Refúgios dentro de casa

agosto 2, 2011 by lmenezes · 1.034 Comments
Filed under: Arquitetura 

 

Foto: Eduardo Almeida/RA Studio

Seja por razões financeiras, sensação de insegurança ou comodidade, há quem dispense as baladas e dê preferência a curtir seu cantinho, só ou muito bem acompanhado. Com várias opções disponíveis no mercado de produtos, sejam móveis, sejam eletroeletrônicos, atualmente é possível ter ótimos momentos em casa. Uma das profissionais que acreditam nessa possibilidade é a arquiteta Janaína Pacheco. Segundo ela, para isso, o espaço no lar deve estar preparado para oferecer ao morador o que ele julga mais apropriado para o seu bem-estar. “O tempo hoje é o mais precioso dos bens e as pessoas querem desfrutar dele com qualidade. E a arquitetura de interiores busca a materialização disso”, explica.
 
Para começar a transformar, é necessário levar em conta alguns critérios, de acordo com os hábitos e desejos dos moradores, como observa a arquiteta Fernanda Curi, da Curi Arquitetura. “A função que o morador pretende dar ao espaço, o tamanho do ambiente, a sensação que vai causar e quanto quer gastar com esse projeto também devem ser considerados”, acrescenta.
 
Além de conhecer o desejo do morador e seus hábitos, a arquiteta Fernanda Frascoli ressalta a importância de, a partir daí, avaliar a área destinada ao projeto. “É preciso, ainda, considerar sua integração com as demais áreas da casa e sua adequabilidade ao uso proposto”, observa.
 
Para quem gostou da ideia e quer, ele mesmo, fazer a mudança, uma das soluções mais modernas e baratas é a pintura. A versatilidade de opções agrada a todos os gostos e possibilita dar asas à criatividade, personalizando os ambientes da casa. “Hoje existem no mercado várias possibilidades nesse sentido: efeitos decorativos imitando tecidos e materiais como o aço inox, a madeira e as pedras naturais”, exemplifica Janaína.
 
Outra opção apontada por Fernanda Frascoli é reaproveitar o mobiliário com pequenas intervenções que o façam parecer novo. “A personalização está em alta. Um novo tecido para um sofá antigo, uma pintura mais ousada para uma cristaleira de família, enfim, tudo isso bem escolhido pode dar um charme especial e exclusivo à casa.” Além disso, ela diz que se pode investir em bons adornos, por um preço bem acessível. “Mas é preciso garimpar um pouco”, completa.
 
A arquiteta Fernanda Curi aponta que uma forte tendência atualmente é criar varandas (espaços) gourmets. “Para quem não quer gastar muito com equipamentos, pode ter o apoio da cozinha”, lembra. A grande disponibilidade de eletroeletrônicos no mercado também ajuda a criar ambientes aconchegantes e práticos. Uma das sugestões da arquiteta para compor o espaço gourmet são adegas climatizadas. “Além delas, mobiliários descontraídos, cores neutras e iluminação indireta”, acrescenta.
 
INVESTIMENTO
 
Espaço para refeições ao ar livre, ambiente para meditação, local para o café da tarde e cantinho para leitura são só alguns dos ambientes que podem ser especialmente criados para se divertir ou relaxar em casa. Para isso, alternativas simples e, muitas vezes, baratas não faltam. Poe exemplo, som ambiente e artigos que trazem conforto e um requinte especial, como velas e aromatizadores. Com tantas opções, é preciso cuidado para não exagerar na dose.
 
Para que isso não ocorra, Fernanda Curi sugere usar cores neutras nos elementos principais – piso, parede, cortina, móveis – e cores fortes e estampas nos detalhes. “Como em almofadas, adornos, uma poltrona ou uma mesa lateral e bancos. Assim fica mais difícil de errar”, diz.
 
Janaína Pacheco (foto) também aposta no emprego de cores neutras no mobiliário, ousando-se em algumas peças. “Outra dica é não encher os ambientes de móveis. Assim, os espaços tendem a ficar mais amplos e isso melhora a leitura do conceito decorativo da casa”, observa a arquiteta.
 
