Brasil tem recorde de capital estrangeiro em imóveis.

novembro 3, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Estudo da Ernst & Young diz que o País está à frente de EUA e China. Em dez anos, o PIB do setor poderá chegar a R$ 270 bilhões

Neste ano, o mercado de imóveis no Brasil atingiu presença recorde de capitais vindos do exterior, aponta o estudo “Real Estate Report”, feito pela Ernst & Young Terco. Anualmente, projetos imobiliários correspondem a um montante entre R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros e o PIB (Produto Interno Bruto) do setor pode chegar a R$ 270 bilhões em menos de dez anos.

O estudo diz que existe um déficit no mercado imobiliário e que para reduzi-lo seria preciso investir todo ano R$ 18 bilhões até 2030. “Isso para dar conta do déficit acumulado, sem considerar as necessidades de renovação de imóveis e fatores demográficos, como o crescimento populacional e a redução de habitantes por moradia”, diz o diretor de Fusões e Aquisições para o setor imobiliário da Ernst & Young Terço, Viktor Andrade.

Entretanto, a pesquisa ressalta os pontos positivos no cenário, como a grande demanda e o aumento da renda, além da maior lucratividade alcançada por quem constrói no País. “A margem bruta operacional do mercado imobiliário no Brasil é quase o dobro do que em países como Estados Unidos e China”, mostra o estudo, elogiando também o sistema de financiamento habitacional brasileiro “mais seguro, que impede grande parte das atitutes que levaram o mercado norte-americano ao colapso em 2008 – como a possibilidade de financiar mais de uma vez o mesmo imóvel”.

No mundo

Apesar de o mundo estar em crise financeira global, o Brasil continua bem no recebimento de investimentos estrangeiros, aparecendo à frente da Alemanha, França, Canadá, Índia e Japão, além dos já citados EUA e China.

Confiança

A pesquisa entrevistou líderes de multinacionais estrangeiras, apontando que 60% deles acreditam em um cenário positivo para investimentos no País em um futuro próximo. Outros 30% esperam um crescimento expressivo do mercado imobiliário e de construção já nos próximos dois anos.

Construções verdes

O estudo mostrou que o Brasil ocupa o 4º lugar do ranking mundial de construções verdes, com 51 prédios certificados e 525 em processo de certificação, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China, evidenciando que o País tem acompanhado as tendências dos maiores mercados mundiais.

Por Heraldo Marqueti Soares

Casas para alugar com vencimento em maio subirá 10,6%.

junho 18, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Reajuste, segundo o Secovi-SP, é o menor de 2011. Percentual corresponde à variação do IGP-M.

Os contratos de locação com reajuste anual atrelado ao IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e aniversário em maio terão o menor reajuste deste ano, com variação percentual de 10,60%. Isso corresponde à variação do indicador da FGV (Fundação Getúlio Vargas) no período de maio de 2010 a abril deste ano.

“Cerca de 90% do mercado de locação adota o indicador por ele ser o único divulgado na mudança do mês, isto é, o IGP-M é o primeiro índice a ser divulgado em cada período”, explica Roberto Akazawa, gerente do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Ele explica que a adoção não é exclusiva do mercado de locação, sendo utilizado em outros contratos com previsão de atualização.

Apesar de o IGP-M balizar boa parte dos contratos de locação, existe sempre a possibilidade de negociação entre locador e locatário. “Neste momento, entretanto, o reajuste pela variação do IGP-M tende a ser aplicado de forma integral, porque a opção de se trocar de moradia locada se torna difícil por falta de imóveis em oferta”, observa Akazawa. A mais recente Pesquisa Secovi-SP sobre Valores de Locação Residencial detectou que em março os novos contratos de locação estavam 15,25% mais caros que em idêntico período do ano passado.

Cálculo da correção

Para calcular o reajuste, basta multiplicar o valor do aluguel pago até abril por 1,1060. Assim, se o aluguel era de R$ 800,00, a partir de maio será de R$ 884,80.

