Imóveis para vender e a conquista das mulheres no mercado de trabalho.

janeiro 9, 2013 by lmenezes · Comentários desativados
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O jeito de ser e a visão detalhista da mulher a levaram a ganhar o respeito dos colegas de trabalho e até mesmo a preferência da clientela

Mirian Dayrell, sócia de imobiliáriaque leva seu nome, diz que metadeda sua equipe é formada por mulheres

Dinâmicas, sensíveis, capazes de gerir várias atividades concomitantes. Essas são algumas das características que estão dando às mulheres cada vez mais espaço no mercado de trabalho, inclusive em atividades até há pouco tempo dominadas pelos homens, como a corretagem imobiliária. Pesquisa divulgada recentemente pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) aponta que elas já representam 32,7% dos 280 mil corretores no país.

A presença feminina no setor imobiliário cresceu 144% na última década, segundo estimativa do Cofeci. “A mulher é mais serena e perseverante, qualidades que ajudam muito no mercado de imóveis e que vão favorecer sua participação no setor”, avalia o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Paulo Tavares.

Segundo ele, “a mulher tem olho mais clínico para a casa. O homem estica o pescoço e já considera que viu o quarto. A mulher entra, vê bem o tamanho, já imagina como ficaria a decoração. No processo de venda, que inclui visita ao imóvel, isso faz diferença. Até porque, muito embora o homem tenha uma participação grande no aporte do capital para a compra, muitas vezes a palavra final é da mulher”, sugere.

Tino

Para Mírian Dayrell, sócia da imobiliária que leva seu nome, a divisão de gênero está ficando nítida. “Quando comecei, em 1994, só tinha colegas homens. Lembro-me que muitos acreditavam que eu não daria conta. Entrei numa imobiliária para trabalhar como advogada. Mas percebi que tinha tino para o negócio, além de ver os corretores se dando melhor financeiramente que os advogados. Depois de três anos como funcionária, abri minha própria empresa”, lembra.

Hoje, Mírian vê um amadurecimento maior no mercado. “Está diferente. As mulheres são mais respeitadas. Recebo muitas, que vêm à procura de oportunidade na minha empresa. Minha equipe, com 35 corretores, é meio a meio. A mulher tem esse lado maternal. Sabe ouvir e consegue compreender as necessidades do lar e da família, o que reflete num atendimento melhor”, defende ela.

Mírian preside a recém-fundada CMI Mulher, braço da Câmara do Mercado Imobiliário que pretende dar mais espaço e voz às mulheres na entidade de classe. “Podemos contribuir com o setor. A CMI Mulher vai ajudar a quebrar alguma inibição de corretoras, já que as reuniões da entidade são sempre bem masculinas. Já tivemos mais de 20 executivas do setor na última reunião. Algumas ideias já surgiram, como cursos para a Universidade Secovi e sugestão de convênios”, comemora.

“Numa mesa de negociação, sempre tem uma mulher, seja corretora, proprietária ou interessada no imóvel” – Cássia Ximenes, diretora da Sílvio Ximenes Imóveis e vice-presidente do Secovi-MG

Sem Discriminação

A intermediação feminina no processo de venda ou aluguel de um imóvel está cada vez mais respeitada entre o público masculino e clientes mulheres se sentem mais à vontade

O número de mulheres que se filiam ao Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) está crescendo. Em 2011, foram 511 novas corretoras. Enquanto apenas nos seis primeiros meses deste ano esse número chega a 349 inscrições. Segundo estimativas do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), o número de mulheres no setor deve se igualar à quantidade masculina dentro de cinco ou seis anos.

Juliana Cristina de Sá é sócia da Cândido de Sá Imóveis. Ela conta que, dentro de sua equipe, nunca foi tratada diferente por ser mulher, mas que já se sentiu discriminada por corretores concorrentes. “Por ser uma profissão em que os homens predominam, muitos deles se sentem superiores às colegas”, afirma. Ela salienta, entretanto, que as mulheres têm diversas características que podem beneficiá-las no mercado imobiliário, como serem mais criteriosas e sensíveis às necessidades de possíveis compradores. “Em quase 10 anos de corretagem, construí uma carteira de clientes muito extensa”, cita.

