Proibida cobrança de corretagem no programa habitacional Minha Casa Minha Vida

janeiro 18, 2012 by lmenezes · 611 Comments
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A Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou a suspensão da cobrança de comissão de corretagem dos compradores de imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), do governo federal. A liminar foi concedida, na quinta-feira (24/11), pelo juiz substituto Everson Guimarães Silva, da 2ª Vara Federal de Pelotas. A liminar atinge os empreendimentos Moradas Club Pelotas (Condomínio Moradas Pelotas II) e Moradas Pelotas (Condomínio Moradas Pelotas III) e também estabelece multa de R$ 15 mil por unidade habitacional vendida em desacordo com a determinação.

A Ação Civil Pública foi impetrada pelo Ministério Público Federal, com base no Código de Defesa do Consumidor, contra as empresas Terra Nova Rodobens Incorporadora Imobiliária, Fuhro Souto Consultoria Imobiliária e HFM Consultoria Imobiliária, além da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

O juiz destacou que programa garante financiamento de 100% do valor do imóvel — condição não oferecida nos financiamentos habitacionais ordinários. “Mesmo não havendo vedação legal expressa, a atribuição da responsabilidade pelo pagamento de corretagem ao adquirente das unidades habitacionais se afigura incompatível com o programa”, afirmou.

De acordo com a decisão, a cobrança de corretagem nas unidades do programa contraria as diretrizes do sistema, que tem nítido caráter social e busca reduzir o déficit de moradias no país, mediante o incentivo à produção de novas unidades para aquisição por famílias de baixo e médio poder aquisitivo. Com informações da Assessoria de Imprensa da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul.

Leia aqui a íntegra da decisão.

Fonte: Consultor Juridico

Mercado imobiliário prevê expansão longe dos centros

janeiro 18, 2012 by lmenezes · 882 Comments
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Bairros periféricos no Grande ABC são foco de expansão da construção civil. Com falta de terrenos nos centros das cidades, a tendência é lançar empreendimentos com dois dormitórios, de até R$ 170 mil, nas periferias de Diadema e Mauá, por exemplo.

No entanto, os imóveis de até 50 m² e pertencentes à faixa econômica terão um diferencial, pois devem seguir o conceito condomínio-clube – geralmente com piscina, quadra esportiva, academia, churrasqueira e áreas comuns.

A estimativa foi feita pelo empresário do setor Milton Bigucci, e também presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC).

Segundo ele, é preciso abastecer essa nova classe média, a faixa C, que se enquadra no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. “Esse mercado está em plena expansão.”

Ao completar 50 anos de atuação no segmento dia 19, Bigucci defende que, apesar de muitas pessoas já terem adquirido a casa própria, entre as sete cidades calcula-se que o deficit habitacional esteja entre 80 mil a 100 mil.

“Além do grande volume de pessoas que ainda vivem em imóveis alugados, a região atrai pessoas de outras cidades, principalmente pelos empreendimentos que oferece e as vias de acesso à Capital e ao Litoral. O Grande ABC se torna estratégico para os investidores”, diz.

Para este ano, a expectativa é de que o setor cresça no mesmo ritmo do ano passado. Em 2010, foram lançadas 8.887 unidades – 80,67% a mais do que em 2009.

Quanto às vendas, foram comercializadas 6.730 unidades, o que corresponde a um crescimento de 31,29% em relação ao ano anterior. “Neste ano, não digo que o setor na região ficará estagnado, mas acomodado. Crescerá em um bom ritmo”, aponta Bigucci.

BUROCRACIA – O principal entrave para uma expansão maior é a burocracia excessiva para conseguir aprovar os projetos nos órgãos públicos, na visão do empresário. “Isso emperra o desenvolvimento do País. Precisamos de leis que ajudem a reduzir esses prazos, pois quem paga o alto custo dessa demora é o comprador final do imóvel. Esses entraves também estão nos custos com documentos e papeladas, registros em cartórios e certidões”, explica o presidente da Acigabc.

Momento também favorece novos negócios na Capital

Com experiência no setor de construção civil, Milton Bigucci já alcança novos horizontes. “Não é de hoje que lanço imóveis na Capital paulista. Isso não significa que o Grande ABC não ofereça oportunidades, muito pelo contrário. Essa é apenas uma forma de expandir nossos negócios.”