Fonte: Imovelweb

Imóveis à venda em São Paulo que são favoritos de estrangeiros.

junho 4, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Imóveis 

Franceses, alemães, holandeses, americanos e japoneses buscam diferentes tipos de residência quando decidem morar no Brasil

O bairro favorito das famílias francesas, por exemplo, é a região da Vila Mariana, Parque Ibirapuera, Vila Nova Conceição e Moema, pela proximidade com uma tradicional escola bilíngue francesa. Segundo Sílvia, os franceses vêm geralmente muito bem informados acerca dos bairros da cidade e alguns inclusive já vêm com o local na cabeça. Ela nota também que os franceses são um pouco menos preocupados com segurança, mas prezam por casas espaçosas, com direito a um bom jardim e piscina para aliviar o calor.

No caso dos americanos, o processo de escolha é um pouco mais complexo. Além de priorizarem a proximidade com o local de trabalho, a maioria das empresas para as quais trabalham proíbe que seus funcionários aluguem residências fora de condomínios fechados. A maioria das companhias contrata agências de controle de risco para que a área na qual o imóvel se encontra seja mapeada e avaliada quanto à segurança. A região dos Jardins e Moema são as preferidas deste público.

Famílias oriundas dos Países Baixos, segundo Sílvia, procuram imóveis com boa iluminação. Por conta do inverno longo e de dias curtos em sua terra natal, holandeses, por exemplo, chegam aos trópicos procurando um lar com janelas grandes e muita luz. A maioria opta por apartamento.

Quanto aos alemães, há uma tendência de se fixar em bairros já conhecidos por terem abrigado em outros tempos imigrantes. O Alto da Boa Vista, por exemplo, recebeu na década de 50 uma leva de imigrantes alemães. O bairro ainda hoje exibe traços da colonização e faz com que os expatriados sintam-se acolhidos. Escolas e restaurantes de origem alemã, fora o fato de ser um bairro arborizado e com uma boa oferta de casas, imóveis preferidos deste público, são os grandes atrativos da região.

Nem mesmo executivos que vem da terra do sol nascente, o Japão, chegam a São Paulo sem ter um local previamente escolhido. Os japoneses, explica Sílvia, tem um grande apreço pelo bairro do Paraíso, que se justifica pela quantidade de restaurantes orientais e a presença da colônia no bairro vizinho da Liberdade. Curiosamente, de acordo com Sílvia, a maioria tem como requisito apartamentos cuja suíte seja munida de banheira.

Fonte: Exame

Imóveis à venda podem atrasar a entrega por causa da queda da taxa de juros

junho 4, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Economia 

Com a redução da taxa básica de juros para 8,5%, anunciada pelo Copom, na última quarta-feira (8), muitos bancos públicos e privados divulgaram as reduções nas suas taxas de financiamento, principalmente a do financiamento imobiliário, que já estarão menores na próxima semana.

A expectativa agora é que o setor imobiliário volte a ficar aquecido, já que no início do ano os juros do empréstimo estavam elevados e os consumidores não se mostravam propensos a comprar imóveis, no entanto, esse aquecimento pode trazer riscos para o consumidor.

Na opinião do especialista em direito imobiliário, Marcelo Tapai, o risco de o País sofrer com os atrasos novamente é muito alto. Isso porque o déficit habitacional no Brasil ainda é levado e muitas pessoas esperam os juros baixar para comprar o imóvel, o que provoca a corrida de lançamentos pelas construtoras, que muitas vezes não tem estruturas e nem caixa para erguer tais empreendimentos.

“As construtoras têm um limite de obras que podem financiar com os bancos e, quando lançam mais empreendimentos do que conseguem financiar, inevitavelmente atrasam as obras”, explica o especialista.

Histórico

A partir de 2008, o mercado de compra e venda de imóveis deu um salto no Brasil e a construtoras lançaram centenas de empreendimentos, que vendiam em um único fim de semana, no entanto, o resultado não foi o esperado. A maioria dos empreendimentos teve a entrega atrasada e, atualmente, a Justiça está repleta de ações de proprietários insatisfeitos.