Acertar na escolha dos elementos de composição dos ambientes surte grandes efeitos. Para criar uma atmosfera relaxante, não precisa muito. Veja como alternativas simples aumentam o bem-estar de quem mora sozinho ou acompanhado.
 
Fonte: Júnia Letícia/Jornal Estado de Minas

Planejamento da aposentadoria para profissionais liberais

julho 30, 2011 by lmenezes · 999 Comments
Filed under: Economia 

Se você, leitor, perguntar a um profissional liberal, no início de sua carreira, o que está planejando para o futuro, com vistas a sua aposentadoria e ao seu bem-estar na velhice, certamente você ficará surpreso, porque a resposta será: “não existe planejamento algum”; “é muito cedo para eu pensar nisto”.

Esta ausência de planejamento para o futuro é uma característica da cultura brasileira. Tem origens históricas, políticas, econômicas, psicológicas e sociais. A maneira brasileira de como os pais educam seus filhos, de forma protetora, não permitindo que assumam a responsabilidade de suas vidas, influencia a forma como os brasileiros planejam suas vidas. Esta mudança de cultura deverá ter início através de um processo de educação para o futuro. Deve ser desenvolvida pelas escolas.

Um programa dessa natureza deve ter iniciativa no governo central, através do Ministério da Educação, em parceria com os ministérios da Saúde, da Previdência e do Trabalho. O ideal desse planejamento para o futuro é o profissional ter a consciência de que o tempo passa rápido, que o envelhecimento é fatal e que precisa construir uma forma de sustentabilidade que lhe proporcione, no futuro, uma vida saudável, digna e feliz, sem maiores preocupações, especialmente, as financeiras. No caso específico do profissional liberal, que trabalha por conta própria, o planejamento de seu futuro, ganha especial interesse, pois depende exclusivamente dele.

Vejamos algumas opções que o profissional pode adotar, com vistas ao seu planejamento para o futuro: contribuição para um sistema de previdência público ou privado; investimentos em ações, o que exige muito conhecimento especializado no assunto; investimento em fundo de renda fixa ou variável; poupança; investimentos imobiliários, etc.

Particularmente, vejo no mercado imobiliário uma forma segura do profissional liberal construir seu futuro financeiro. Trata-se de uma forma simples e de fácil administração.

A compra e venda de imóveis exige uma dedicação especial que o profissional, normalmente, não dispõe do tempo necessário para isso. Porém, a administração de uma carteira de aluguéis já se torna uma opção mais adequada e de fácil controle.

A construção de um patrimônio imobiliário pelo profissional pode se dar de várias maneiras: a) adquirir, ao longo da vida, bens imobiliários, com características próprias para serem alugados com mais facilidade, e com aluguéis compatíveis e lucrativos; b) constituir uma pessoa jurídica que tenha como objeto a administração, compra, venda, aluguel e construção de imóveis. Atuar junto aos estabelecimentos bancários que proporcionem empréstimos para a construção de casas, apartamentos, edifícios, salas comerciais, etc.Construir os imóveis que a empresa verificou ser de maior procura pelo público. Prontos os imóveis, alugá-los de modo que o aluguel venha a pagar o valor das parcelas dos empréstimos bancários.

Ao fim de 15, 20 ou 30 anos, conforme o prazo contratual escolhido, o profissional disporá de todos os imóveis em seu nome, liberados, e os empréstimos bancários pagos, sem que um real tenha saído de seu próprio bolso. Terá, no futuro, uma vida feliz e sem preocupações financeiras.

Não é simples, caros leitores. Todo o problema é a falta de cultura financeira de nosso povo, não proporcionada pelo Governo, através das escolas e universidades, conforme comentei em minha coluna anterior.

