Imóveis para vender com criatividade é a nova arma para vender imóveis.

agosto 24, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

ferecer um bom imóvel, com ampla infraestrutura, equipamentos de lazer e uma boa campanha de divulgação na TV, fôlderes e classificados. A fórmula que até certo tempo atrás garantia uma boa visibilidade e a captação de clientes aos empreendimentos imobiliários já não é suficiente. Para arrematar a preferência dos compradores em um mercado aquecido e ao mesmo tempo acirrado, incorporadoras, construtoras e imobiliárias estão inventando e inovando na maneira de projetar e comunicar sobre o lar de moradores em potencial.

Uma tendência que vem ganhando força em Porto Alegre e já pode ser vista em alguns lançamentos é a flexibilidade da planta. A Construtora Rotta Ely apostou no conceito para o empreendimento Simple, em lançamento no bairro Higienópolis. Com foco nas mudanças na composição da família brasileira, a empresa disponibiliza dez possibilidades de planta, passando por lofts até a escolha do número de dormitórios. O diretor da companhia Pedro Rotta Ely explica que a estratégia visa a alcançar diferentes públicos em um único local. “Procuramos atender desde solteiros até pequenos núcleos familiares porque há uma tendência em morar perto do trabalho e com múltiplas conveniências”, diz o executivo.

Além de deixar nas mãos dos clientes a escolha da planta, a Rotta Ely investiu em uma estratégia de divulgação pouco convencional. A empresa colocou nas ruas de Porto Alegre uma vitrine móvel, que consiste em um baú com paredes de acrílico montado na carroceria de um caminhão. Dentro dele, um espaço decorado com os mesmos conceitos empregados no Simple. A vitrine já passou por parques e avenidas movimentadas da Capital. Além de percorrer as ruas, a vitrine se abre para que promotoras e corretores apresentem o empreendimento ao público. “Procuramos não tratar os empreendimentos da mesma forma, tanto na concepção quanto na forma de comunicar e promover”, argumenta Ely.

Buscar a diferenciação é fator apontado por agentes do setor como a única saída para continuar conquistando a preferência do público. Foi pensando nisso que a Uma Incorporações idealizou o Marquis Moinhos. Localizado em uma das áreas mais nobres da cidade, o empreendimento de alto padrão foi projetado para – além das plantas mais tradicionais – dar a duas famílias a possibilidade de viver em um ambiente similar a uma casa, mas com as facilidades condominiais e a segurança de um edifício. Os projetos do primeiro andar e da cobertura diferem das demais do condomínio. O primeiro pavimento, chamado Garden, é composto do ambiente interno, com direito a espaço gourmet dentro do apartamento, além da ampla área de lazer externa. A cobertura é um apartamento duplex, com a área social no andar mais baixo e quartos no andar superior, a fim de dar mais privacidade aos moradores.

“A diferenciação é fundamental, pois as pessoas passam a valorizar o produto; caso contrário, vira uma commodity e nós não queremos nem podemos ser, então precisamos nos diferenciar”, alega o diretor da Uma Incorporações, Antônio Ulrich. Ele explica que os pilares da companhia são justamente buscar áreas excepcionais da cidade, investindo em acabamento e materiais de qualidade superior à maioria do mercado. Como resultado: imóveis milionários que contemplam opcionais fora do mercado usual, caindo no gosto do público-alvo da empresa.

Sala com exibição de vídeo em 3D garante resultado

Para prender a atenção dos clientes, a Brookfield, de São Paulo, realizou uma ação tão inovadora que atraiu os olhos desde trabalhadores dos canteiros de obras até profissionais da concorrência. Recentes lançamentos da companhia nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba ganharam um plantão de vendas especial, com a instalação de uma sala de exibição em 3D que realizava um passeio pelos empreendimentos.

Todos os detalhes foram pensados, desde a área externa, os espaços de lazer, os cômodos do apartamento e até a vista para a vizinhança. “Essa foi uma apresentação do produto que ninguém havia feito, e o resultado foi muito positivo não só em vendas, mas gerou uma impressão muito boa na empresa”, explica o superintendente de incorporações da Brookfield em Curitiba, Daniel Xavier. O executivo acrescenta que a companhia sempre se posicionou na vanguarda, e que essas ações sempre resultam em maior valor de marca e produto.