Por: Welington Vital de Oliveira

Fonte: InfoMoney

Imóveis para vender na cor Azul Turquesa

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

O azul turquesa é uma cor que agrada a quase todos os gostos. Traz a serenidade do azul e o vigor do verde. Ressalta os tons naturais e as variedades do marrom e do cinza. Mescla muito bem com roxos, rosas e fica perfeito com todos os azuis, sobretudo os escuros.

Por fim, fica ótimo com cores neutras como branco e o preto.

Por isso,  turquesa  é uma ótima escolha como cor complementar, ampliando muito as possibilidades de decoração…

Inspirem-se nas fotos!

Um beijo

Bianca

Casas para venda com luminárias para sala de jantar.

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

Para que a sala de jantar seja funcional, a harmonia  e o espaço  para a boa circulação  são  fundamentais.  O ideal é o uso de poucas peças  bem dimensionadas, com destaque para a mesa,  que determinará o estilo.

Mais importantíssimo é ainda a escolha da luminária pendente que deve dar ao espaço  aconchego e conforto.  Lembre-se de que a iluminação produzida pela peça deve ser aconchegante e não muito forte. O ideal é contar com um dimmer para que possa regular a intensidade de luz para cada momento.

Para não errar na escolha deste acessório, leve em consideração o tamanho e o formato da sala e da mesa de jantar.

O pendente deve ser centralizado sobre a mesa, deve ter um tamanho  proporcional a ela e estar, mais ou menos, a 80cm de altura em relação ao tampo. Porém, uma maneira de diferenciar a sua sala é usar mais de um ponto de luz com pendentes. Vejam nas fotos algumas ideias usando 2, 3 ou mais pendentes sobre a mesa…

Um beijo

Bianca

Postado em decoração e Bem Estar

Imóveis com telhados brancos.

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

Steven Chu, Secretário de energia americano e prêmio Nobel de Ciências, defende que ter os telhados das construções brancos ou de cores claras, ajuda a reduzir o aquecimento global e a conservar energia refletindo luz solar de volta ao espaço. Segundo ele, pintar todos os telhados e as superfícies das pavimentações nas cidades de cores claras seria equivalente a tirar todos os carros de circulação no mundo por aproximadamente 11 anos.

Outros milhares de cientistas, porém, acreditam que os efeitos do telhado branco são irrisórios para representar qualquer diminuição dos efeitos do aquecimento global.

Existem alguns projetos de lei em cidades Brasileiras que pretendem tornar obrigatória a pintura dos telhados de cores claras, mas a falta de argumentos sólidos para justificar essas propostas provavelmente os tornará inviáveis (como aconteceu em SP).

Os benefícios de um telhado branco em escala global, ou até mesmo em escala urbana, parecem insignificantes, porém, podem realmente beneficiar o conforto dentro das construções em regiões de clima quente podendo reduzir a necessidade do uso de ar condicionado.

Se você quer experimentar os efeitos do telhado branco na sua casa, é preciso fazer corretamente a pintura, utilizando uma tinta especial que possa formar o isolamento térmico e proporcionar real redução de calor. Informe-se tecnicamente antes de fazer qualquer modificação, ou se está construindo, procure utilizar telhas claras como as das fotos abaixo.

Feature Sulamerica

Beijos

Bianca

Imóveis: cuidado dobrado com o concreto confeccionado na obra.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

Vou aproveitar a experiência vivenciada por um amigo, para escrever algumas linhas sobre as questões envolvendo a confecção de concreto na própria obra e as consequências de uma estrutura mal executada.

Não é incomum, obras de pequeno e médio porte, utilizarem-se do expediente de confeccionar concreto na própria obra em razão de uma série de motivos, entre os quais:

  • Redução de custos
  • Dificuldade de agendamento com empresas de fornecimento de concreto
  • Volumes muito pequenos em função de estruturas de menor porte ou apenas de parte destas, como pilares, por exemplo
  • Localização da obra, longe de grandes centros urbanos
  • Outros diversos

O motivo não importa, o fato é que a situação ocorre mais do que se imagina e os cuidados devem ser redobrados !