Gilberto do Amaral Saraiva
Advogado

Fonte: Jornal Panorama

Prêmio O Melhor da Arquitetura 2011 tem inscrições prorrogadas até dia 4 de julho

junho 30, 2011 by lmenezes · 984 Comments
Filed under: Arquitetura 

A quarta edição do prêmio O Melhor da Arquitetura, promovido pela revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO, passa a contemplar projetos de caráter industrial, em Edifícios Institucionais, e de reformas de casas e apartamentos, na categoria Residencial

As inscrições para o Prêmio O Melhor da Arquitetura 2011, promovido pela revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO, da Editora Abril, foram prorrogadas para até dia 4 de julho. A premiação tem como objetivo destacar a criatividade dos profissionais, os projetos inovadores, as soluções sustentáveis, os aspectos técnicos e estéticos, além de revelar as tendências em arquitetura e urbanismo que promovem a qualidade de vida nos espaços públicos, ambientes de trabalho, espaços comerciais e residenciais.

“O prêmio vem se consolidando a cada ano, graças ao reconhecimento por arquitetos renomados e também ao empenho em atrair jovens talentos do mercado”, destaca Lívia Pedreira, publisher do Núcleo Casa e Construção da Editora Abril. Em 2010, foram 347 projetos inscritos, 64 finalistas (que foram selecionados pela redação e submetidos a um júri de nove profissionais e formadores de opinião) e 22 premiados. A definição dos vencedores leva em conta também a votação dos leitores e internautas: o ano passado foram 26 mil votos pela Internet.

Segundo Livia, a expectativa este ano é ampliar ainda mais a participação dos arquitetos de todo o país e mostrar a diversidade de soluções e a riqueza da produção arquitetônica nacional. “Por essa razão, nesta edição iremos contemplar projetos de caráter industrial em Edifícios Institucionais e, a pedidos, abrimos possibilidades para reformas de casas e apartamentos na categoria Residencial”, destaca.

Devido à relevância do evento, neste ano, foi criado um portal – www.melhordaarquitetura.com.br – dedicado especialmente ao prêmio. Por meio desse canal, o internauta tem acesso ao regulamento e ao sistema de inscrições. Além disso, o site reúne depoimentos de finalistas, vencedores, galerias de fotos e vídeos das três edições anteriores.

Para valorizar e apresentar a um público amplo os destaques da premiação, está programada uma exposição dos projetos finalistas no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, entre os dias 7 e 20 de novembro. “Acreditamos que com esta mostra reafirmamos nosso compromisso em ampliar o espaço de discussão sobre a arquitetura no Brasil”, pontua Livia.

Inscrições gratuitas até 4 de julho
O prazo para a entrega dos trabalhos vai até o dia 4 de julho de 2011. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas via Internet (www.melhordaarquitetura.com.br) por meio do preenchimento do ,formulário, da ficha técnica e entrega do material para seleção prévia (1ª fase), conforme as regras expostas no regulamento. Os critérios básicos de avaliação da Comissão Julgadora são: inovação, solução plástica, implantação e integração com o entorno, sustentabilidade ambiental, acessibilidade, conforto termoacústico e materiais. Haverá também a votação via Internet na segunda fase da premiação.

Os vencedores (um por categoria) receberão o troféu O MELHOR DA ARQUITETURA 2011, além da publicação dos projetos na revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO e participarão da exposição no Museu da Casa Brasileira, juntamente com os demais finalistas. Os projetos arquitetônicos inscritos devem se enquadrar nas 10 categorias da premiação e terem obras realizadas e concluídas no território nacional no período de 1º de janeiro de 2008 a 31 de maio de 2011.

As categorias do O Melhor da Arquitetura 2011 são: Intervenção Urbana; Retrofit; Edifícios Institucionais nas áreas de Educação, Cultura, Saúde, Lazer e Indústria; Edifícios Comerciais ou de Escritórios (limitados a até 4 pavimentos ou 500 m²; e acima de 4 pavimentos ou 500 m²); Escritórios (instalações e interiores); Hotelaria (hotéis e resorts); Bares, Restaurantes e Casas Noturnas; Lojas e Showrooms; Condomínios Residenciais unifamiliares horizontais ou verticais (limitados a até 5 pavimentos ou 3 000 m²; e acima de 5 pavimentos ou 3 000 m²); Residencial (Reforma – Casa ou Apartamento, Cidade, Praia e Campo).