O bom resultado de seu trabalho foi comprovado recentemente, com a vitória no Desafio UFC, competição promovida para estimular as imobiliárias licenciadas a buscar pré-cadastros de clientes interessados no futuro empreendimento Alphaville, localizado no Vetor Norte da Grande Belo Horizonte. Com mais de 20 cadastros entregues, Juliana foi premiada com um par de ingressos para o UFC 147, evento de MMA realizado em Belo Horizonte em 23 de junho. A constância dos bons resultados deixa claro que os frutos são resultado de trabalho e não de outras questões, como a sedução feminina, piada que Juliana já ouviu de concorrentes.

Reconhecimento

Para ela, sua vitória é fruto do esforço em manter um relacionamento próximo de seus clientes, para que possa conhecer bem cada um e oferecer produtos específicos, que atendam exatamente suas necessidades e desejos. “O segredo do sucesso é não ter preguiça, arregaçar as mangas e ir atrás de clientes”, ensina. Para ela, o mais efetivo é um trabalho estratégico e personalizado com cada comprador. “É importante entender melhor as pessoas com quem lidamos. É necessário ligar, oferecer os produtos, fazer visitas e acompanhar as transações de perto. Se for preciso, é até válido bater de porta em porta oferecendo imóveis. O que não se pode fazer é esperar o cliente cair do céu”, finaliza Juliana, há 10 anos na profissão.

Cássia Ximenes é vice-presidente do Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG), integra a CMI Mulher e é diretora da Sílvio Ximenes Imóveis. Em sua avaliação, a mulher tem contribuído para a concretização dos negócios. “Numa mesa de negociação, sempre tem uma mulher,

seja corretora, proprietária ou interessada no imóvel. E elas se sentem mais confortáveis quando encontram outra mulher”, defende. “Temos um senso de observação grande. É como aquela piada: uma mulher leva 15 dias para contar sobre uma conversa de 15 minutos e o homem leva 15 minutos para contar sobre uma viagem de 15 dias. Os detalhes não escapam às mulheres”, conclui.

Outro fator comemorado por Cássia é a remuneração entre mulheres e homens. “A corretora ganha exatamente igual ao corretor. Não há diferenciação de gênero, como ocorre em outras empresas ou profissões”, garante.

Por: Humberto Siqueira

Fonte: Estado de Minas

Apartamentos para vender na índia terão piscina ao invés de varanda.

julho 4, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Varandas se transformam em piscinas (Foto: Reprodução da internet Extra Online)

Um grupo de arquitetos resolveu inovar na construção de varandas para dois prédios que serão construídos em Mumbai, na Índia. No lugar de um espaço para cadeiras e mesas, eles colocaram piscinas cercadas de vidro. Conhecido como “Aquaria Grande”, os arranha-céus de 37 andares foram o resultado de uma colaboração entre o arquiteto James Law, de Hong Kong, com a companhia indiana Wadhwa Group, informou o jornal Daily Mail.

O complexo terá 200 apartamentos, três níveis de estacionamento, um ginásio e sauna. O projeto vem dividindo opiniões, sendo batizado de “pesadelo arquitetônico” por uns e ‘complexo de prédios residenciais inacreditáveis” por outros. Se o empreendimento for um sucesso, com certeza terá interessados no calor do Brasil.

Fonte: Jornal Extra

Mude o visual da sua casa com soluções baratas e criativas.

julho 4, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Cabo de vassoura cortado e discos de vinil na parede podem dar cara nova a um local

Santa Catarina -  Foi-se o tempo em que para o acabamento nas paredes da casa bastava uma demão de pintura. Hoje, revestimentos, texturas e materiais alternativos são quase obrigatórios para colocar mais vida nos ambientes, como mostra a Casa Cor 2012 Santa Catarina. E vale tudo.

Bar da Casa, com parede de cabos de vassoura cortados | Foto: Divulgação

“Nós usamos um revestimento de tela que tem rodelas de cabos de vassoura cortados presas nele e cobrimos uma parte da parede e o teto”, explica Aline V. Nardi, uma das três arquitetas criadora do ambiente Bar da Casa.

Quarto do filho músico com discos devinil colados na parede | Foto: Divulgação

Outra proposta para revestir e ainda deixar o quarto com um visual jovem é pegar aquele disco de vinil velho, que você não ouve mais e grudar na parede.

“Misturei compactos com LPs e cobri uma parede do quarto do filho, que é músico”, conta a arquiteta Adriana Piva.

Há também propostas mais sofisticadas – e a preços maiores – para mudar a cara de uma parede, como o revestimento australiano Crystal Glass, que acaba de chegar ao Brasil. “Utilizamos para dar acabamento no bar”, conta Cláudio Oliveira, um dos criadores do Wine Bar.