Os concretos utilizados em estruturas, mesmo em obras de menor porte, desde a publicação da NBR 6118 em 2003, devem possuir resistências de acordo com uma série de prescrições, entre as quais qualidade e durabilidade da estrutura – descritos nos itens 5 e 6 da referida norma:

1) São os requisitos mínimos de qualidade classificados no item 5.1.2

  • Capacidade resistente
  • Desempenho em serviço
  • Durabilidade

2) As estruturas de concreto devem  ser projetadas e construídas de modo que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida útil

Já no item 8.2.1  da mesma norma, que fala sobre as Classes do Concreto, lê-se:

  • Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de resistência do grupo I, indicadas na  ABNT NBR 8953, ou seja, até C50.
  • A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme  ABNT NBR 6122, e em obras provisórias.

Portanto a classe mínima com que lidamos nas obras, independente do porte, é a C15 ou a C20 para o caso de Superestrutura.

Convém salientar que estas classes de concreto são ligeiramente superiores às utilizadas em grande parte das obras realizadas até 2003. A prática, entretanto, demonstra que grande parte dos Projetistas de Estruturas utilizam valores compreendidos entre as classes C25 e C35, nas obras corriqueiras, e assim as resistências  de projeto praticamente dobraram nesta última década.

Tenho observado, muitas vezes, que a confecção de concreto em Obra tem um acompanhamento bastante precário por parte dos responsáveis técnicos pela execução, como se a simples mistura dos materiais básicos (cimento, areia, brita e água) obrigatoriamente produzissem concretos de resistência compatível com o necessário, independente do traço estabelecido e das propriedades dos materiais.

Isto tudo, serve para descrever o caso acontecido, onde uma estrutura projetada para concreto com resistência 20 MPa, e que tiveram pilares preenchidos com produto confeccionado na própria obra, apresentou resultados de resistência a compressão média da ordem de 10 MPa !?

Imóveis em edifícios verdes.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

Os conceitos ali descritos, bem como o mecanismo do inovador “green building”, que vem se desenvolvendo nos EUA, e em diferentes escalas no resto do mundo, nos dá uma boa visão do que está acontecendo e o que podemos esperar que aconteça aqui no Brasil.

O mercado deve se preparar para esta revolução na Indústria da Construção que ainda se encontra incipiente !

Nos últimos anos, houve um crescimento significativo na compreensão de construtores e proprietários de imóveis sobre as vantagens dos Edifícios Verdes. Nos dias de hoje, o desenvolvimento de construções verdes já não é uma iniciativa isolada. As notícias preocupantes sobre o aquecimento global e a poluição do meio ambiente, hoje, estão entre as principais prioridades e os incorporadores estão cientes que os clientes estão à procura de edifícios verdes. Isso gera um movimento silencioso, mas contínuo, na direção de adotar itens de construção verde e forçam para que os arquitetos adotem o estilo e as idéias deste conceito.

Fatos sobre Edifícios Verdes

As preocupações ecológicas e a crescente conscientização dos benefícios de edifícios verdes deram um impulso na demanda por imóveis verdes em Nova York e no resto os EUA. Preocupações com o impacto das construções sobre o meio ambiente têm estimulado alguns compradores a optar por edifícios verdes.

Há muitas informações em torno da ascensão dos edifícios verdes em NYC. Segundo dados fornecidos pelo Green Building Council dos EUA (USGBC), o número de prédios verdes nos Estados Unidos aumentou de 38 em 2002 para 669 atualmente  e continua subindo. Cada vez mais os empreendimentos buscam a certificação USGBC para edifícios verdes.

O uso de materiais e produtos ecologicamente corretos

Edifícios verdes não custam realmente muito mais do que edifícios convencionais. Na realidade eles reduzem as contas de energia e, portanto, a construção de casas verdes está cada vez mais em evidência. Não são apenas muito mais baratos para se viver, mas também agregam valor ao imóvel.