No caso do cinema em 3D, o desenvolvimento foi mais trabalhoso e também mais caro – o dobro do investimento usualmente despendido em uma estratégia promocional comum – mas gerou mídia espontânea, um volume de visitação maior e efetivação de vendas, já que os clientes tiveram acesso a uma demonstração mais fidedigna do produto adquirido.

Palestras e coquetéis recrutam consumidores

Não só as construtoras e incorporadoras apostam em novos métodos para atrair clientes. A Imobiliária Rial também vem desenvolvendo ações diferenciadas para ganhar competitividade. Além de querer ganhar mercado, a empresa inova em busca da própria sobrevivência e renovação, já que atua em um mercado onde players maiores e até de nível nacional são fortes concorrentes.

O diretor de lançamentos Mateus Facchin revela que são realizados coquetéis, “arrastões” em praças, onde corretores demonstram as ofertas da empresa para quem está passeando, e até palestras, com foco em investimentos imobiliários. “Estamos buscando levar a oportunidade até o nosso cliente, seja ele morador ou investidor”, afirma. “Primeiramente, o foco é chegar até o cliente, independentemente da concorrência”, completa o dirigente.

Facchin ressalta, entretanto, que é preciso se aperfeiçoar para manter a sanidade e a vida de uma companhia nesse e em outros mercados. “Hoje, não só as imobiliárias, mas concessionárias de automóveis e outros empreendimentos, se não adotarem um trabalho ativo e agressivo, vão ficar para trás”, sentencia.

Mayara Bacelar

Fonte: Jornal do Comércio

Imóveis para vender bem localizados são a preferência do público jovem.

agosto 11, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

Enviar por e-mail
BlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut

A localização parece ser o fator fundamental na hora dos jovens escolherem um local para morar. Eles buscam, principalmente, casas ou apartamentos próximos a supermercados, farmácias e shoppings e também perto de onde estudam e trabalham.

Estar próximo aos pontos de acesso ao transporte público também é um diferencial. De acordo com o diretor comercial e de localizações da Primar Administradora de Bens, Carlos Freitas, os bairros centrais estão entre as primeiras opções daqueles que têm ente 15 e 25 anos.

Sem perder tempo

Essas preferências se justificam pela aversão do jovem em perder seu tempo, já que, morando longe dos locais de onde trabalham e estudam, ele passa muito tempo no trânsito, enquanto poderia estar estudando ou mesmo se divertindo.

O perfil dos jovens de hoje é bastante diferente, se comparado ao de outras gerações. Esse grupo que faz parte da geração Y é composto por indivíduos que possuem maior nível de escolaridade e que conseguem alavancar sua carreira de forma mais rápida.

“Além disso, o acesso ao crédito está mais fácil e existem várias opções que ajudam na hora de comprar ou alugar um imóvel”, afirma Freitas. Agora, o casamento não é mais o único motivo para sair de casa. O trabalho e o estudo são fatores importantes para tal decisão.

O tamanho

Além da localização, o tamanho do imóvel também é um ponto relevante. A procura por quitinetes cresceu consideravelmente. Os imóveis pequenos, que têm de um a dois quartos, normalmente são suficientes para acomodar os jovens. Os solteiros ou os casados que ainda não têm filhos usualmente dispensam grandes espaços.

Quando ainda são jovens, o foco da vida está na carreira e na formação profissional, por isso, a habitação deve atender às necessidades atuais e não futuras. O aluguel também é interessante, pois permite flexibilidade em caso de mudanças de planos.

Por: Viviam Klanfer Nunes

Fonte: InfoMoney

Venda de imóveis comerciais aquecem lançamentos

junho 7, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

O mercado imobiliário está diante de duas frentes: os lançamentos de imóveis comerciais continuam aquecidos nas principais cidades brasileiras, enquanto o segmento residencial começa a se estabilizar. A demanda por novas sedes corporativas pressiona os preços e os lançamentos têm perfil cada vez mais sofisticado. Já o número de lançamentos em São Paulo no primeiro trimestre deste ano foi quase 30% menor do que em igual período do ano passado, segundo levantamento do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