No momento, a construtora que leva seu nome acaba de lançar dois empreendimentos, um no bairro Morumbi e outro no Ipiranga – neste caso, um condomínio comercial/empresarial. “Será composto por lojas e escritórios. Aí está uma tendência de mercado”, cita.

Bigucci explica que, mesmo com as construções residenciais correspondendo a 90% do total na região, muitas empresas têm visto nos condomínios uma forma de investimento e segurança. Por aqui, um exemplo desse novo conceito é o Espaço Pirelli, em Santo André, onde serão construídos prédios comerciais e residenciais pela Brookfield Incorporações.

Em São Caetano, 72% já foram comercializados para incorporadoras, administradoras de shopping center, varejistas e instituição de saúde. Entre lotes comerciais e residenciais restam apenas 55 mil m².

A construtora MBigucci, fundada há 28 anos, já construiu 281 edifícios, 5.000 unidades e um total de área construída que passa 500 mil m².

Fonte: Diario do Grande ABC

Imóvel nos EUA: boa ou péssima opção de investimento?

janeiro 7, 2012 by lmenezes · 1.017 Comments
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SÃO PAULO – O encarecimento dos imóveis no Brasil  nos últimos anos e o fato de eles terem ficado mais baratos nos Estados Unidos no mesmo período fez com que muitas pessoas se interessassem em adquirir um imóvel no país norte-americano, seja com o objetivo de passar períodos de férias, seja com a intenção de investir.

Mas será que a compra de uma casa ou um apartamento nos Estados Unidos pode ser uma alternativa interessante de investimento? Empresários do setor imobiliário divergem sobre esta questão.

Para o sócio e diretor da Vitacon Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, comprar residências nos EUA para ganhar com a valorização do bem não é uma boa opção. Isto porque as perspectivas de upside (valorização) não são muito boas. “Pode levar muito tempo para o imóvel se valorizar e não há nenhuma garantia de que isso aconteça. Ainda há uma oferta grande nos EUA e o país ainda enfrenta algumas dificuldades”, afirma Frankel.

De acordo com ele, o fato de a economia norte-americana ainda não ter dado sinais de um forte aquecimento faz com que investir em um bem nos EUA seja uma alternativa arriscada neste momento. “Acho que o mercado ainda deve demorar um pouco para se recuperar e, por isso, não aconselho uma compra deste tipo com objetivo de investir”, diz

Dólar barato e desvalorização dos imóveis nos EUA
Já o diretor da Save Invest, empresa de consultoria imobiliária, Diego de Cerqueira Lima, acredita que a compra de imóveis nos Estados Unidos ainda é, sim, uma boa opção de investimento.

Segundo ele, a desvalorização do dólar nos últimos anos e a queda de preço dos imóveis nos EUA fazem com que ainda hajam boas oportunidades disponíveis naquele país. “Com a crise do subprime, o preço dos imóveis caiu muito nos Estados Unidos”, diz. “Há imóveis que se desvalorizaram até 70%”, completa o executivo.

Lima aponta que, mesmo com alguma recuperação do mercado imobiliário no País, ainda há imóveis subvalorizados. Por isso, ele afirma que quem quer comprar um imóvel nos EUA precisa se atentar para as pechinchas que ainda podem ser encontradas.

“É preciso aproveitar as oportunidades. Ainda há imóveis baratos em muitas regiões e a cotação do dólar, apesar de uma valorização recente, também contribui para que este tipo de aquisição seja interessante”, afirma.

Já Frankel ressalta que não se pode comparar os preços dos imóveis no Brasil com os dos EUA fazendo apenas a conversão da moeda. “Quando comparar preços no exterior, deve-se também comparar as localizações, rendas, custos de vida, custos dos terrenos, custos de mão de obra, créditos, taxas de juros, etc”, diz.

O que olhar antes de comprar
De acordo com o diretor da Save Invest, os procedimentos de segurança adotados antes de adquirir um imóvel nos Estados Unidos devem ser os mesmos de quando se compra uma residência no Brasil.