Cronograma:
Inscrições: até 4 de julho (www.melhordaarquitetura.com.br)
Divulgação oficial de 3 finalistas por categoria: de 28 de julho a 1 de agosto
Entrega do material completo na 2ª fase: 1 a 22 de agosto
Votação pelo site: 9 de agosto a 22 de setembro
Votação pela Comissão Julgadora: 8 a 19 de setembro
Cerimônia de entrega dos prêmios: 31 de outubro
Exposição dos projetos vencedores no Museu da Casa Brasileira: 7 a 20 de novembro

Você sabe qual o real valor do seu imóvel?

junho 26, 2011 by lmenezes · 357 Comments
Filed under: Corretor 

Você sabe qual o real valor do seu imóvel?

Com base em dados técnicos e de mercado, os avaliadores de imóveis podem oferecer ao cliente a segurança de um preço justo ao imóvel

É comum o cliente levar em conta aspectos como localização ou tempo de uso do imóvel para definir um preço para a venda. Mas é o avaliador de imóveis quem tem preparo técnico para fornecer o preço real do seu imóvel.

Vários são os motivos que levam um cliente a contratar um avaliador de imóveis. Questões de partilha, venda, negociações envolvendo troca e pagamento, discordância do valor ofertado, garantia de outras negociações, são algumas delas.

O corretor de imóveis Ademir Fischer, de Guabiruba (SC), trabalha há um ano com avaliação de imóveis e explica que o procedimento inicial é a coleta de dados do imóvel, aplicando-se a uma tabela com as devidas apreciações. “É necessário fazer a vistoria in loco, analisandoo quanto a Legislação Ambiental e o Plano Diretor da Cidade. Nas casas e apartamentos, avaliamos o estado de conservação, material usado, localização e idade do mesmo,”comenta.

Caso o imóvel seja um terreno, outros pontos são levados em conta. “São considerados os recuos necessários, a topografia, localização e tipo de construção permitido no imóvel,” ressalta.

Visão aquém do mercado

O corretor e avaliador de imóveis Dorival Leite, de Curitiba (PR), afirma que há muita procura pelo serviço de avaliação de imóveis para venda. Atualmente, faz em média cinco avaliações por mês e segundo ele, as expectativas do cliente nem sempre estão de acordo com a realidade do mercado, o que pode criar dificuldades na aceitação, em alguns casos.

“As avaliações para venda normalmente são solicitadas para confirmar o que proprietário já tem para si. Normalmente ele já sabe quanto quer pelo imóvel. Como avaliador, discuto os valores que o mercado aceita ou o que é possível convencer compradores por aquele valor, e nem sempre condizem com o desejo-anseio-fantasia do proprietário. De qualquer forma, é o cliente quem toma a decisão,” ressalta Leite.

Segurança e preço certo

 

via MARKETING E PUBLICIDADE IMOBILIÁRIA

CDHU vai construir 200 unidades sustentáveis no interior de São Paulo

maio 30, 2011 by lmenezes · 1.033 Comments
Filed under: Engenharia 

 


Projeto habitacional é assinado pelo escritório 24.7, vencedor de concurso realizado no final do ano passado

 

Mauricio Lima

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) começará a utilizar conceitos de sustentabilidade em suas obras, com base em soluções para otimização de recursos, diminuição de consumo energético, redução de emissões e resíduos e menores custos e despesas com manutenção das casas.  Até o final deste ano, a CDHU inicia a construção de 200 unidades habitacionais na cidade de Botucatu, interior de São Paulo.

 

 

Casas são formadas por blocos lineares

 

 

Como base, será utilizado o projeto feito pelo escritório 24.7, de Campinas. O projeto foi escolhido através do Concurso Habitação Para Todos, realizado pela CDHU e o departamento paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) no final do ano passado.

