo uma pesquisa da Associação dos Investidores Estrangeiros em Imóveis, o Brasil ultrapassou a China e apareceu como o destino preferido em todo o mundo para negócios imobiliários, em 2011. “O pessoal diz que apenas 5% das vendas no país são feitas para investidores, que não estão comprando o imóvel para morar”, diz Pompéia. “Mas a parcela de investidores é bem maior.”

Como em qualquer mercado, a questão crucial não é saber quanto os preços já subiram, mas se eles ainda subirão mais – ou se cairão de repente. A alta já bateu no teto? Essa valorização é sustentável ou artificial? É hora de comprar? De vender? A seguir, apresentamos um breve roteiro para você se orientar no universo imobiliário. Não se trata de um trabalho exaustivo nem temos a pretensão de responder de modo conclusivo a todas as questões – que, no fundo, dependem de fatores incontroláveis. Esperamos, apenas, que nossas respostas ajudem cada um a tomar decisões melhores.

Por que o preço subiu tanto?

Num estudo encomendado pela Abecip, entidade que reúne os bancos que atuam em crédito imobiliário, o economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica no governo FHC, sustenta que a valorização dos imóveis é resultado de uma conjunção inédita de fatores. Primeiro, houve a consolidação da estabilidade econômica, que facilitou o planejamento de longo prazo. Mais recentemente houve um aumento do emprego e da renda, que ampliou a demanda por imóveis. A classe média, com 95 milhões de pessoas, tornou-se predominante. A renda da população, segundo o estudo, vem subindo na faixa de 6% ao ano acima da inflação – tendência que deverá ser mantida até 2014. “Mesmo que os preços subam, em média, 11% ao ano, o crescimento da renda poderá absorver o aumento”, diz Luiz Antonio França, presidente da Abecip.

Além disso, o crédito imobiliário explodiu. De 2005 a 2010, ele cresceu 13 vezes, de R$ 4 bilhões para R$ 57 bilhões, de acordo com a Abecip. Os prazos dos financiamentos, antes restritos a dez ou 15 anos, agora chegam a 30 anos. “O país está perdendo o medo de financiar”, diz Fabio Nogueira, fundador e sócio da Brazilian Finance & Real Estate, que atua no financiamento ao consumidor e na captação de recursos para empresas do setor. Isso permitiu uma redução significativa nas prestações e reforçou ainda mais a demanda, já inflada pela carência de 6 milhões de moradias do país. Imóveis que exigiam comprovação de renda de R$ 4 mil mensais agora podem ser financiados por quem ganha R$ 1.500. E, nos imóveis de até R$ 500 mil, é possível usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater até 80% da prestação.

Os juros, embora ainda altos para os padrões globais, caíram bastante nos últimos anos – e devem cair mais no médio prazo, mesmo que subam um pouco em 2011. Essa queda levou a uma redução ainda maior das prestações e permitiu que o consumidor absorvesse o aumento de preços quase sem sentir. “Hoje, qualquer um consegue comprar um apartamento”, afirma o engenheiro Meyer Joseph Nigri, fundador e presidente da Tecnisa, uma das maiores construtoras do país. “Com R$ 100 por mês, compro um celular de R$ 1.000. Com R$ 500, compro um apartamento de R$ 100 mil.”

Foi graças a esse quadro favorável que brasileiros como o microempresário baiano Cleber Manoel Correia, de 44 anos, conseguiram comprar o primeiro imóvel em 2010 – no caso dele, um apartamento de R$ 330 mil, com 100 metros quadrados e três dormitórios, na Vila Laura, região central de Salvador. O imóvel, ainda em obras, só deverá ser entregue no fim de 2013. Mas Correia já conta os dias para se livrar de seu aluguel, de R$ 400. Casado, três filhos crescidos, dois dos quais moram com ele, ele deverá pagar 40 parcelas de R$ 830 e três parcelas intermediárias de R$ 6 mil, no total de R$ 51.200, durante a obra. Depois, diz que ainda decidirá com a mulher, Antonia, também de 44 anos, e seus filhos se reforçará a entrada para reduzir o valor do financiamento ou se financiará todo o saldo. “Antes, era complicado comprar um imóvel”, diz Bruno Correia, de 23 anos, o filho do meio, que ajuda o pai nos negócios e é o proprietário oficial do imóvel. “Agora, ficou muito mais fácil.”