“É preciso saber quem é o agente que está intermediando aquela compra, se é ou não autorizado a fazer este tipo de transação, se a empresa que faz a gestão do imóvel é idônea, etc”, afirma o executivo.

Além disso, ele aconselha que o comprador do imóvel conheça a área onde ele está localizado e saiba o potencial de valorização da região, assim como os possíveis problemas do local. “Parte-se do pressuposto de que quem vai adquirir um imóvel fora do país tenha disponibilidade e facilidade para viajar para o local e que conheça bem a região onde se localiza o bem”, afirma Lima.

Impostos
Quem pretende comprar um imóvel nos EUA também precisa se atentar para os impostos. Isto porque a tributação para imóveis no país é bem diferente daquela que nós temos no Brasil e existem algumas peculiaridades, como a “lei da herança”.

Por isso, o diretor da Save Invest aconselha que o comprador procure uma assessoria jurídica, que conheça a legislação do local onde o imóvel se encontra nos EUA (lá, a legislação é definida de acordo com a jurisdição onde imóvel está localizado). “É importante procurar uma assessoria especializada para evitar problemas”, afirma Lima.

Por: Diego Lazzaris Borges
Fonte: InfoMoney

Fundos imobiliários: você sabe como comprar e vender as cotas?

novembro 17, 2011 by lmenezes · 680 Comments
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SÃO PAULO – Os fundos de investimentos imobiliários estão cada vez mais populares no Brasil. Segundo dados da Bolsa de Valores, entre janeiro de 2008 e setembro deste ano, o número de investidores cresceu 650% para 45,3 mil.

Mas você sabe como comprar cotas deste tipo de fundos? De acordo com o especialista em investimentos e CEO da Inva Capital, Raphael Cordeiro, a compra e venda das cotas é feita por meio da corretora de valores. Por isso, é preciso ter cadastro em uma para conseguir fazer estas transações.

“As cotas são negociadas na bolsa”, afirma Cordeiro. “Elas possuem códigos, assim como as ações, então, basta digitar o código e a quantidade no home broker”, afirma o especialista.

Segundo ele, o fato de ser negociado na bolsa, por meio da internet, é uma das grandes vantagens dos fundos de investimentos imobiliários em relação ao investimento direto em imóveis. “A compra e a venda são feitas de uma maneira muito mais simples”, diz Cordeiro.

Vantagens
O valor do investimento é outro ponto que favorece os fundos imobiliários. “Atualmente você não encontra um imóvel por menos de R$ 100 mil. Então, para conseguir montar uma carteira diversificada em imóveis, é preciso ter bastante dinheiro”, diz Cordeiro.

Já com o fundo imobiliário, é possível ter participação em imóveis por um valor muito menor. “A partir de R$ 100, você consegue comprar cotas de alguns fundos. Mas com R$ 1 mil começa a valer a pena, por conta das taxas de corretagem”, diz o especialista.

Desta forma, fica muito mais fácil diversificar as aplicações. “Com R$ 20 mil, o investidor consegue ser sócio de parte de shopping centers, ter participação em galpões industriais e também em imóveis comerciais”, diz Cordeiro.

Além disso, os valores cobrados pela transação são menores do que aquilo que se costuma pagar pela compra e venda de um imóvel. “Quando você compra um imóvel, apesar de não pagar nada de comissão, precisa pagar o ITBI – Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos e gastos com o cartório. Isso pode chegar a 2% do valor do imóvel”, diz Cordeiro. “Já se optar por um fundo, só paga as taxas de corretagem”, continua.

Na venda, as taxas são ainda maiores, afirma Cordeiro. “Os corretores [de imóveis] cobram taxas de 5% a 6% do valor do imóvel”, ressalta o especialista.

Pontos negativos
De acordo com ele, existem pessoas que consideram como ponto negativo o fato de haver uma outra pessoa (gestor do fundo) cuidando das aquisições. “Para algumas pessoas é muito importante ver o imóvel, saber o que está comprando, conferir a assinatura dos papéis”, diz.

Além disso, se comparado a outros investimentos, como o próprio mercado acionário, a liquidez é menor. “Você não consegue comprar e vender com a mesma rapidez de alguns investimentos”, afirma Cordeiro.