Feito com placas de vidro coloridas, cortadas em diversos formatos, o metro quadrado do material sai por salgados R$ 2.500.

Wine Bar: revestimento australiano de vidro vermelho no acabamento | Foto: Divulgação

Ambientes assim, mais requintados, vão servir de inspiração para o novo hotel boutique que será inaugurado no local — o mirante da Lagoa da Conceição de Florianópolis — quando a mostra sair de lá.

Nele, o hóspede terá quartos luxuosos, como a suíte presidencial criada por Salvio Moraes Jr. e Moacir Schmitt. Uma opção restrita a poucos bolsos.

Fonte: O Dia

Imóvel com churrasqueira invadem área nobre da casa.

julho 4, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
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Elas saíram do quintal e das áreas de lazer para se tornar peças de destaque no interior de casas e apartamentos

Churrasqueiras a gás, embutidas na bancadada cozinha, são boas opções para apartamentos

Impossível pensar em uma área de lazer de residência brasileira sem uma churrasqueira. Considerado um prato típico de nosso País, o churrasco é muito mais que uma refeição. Ele representa um momento de confraternização, de união em torno do ritual de se alimentar, onde todos se reúnem ao redor da comida e observam o prato ficar pronto.

Para tanto é fundamental que o espaço para churrascos ganhe destaque na hora da construção. Em praticamente todas as casas e edifícios a área de churrasqueira ganha atenção especial.

E a popularidade tornou essa área da casa bastante democrática quando se fala em acabamento. ”O tijolo aparente ainda é a opção mais utilizada, mas fazemos muitas churrasqueiras de cerâmica, pastilhas de vidro e até madeira”, afirma Cidinha Batista, da Império Grill, especializada na construção de churrasqueiras. ”Também pode-se usar revestimentos de fibra natural ou sintética, pedra natural filetada, mármore, granito, grafiato, textura”, completa a arquiteta Nathália Zambon Montans.

Ela lembra também que uma tendência bastante consolidada atualmente é a integração das churrasqueiras com a cozinha e área social das casas. ”Isso traz maior praticidade e conforto. Dessa maneira utiliza-se apenas uma estrutura de armário, geladeira e fogão”, explica. Sofás, banquetas, mesas e chaises em materiais de fácil limpeza completam o clima de aconchego, permitindo que convidados fiquem próximos de quem está preparando a comida.

Na hora da construção, alguns detalhes garantem que a fumaça não atrapalhe. Segundo Cidinha, é necessário que a chaminé fique em média 3,5 metros de altura do chão, sendo que 50 centímetros precisam estar acima do telhado, em uma área onde existe boa circulação de ar. ”Também é importante ter uma chaminé com um diâmetro de 23 a 25 centímetros. Se a coifa não puder ser reta até o topo e precisar sofrer algum desvio, ele não deve passar de 45 graus. Assim podemos garantir que a fumaça seja puxada para fora da churrasqueira”, ensina.

Para quem não consegue construir uma estrutura adequada de chaminé, Nathália lembra que existem as churrasqueiras de pedra vulcânica e elétricas, que não produzem fumaça. ”E para quem não conhece alguém especializado nesse tipo de construção, existem os modelos pré-moldados”, afirma.

Fonte: Folha de Londrina

Imóvel popular para mulheres separadas é aprovado pelo senado.

julho 4, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Direito Imobiliário 

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a Medida Provisória 561/2012, que entre outras disposições transfere para mulheres em processo de separação, divórcio ou dissolução de união estável a propriedade de imóveis financiados no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Como o texto original da MP recebeu emendas na Câmara, a matéria passou a tramitar como Projeto de Lei de Conversão 15/2012 e, por isso, segue para sanção presidencial.

A exceção da concessão do imóvel para a mulher acontece quando o casal tiver filhos e o pai detiver a guarda exclusiva após o fim da relação – nesse caso, o pai tem o direito à propriedade. Imóveis adquiridos antes do casamento ou com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço não estão incluídos na nova norma. Segundo informações do governo, que assina a MP, 47% dos contratos firmados na primeira etapa do programa foram assinados por mulheres.

Também consta da matéria a ampliação do limite de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para capital de giro de corporações, cooperativas e produtores rurais de regiões assoladas por desastres naturais, onde tenha sido decretado, de 2010 em diante, estado de calamidade pública – agricultores familiares e pequenos produtores rurais terão prioridade de financiamento, que terão prazo de adesão prorrogado até dezembro de 2012.