Até os mais ricos estão recorrendo ao crédito. Muita gente está aproveitando para fazer um “upgrade”, dando o valor do imóvel atual como entrada. Segundo a imobiliária Coelho da Fonseca, de São Paulo, voltada para o público de alta renda, só 10% das vendas eram financiadas há três anos. Hoje, são 60%. “Acabou a história de que comprar imóvel financiado é para quem não tem dinheiro”, diz Walter Sita, diretor-geral de vendas da empresa. “Tem muito executivo tomando dinheiro na faixa de 10,5% ao ano para comprar imóveis de R$ 2 milhões, R$ 3 milhões, R$ 5 milhões em 20 ou 30 anos.”

A explosão dos preços é, portanto, resultado do aumento no crédito e na demanda. Em São Paulo, um levantamento da Embraesp mostra que o metro quadrado dos imóveis novos residenciais subiu 175%, em média, de 2000 até novembro do ano passado, último dado disponível. Só em 2010 a alta chegou a 32,8%, sem contar dezembro. Segundo a Global Property Guide, uma empresa britânica que pesquisa imóveis em todo o mundo, São Paulo ficaria em primeiro lugar no ranking dos países com a maior valorização imobiliária, com alta média de 33,5% em 12 meses (de outubro de 2009 a setembro de 2010). Em 24 meses, São Paulo também estaria no topo do pódio, com alta de 46,4% (leia os gráficos nas páginas 48 e 49). Os imóveis usados subiram um pouco menos, segundo uma pesquisa feita pelo Creci paulista com 529 imobiliárias locais. Mas, em alguns casos, eles também tiveram valorização espetacular. Um apartamento de 140 metros quadrados e três dormitórios em Perdizes, um bairro paulistano de classe média alta, foi vendido por R$ 320 mil há três anos. Hoje, vale R$ 650 mil, mais que o dobro, diz a ex-proprietária.

Boa parte da alta nos preços locais foi provocada, segundo Pompéia, da Embraesp, pela valorização dos terrenos. Ela teria ocorrido em razão da disputa entre as grandes construtoras e incorporadoras que abriram o capital e estavam com o caixa cheio. Segundo João Batista Crestana, presidente do Secovi de São Paulo, o preço do terreno representava 20% do custo de um empreendimento até há pouco tempo. Agora, chega a 50%, conforme a localização – mesmo levando em conta que mão de obra e material de construção também subiram. “Quando as empresas abriram o capital, houve uma correria escandalosa por terrenos para futuros investimentos”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci paulista. O cenário de São Paulo repetiu-se em todo o país:

- no Rio de Janeiro, pelos dados do Secovi fluminense, o preço de um apartamento de dois quartos em Copacabana aumentou 220% entre 2000 e 2009;

- em Brasília, segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o metro quadrado teve alta média anual de 25% desde 2005;

- em Salvador, o preço do metro quadrado no bairro de Alphaville, um dos mais valorizados, subiu 54% desde 2007;

- no campo, o preço das terras aumentou, em média, 42% nos últimos três anos em todo o país, de acordo com a Agroconsult, uma consultoria de agronegócio.

A alta chegou ao fim?

Nos últimos meses, depois de cinco anos de alta, surgiram sinais de acomodação no mercado. Segundo uma pesquisa do Secovi de São Paulo, o volume de vendas dos imóveis novos em relação à oferta teve uma ligeira queda, de 26,4% do total, em setembro, para 23,5%, em outubro, último dado disponível. Outro levantamento, do Creci paulista, entidade que congrega os corretores, mostrou queda de 25% no número de imóveis usados vendidos no Estado em outubro. Dados mais recentes mostram que as vendas voltaram a subir, mas não o suficiente para retomar o nível de agosto. E, segundo o Sinduscon, o sindicato da indústria da construção civil, o setor deverá crescer “apenas” 6% em 2011, a metade de 2010. “Já houve uma boa valorização e está na hora de tomar algum cuidado”, diz o economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica no governo Lula e ex-diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Empresarial (Iedi).

No mercado imobiliário, é crescente a percepção de que os preços podem estar próximos do teto permitido pela renda do consumidor. “O bolso é o limite – e esse limite está perto”, afirma Crestana, do Secovi paulista. Mesmo assim, a previsão é de que ainda haja espaço para novas altas por causa da forte demanda e da saturação nas grandes cidades. Não se espera, porém, que se repita o que ocorreu nos últimos anos. A exceção seriam as áreas de alto padrão, onde bons terrenos são raridade, como a Praça Pereira Coutinho, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, ou o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. “Muitos investidores apostam que os preços subirão mais, mas não sabemos. Já tem gente com medo de não vender o que construir”, diz Pompéia, da Embraesp.