Entretanto, os fundos são mais fáceis de comprar e vender do que os próprios imóveis. “Você consegue vender de maneira muito mais rápida cotas no valor de R$ 1 milhão do que um imóvel deste valor”, diz.

Riscos

Como todo investimento, os fundos imobiliários também trazem riscos. Em primeiro lugar, é importante lembrar que este é considerado um investimento de renda variável, ou seja, não há garantia de valorização das cotas e elas podem, inclusive, se desvalorizarem. “O próprio imóvel pode ser inadequado para um investimento de longo prazo e ir perdendo valor ao longo do tempo”, diz Cordeiro.

Entretanto, isto não é tão comum. Dos 35 fundos imobiliários avaliados pelo site Fundo Imobiliário, 26 estão com rentabilidade positiva em 2011 (até outubro), enquanto 9 estão com rentabilidade negativa.

Outro risco é do imóvel ficar desalugado e não proporcionar uma rentabilidade mensal para os cotistas do fundo. “Tem também o risco de vacância, do imóvel perder o inquilino e demorar para ser alugado novamente”, conclui.

Fonte: UOL

Aumenta a procura de espaços por grandes empresas

novembro 17, 2011 by lmenezes · 981 Comments
Filed under: Economia 

Das 36 ofertas de ações em 2010, dez foram via fundos. Já existem 52 listados na Bovespa

A necessidade de grandes empresas expandirem seus negócios gerou uma demanda muito forte por espaços comerciais nos últimos anos. Fato esse que fez aumentar os fundos de investimentos no setor imobiliário. Das 36 ofertas públicas de ações realizadas no ano passado, dez foram de operações de fundos imobiliários e já existem 52 fundos deste tipo listados na Bovespa.

Um dos players que tem surgido com força é o a empresa de investimentos TRX Realty – companhia criada através de uma joint venture entre a gestora de recursos Orbe Investimentos e a incorporadora e construtora Tamiz Engenharia – que atua no setor de terceirização de ativos imobiliários corporativos, ou seja, gere imóveis locados para grandes empresas.

Áreas de operações

Luiz Augusto Amaral, um dos sócios da TRX Realty, em café da manhã com investidores no Rio de Janeiro, sinalizou que a empresa vai começar a investir em parques logísticos no final deste ano, aproveitando a boa perspectiva para o próximo ano.

Atualmente a gestora nas operações atua: Built to Suit, quando o imóvel é construído para atender os interesses do locatário; Sale Lease Back, quando o fundo compra o imóvel da empresa e realuga para a própria empresa, liberando caixa para a empresa investir no seu negócio; e em condomínios modulares, que são compostos por galpões com espaços modulares.

Logística

Os investimentos em empreendimentos logísticos vêm crescendo a cada ano em todo o país, com destaque para as regiões Sul e Sudeste. Recentemente, o fortalecimento de novos mercados consumidores e de pontos de escoamento da produção fora do tradicional eixo Rio – São Paulo tem atraído grande parte dos novos investimentos em galpões industriais e logísticos, e desta forma contribuído para o aquecimento da demanda nestas regiões. Este fato é resultado do aumento da renda da população brasileira e de políticas governamentais que visam fomentar o desenvolvimento em outras regiões do país.

A companhia destaca as políticas governamentais que visam fomentar a instalação de indústrias e atrair investimentos em diferentes regiões brasileiras, principalmente no Nordeste. Atualmente os maiores gargalos do desenvolvimento são infra-estrutura precária e a falta de espaços logísticos que comportem este atual crescimento. Como conseqüência, a expectativa é que o número de empreendimentos com características industriais e logísticas dobre apenas este ano. Salvador, com Pólo Petroquímico de Camaçari, e Recife, com o Porto de Suape, são exemplos claros do desenvolvimento desta região.

Para os investidores a empresa tem fundos de desenvolvimento (FIPs), que investem nas operações de Built to Suit, que têm o ganho da alavancagem e do desenvolvimento imobiliário; fundos de renda (FIIs), com o objetivo de pagar dividendos recorrentes e Securitização Imobiliária, com emissão de cédulas de crédito imobiliários.