No artigo 1º, a medida determina tal ampliação em R$ 500 milhões, com base nos termos do programa assistencial de reconstrução, além de liberar R$ 2 bilhões em subsídios da União para aqueles grupos prejudicados por catástrofes, principalmente as ocorridas entre dezembro de 2011 e janeiro deste ano. Já o artigo 2º autoriza a liberação, para concessionárias ainda sem contrato regularizado, de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento reservados para obras de saneamento – o limite de prazo para a concessão das verbas foi prorrogado para 31 de dezembro de 2016, mas estados e municípios terão de aderir a convênios de cooperação sob a tutela da Lei de Saneamento.

A medida foi aprovada em plenário com apenas uma mudança de redação incorporada pelo relator-revisor, Gim Argello (PTB-DF) – emendas de texto não implicam retorno à Casa de origem, diferentemente das alterações de conteúdo. Em plenário, Gim ressaltou a “incontestável importância social” da MP. “É lamentável que, ano após ano, ainda tenhamos de conviver com as situações dramáticas que nos são legadas pelas enchentes, que representam um verdade flagelo social e deixam um rastro de enormes prejuízos econômicos”, ressalvou o senador.

Outras disposições

Segundo emenda incluída na Câmara ao texto original, a medida estabelece a possibilidade de parcelamento, em até 180 meses, das dívidas de estados e municípios referentes ao PIS/Pasep vencidas em 31 de dezembro de 2008. Há a previsão, no texto da MP, de anistia de parte das multas e dos juros nelas incidentes.

O texto da MP também veta o uso de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial ou do Fundo de Desenvolvimento Social para a compra de outro imóvel por parte de beneficiário que já tenham recebido ao menos uma vez qualquer um dos subsídios. A medida libera de prestações mensais e do pagamento do seguro famílias que tenham perdido seu único imóvel em decorrência de desastres naturais.

Fonte: Congresso em Foco

Imóveis para vender na cor Azul Turquesa

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

O azul turquesa é uma cor que agrada a quase todos os gostos. Traz a serenidade do azul e o vigor do verde. Ressalta os tons naturais e as variedades do marrom e do cinza. Mescla muito bem com roxos, rosas e fica perfeito com todos os azuis, sobretudo os escuros.

Por fim, fica ótimo com cores neutras como branco e o preto.

Por isso,  turquesa  é uma ótima escolha como cor complementar, ampliando muito as possibilidades de decoração…

Inspirem-se nas fotos!

Um beijo

Bianca

Imóveis decorados com IKAT são usados no estilo contemporâneo.

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

Difícil determinar onde surgiu o estilo ikat de tecelagem. Usado em sedas pelos nômades dos desertos no século 19 e em países como Índia, Japão, Camboja, Tailândia e Filipinas, esta maneira de tingir e tecer também era comum na Argentina, Bolívia, Equador e México.

Atualmente o Ikat é uma das tendências mais usadas em designs contemporâneos. A palavra Ikat vem do malaia Mengikat, que significa amarrar, embrulhar.

O processo de tingimento é feito nos fios amarrados, como o tie-dye antes de serem tecidos. Depois de trabalhados, o resultado é um pouco desfocado por criar nuances na estamparia.

Veja que lindo o resultado em algumas fotos que escolhi.

Um beijo Bianca



Casas para venda com luminárias para sala de jantar.

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

Para que a sala de jantar seja funcional, a harmonia  e o espaço  para a boa circulação  são  fundamentais.  O ideal é o uso de poucas peças  bem dimensionadas, com destaque para a mesa,  que determinará o estilo.

Mais importantíssimo é ainda a escolha da luminária pendente que deve dar ao espaço  aconchego e conforto.  Lembre-se de que a iluminação produzida pela peça deve ser aconchegante e não muito forte. O ideal é contar com um dimmer para que possa regular a intensidade de luz para cada momento.

Para não errar na escolha deste acessório, leve em consideração o tamanho e o formato da sala e da mesa de jantar.