Os preços ainda estão baixos, se comparados aos do exterior. Segundo França, da Abecip, o metro quadrado de um imóvel novo no Brasil custa US$ 1.600. Em Nova York, US$ 16 mil; em Paris, US$ 13 mil; em Madri, US$ 3.400; e na Cidade do México, US$ 1.800. Mas a expectativa é que, se houve excessos, o próprio mercado se ajustará, de acordo com a oferta e a demanda. “Ninguém vai lançar um imóvel a um preço em que não haja demanda”, diz Antonio Carlos Ferreira, diretor superintendente da construtora e incorporadora Gafisa. “Pode ofertar, mas não vai vender.”

A questão é que é muito difícil fazer uma avaliação precisa. Hoje, a maior parte das pesquisas sobre os imóveis no Brasil tem um enfoque regional e está centrada no número de lançamentos e na velocidade de vendas, não nos preços. Há pouquíssimas pesquisas de preços. E, quando elas existem, cobrem só uma cidade ou uma região metropolitana. Ao contrário de outros países, o Brasil não tem um índice nacional de valorização dos imóveis. Isso preocupa o Banco Central e o Ministério da Fazenda, que pediram ajuda aos bancos para desenvolver um novo indicador. Ele é crucial. Basta lembrar que a atual crise financeira global surgiu com o estouro de uma bolha imobiliária nos Estados Unidos – e ninguém quer ser acusado de ter permitido a repetição do problema aqui. “Estamos tentando formatar esse índice para ter uma informação rica sobre a valorização imobiliária no país”, diz França, da Abecip. “Ele deverá nortear as decisões de governo, agentes financeiros, empresas e até investidores.”

Há uma bolha imobiliária?

Não. Entre os profissionais que atuam na área, a visão predominante é que o mercado brasileiro vive um ciclo virtuoso, capaz de se prolongar por muitos anos. A desaceleração recente seria passageira. Como num jogral bem ensaiado, a maioria rejeita qualquer insinuação de que, no Brasil, exista uma bolha imobiliária similar à que ocorreu nos EUA e em outros países. O estudo coordenado pelo economista Mendonça de Barros também sustenta enfaticamente a tese de que não há uma bolha imobiliária em formação no país. Aqui estaria havendo um processo saudável de crescimento do setor, que ficou estagnado por muito tempo. Lá fora, a valorização era turbinada pelo crédito fácil e pela expectativa irreal de que os preços subiriam sem parar. No Brasil, ela estaria baseada numa demanda sólida e em critérios rígidos para a concessão de financiamentos. Nos EUA, o crédito chegava a 110% do valor do imóvel, sem comprovação de renda. Aqui, os bancos financiam, no máximo, 80% do total. “O cenário é espetacular”, diz Nigri, da Tecnisa. “A sensação é que estamos no começo da festa, não no fim.”

No Brasil, os preços dos imóveis também não se descolaram dos outros ativos, como no exterior. A valorização estaria apenas compensando o período em que eles subiram menos que as demais aplicações, nos anos 90 e na primeira metade dos anos 2000. Num período de dez anos, os imóveis ainda ofereceram um ganho menor que a Bolsa e outras aplicações. “Fazia tempo que os preços não se moviam, até por causa dos juros altos”, diz José Roberto Machado, diretor de crédito imobiliário do banco Santander.

O setor imobiliário também deverá ser beneficiado pela demografia, de acordo com um estudo das consultorias Ernst & Young e FGV Projetos. A população brasileira, hoje na faixa de 190 milhões, deverá chegar a 234 milhões em 2030. O número de famílias deverá passar de 60 milhões para 95,5 milhões – 1,8 milhão a mais por ano. E a idade média da população, hoje de 29 anos, vai subir para 36. A faixa de 25 anos ou mais, onde se concentram os compradores de imóveis, aumentará de 36% para 42% do total.

Não é de estranhar, portanto, o otimismo de quem trabalha no setor. “Eu achava que não veria isso acontecer – e tinha dúvidas se meus filhos veriam”, afirma Ubirajara Spessotto, de 50 anos, diretor-geral da Cyrela, outro gigante dos imóveis no país. “Estou há 33 anos no mercado imobiliário e nunca tinha visto nada igual. Nos anos 80, todo mundo corria para os imóveis para se proteger da inflação. Agora, o mercado está subindo com lógica e consistência”, diz Nigri, da Tecnisa.

Há risco de uma bolha imobiliária?

Sim. Embora concorde que não há uma bolha em formação no país, o economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida diz que o governo deve ficar atento para evitar que o atual boom imobiliário se transforme numa bolha. Ele afirma que, com a perspectiva de novas quedas dos juros nos próximos anos, poderá haver uma nova valorização dos imóveis. “Há a impressão de que um crescimento rápido do setor só tem pontos positivos – e não é verdade. Uma bolha entorpece a visão, como um lança-perfume. Mas, na hora da verdade, não pede licença para entrar.”