Mercado carioca

De acordo com a companhia, o eixo Rio-São Paulo é onde está a maioria do seu portfólio, mas os estados de outras regiões do país têm apresentado potencial muito grande de crescimento. Por exemplo, 21% dos empreendimentos estão no Estado da Bahia. No Rio de Janeiro, os grandes eventos podem ampliar a demanda, mas não deve mudar o tipo do empreendimento investido pela TRX.

“Nos próximos três meses devemos fechar algumas operações no RJ. Não estamos com planos especificamente para a Copa e para as Olimpíadas, mas, em decorrência dos eventos o mercado se aquece e podemos receber novas demandas”, disse Vitor Alves Sztejnsznajd, gerente de relações com investidores da TRX Realty.

Rentabilidade dos fundos

Em três anos, a empresa acumula o volume de R$ 185 milhões de capital já alocado, distribuídos em cinco fundos de investimento, formando um portfolio superior a R$ 400 milhões. Hoje, são mais de 900 investidores e mais de R$ 600 milhões comprometidos e disponíveis para novos investimentos.

O TRXL11 é um dos fundos imobiliários mais líquidos do mercado, com negociação em quase todos os dias. O fundo que atualmente está com patrimônio liquido de aproximadamente R$ 41 milhões, possui R$ 160 milhões em patrimônio imobiliário, reforçando, mais uma vez, a tese de investimentos do fundo – formar o máximo de patrimônio imobiliário com o mínimo de capital comprometido. Em julho do ano passado a TRX lançou com o Morgan Stanley o fundo TRX Realty Logística Renda I – FII e captou cerca de R$ 89 milhões e diante da procura a companhia pretende fazer mais uma emissão.

Segundo dados da BMF&Bovespa, até 16 de junho deste ano, esses fundos tiveram maior rentabilidade quando comparados com as ações negociadas no mercado.

Também há baixa volatilidade em momentos de crise, como na de 2008 quando os fundos de investimento imobiliário (FIIs) permaneceram praticamente estáveis. Além disso, a valorização do valor das cotas no mercado de FII pagou em média, durante os primeiros meses do ano período, 30% em rendimentos. Entre 2008 e 2011, o ganho chegou a 90%.

Fonte: Monitor Mercantil

Parte do Mercado Imobiliário Deve Voltar a Atender só Alta Renda

setembro 29, 2011 by lmenezes · 1.165 Comments
Filed under: Economia 

Blog Lopes, Caio Augusto Pereira

O crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro em 2010 foi expressivo, 7,8% em relação ao ano anterior de acordo com o Banco Central e teve como um dos destaques a construção civil, dada ampliação do crédito e aumento do poder de consumo da população, além dos programas de incentivo do governo federal.

De acordo com pesquisa inédita realizada pela Inteligência de Mercado Lopes, em 2010 foram lançados 1.359 novos empreendimentos residenciais e comerciais que somaram 202 mil unidades e um valor geral de vendas de R$ 57 bilhões nos principais mercados brasileiros.

Veja mapa abaixo:


A Região Metropolitana de São Paulo é o maior mercado do País, pois representa em torno de 40% do mercado nacional com mais de R$ 24 bilhões lançados ou 76 mil imóveis em um único ano. Somando Campinas e a Baixada Santista avalia-se que o Estado de São Paulo representa metade do mercado nacional. Em um segundo patamar destacam-se a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e o Distrito Federal com cerca de R$ 6 bilhões em negócios cada. A grande diferença nestes dois casos fica por conta do tíquete médio, pois enquanto na Região Metropolitana do Rio de Janeiro um imóvel novo custou em média R$ 230 mil, em Brasília chegou a R$ 320 mil, uma diferença de 40%.

Na sequência deste ranking de importância observa-se Salvador e Curitiba com volumes de lançamentos de R$ 4,0 e R$ 2,5 bilhões respectivamente. Com média representatividade estão os mercados com volume lançado em torno de R$ 2,0 bilhões cada: Porto Alegre, Recife e Goiânia. Por fim os mercados menos representativos vide mapa.

Glossário: VGV ou Valor Geral de Vendas é calculado pela soma do valor de venda de todas as unidades um empreendimento. É determinado no lançamento do projeto, revelando seu potencial de vendas.