O uso de materiais reciclados, são muito mais ecológicos do que os demais. Há uma demanda crescente por mercadorias que sejam ou possam ser recicladas nas construções de casas. A reciclagem desses materiais causam danos muito menores para o meio ambiente. Desta forma, estamos também seguindo o caminho das construções verdes apenas fazendo uso de produtos ecologicamente corretos.

Os materiais precisam ter um impacto insignificante para o ambiente, especialmente em termos de produção de resíduos, energia de emissão e a sua capacidade de se reconstituir a fim de diminuir os recursos retirados da natureza, devido à sua produção. O consumo de energia em edifícios verdes, particularmente pelo uso de produtos “verdes”, são considerados mais significativos daqueles que foram “desviados” para longe dos aterros pela reciclagem durante a construção.

Futuro dos edifícios verdes

Com iniciativas governamentais crescentes, subsídios ao consumidor e pelo aumento do número de profissionais e construtores voltados para a indústria de construção de edifícios verdes, tudo contribui para que esta nova tendência chegue a um novo patamar. O que começou com iniciativas isoladas em várias cidades dos EUA, aumentou agora para abranger toda a comunidade e bairros de grandes cidades como Nova York. Segundo uma pesquisa realizada em 2006, cerca de dois terços dos apartamentos construídos na cidade de Nova York este ano, teriam o uso de materiais e produtos ecológicamente corretos. Edifícios verdes são com certeza o nicho principal. Conceitos verdes começam a aumentar em todos os lugares, assim como o número de pessoas que querem reformar casas, dentro do conceito verde, estão crescendo rapidamente, uma vez que arquitetos e desenvolvedores estão se especializando para atender essa crescente demanda. Edifícios verdes são mais procurados e apreciados do que edifícios convencionais.

Conclusão

A conclusão, em matéria de edifícios verdes é uma. Nós realmente deveríamos começar a valorizar informações sobre bens ecologicamente corretos considerando a sua rápida evolução. Existem alguns sites de imobiliárias e empresas que já começam a se especializar para atender a essas necessidades. Olhe para eles com atenção, pois irão decorar o nosso futuro verde !

Green Building está sendo implantado em Abu Dhabi.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia, Sem categoria 

Dando sequência aos “Posts”sobre o panorama mundial do “Green Building”, falaremos hoje sobre como Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, formulou sua própria política e está implementando este conceito, que vem crescendo entre os construtores e incorporadores. O “Post” foi inspirado no artigo “Green drive is growing on builders in Abu Dhabi” publicado no site http://www.thefuturebuild.com/

Quando o Conselho de Planejamento Urbano de Abu Dhabi lançou o seu programa de sustentabilidade, o “Estidama”, há dois anos, as diretrizes de construção verde definidas não foram aceitas facilmente.

Mas desde que se tornou obrigatório, em setembro de 2010, mais de 100 empreendimentos nos Emirados receberam uma classificação de duas pérolas para Projetos Verdes através do sistema de pontuação criado. Outros três receberam a mesma classificação, de um total de cinco pérolas, para a fase de construção.

Os edifícios também receberão uma classificação de sustentabilidade para a operação, através de uma avaliação que será realizada dois anos após a conclusão da obra e o consequente início de ocupação.

“Se você não tiver feito isso antes, aplicar sustentabilidade não é uma coisa fácil”, disse Edwin Young, um conselheiro do “Estidama”. ”Neste mesmo período do ano passado, ninguém queria fazer sequer uma pérola, o nível mais baixo de incorporação do Projeto no estilo “Green Building”.  A primeira resposta foi uma rejeição automática dizendo “eu não quero fazer isso”.

Projetistas, construtores e consultores, inicialmente assustados com o conceito de edifício verde, e as suas aplicações nos projetos e construções, nos primeiros três meses após a obrigatoriedade do “Estidama” tiveram seus requerimentos “online” rejeitados por não atenderem os requisitos de sustentabilidade.

No ano passado, entretanto, as atitudes foram mudando rapidamente e assim o Conselho de Planejamento Urbano passou a treinar 30 pessoas por semana, para poderem aplicar o programa.