 

O projeto prevê a construção de casas térreas de dois e três quartos com 52 m² e 63 m², com valor aproximado de R$ 1 mil por metro quadrado. A casa é constituída de dois “blocos lineares”, que abrigam todos os cômodos da casa. O projeto prevê também a diferenciação e a personalização das fachadas, com o objetivo de evitar repetição nos conjuntos habitacionais executados normalmente.

 

Para buscar a sustentabilidade, as casas contam com características como a implantação no eixo norte-sul, permitindo iluminação natural o dia inteiro, já que foram pensadas muitas janelas para cada casa.

 

Além disso, as casas contam com sistemas de exaustão de ar quente, massa térmica para aquecimento no inverno, paredes que ventilam sem perdas térmicas, pátios internos, ventilação permanente, coberturas inerciais, além de proteções solares. Segundo o arquiteto Giuliano Pelaio, sócio do escritório, “90% da sustentabilidade de um projeto é alcançado exclusivamente através de decisões projetuais graças à correta interpretação climática do local e não pela especificação de materiais ecológicos. E neste projeto não foi diferente”.

 

A acessibilidade também foi uma das preocupações dos arquitetos: a parte interna das casas foi concebida de acordo com os módulos de acessibilidade, onde todos os ambientes possuem condições de deslocamentos, rotações e passagem para uma cadeira de rodas e acesso em nível para o interior da casa, além de vãos das portas com 90 cm.

 

A ventilação natural se dá através do posicionamento de aberturas na fachada e através da captação da ventilação fresca gerada pelos pátios projetados entre os blocos.

 

 

 

Ventilação natural se dá por aberturas nas fachadas

 

 

 

 

Casas variam entre 52 m² e 63 m²

 

 

 

 

Janelas permitem iluminação natural

 

 

 

 

Cômodos são livres para modulação de acordo com o gosto do morador

 

 

 

 

Cores também poderão ser alteradas

 

 

 

 

200 mil unidades deverão ser construídas em Botucatu (SP)

 

 

 

 

Planta mostra a acessibilidade do local

 

 

 

 

Casas também contarão com telhados verdes

 

 

 

 

Esquema pensado para as casas

 

via PINIweb.com.br

Casa construída com contêineres fica aberta para visitação até 19 de junho

maio 30, 2011 by lmenezes · 1.400 Comments
Filed under: Arquitetura 

Arquiteto Danilo Corbas tinha como foco para o projeto de sua própria residência o uso de materiais reciclados, construção limpa e conforto termoacústico

Mauricio Lima

Até o dia 19 de junho, o arquiteto Danilo Corbas deixa abertas as portas de sua nova residência para visitação: a Casa Container. Inaugurada no início de maio, após sete meses de construção, a casa com 196 m² de área útil foi construída com quatro contêineres marítimos inutilizados, adaptados para abrigar três quartos, sala de estar, sala de jantar e cozinha gourmet integradas, escritório, três banheiros, área de serviço, garagem e varandas.

 

 

 

Para a área da escada foi utilizado steel-frame

 

Os quatro contêineres formam a estrutura da casa, sendo dois dispostos no pavimento inferior e outros dois dispostos perpendicularmente sobre os primeiros, formando o pavimento superior. Segundo o arquiteto, seu objetivo era reciclar materiais e evitar a utilização de areia, tijolo, cimento, água e ferro para a estrutura, tornando o canteiro de obras mais limpo.

 

O projeto previa uma terraplanagem suave do terreno, utilizando sistema de compensação entre corte (50 cm) e aterro (até 80 cm), para deixar um único platô quase em sua cota original. Os serviços de terraplanagem e limpeza do terreno foram executados em um dia.

 

Para a fundação da casa, foram utilizadas sapatas isoladas nas extremidades dos contêineres e sob as colunas de reforço, colocadas para aguentar os contêineres superiores. De acordo com Corbas, pelo peso da construção, de 18 t (4,5 t por contêiner), não foi necessária a colocação de ferragens nas sapatas, trabalhando basicamente o esforço de compressão.