MP que altera o Minha Casa inclui imóveis comerciais

setembro 26, 2011 by lmenezes · 374 Comments
Filed under: Direito Imobiliário 

Brasília, DF – Medida Provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União (DOU, quinta-feira, 02) libera o uso de terrenos em processo de regularização para construção de imóveis no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, quando tratar-se de reassentamento para moradores em favelas.

Ainda, a MP flexibiliza regras do Minha Casa, Minha Vida, alterando itens do programa para acelerar a produção de moradias que atendam as faixas de ganho de até dez salários mínimos. As mudanças, que entram em vigor a partir de 2011, incluem a determinação de o Poder Executivo estabelecer as faixas de renda que podem ser beneficiadas, porém fica mantido o teto de dez salários mínimos.

Atualmente, apenas as famílias com renda de até R$ 4.650 podem ser contempladas pelo programa. Na eventualidade de ser considerado o valor do mínimo atualmente em vigor, o teto elevará para R$ 5.100. Foi mantido o subsídio máximo de R$ 23 mil concedido às famílias com renda mensal a partir de R$ 465 e até R$ 1.395, teto correspondente a três vezes o salário mínimo vigente em 2009.

Escalonado para menor em função de faixas de renda familiar, atualmente o subsídio do Minha Casa, Minha Vida é concedido às famílias com ganhos mensais de até RS 2.790, correspondentes a seis vezes o salário mínimo em vigor no ano de 2009.

Outra alteração introduzida pela MP é abrir a possibilidade de construir imóveis comerciais nas áreas de produção de moradias. Ao comentar as novas regras, a secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, atribui esta concessão à saída para financiar, por exemplo, os custos do condomínio residencial, através do valor auferido com a locação de unidades comerciais.

Fonte: R7/Imóvelweb

Financiamento de construtora custa 125% mais que o de banco

setembro 17, 2011 by lmenezes · 1.133 Comments
Filed under: Economia 

Se muitos acreditam que os financiamentos bancários são caros no Brasil, no setor imobiliário são justamente os financiamentos de construtoras que figuram entre os mais caros do país.

Segundo Marcelo Maron, Diretor Executivo do Grupo PAR e consultor de finanças pessoais, os juros de um financiamento de construtora chegam a 27% ao ano, contra 12% dos praticados pela maioria dos bancos:

“Muitos se enganam com a facilidade de um financiamento feito por construtora.

Como sempre digo, quanto mais fácil o crédito, mas caro ele é.

Algumas construtoras dispensam até a comprovação de renda e isso acontece porque no momento da posse do imóvel, quando ocorrerá a escritura em cartório, o imóvel ficará hipotecado à construtora, e a retomada do bem, em caso de inadimplência, é relativamente rápida”, explica Maron.

Segundo Maron, que também é professor de Matemática Financeira na UniEuro, em Brasília (DF), os consumidores encontram três tipos de financiamentos de imóveis no mercado, sendo que é possível verificar até uma combinação entre eles:

“Há o financiamento da construtora, o do banco e uma mescla entre essas opções.

Neste último caso isso ocorre quando o imóvel está ainda em processo de construção e é possível financiar uma parte com a construtora e outra parte com o banco.

Em todos estes casos, os contratos são sempre muito bem amarrados e os compradores precisam analisá-los com muito cuidado”, adverte Maron.

Financiamento bancário – Segundo Maron, em um financiamento bancário de R$ 500 mil com prazo de 20 anos, o consumidor começará pagando uma parcela de R$ 6.607,00 e terminará com R$ 2.246,76:

“Levando em conta a valorização do imóvel, a inflação e os aumentos salariais que a pessoa deverá ter ao longo de duas décadas é muito provável que a prestação vá se tornando bem menos significativa em relação à renda nesse prazo.

Certamente, R$ 2.246,76 daqui a 20 anos significará muito menos do que significa hoje”, explica.

Para o consultor, a grande vantagem deste sistema é a garantia de que a prestação não subirá.

Muito pelo contrário, ela vai caindo ao longo dos anos.

Além disso, todo financiamento imobiliário com banco tem um seguro acoplado à prestação, que quita o imóvel para a família em caso de morte do mutuário:

“A desvantagem do sistema fica por conta do elevado nível de burocracia, análise criteriosa de papéis, cadastros, comprovantes de renda e outras comprovações.