No caso dos residenciais, analistas explicam que a estabilização deve-se desde o esfriamento da economia até a burocracia e as exigências mais rígidas para aprovação de novos projetos. Para as construtoras, há um ajuste do mercado e a estratégia é desovar estoques.
Fernando Cruz, diretor da Brazilian Securities, do grupo BFRE, aponta a morosidade na aprovação de projetos por parte das prefeituras como um dos motivos para redução do número de lançamentos. O cenário é positivo para as construtoras, pois há demanda, financiamento e mais pessoas chegando ao mercado com capacidade de renda.
Por outro lado, as vendas entre janeiro e março na capital paulista somaram 5,4 mil unidades de imóveis novos, 26,6% acima do registrado em igual período de 2011. Já na região metropolitana, composta por São Paulo e 38 municípios, as vendas recuaram 4,5%. A expectativa do Secovi-SP é de que as vendas na capital aumentem 10% neste ano, para 31,1 mil unidades, e o número de lançamentos diminua 5%, para 36,2 mil unidades.
No caso dos comerciais, São Paulo e Rio concentram o maior número lançamentos de edifícios de alto padrão. Com os bons resultados no primeiro trimestre, em preços e vendas, a perspectiva é de que 2012 será um ano de bom desempenho para o mercado de escritórios de alto padrão. Para analistas da consultoria Cushman & Wakefield, até o final do ano, o volume de lançamentos nas principais capitais deverá ser o dobro de 2011.
Luiz Henrique Rimes, diretor nacional de negócios da João Fortes Engenharia, observa que o que prevaleceu no crescimento do mercado de empreendimentos comerciais em 2010 e 2011 foram as salas comerciais pequenas, de 25 a 30 metros quadrados. Agora, mesmo com a continuação da demanda por esse tipo de produto, vejo um crescimento do interesse pelos espaços corporativos, para sede de empresas de médio e grande porte.
Em São Paulo, os preços do aluguel de escritórios classe A bateram recorde histórico no primeiro trimestre. A média dos valores deu um salto de 33,9%, em relação a mesmo período do ano passado, chegando a R$ 123,7 mensais por metro quadrado, conforme pesquisa da Cushman & Wakefield. Para Walter Torre, presidente da WTorre, os preços de locação de escritórios de alto padrão em São Paulo devem subir até meados de 2013, quando está prevista a entrega de vários empreendimentos, somando uma área total de 500 mil a 600 mil metros quadrados.

Fonte:Valor Econômico

Comprar casa pela caixa cresce em 5,2% no Ano.

junho 7, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

Os financiamentos para aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 23,3 bilhões nos primeiros quatro meses de 2012, um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2011, segundo divulgado hoje pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Os dados de unidades imobiliárias financiadas, porém, indicam a tendência de desaceleração do mercado.

Abril deste ano foi mais fraco que o mesmo mês do ano passado já em volume de empréstimos: R$ 5,7 bilhões, baixa de 7% em relação ao mesmo período de 2011.

Em termos de unidades financiadas, os dois números mostram quedas. Em abril foram financiados 32,5 mil imóveis, queda de 16% ante abril do ano passado.

Comparando os primeiros quadrimestres de 2011 e 2012, a queda foi menor: 4,9%. Enquanto foram financiados 144,3 mil imóveis em 2011, neste ano a quantidade chegou a 137,3 mil unidades.

Os últimos 12 meses, contados a partir de abril, ainda estão positivos: os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança evoluíram 27%, passando de R$ 64 bilhões para R$ 81 bilhões.

Em termos de unidades, foram financiadas 485,9 mil, 8% mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores

Fonte: Folha | Uol

Imóveis à venda tem redução de taxa de juros e aumenta o ticket médio de imóveis novos

junho 7, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

Aumento do valor médio pago pelo consumidor na compra  de um imóvel novo e da velocidade de vendas. De acordo com o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), Gustavo Selig, estes devem ser os principais efeitos da redução da taxa de juros para financiamento imobiliário no mercado de lançamentos verticais. Os novos valores já estão sendo praticados pela CAIXA e foram anunciados na manhã de hoje (1/6) pelo Banco do Brasil.