 

O isolamento termoacústico do contêiner formado por chapas de aço foi um dos quesitos que exigiu maior atenção do projetista. A lã PET e o drywall foram empregados para o isolamento das paredes, enquanto no teto foram utilizadas telhas térmicas com uma camada de poliuretano, juntamente com lã mineral basáltica.

 

O principal objetivo da casa era ser sustentável. Para isso, o arquiteto introduziu itens como sistema de reuso de água pluvial, ventilação cruzada nos ambientes, telhado verde, telhas brancas, iluminação em LED, sistema de aquecimento solar e uso de salamandra para aquecimento. A iluminação natural também faz parte do projeto: o vão formado entre os dois contêineres inferiores foi fechado com vidro, além de janelas basculantes, instaladas por toda a casa.

 

“Nós, arquitetos e engenheiros, temos a responsabilidade de transformar os atuais conceitos da construção civil, das técnicas construtivas e da arquitetura para que não estejamos tão a mercê dos interesses exclusivamente econômicos. Temos que priorizar a qualidade, transformar o mercado para que ofereça uma arquitetura perene, livre de modismos. Isso é sustentabilidade”, disse Corbas.

 

 

A visita pode ser agendada gratuitamente pelo site do projeto.


Detalhes da casa durante a obra

 


Interior foi revestido com drywall e lã PET

 


Detalhe da casa antes da pintura

 


Fachada da casa

via PINIweb.com.br

São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou “verde”

maio 30, 2011 by lmenezes · 636 Comments
Filed under: Arquitetura 

Dois Projetos de Lei, cada um sobre um tipo de cobertura, tramitam simultaneamente na Câmara Municipal com o objetivo de melhorar o conforto ambiental dos imóveis

Mauricio Lima

A Câmara Municipal de São Paulo discute atualmente dois Projetos de Lei referentes às coberturas dos imóveis da cidade. Um deles, o PL 615/09, de autoria do vereador Antônio Goulart (PMDB), prevê que todos os imóveis da cidade sejam pintados na cor branca, enquanto o outro, o PL 115/09, proposto pela vereadora Sandra Tadeu (DEM), prevê que novos condomínios edificados com mais de três unidades contem com “telhado verde”. Os dois PLs já foram aprovados em primeira fase pela Câmara, mas ainda não há estimativa para as votações em definitivo.

 

 

Projeto de Lei que exige obrigatoriedade, principalmente pela cobertura branca em toda a cidade, gera polêmica no setor

O objetivo dos projetos é o mesmo: diminuir as ilhas de calor na capital paulista. O telhado branco contribui para essa redução, pois tem como uma das características a capacidade de refletir os raios solares, enquanto telhados escuros absorvem esses raios, aumentando as ilhas de calor. Já a camada de terra dos “telhados verdes”, por sua vez, promove o aumento da inércia térmica da cobertura,  de modo que sua temperatura não mude tão rapidamente.

 

Apesar dos dois sistemas apresentarem características para melhorar o conforto térmico do ambiente, o setor apresenta opiniões diferentes sobre o tipo de cobertura mais adequada. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) divulgou recentemente uma nota  afirmando que “a utilização da cor branca ou clara de forma generalizada pode trazer problemas funcionais para o ambiente construído, pois a excessiva reflexão de luz pode causar ofuscamento e desconforto visual para ocupantes de edifícios vizinhos”.

 

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) também divulgou notícia convergente  à  posição do CBCS em seu site : “Além de desnecessária, a especificação de qualquer cor ignora necessidades estéticas, culturais e de funcionalidade, podendo descaracterizar conjuntos históricos”.

 

Já o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), por meio da campanha “One Degree Less”, defende que se os raios forem refletidos, além da diminuição do número de ilhas de calor, há também a redução da utilização de ar-condicionado, diminuindo a emissão de gás carbônico. O conselho cita inclusive um estudo realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, que mostrou que coberturas escuras absorvem 80% do calor e as claras refletem até 90% da luz solar.