Nesta modalidade, a retomada do imóvel no caso de inadimplência também é rápida, uma vez que, no ato da escritura, o imóvel fica hipotecado ao banco”, assinala Maron.

Segundo Maron, muitas pessoas perguntam qual a melhor opção.

Para o consultor, isso depende do perfil e dos ganhos de cada um:
“Financiar direto com a construtora é bem mais caro e, sobretudo, incerto.

A correção pós-fixada traz a incerteza se haverá condição do cliente continuar arcando com as prestações ao longo do tempo.

Para quem busca segurança, a melhor alternativa é o financiamento bancário.

A garantia de que as prestações não subirão é um fator importantíssimo a se considerar.

Não correr o risco da construtora falir no meio da obra é outro.

Mas, se a pessoa fizer as contas direitinho, verá que em vinte anos pagará quase que o valor de três imóveis.

Por isso oriento as pessoas a se planejarem e a guardarem o dinheiro ao longo do tempo, para fazerem uma compra a vista, esta sim muito mais vantajosa para o comprador”, recomenda.

Fonte: Blog Inteligencia

Construtoras perto de evitar mudança contábil

setembro 5, 2011 by lmenezes · 860 Comments
Filed under: Economia, incorporadores 

Incorporadoras podem se livrar de norma que reduziria o lucro líquido das empresas em 43%, na média. Decisão sai nas próximas semanas. 

Por Fernando Torres

As incorporadoras imobiliárias brasileiras estão perto de escapar de uma mudança contábil que causaria uma redução média de 43% no lucro líquido e de 25% no patrimônio líquido, segundo estudo do Credit Suisse.
Se no início do ano era praticamente certo que as companhias teriam que mudar o método de reconhecimento de receitas, registrando os valores recebidos somente no momento da entrega das chaves, o mais provável agora é que elas continuem fazendo o reconhecimento conforme o percentual de evolução da obras.
O martelo deverá ser batido nas próximas semanas, e uma posição oficial pode ser tomada no dia 5 de novembro, quando haverá uma nova reunião do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), órgão responsável pela tradução e interpretação das normas internacionais (IFRS) que passam a ser usadas obrigatoriamente a partir do balanço fechado deste ano.
A grande questão é embasar jurídica e tecnicamente a decisão de manter o método atual de reconhecimento de receita e ao mesmo tempo poder atestar que as empresas estão seguindo o IFRS, o que precisa ser ratificado nos pareceres dos auditores.
O princípio básico de o Brasil ter migrado para o sistema internacional – algo que agora está previsto em lei – era o de tornar os balanços locais comparáveis aos de empresas de outros países.
Na primeira leitura da norma, a maioria dos especialistas entendeu que as incorporadoras brasileiras teriam que mudar a maneira pela qual reconhecem a receita de venda dos imóveis.
Contrárias a esse entendimento, as companhias buscaram argumentos técnicos e jurídicos para para justificar sua posição.
Os argumentos têm sido apresentados desde maio nas discussões de um grupo de trabalho criado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para tratar do tema, e que envolve, além de representantes da Associação Brasileiras das Companhias Abertas (Abrasca), também o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon). Paralelamente, o tema também é debatido pelo CPC, que além de empresas, CVM e auditores, também é formado por representantes do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Fipecafi, BM&Bovespa e Apimec.
Segundo o Valor apurou, CVM, BM&FBovespa e representantes dos analistas de investimentos não teriam objeção à manutenção da regra atual. Já o Ibracon ainda estaria debatendo o tema internamente antes de se posicionar oficialmente. A Fipecafi foi procurada para dar a visão da academia sobre o assunto, mas não se manifestou.
O tema é delicado porque, se as empresas apresentarem o balanço de uma forma, e os auditores considerarem que elas não seguiram o IFRS, poderia haver não apenas ressalva nos balanços, mas parecer adverso – dizendo que o balanço não está de acordo com as normas -, dependendo da relevância das diferenças.
O diretor da CVM Alexsandro Broedel admitiu ainda que o órgão não se opôs a nenhuma das interpretações, até porque não se posicionou oficialmente até o momento, e que espera que se chegue a um consenso. “Mas sempre um consenso que reflita o IFRS. Se não for convincente, a gente não vai aceitar”, afirmou.
De acordo com ele, mesmo que se mantenha a regra atual, não se pode dizer que haverá um “drible” no IFRS. “Não está escrito na norma internacional que (o reconhecimento da receita) tem que ser nas chaves. Ela diz que em determinadas condições você faz de um jeito, e em com outras condições, faz de outro”, explica.
Segundo a presidente do Ibracon, Ana María Elorrieta, o órgão ainda não concluiu os estudos sobre o tema. “Esse assunto ainda está sendo debatido. É um tema complexo”, afirmou ela, destacando que o ponto principal é determinar em que momento há a transferência de riscos e benefícios da incorporadora para o comprador do imóvel.
A polêmica sobre o tema é grande e não existe somente no Brasil. O órgão regulador da Índia, por exemplo, determinou que essa regra do IFRS não será adotada naquele país. Há resistência também na Malásia e no Canadá.
“O setor de construção brasileiro tem um comportamento atípico, diferente do resto do mundo”, diz Nelson Mitimasa Jinzenji, vice-presidente técnico do CFC. Ele discorda que a manutenção das regras atuais para reconhecimento de receitas das construtoras crie uma contabilidade à parte para o setor. “A nossa realidade tem que ser encaixada dentro da estrutura conceitual da contabilidade.”
Segundo o vice-presidente da Abrasca e coordenador de relações institucionais do CPC, Alfried Plöger, as eventuais diferenças que possam restar em relação aos balanços de outras empresas podem ser sanadas com ajustes feitos nas notas explicativas.
“Se fosse um pecado mortal [reconhecer a receita pelo método atual], os auditores já teriam ressalvado os balanços há décadas”, afirma Plöger.