Em sua opinião, o Brasil é propenso à formação de uma bolha imobiliária porque o brasileiro em geral é consumista, o sistema bancário é ágil e as construtoras são capazes. Para ele, os políticos tendem a resistir à adoção de medidas que afetem o crescimento de um setor que gera empregos e tem forte impacto na economia. “Todo mundo pode achar que a valorização dos imóveis é insustentável, mas os políticos podem não querer interrompê-la porque é fonte de voto, os sindicatos também não, porque é fonte de emprego, e as empresas e os bancos também não, porque é fonte de lucro.”

Nos EUA, foi a política populista oficial, centrada na ideia de que a casa própria deve ser acessível a todos, que inflou a bolha imobiliária que jogou o país (e o mundo) na maior crise econômica desde a depressão dos anos 1930. Uma série de medidas adotadas pelo governo americano, com o apoio do Congresso, estimulou o crédito a um número cada vez maior de compradores, mesmo a quem não tinha como comprovar renda para pagar as prestações. As agências financeiras Fannie Mae e Freddie Mac, subsidiadas pelo governo, receberam incentivos para comprar dos bancos um volume cada vez maior de financiamentos para as faixas de menor renda. Isso levou os bancos a mudar o perfil dos mutuários para conseguir repassar suas carteiras às duas agências. Resultado: a demanda por imóveis explodiu, os preços subiram – e muitos mutuários se deram conta de que não poderiam honrar as prestações.

A inadimplência aumentou. A retomada de imóveis por falta de pagamento também. Ao mesmo tempo, a demanda perdeu força. Os preços, que haviam quadruplicado em dez anos, começaram a cair, afetando o valor das garantias bancárias. Ficou complicado para os bancos rolar no mercado a papelada lastreada nas hipotecas. As agências Fannie Mae e Freddie Mac só não quebraram porque sofreram intervenção do governo. Calcula-se que, no total, as duas instituições custarão US$ 400 bilhões em dinheiro dos contribuintes. “O maior engano é achar que a crise no mercado imobiliário aconteceu por falta de regulação”, diz o economista Thomas Sowell, da Universidade Stanford, autor do livro The housing boom and bust (O boom da casa própria e a crise). “Foi justamente a ação do governo que levou ao relaxamento dos padrões de avaliação de risco dos bancos e à venda de casas para muita gente que não podia pagar.”

Guardadas as proporções, esse é o risco que ronda o programa Minha Casa Minha Vida, lançado pelo governo federal em 2009. Restrito a bancos oficiais, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, ele oferece subsídio para a casa própria de famílias com renda de até dez salários mínimos. Também prevê a redução de impostos para a produção de imóveis destinados às faixas de menor renda. Quem ganha até três salários mínimos deve pagar uma prestação a partir de R$ 50 e de, no máximo, até 10% da renda familiar, por um prazo de dez anos.

Por trás da causa nobre, os problemas que aconteceram nos EUA já começaram a se repetir por aqui. Em Feira de Santana, na Bahia, no primeiro empreendimento do Minha Casa Minha Vida à população, a inadimplência está alta, pois boa parte dos moradores ganha apenas o benefício do Bolsa Família. O calote preocupa o governo. Há o receio de que isso se repita em outros locais. No conjunto habitacional de Feira, que recebeu duas visitas do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi apresentado como modelo no programa de TV da presidenta Dilma Rousseff na campanha eleitoral, houve a venda ilegal de dezenas de unidades pelos moradores originais. “Todos os apartamentos irregularmente vendidos serão retomados, como prevê o contrato”, diz uma nota conjunta divulgada pela Caixa e pelos ministérios do Planejamento e das Cidades, responsáveis pela execução e fiscalização do programa.

Talvez o maior problema do Minha Casa Minha Vida tenha sido o impacto perverso que ele teve nos preços dos terrenos nas periferias das grandes cidades. Já ficou difícil produzir unidades para baixa renda dentro do limite do programa, de até R$ 130 mil. O mercado já reivindica um aumento para “destravar” a produção. A presidenta Dilma anunciou que atenderá ao pleito. Espera-se que o reajuste eleve o teto para algo entre R$ 150 mil e R$ 170 mil – um aumento de 15% a 30% em apenas dois anos. “O próprio governo está estimulando a alta no preço dos terrenos com os subsídios do Minha Casa Minha Vida”, diz Viana Neto, do Creci.