O pendente deve ser centralizado sobre a mesa, deve ter um tamanho  proporcional a ela e estar, mais ou menos, a 80cm de altura em relação ao tampo. Porém, uma maneira de diferenciar a sua sala é usar mais de um ponto de luz com pendentes. Vejam nas fotos algumas ideias usando 2, 3 ou mais pendentes sobre a mesa…

Um beijo

Bianca

Postado em decoração e Bem Estar

Imóveis com telhados brancos.

maio 25, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Decoração 

Steven Chu, Secretário de energia americano e prêmio Nobel de Ciências, defende que ter os telhados das construções brancos ou de cores claras, ajuda a reduzir o aquecimento global e a conservar energia refletindo luz solar de volta ao espaço. Segundo ele, pintar todos os telhados e as superfícies das pavimentações nas cidades de cores claras seria equivalente a tirar todos os carros de circulação no mundo por aproximadamente 11 anos.

Outros milhares de cientistas, porém, acreditam que os efeitos do telhado branco são irrisórios para representar qualquer diminuição dos efeitos do aquecimento global.

Existem alguns projetos de lei em cidades Brasileiras que pretendem tornar obrigatória a pintura dos telhados de cores claras, mas a falta de argumentos sólidos para justificar essas propostas provavelmente os tornará inviáveis (como aconteceu em SP).

Os benefícios de um telhado branco em escala global, ou até mesmo em escala urbana, parecem insignificantes, porém, podem realmente beneficiar o conforto dentro das construções em regiões de clima quente podendo reduzir a necessidade do uso de ar condicionado.

Se você quer experimentar os efeitos do telhado branco na sua casa, é preciso fazer corretamente a pintura, utilizando uma tinta especial que possa formar o isolamento térmico e proporcionar real redução de calor. Informe-se tecnicamente antes de fazer qualquer modificação, ou se está construindo, procure utilizar telhas claras como as das fotos abaixo.

Feature Sulamerica

Beijos

Bianca

Imóveis: cuidado dobrado com o concreto confeccionado na obra.

maio 22, 2012 by lmenezes · Comentários desativados
Filed under: Engenharia 

Vou aproveitar a experiência vivenciada por um amigo, para escrever algumas linhas sobre as questões envolvendo a confecção de concreto na própria obra e as consequências de uma estrutura mal executada.

Não é incomum, obras de pequeno e médio porte, utilizarem-se do expediente de confeccionar concreto na própria obra em razão de uma série de motivos, entre os quais:

  • Redução de custos
  • Dificuldade de agendamento com empresas de fornecimento de concreto
  • Volumes muito pequenos em função de estruturas de menor porte ou apenas de parte destas, como pilares, por exemplo
  • Localização da obra, longe de grandes centros urbanos
  • Outros diversos

O motivo não importa, o fato é que a situação ocorre mais do que se imagina e os cuidados devem ser redobrados !

Os concretos utilizados em estruturas, mesmo em obras de menor porte, desde a publicação da NBR 6118 em 2003, devem possuir resistências de acordo com uma série de prescrições, entre as quais qualidade e durabilidade da estrutura – descritos nos itens 5 e 6 da referida norma:

1) São os requisitos mínimos de qualidade classificados no item 5.1.2

  • Capacidade resistente
  • Desempenho em serviço
  • Durabilidade

2) As estruturas de concreto devem  ser projetadas e construídas de modo que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida útil

Já no item 8.2.1  da mesma norma, que fala sobre as Classes do Concreto, lê-se:

  • Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de resistência do grupo I, indicadas na  ABNT NBR 8953, ou seja, até C50.
  • A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme  ABNT NBR 6122, e em obras provisórias.

Portanto a classe mínima com que lidamos nas obras, independente do porte, é a C15 ou a C20 para o caso de Superestrutura.

Convém salientar que estas classes de concreto são ligeiramente superiores às utilizadas em grande parte das obras realizadas até 2003. A prática, entretanto, demonstra que grande parte dos Projetistas de Estruturas utilizam valores compreendidos entre as classes C25 e C35, nas obras corriqueiras, e assim as resistências  de projeto praticamente dobraram nesta última década.

Tenho observado, muitas vezes, que a confecção de concreto em Obra tem um acompanhamento bastante precário por parte dos responsáveis técnicos pela execução, como se a simples mistura dos materiais básicos (cimento, areia, brita e água) obrigatoriamente produzissem concretos de resistência compatível com o necessário, independente do traço estabelecido e das propriedades dos materiais.

Isto tudo, serve para descrever o caso acontecido, onde uma estrutura projetada para concreto com resistência 20 MPa, e que tiveram pilares preenchidos com produto confeccionado na própria obra, apresentou resultados de resistência a compressão média da ordem de 10 MPa !?

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