Fonte: Valor, 22/10/2010

 

Sai nos próximos dias decreto que cria o índice oficial de preços de imóveis

agosto 26, 2011 by lmenezes · 212 Comments
Filed under: Direito Imobiliário 

BRASÍLIA – O governo vai baixar nos próximos dias um decreto criando um índice oficial para medir a evolução dos preços dos imóveis residenciais em todas as capitais do país. O objetivo é acompanhar com lupa um segmento que vem crescendo a taxas bastante elevadas e detectar eventual formação de bolhas. Chamado de Índice de Preços de Imóveis no Brasil, o indicador será desenvolvido pelo IBGE, em parceria com a Caixa Econômica Federal, maior financiadora imobiliária do país, com possibilidades de convênios com outros bancos. O índice poderá produzir estatísticas já no fim de 2011.

A intenção do governo de mapear o mercado imobiliário foi antecipada pelo GLOBO no ano passado. Ela decorreu do fato de o crédito imobiliário estar apresentando expansão exponencial ano após ano. Além disso, o preço do metro quadrado disparou em grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e Brasília, e no interior, que passou por prolongado período de enriquecimentos nos últimos anos.

Segundo técnicos da equipe econômica, a expectativa é que dados concretos do setor já estejam disponíveis em dezembro deste ano. O IBGE vai trabalhar em cima de avaliações da Caixa e outros bancos fortes no crédito imobiliário, além de fazer pesquisas de mercado.

A metodologia já está sendo construída e vai permitir, no futuro, conhecer a evolução dos preços dos imóveis residenciais por bairros. Inicialmente, a ideia é mapear cidades, estados e regiões, afirmou ao GLOBO um interlocutor.

O índice oficial será do IBGE, mas a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que já tem um índice de imóveis comerciais, também vai auxiliar as áreas responsáveis do governo na apuração do comportamento dos preços em várias cidades do país. Esse trabalho, inclusive, já começou.

A diferença fundamental entre as metodologias é que, no caso da FGV, a base será os laudos de avaliação fornecidos pelas instituições financeiras, enquanto no IBGE, além desses laudos, será feita também pesquisa de campo.

De acordo com dados do Banco Central (BC), nos últimos 12 meses encerrados em junho, o crédito habitacional subiu 50%. Apesar disso, a autoridade monetária avalia que ainda há espaço para crescer, pois a modalidade representa apenas 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho de 2010, a proporção era de 3,3%.

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