Segundo o economista Gomes de Almeida, o governo deveria criar, desde já, mecanismos para restringir o crédito imobiliário e conter a demanda, caso a valorização continue em ritmo acelerado. Uma opção seria aumentar a exigência de capital para os bancos fazerem empréstimos na área. Outras seriam aumentar o valor mínimo da entrada ou reduzir os prazos de financiamento. “O importante é ter cartas na manga para poder virar o jogo.” Na China, onde é maior o temor de bolha imobiliária, os preços subiram bem menos que no Brasil nos últimos anos. Isso não impediu as autoridades de tomar medidas para conter o crédito, como a adoção de restrições para uma segunda hipoteca.
Os gargalos do setor impedem um aumento significativo da oferta no curto prazo

No fim de 2008, o Brasil teve uma amostra do que pode ocorrer numa situação como essa. A crise global se aprofundou e afetou o setor imobiliário aqui. Da noite para o dia, a demanda por imóveis murchou. Grandes construtoras e incorporadoras com estoques elevados de terrenos e apartamentos tiveram problemas. Houve várias fusões. “As curvas de venda daquele período eram aterrorizantes”, afirma Nogueira, da Brazilian Finance. Pouco depois, porém, a economia se recuperou, a confiança do consumidor voltou e as vendas cresceram de novo, eliminando os temores de uma crise mais grave na área.

No mercado imobiliário, fala-se muito sobre a força da demanda, mas muito pouco sobre a carência da oferta. Por mais ágeis e eficientes que sejam as empresas do setor, elas não têm como absorver a demanda atual. Embora a produção de novas unidades tenha crescido significativamente, a oferta ainda é bem menor que a procura. Segundo Spessotto, da Cyrela, seria necessário lançar 90 mil unidades por ano só na Grande São Paulo apenas para compensar o crescimento vegetativo da população, estimado em 1,5% ao ano. O recorde de produção, de 2007, é de 69 mil unidades. Em 2010, a oferta não passou de 65 mil unidades. Na capital paulista, o estoque de imóveis novos, que chegava a 22 mil unidades, em média, em 2005, agora não passa de 10 mil. Isso favorece o aumento do lucro das empresas do setor. Mas provoca uma tremenda inflação no preço dos imóveis, como a dos últimos anos. “A oferta está chegando, mas não em volume suficiente”, diz Antonio Guedes, diretor-geral da Living, empresa do grupo Cyrela voltada para a faixa de menor renda. “O pessoal está pagando quanto pedem. Isso não é bom para o país”, afirma Viana Neto, do Creci.

Ainda que as empresas quisessem aumentar a oferta, isso não seria possível por causa dos gargalos no setor. Falta de tudo: mão de obra qualificada (de pedreiro a engenheiro), máquinas e até material de construção. Há construtoras e incorporadoras criando “universidades corporativas” e montando programas de treinamento para formar trabalhadores. “Hoje a indústria da construção tem dificuldade para fazer seus projetos virar oferta”, diz Cristiane Amaral, sócia da Ernst & Young, especializada na área.

Os bancos dizem que o aumento do crédito não deveria ser visto como problema. De acordo com eles, os financiamentos imobiliários no Brasil ainda equivalem a apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB). No Chile, chegam a 15%. Nos EUA e na Espanha, a 60%. Mas, conforme a velocidade de expansão, pode haver desequilíbrio se a produção não crescer no mesmo ritmo. “Se os juros caírem no médio prazo, levando a um aumento nos financiamentos, o governo terá de agir”, diz Gomes de Almeida.

Há, ainda, outro ponto importante. No ritmo atual de aumento do crédito, os recursos da caderneta de poupança, hoje a principal fonte de financiamento imobiliário, deverão se esgotar até 2013. Até lá será preciso buscar novas fontes para financiar a produção de novos empreendimentos e os empréstimos aos compradores. “Não dá para depender só de uma fonte”, diz França, da Abecip. “Precisamos criar novas formas de captação para girar o estoque de financiamentos”, afirma Ana Maria Castelo, pesquisadora da FGV Projetos.

Se o mercado imobiliário esfriar, os temores de superaquecimento poderão se dissolver. Só que isso pode não acontecer. O mais prudente é não ignorar os avisos. Um mercado imobiliário dinâmico é indispensável para o Brasil continuar a crescer com vigor – e ninguém quer abortar esse processo. Mas isso não pode levar à formação de uma bolha com alto potencial de destruição. A crise imobiliária nos EUA e em outros países deixou lições preciosas para o Brasil não cair na mesma armadilha.

Por: José Fucs

Imóveis deverão subir ao longo de 2012.

maio 8, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

SÃO PAULO – Os consumidores podem esperar aumento nos preços dos imóveis na cidade de São Paulo ao longo desse ano, reflexo, entre outros motivos, do cenário positivo da economia brasileira.