“O ticket médio dos apartamentos novos deve aumentar entre 8% e 15%, dependendo do padrão do imóvel, pois, com a redução da taxa, ocorre também uma diminuição no valor das parcelas, criando a oportunidade de o cliente partir para um imóvel maior ou com melhor localização”, explica Selig. Atualmente, o valor médio de compra para um apartamento novo, em Curitiba, varia de R$ 215 mil a R$ 1,94 milhão, dependendo do padrão.
Selig também acredita que a Velocidade de Novos Sobre a Oferta (VNSO) deve se manter próximo a 10, índice mantido desde 2008 e que corresponde ao dobro da média histórica atribuída à capital paranaense, antes do período. “Isto fará com que o mercado permaneça em crescimento e aquecimento, ainda que não signifique um aumento no faturamento de construtoras e incorporadoras”, avalia Selig.
O presidente da entidade descarta a possibilidade de um maior endividamento do consumidor em virtude da redução dos juros para empréstimos imobiliários. “O problema não é existir a dívida, mas sim ela estar acima da renda que o cliente possui. A redução da taxa de juros vai contribuir para que isto não aconteça”, defende Selig.

Fonte: Parana Shop

“O ticket médio dos apartamentos novos deve aumentar entre 8% e 15%, dependendo do padrão do imóvel, pois, com a redução da taxa, ocorre também uma diminuição no valor das parcelas, criando a oportunidade de o cliente partir para um imóvel maior ou com melhor localização”, explica Selig. Atualmente, o valor médio de compra para um apartamento novo, em Curitiba, varia de R$ 215 mil a R$ 1,94 milhão, dependendo do padrão.Selig também acredita que a Velocidade de Novos Sobre a Oferta (VNSO) deve se manter próximo a 10, índice mantido desde 2008 e que corresponde ao dobro da média histórica atribuída à capital paranaense, antes do período. “Isto fará com que o mercado permaneça em crescimento e aquecimento, ainda que não signifique um aumento no faturamento de construtoras e incorporadoras”, avalia Selig.O presidente da entidade descarta a possibilidade de um maior endividamento do consumidor em virtude da redução dos juros para empréstimos imobiliários. “O problema não é existir a dívida, mas sim ela estar acima da renda que o cliente possui. A redução da taxa de juros vai contribuir para que isto não aconteça”, defende Selig.

Imóveis para vender na cor Azul Turquesa

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

O azul turquesa é uma cor que agrada a quase todos os gostos. Traz a serenidade do azul e o vigor do verde. Ressalta os tons naturais e as variedades do marrom e do cinza. Mescla muito bem com roxos, rosas e fica perfeito com todos os azuis, sobretudo os escuros.

Por fim, fica ótimo com cores neutras como branco e o preto.

Por isso,  turquesa  é uma ótima escolha como cor complementar, ampliando muito as possibilidades de decoração…

Inspirem-se nas fotos!

Um beijo

Bianca

Imóveis de luxo impulsionam venda.

maio 8, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

O mercado imobiliário de alto luxo vem se expandindo no Brasil, com aumento da demanda no Rio e em São Paulo e crescimento também fora dos grandes centros, pressionando os preços para cima e gerando valorização recorde. No Rio de Janeiro, os preços dos imóveis de alto padrão subiram aproximadamente 200% nos últimos cinco anos, enquanto imóveis de outras categorias tiveram incremento médio de 150% na cidade, segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio).

É na orla de Ipanema e do Leblon que estão os metros quadrados mais caros do Brasil, estima Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Nos dois bairros, os mais cobiçados do Rio, o metro quadrado de um apartamento de frente para o mar custa em média R$ 40 mil atualmente, podendo chegar a R$ 51 mil, de acordo com o Secovi-Rio.

Para Frederico Judice Araújo, o mercado de alto luxo do Rio está se beneficiando mais do que a média brasileira em função dos megaeventos que acontecerão nos próximos anos e dos investimentos em infraestrutura e segurança que vêm a tiracolo. Ele é membro da família proprietária da Judice & Araujo, imobiliária especializada em imóveis do segmento.