 

Segundo a pesquisadora Maria Akutsu, responsável pelo Laboratório de Higrotermia e Iluminação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) o problema está na obrigatoriedade do uso de um dos sistemas, se um dos projetos for aprovado, já que a aplicação de quaisquer soluções dependem de vários fatores, que podem não ser necessariamente adequados para todos os casos. O arquiteto Lourenço Gimenes, do escritório FGMF, compartilha da mesma opinião: “A aplicação desses dois tipos de telhados deve ser estudada caso a caso. Se você tiver uma cobertura que é ocupada pela caixa do elevador, pela caixa d’água e por painéis solares, você vai pintar o quê de branco? Ou vai colocar um pequeno espaço com vegetação?”.

Gimenes ainda defende que a cobertura não é o único fator a provocar um impacto térmico no edifício. “As fachadas norte, leste e oeste recebem calor praticamente o dia todo, mas é dada pouca atenção para elas, que têm um impacto muito maior no conforto térmico”, diz o arquiteto.

Entre as uasn opções de cobertura, a pesquisadora do IPT ainda defende o telhado verde que, segundo ela, traz vantagens como a melhoria da qualidade do ar e a maior retenção de água da chuva. Caso o PL favorável às coberturas brancas seja aprovado, ela observa alguns fatores que merecem atenção: ”deve-se primeiro haver cuidado com a qualidade da tinta, para que não crie fungos. Além disso, uma telha cerâmica, ao ser pintada, por exemplo, pode perder algumas de características, como a porosidade”, finaliza.

via PINIweb.com.br

Após salto de 33% no lucro, PDG acelera ritmo de entregas

maio 30, 2011 by lmenezes · 540 Comments
Filed under: Economia 

A construtora e incorporadora PDG Realty informou na noite de quinta-feira que teve lucro líquido ajustado de 239,1 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, crescimento de 33 por cento ante o ganho do mesmo intervalo de 2010.

A estimativa média de seis analistas, segundo pesquisa Reuters, era de lucro de 223,5 milhões de reais nos três primeiros meses deste ano.

O salto no lucro ocorre em meio à conclusão do processo de integração das operações da Agre, adquirida em maio de 2010. A PDG também herdou, na ocasião, um alto volume de obras atrasadas, saldo que vem zerando ao longo dos últimos meses.

Nos três primeiros meses deste ano, a empresa entregou 8,5 mil unidades, equivalentes a 56 por cento do previsto para o primeiro semestre. Para o fechado de 2011, a meta é de entrega de 35 mil unidades.

“Cada trimestre está sendo consequência de decisões certas tomadas lá atrás. No setor, as decisões demoram a aparecer… Tomamos uma decisão muito acertada em adquirir a Agre… o mercado tinha muitas dúvidas quanto a integração e entregas”, disse o diretor financeiro e de relações com investidores da PDG, Michel Wurman, em teleconferência nesta sexta-feira.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado da companhia somou 359,8 milhões de reais no trimestre encerrado em março, aumento de 24 por cento sobre um ano antes, com a margem caindo de 26 para 23,8 por cento.

Enquanto isso, a receita líquida foi 35 maior ano a ano, alcançando 1,513 bilhão de reais.

O ganho da líder do setor no país foi impulsionado por um incremento de 67 por cento nos lançamentos e de 26 por cento nas vendas contratadas no primeiro trimestre, que somaram 1,758 bilhão e 1,704 bilhão de reais, respectivamente.

Em termos de lançamentos, a PDG cumpriu, até março, 19 por cento do ponto médio da meta traçada para o ano, que é de 9 bilhões a 10 bilhões de reais.

A velocidade de vendas da companhia, medida pela relação de venda sobre oferta (VSO), ficou em 29 por cento entre janeiro e março, acima do esperado pela própria empresa.

