Modelo automatizado é implantado pela Caixa para aprovação de crédito e tem convênio com imobiliárias

fevereiro 6, 2012 by lmenezes · 691 Comments
Filed under: CEF 

RIO – A ideia é que funcione bem parecido com uma concessionária de automóvel: o cliente resolve quase tudo na loja. Seguindo a estratégia de expansão do projeto de correspondentes negociais, que já conta com 296 parceiros na cidade do Rio, a Caixa Econômica está implantando o chamado “modelo automatizado de crédito imobiliário”. A ideia é dar mais agilidade à avaliação de risco de crédito e à consequente aprovação, ou não, dos financiamentos habitacionais. Todas as informações do candidato a mutuário são transmitidas pela corretora para o banco via web, tornando o processo mais rápido.

O comprador só tem de ir a uma agência da Caixa num último momento do processo, para que o gerente do banco assine o contrato. Por enquanto, no Rio, 12 imobiliárias estão começando a operar como piloto desse novo formato de correspondente. No Brasil, já são 585 atuando no modelo automatizado. De acordo com a superintendente regional da Caixa no Rio, Nelma Tavares, o projeto deverá ser expandido para todas as parceiras.

A ideia é que funcione como o crédito para a compra de automóveis, em que o cliente resolve tudo na loja. A expectativa é atingir um número maior de pessoas, dobrando o volume de financiamentos por correspondente.

O novo modelo, segundo a Caixa, contribui para a redução de custos e agilização do processo, uma vez que toda a parte operacional é repassada ao correspondente e não induz a retrabalhos nas agências da instituição. Se toda a documentação estiver correta, a aprovação do financiamento poderá ser feita em 48 horas. Mas nenhum dos critérios do banco será flexibilizado no processo: toda avaliação de risco, da capacidade de pagamento e do imóvel continuam a cargo da Caixa, o que é considerado essencial para garantir a baixa inadimplência na habitação.

Fonte: O Globo

Programa Minha Casa Minha Vida é atingido por corte no orçamento

fevereiro 6, 2012 by lmenezes · 621 Comments
Filed under: Economia 

Bloqueio de verbas do programa soma R$ 5,1 bilhões, ou 40% da dotação.
Segundo ministra, Minha Casa Minha Vida 2 ainda não foi aprovado.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou nesta segunda-feira (28) que o governo bloqueou R$ 5,1 bilhões do orçamento do programa Minha Casa Minha Vida, que oferece moradias para a população de baixa renda com juros menores, neste ano.

A dotação orçamentária de R$ 12,7 bilhões, para todo ano de 2011, foi reduzida para R$ 7,6 bihões, um recuo de 40%.

O programa Minha Casa, Minha Vida, está inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Desse modo, o PAC também foi cortado pelo governo federal, apesar das declarações da ministra do Planejamento de que o programa seria preservado. A dotação orçamentária do PAC recuou de R$ 39,7 bilhões para R$ 34,6 bilhões.

Nesta segunda, Belchior detalhou, ao lado do ministro Mantega, alguns dos cortes de R$ 50 bilhões que haviam sido anunciados pelo governo no início de fevereiro.

“Ainda assim, o orçamento do programa para este ano está R$ 1 bilhão maior do que ocorreu no ano passado, quando houve a maior parte das contratações do Minha Casa”, afirmou a ministra, alegando que por isso não houve cortes no programa.

De acordo com a ministra, a redução do limite para gastos do Minha Casa Minha Vida se deve ao fato de que a segunda etapa do programa ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional. O orçamento original, segundo ela, contemplava a expectativa de que o programa vigorasse durante todo este ano.

A nova previsão do governo é de que a aprovação aconteça somente em abril ou maio de 2011. Com isso, de acordo com a ministra do Planejamento, a necessidade de gastos com o Minha Casa Minha Vida será menor, por conta da expectativa de que a segunda etapa programa vigorará por oito ou noves meses deste ano, e não em todo este ano.

De acordo com números do Ministério do Planejamento, do corte total de R$ 50 bilhões no orçamento federal deste ano, R$ 15,8 bilhões se darão em despesas obrigatórias.

A diferença de R$ 36,2 bilhões do bloqueio de gastos será feita no orçamento de custeio e capital, ou seja, nos gastos do dia a dia dos ministérios e de investimentos.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o corte não busca “derrubar” a economia brasileira, mas sim possibilitar um crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB), sem pressões inflacionárias.

Fonte: G1