“Discutimos muito, no ano passado, sobre o mito e a realidade,” afirma Young. ”As pessoas achavam que o “Estidama” iria afetar edifícios atuais, ou que ia ser impossível obter materiais, por exemplo. Nós mudamos o foco, e estamos aumentando o nível de conscientização.”

Especialistas reunidos na Cúpula Mundial de Eco Construção, na semana passada, aplaudiram o progresso do Emirado, mas advertiram que a batalha está longe de ser vencida.

“Trata-se de mudança”, disse Matthew Plumbridge, um consultor de planejamento ambiental e de sustentabilidade do Departamento de Assuntos Municipais. ”Nós vamos partir da teoria para a prática, e é interessante medir o nível de adoção do Programa. Mudança de atitude é um desafio, com certeza, e isso não acontece da noite para o dia.”

Recentemente foi concluído em Abu Dhabi o primeiro edifício em conformidade com o “Estidama” – o Imperial College London Diabetes Center, em Al Ain, que abriu no final do ano passado. Nele foram utilizados materiais de origem local e o mesmo possui um sistema de aquecimento solar. Além disto o consumo de água e energia é significativamente menor, foi um verdadeiro teste para o “Estidama”.

Mazen Al Dahmani, gerente geral do centro, disse que a escassez de consultores qualificados provou ser um desafio durante a construção.

“Precisamos de uma equipe adicional para apoiar e orientar os consultores e empreiteiros”, disse ele.

Young disse que existem atualmente cerca 600 profissionais qualificados para aplicar o Estidama, mas acrescentou que os consultores com formação local tem sido um dos maiores desafios da UPC.

“Nós ainda temos alguns problemas, mas as pessoas agora estão nos procurando”, disse ele. ”O Estidama ainda é um bebê. Neste ano, houve tanto progresso, e nós não poderíamos estar mais orgulhosos.”

Saeed Alabbar, o vice-presidente da Emirates Green Building Council, um fórum de profissionais da indústria dedicados ao de práticas favoráveis ao meio ambiente, disse que o progresso nos últimos anos pode ser atribuída a fatores econômicos.

“Nós estamos vendo todos no mesmo barco agora – construtores, fornecedores e governo”, disse Alabbar.

“É um propulsor econômico, faz mais sentido a construção de edifícios verdes do que o contrário. A economia está vendo uma oportunidade de atender a uma nova demanda.”

A sustentabilidade vai funcionar, porém, é necessário que os ocupantes e usuários dos edifícios verdes mudem seu hábitos e assimilem a cultura.

“Os ocupantes desempenham um papel importante”, disse Rym Baouendi, um conselheiro do “Estidama”.

“Podemos melhorar a educação sustentável. O “Estidama” presta muita atenção para os aspectos culturais também. Quando se trata de comportamento, temos uma oportunidade de mandar a nossa mensagem em locais como mesquitas e escolas. Temos que espalhar a mensagem sobre como o comportamento pode ter um impacto positivo.”

A próxima batalha será incentivar os proprietários, quando fizerem um retrofit ou uma reforma da sua construção adotem a nova filosofia e passem a utilizar o “Estidama”.

“Nós ainda temos um longo caminho a percorrer”, diz Alabbar. ”Precisamos também promover a conservação de energia e água, particularmente em edifícios existentes.”

Quanto mais aprofundamos a leitura e o conhecimento sobre “Green Building”, percebemos que muitos países já formularam leis no sentido de tornar obrigatória a concepção de Projetos e Construções dentro dos conceitos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente. As Operações destas edificações, dentro destes mesmos conceitos, torna-se óbvia pelas vantagens competitivas econômicas e de mercado.

Assim, cabe a nós profissionais, iniciarmos a aplicabilidade deste conceito, em nossos Projetos e Obras, na medida possível, antecipando-se aos ventos que impulsionarão as novas tendências da Engenharia e Construção.

Por último, que tiver interesse em conhecer as bases do “Estimada”, pode consultar o site http://estidama.org/ onde encontrarão acesso aos parâmetros utilizados em Abu Dhabi para Certificação das Edificações.

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