A redução dos juros nas linhas de crédito imobiliário anunciada pela CEF (Caixa Econômica Federal) e o novo sistema de remuneração da poupança, que estimulará a queda na taxa básica de juros, também podem influenciar no aumento dos preços, mas o reflexo de tais medidas não é esperado para o curto prazo.

Mercado heterogêneo Para o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Claudio Bernades, os preços deverão crescer, em média, 4,5% este ano, embora deverá haver grande variação entre os diversos segmentos residenciais. “O mercado de imóveis é muito heterogêneo, estamos falando em uma média”, diz.

Bernardes explica que em determinados locais da cidade, o aumento pode ser muito mais expressivo, ao passo que poderá mostrar estabilidade em outras regiõe.,

Influências O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, explica que o crédito imobiliário deverá se manter em níveis elevados, refletindo o desemprego em níveis baixos e a expectativa positiva, para o segundo semestre deste ano, quanto à criação de empregos e quanto à massa salarial. “O Banco Central estima que a atividade econômica brasileira continuará em alta nos próximos meses”, diz Petrucci.

Falando especificamente do novo sistema de remuneração da poupança, que viabiliza a queda da taxa básica de juros, ainda não é possível perceber qualquer reflexo no mercado imobiliário, “é algo para o longo prazo”, avalia o presidente da entidade.

Na mesma linha, Petrucci diz que “ainda não sentimos o que a redução dos juros vai propiciar para o País”. A própria redução dos juros da CEF não trará efeitos imediatos, segundo avalia Bernardes. Os dois estiveram presentes na divulgação do balanço trimestral do mercado imobiliário de 2012, nesta terça-feira (8) na sede do Secovi-SP.

Bernardes ressalta ainda o 8º Feirão Caixa da Casa Própria. Com negociação de 30.925 imóveis, o evento deverá dar sinais de como a queda dos juros vão repercutir no mercado imobiliário.

Fonte: InfoMoney

Dicas para quem está construindo e reformando

março 14, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Arquitetura 

Construir ou reformar um imóvel nem sempre é uma das tarefa fácil. Mais do que projetar o resultado arquitetônico esperado, existem uma série de questões legais para as quais os proprietários precisam estar atentos para evitar que suas residências ou empreendimentos comerciais venham a ter problemas junto aos órgãos públicos responsáveis pela regularização imobiliária. Sobre este tema, a engenheira Sanrlei Polini, diretora da Soluções Consultoria, aponta cinco dicas essenciais que abrangem os cuidados necessários, em termos de documentação, que devem ser tomados por quem está realizando uma reforma.

Confira as dicas:

Projeto adequado: “É imprescindível a contratação de um engenheiro ou arquiteto especializado em reformas, pois este profissional terá condições de elaborar o projeto de reforma de acordo com as leis e normas técnicas estabelecidas pelos órgãos públicos locais, evitando assim problemas legais no futuro”.

Processo de aprovação: “Depois de finalizado o projeto para a reforma ou construção, é preciso encaminhá-lo para aprovação junto à prefeitura municipal. Para que o processo ocorra de maneira assertiva e sem grandes dores de cabeça para o proprietário, é importante a consultoria de uma empresa especializada, que já conhece os trâmites legais e burocráticos e pode garantir maior sucesso à ação”.

Mão-de-obra: “As pessoas que trabalharão no dia-a-dia da obra também precisam ser especializadas e de confiança. Além disso, é importante que sejam permanentemente acompanhadas por um engenheiro ou arquiteto que gerenciem o trabalho e garantam que tudo sairá conforme acordado”.

Documentação: “Após a conclusão da obra é preciso solicitar junto à prefeitura o “Habite-se”, documento que comprova legalmente que o imóvel foi construído de acordo com o aprovado. Além disso, também é preciso levar o projeto do imóvel e o “Habite-se” para averbação (declaração) no registro de imóveis”.

Laudos especiais: “No caso dos imóveis comerciais, é importante não esquecer que também é preciso obter com os órgãos públicos outros laudos e aprovações que são obrigatórios para o funcionamento dos estabelecimentos, tais como: vigilância sanitária, bombeiros e órgãos ambientais”.

Fonte: Zap Imóveis

O valor de um imóvel pode ficar 16% mais caro com um bom projeto paisagistico

março 11, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

O paisagismo está cada vez mais presente em imóveis, sejam recém-lançados, novos ou usados. Uma pesquisa realizada em 2011 mostrou que a valorização média de um imóvel com áreas verdes bem cuidadas chegou a 16%.  Com essa perspectiva é que investidores perceberam o potencial de negócio e valorização e passaram a agregar projetos de paisagismo às residências.