“Assim como mercado financeiro antecipa movimentos de empresas para comprar ações, o mercado imobiliário antecipou o movimento de melhora da cidade como um todo. O Rio vai melhorar muito para poder receber esses grandes eventos e isso tem um impacto direto no mercado imobiliário”, diz, citando investimentos como a expansão do metrô até a Barra da Tijuca, na zona oeste, e a política de segurança pública das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que buscam expulsar o tráfico armado de favelas. “O momento é inedito, nada se compara. A Judice está há 36 anos no mercado (fluminense) e nunca vimos um momento tão bom no Rio. Desde que o Rio deixou de ser capital, ficou meio largada durante muitos anos, e agora vem retomando uma posição mais forte.”

O imóvel mais caro que a empresa oferece no Rio no momento é um apartamento de 1.600 metros quadrados na praia de Ipanema, à venda por R$ 64 milhões. Para José Conde Caldas, presidente da Associação de Empresas Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), o mercado carioca está passando a ser um mercado nacional e até internacional, atraindo compradores de outros Estados e também de fora do País. “O Rio hoje é a bola da vez. Muita gente quer voltar a morar na cidade. Isso existiu no passado, nos anos 1960, quando o Rio era muito procurado. Mas depois veio uma sucessão de maus governos e as pessoas queriam ver o Rio de costas.”

Conde Caldas, que é dono da construtora Concal, diz ter presenciado um exemplo desta tendência dois anos atrás, quando lançou um empreendimento de luxo de frente para a praia de Ipanema, com seis apartamentos a partir de R$ 7 milhões cada. Quatro deles foram comprados por pessoas de fora da cidade. “Eu quis conhecer os compradores para saber por que estavam comprando no Rio. Eram pessoas com negócios que estavam indo muito bem e queriam comprar o apartamento como investimento, e para ter uma casa de veraneio no Rio”, conta.

Internacionalização

O segmento de casas, apartamentos e coberturas com cifras na casa dos milhões se beneficia de fatores como a queda de juros, o maior acesso a crédito, a economia aquecida e a grande visibilidade do Brasil diante da Copa e da Olimpíada de 2016, lista Judice Araujo. Ele observa que o mercado também vem sendo impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo de partes da população. “Vemos o crescimento da classe média, mas também a subida da classe média para a média alta e a classe alta prosperando. Isso tem um impacto positivo no mercado de alto padrão. Vemos nitidamente que mais pessoas têm tido condições de comprar um imóvel maior ou uma segunda moradia de veraneio”, diz Judice Araujo.

A empresa é a afiliada no Rio da Christie’s Great Estates, braço imobiliário da casa de leilões que entrou no Brasil em 2007. No ano seguinte foi a vez da Sotheby’s International Realty, da casa de leilões rival, também britânica, que estabeleceu escritório em São Paulo. A entrada de ambas no mercado nacional reflete o maior interesse internacional por imóveis de alto padrão no País. Mas seu crescimento vem sendo impulsionado pela demanda interna, afirma o diretor da SIR no Brasil, Fábio Rossi, que tem planos de triplicar as vendas da empresa nos próximos três anos, a partir da descentralização.

A empresa atualmente tem escritórios em São Paulo e Porto Alegre. Nos próximos três anos, a meta é abrir escritórios em 15 cidades de médio porte no Brasil. “Vamos para 15 cidades com população acima de dois milhões de habitantes, nas quais identificamos potencial de mercado para esse segmento. A nossa meta é ter vendas da ordem de R$ 1 bilhão no Brasil nos próximos três anos”, diz Rossi.

A empresa vem apresentando crescimento de 15% ao ano, diz Rossi, e 95% das vendas são para brasileiros. Mas o interesse de compradores estrangeiros no País vem aumentando, diz Rossi, que acredita que o mercado de luxo no Brasil caminha para uma maior internacionalização. “Em cidades como Nova York, Milão e Londres, os estrangeiros chegam a representar 30% do mercado, o que mostra que temos um grande potencial de crescimento no Brasil”, diz.

De acordo com Rossi, a procura de imóveis de alto padrão aumentou também entre investidores, tendência que atribui às turbulências na economia mundial após a crise financeira de 2008. “O mercado imobiliário se mostrou como o lugar mais seguro e como o melhor investimento. Algumas ações viraram pó, o imóvel não. O imóvel bem localizado, de luxo, subiu de preço. Todo mundo fala que o mercado imobiliário americano está caindo, mas em Nova York, em frente ao Central Park, os preços continuam subindo. A Grécia está quebrada, mas o imóvel de luxo lá está mais caro”, exemplifica.