“A velocidade de vendas (em 2011) deve ser menor que no último ano, mas o primeiro trimestre surpreendeu”, afirmou Wurman, que disse esperar nível em torno de 27 por cento.

Os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2010 foram apresentados proforma, como se a PDG já houvesse incorporado a Agre na ocasião.

As ações da incorporadora operavam com valorização de 1,5 por cento às 10h44 desta sexta-feira, enquanto o Ibovespa caía 0,47 por cento.

via International Business Times.

De acordo com especialistas da área e grupos de pesquisa, cada vez mais compradores e vendedores de imóveis optam por casas mais ecologicamente corretas

maio 30, 2011 by lmenezes · 501 Comments
Filed under: Engenharia 

De acordo com especialistas da área e grupos de pesquisa, cada vez mais compradores e vendedores de imóveis optam por casas mais ecologicamente corretas.

 

 

Reuters

De acordo com especialistas da área e grupos de pesquisa, cada vez mais compradores e vendedores de imóveis optam por casas mais ecologicamente corretas.

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Brent Pullar, o presidente operacional da empresa imobiliária australiana Harcourts Victoria, afirmou que a quantidade de casas ecologicamente corretas construídas e vendidas anualmente é maior. “Não são apenas os já então proprietários que estão ecologicamente conscientes, mas também os novos compradores. As pessoas que procuram por uma casa nova são, sem dúvidas, influenciadas pela nova tendência de abraçar os princípios das iniciativas verdes, tais como energia solar, reservatórios de água de chuva, torneiras com dispositivos que regulam a vasão da água e gerenciamento de energia”, disse Pullar.

Em uma pesquisa sobre a Percepção do Mercado e Preferências em relação às Casas Verdes Australianas, a Frost & Sullivan descobriu que a consciência geral de casas verdes é alta, dois terços de todos os 1.018 entrevistados admitiram ser conscientes ecologicamente. A pesquisa descobriu que essa consciência é maior entre aqueles que planejam comprar uma casa nos próximos dois anos.

Atualmente, os projetos de construção requerem medidas de energia eficientes, além do mais, uma decisão recente tornou obrigatório que as construções exponham a utilização de energia. Pullar informou que nos próximos anos, alguns compradores irão preferir casas com características ecológicas àquelas que não as possuem. “Se uma casa não tiver aspectos ecologicamente corretos, isto pode colocar um ponto final no negócio para muitos compradores em potencial; o que é reflexo do nível de conscientização ecológica que vemos agora”, disse Pullar.

“Arquitetos e urbanistas criam pensando não apenas em estilo e conforto, mas também em sustentabilidade, visto que cada vez mais pessoas exigem casas ecológicas”.

via  International Business Times.

China prepara mais restrições ao mercado imobiliário

maio 23, 2011 by lmenezes · 168 Comments
Filed under: Economia 

China prepara mais restrições ao mercado imobiliário

Mercado dá sinais de retomada da alta dos preços

A China implementou uma série de medidas em abril para esfriar o mercado de imóveis

Para lidar com os sinais de retomada da alta dos preços no mercado imobiliário, algumas cidades chinesas estão preparando novas medidas restritivas, reforçando as expectativas de que Pequim não aliviará o controle sobre o setor tão cedo.

A próspera província oriental de Zhejiang pretende obrigar as construtoras a depositar os valores obtidos com a pré-venda dos projetos imobiliários em contas bancárias caução. Cidades importantes, incluindo Xangai, Wuhan e Qingdao, estão elaborando planos similares, segundo a mídia estatal.

A exigência irá controlar o fluxo de capital das construtoras, já que a pré-venda representa cerca de 40% de seu financiamento. “Algumas construtoras terão que cortar os preços no curto prazo para facilitar as vendas”, disse Cheng Dong, analista imobiliário da BOC International, em Xangai.

A China implementou uma série de medidas em abril para esfriar o mercado de imóveis, em parte para acalmar as reclamações de que muitas pessoas não podiam pagar os preços das casas.

via VEJA.com.

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