No estudo, elaborado pela sueca Husqvarna – empresa de equipamentos de jardinagem – foram entrevistados cinco mil proprietário de imóveis em nove países e 44 corretores imobiliários. De acordo com a paisagista e coordenadora do Curso Técnico de Paisagismo do CEPDAP (Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões), Vera Ros, está cada vez mais comum a incorporação do paisagismo aos projetos arquitetônicos.

Ainda, segundo a pesquisa, foi verificado um aumento de aproximadamente 10% para as residências com um jardim bem cuidado e cerca de 15% de desvalorização nas casas em que a área estava descuidada. Para Vera os dados mostram a importância do paisagismo na construção civil. “Isso demonstra uma mudança no mercado imobiliário. Anteriormente o jardim era substituído por áreas de calçadas, acreditando ser mais prático, como conseqüência, os espaços destinados ao verde diminuíram”, afirma.

Nas novas construções o paisagismo tem se tornado um item essencial e os projetos são cada vez mais personalizados. “As construtoras investem em projetos para garantir mais conforto aos empreendimentos. Esse é um diferencial que torna o imóvel mais atrativo e que proporciona maior qualidade de vida dos moradores”, comenta a paisagista.

A especialista ainda destaca a importância de um paisagista qualificado que irá elaborar um projeto integrado às necessidades do espaço e conceito do imóvel. Desta forma, além de suprir as expectativas dos moradores, a execução levará em consideração conceitos importantes, como o meio ambiente. “Um planejamento feito no início do empreendimento junto com o projeto arquitetônico permite uma melhor proposta de aproveitamento das áreas de lazer. Também é importante salientar que o conhecimento profissional possibilita a escolha adequada de plantas e materiais usados no paisagismo”, explica.

Para ela a questão ambiental e a sustentabilidade são importantes na elaboração de um projeto. Nesse caso, é necessário avaliar as condições do terreno e plantas nativas já existentes no local. “Outras espécies de plantas podem ser integradas ao projeto de paisagismo tornando o ambiente mais natural. Por isso a importância de um profissional qualificado, que atenda não só as necessidades do espaço e dos moradores, mas também valorize o imóvel no mercado”, avalia.

O CEPDAP está com matrículas abertas para o Curso Técnico de Paisagismo, que começa em março de 2012. Nas aulas o profissional será preparado para desenvolver projetos de acordo com a necessidade de cada cliente e com práticas sustentáveis.  O técnico formado pela escola poderá dar entrada à certificação da profissão junto ao CREA/PR. Mais informações pelo site  www.cepdap.com.br, pelo telefone             (41) 3029-4044

Fonte: Paranashop

Empresa canadense, vai investir 300 milhões no Brasil

março 2, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

Toronto (Canadá), 1 mar (EFE).- Uma das principais companhias imobiliárias do Canadá, a Ivanhoé Cambridge, anunciou nesta quinta-feira que investirá US$ 300 milhões no Brasil para a compra, construção e ampliação de shoppings no país.

A Ivanhoé Cambridge, uma das dez maiores imobiliárias do mundo, disse que já comprou terrenos em Fortaleza, através de sua subsidiária Ancar Ivanhoé para a construção de um grande centro comercial.

Além disso, a empresa, que é o braço imobiliário do fundo de investimentos Caisse de dépôt et placement du Québec, ampliará o centro comercial que já possui na cidade de Natal.

“Estes novos projetos confirmam nosso interesse em seguir nossa incursão em países emergentes e avançar nossos planos de investimentos imobiliários no Brasil”, disse Daniel Fournier, presidente da Ivanhoé Cambridge através de um comunicado.

Em janeiro, a Ivanhoé Cambridge já adquiriu o Botafogo Praia Shopping no Rio de Janeiro por US$ 80 milhões.

A imobiliária entrou no mercado brasileiro em 2006 após formar a empresa conjunta Ancar Ivanhoé com a companhia carioca Ancar.

A empresa canadense conta com US$ 30 milhões em ativos em mais de 20 países.

Fonte: UOL

Foi aprovado projeto em favor dos corretores de imóveis

fevereiro 27, 2012 by lmenezes · 1 Comment
Filed under: Corretor 

Laércio aprova projeto em favor dos corretores de imóveis

O relatório do deputado federal Laércio Oliveira (PR/SE) sobre o PL 1872/2007 foi aprovado na quarta-feira, 30, na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. O projeto acrescenta artigo à lei que regulamenta a profissão de corretor de imóveis, de modo a permitir que esse profissional se associe a imobiliária sem que se configure vínculo empregatício, mediante contrato específico registrado tanto no Conselho Regional de Corretores de Imóveis local, quanto no Sindicato dos Corretores de Imóveis de sua base territorial.

Em seu relatório, Laércio Oliveira destacou que com a publicação da Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, a profissão de corretor de imóveis em muito se valorizou, sendo estabelecidas as condições e critérios para o seu desempenho.