Descentralização

Rio e São Paulo são os principais mercados para empreendimentos milionários, mas o aumento da procura no Nordeste tem sido substancial, afirma Francisco Próspero, diretor executivo da In’s no Brasil. A empresa portuguesa atua no Nordeste há dez anos, com sede em Fortaleza, e em 2010 tornou-se afiliada da Christie’s Great Estates. O faturamento vinha crescendo em 20% ao ano, e no ano passado superou os 30%.

Até três anos atrás, Próspero diz que o público-alvo da empresa eram sobretudo europeus, como alemães, ingleses, italianos e nórdicos. Hoje, os brasileiros ultrapassaram os estrangeiros e são responsáveis por cerca de 60% das vendas da empresa. “Com o crescimento da economia no Brasil, as pessoas aqui estão com uma maior capacidade financeira, ao contrário do que ocorre na Europa, dado o contexto internacional da economia”, diz. “São compradores do Nordeste, São Paulo, Brasília, Pará, tanto pessoas que compram como uma segunda residência para passar férias ou como um investimento”, diz.

De acordo com Próspero, o portfólio da In’s tem cerca de 250 imóveis de alto padrão nos Estados que representa – Ceará, Maranhão, Piauí e Pará. “São coberturas com piscinas nas capitais, apartamentos de mil metros quadrados em condomínios de luxo com vista para o mar, casas de praia, fazendas de recreio com cavalos e lagos”, exemplifica. Os preços dos imóveis de alto padrão nesses Estados variam de R$ 1 milhão a R$ 8 milhões, estima Próspero. Já no Rio, o patamar é bem mais alto.

No Rio e em São Paulo, o valor dos imóveis é puxado para cima pela falta em bairros cobiçados onde não há espaço para novas construções e escassos lançamentos imobiliários. Mas a alta de preços não assusta as empresas que atuam no setor. Afiliada da Christie’s em São Paulo, a Coelho da Fonseca teve crescimento de 35% em 2011 e tem meta de crescimento de 50% para este ano. Segundo Fernando Sita, diretor geral de vendas da Coelho da Fonseca, a redução da taxa de juros e o maior acesso a crédito também vem estimulando a compra de imóveis pela classe AA. “Há quatro anos era impensável você vender um imóvel de alto padrão financiado, mas hoje isso está se tornando uma coisa habitual. O rico opta por comprar um imóvel caro, mas fica com seus recursos em mãos para ter liquidez, e pega um empréstimo de 70% ou 80% do valor”, diz.

Fonte: Terra

São sete as taxas abusivas e ilegais cobradas dos consumidores na compra de um imóvel

fevereiro 10, 2012 by lmenezes · 411 Comments
Filed under: Direito Imobiliário 

SÃO PAULO – Muitos consumidores que desejam realizar o sonho da casa própria acabam não prestando atenção àquelas letras miúdas inseridas no contrato ou, até mesmo, acabam aceitando as imposições das empresas no fechamento do negócio.

Na avaliação do presidente da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz, é importante que o comprador tenha o apoio de um profissional especializado na área imobiliária, como um advogado ou economista, para não cair nessas armadilhas e evitar problemas futuros.

“Porém, a realidade é bem diferente e infelizmente muitos contratos assinados na atualidade trazem a inclusão de adicionais onerosos que afetam o adquirente. As mais comuns são as taxas Sati, de interveniência, de transferência, de administração, de obra e corretagem, entre outras tantas prejudiciais ao mutuário”, destaca Luz.

Conheça quais são as taxas abusivas

Um bom caminho para tentar se proteger é conhecer quais as cobranças abusivas mais comuns no mercado imobiliário. Confira abaixo as 7 selecionadas pelo presidente da Amspa:

1 – Sati

“Uma das práticas mais recorrentes do mercado imobiliário é a taxa Sati, pela qual é cobrado o percentual de 0,88% sobre o valor do bem”, explica Luz. As imobiliárias impõem a cobrança ao proprietário do imóvel sob a alegação de existência de custos de assistência técnica e jurídica para fechar o contrato.