“É neste contexto de transformações e dinamismo econômico que se insere a modificação na lei do corretor de imóveis, proposta pelo projeto. Trata-se de prever novas formas de contratação entre o profissional e a imobiliária, em que o corretor se associa à empresa”, informou.

Fonte: Revista Infra

Imóveis devem continuar valorizando até 2017

fevereiro 13, 2012 by lmenezes · 601 Comments
Filed under: Economia 

Comprar um imóvel na cidade de São Paulo ficou, em média, 92% mais caro desde o início de 2008. Isso quer dizer que aqueles que compraram um apartamento por R$ 100 mil há três anos, hoje conseguem vendê-lo por algo em torno de R$ 190 mil. Só nos últimos 12 meses, a valorização chega a quase 30%, tanto em São Paulo quanto nas outras capitais do País, de acordo com o índice Fipe Zap.

Apesar da forte alta verificada nos últimos anos, os preços devem continuar em ascensão por mais algum tempo, na avaliação do diretor executivo da Consul Patrimonial, Marcus Vinicius de Oliveira. Segundo ele, até 2017, a valorização deve ser impulsionada pela possibilidade de crescimento da economia e pelos investimentos que o País receberá.

Entretanto, a partir desta data, o Brasil não terá mais a expectativa de grandes investimentos produtivos – tanto internos quanto externos. “A margem psicológica de crescimento em função do pré-sal, da Copa do Mundo e da Olimpíada já terá passado”, afirma Oliveira.

Além disso, ele aponta que o déficit habitacional terá sido reduzido significativamente daqui a seis anos. “A classe baixa e classe média em ascensão já terão adquirido muitos imóveis”, diz. “A oferta, neste momento, já poderá estar um pouco acima da demanda por imóveis” continua.

De acordo com Oliveira, historicamente, locais que sediam Olimpíada tendem a viver após dois anos uma pequena crise no setor – com mais oferta e menos demanda. “A China neste momento já vive uma desvalorização imobiliária e o Brasil avança para atingir um pico antes da queda dos preços”, acredita. “Mas isso não significa que o mercado imobiliário não continuará se desenvolvendo. A valorização por metro quadrado é que terminará e o valor se estabilizará por um novo período. Novos ciclos ocorrerão em seguida”, continua.

Depende das regiões Para o coordenador do MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil e professor do FGV Management, Pedro Seixas Corrêa, já é possível notar uma certa estabilização nos preços dos imóveis, que avançaram de forma rápida nos últimos anos. Mas isso também depende do tipo de imóvel e da região onde ele se encontra.

“Em alguns mercados, por conta do desequilíbrio entre a oferta e a demanda, os preços ainda podem valorizar por mais um tempo, pode ser que até 2017 mesmo”, aponta o professor. Ele cita como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, que sediará os Jogos Olímpicos de 2016, além de jogos da Copa do Mundo de 2014, e que possui boas perspectivas de investimentos e crescimento por conta do pré-sal.

Entretanto, em outros locais, já é possível notar uma manutenção dos preços ou até mesmo sinais de arrefecimento. “Há regiões que ainda apresentarão alta, mas já há uma certa estabilização geral”, diz Correia.

Segundo ele, os imóveis comerciais é que devem apresentar uma melhor alternativa de investimento. “Isso porque ainda existe uma demanda não atendida por estes imóveis que deve continuar nos próximos anos”, diz.

Alternativas de investimentos em imóveis O diretor executivo da Consul Patrimonial ressalta que, para aqueles que querem investir em imóveis, existem alternativas além da compra direta do bem. Um exemplo são os fundos de investimentos imobiliários.

“Esta é a melhor opção para quem quer aproveitar o ‘boom’ do mercado e não quer ter o trabalho de procurar um imóvel, negociá-lo, acertar as questões contratuais e ainda ter problemas com inquilinos”, afirma. “Basicamente, um fundo deste tipo é a divisão do empreendimento em cotas e cada pessoa pode comprar uma ou mais”, explica.

Além disso, ele ressalta a segurança deste tipo de investimento. “Pela norma da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), somente uma instituição financeira pode fazer esta administração, o que reduz consideravelmente qualquer risco de golpe ou calote”, diz o especialista.

Entre as principais vantagens deste tipo de fundo, está a ausência de tributação para os rendimentos obtidos com o aluguel do imóvel e a possibilidade de diversificação do portfólio imobiliário com poucos recursos. A compra e venda das cotas é feita por meio da corretora de valores. Por isso, é preciso ter cadastro em uma para conseguir fazer estas transações.

Fonte: Yahoo Notícias, 

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