“O recolhimento, porém, fere tanto o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, pela prática de submeter o fornecimento do serviço relacionado a outro, como também o código de ética da OAB, por impor um profissional contratado pela corretora”, alerta.

2 – Assessoria imobiliária

A obrigação de pagar pela assessoria imobiliária, inclusive, é do próprio vendedor e não do novo proprietário do imóvel. “A exceção é feita no caso de comum acordo entre as partes, com todos os esclarecimentos e retificações no contrato”, completa.

3 – Comissão do corretor

Outro procedimento ilícito é obrigar o comprador do imóvel a assumir o pagamento da comissão do corretor, nos casos em que a empresa o contrata para fazer a intermediação entre comprador e a incorporadora. A taxa varia de 6% a 8%, conforme determina o Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

“Só no momento da assinatura ou, na maioria das vezes, após fechar o contrato, que o mutuário tem o conhecimento do pagamento da taxa indevida”, explica.

Ele lembra que ainda há ocorrências em que a incorporadora separa o pagamento da porcentagem do agente comercial para que, na hora da rescisão do contrato, não tenha que devolver esse dinheiro, além da sonegação de tributos como o Imposto de Renda e induzindo o comprador a sonegar o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens de Imóveis).

Porém, Luz lembra: “O pagamento é possível apenas quando o próprio adquirente contrata o profissional para lhe auxiliar na procura da casa própria”.

4 – Transferência do imóvel (Cessão do Contrato ou de Renúncia)

Quando o mutuário tenta transferir o imóvel em construção para outra pessoa, para que ela assuma as prestações do financiamento, ele encontra outra surpresa. “Para que a venda seja concretizada, as construtoras costumam impor o pagamento da taxa chamada ‘Cessão do Contrato ou de Renúncia’, que equivale a 3% do valor da propriedade”, explica.

Ele orienta que os prejudicados contestem a cobrança na Justiça até conseguirem retirar o valor ou reduzi-lo a despesas administrativas da elaboração do contrato, pois a prática é abusiva, não tem previsão na legislação e fere o CDC.

5 – Taxa de interveniência

Ela se refere ao pagamento que pode chegar a R$ 3 mil ou, em alguns casos, a 2% do financiamento, quando o comprador não aceita a financeira parceira da incorporadora. “Sua imposição é considerada venda casada, e os órgão de defesa do consumidor, como o Procon, a condenam”, destaca Luz.

6 – Taxa de administração

Os bancos alegam que é cobrada essa taxa pelo serviço administrativo e na manutenção do contrato de financiamento. Embora a legislação determine que o limite cobrado seja de até 2% e apenas nas 12 primeiras prestações, algumas instituições chegam a cobrar de 20% a 30% da tarifa durante todo o financiamento.

“Outra artimanha utilizada é oferecer juros abaixo do que é praticado no mercado, que é de 12% ao ano. Porém, a diferença ‘não cobrada’ é inserida justamente na taxa de administração”, lembra o presidente da Amspa.

7 – Taxa de obra

O mais novo tributo aplicado pelas construtoras é a taxa de obra, pela qual é cobrado um percentual de 2% sobre o valor do imóvel durante a construção. As empresas dizem que ela é referente aos juros da obra e cobram-na até que aconteça a liberação do “Habite-se” e de toda a documentação relacionada.

“Isso é um abuso”, afirma Luz. Ele ensina que o artigo 51 do CDC considera ilegal a cobrança de qualquer taxa que coloque o consumidor em desvantagem exagerada.

Veja dicas de como agir

Para reverter a situação de desvantagem em que o mutuário se encontra, cabe a ele próprio fazer valer seus direitos. “Ele pode recorrer à Justiça para exigir a devolução de seu dinheiro, que deverá ser restituído em dobro, além de ser acrescido de correção monetária e juros”, orienta Luz.

A devolução deve ocorrer em uma única vez, no prazo máximo de 10 dias e corrigida com os devidos encargos. Após o 15º dia, incide o acréscimo de 10% de multa e, caso não seja pago, os bens da imobiliária ou da construtora podem ser penhorados.

“Portanto, fica claro que todas essas taxas são totalmente abusivas e sem qualquer justificativa”, alerta o presidente da Amspa. “Está na hora de acabar com essa injustiça”.

Fonte: UOL